31 de maio de 2012

Caixa Preta


Clico poema no escuro
Infinito se faz
Além das palavras

22 de maio de 2012

17 de maio de 2012

Malu ( Maria Luiza) nossa filha


sapeca na madruga
a risada é um samba
que pede sono

CHUVA CAI DE REPENTE

pingos na noite
silêncio alinha
sono restaurador

Decifra-me ou devoro-te

Calo
Diante da Esfinge
Resposta é surpresa

11 de maio de 2012

VISLUMBRE ALUMBRAMENTO





Um ídolo plagia a quem o adora,

amando por amante e vice-versa,

escambo como câmbio, feira persa,

 transitam aduanas. Para fora



ou dentro, mecardeja-se o que doura,

cintila-lhes a luz de quem exerça

o jogo especular na sua tersa

imagem que por ora lhes agoura.



Agora que são um, e se desdobram

unidos, inimigos não lhe dobram.

Agora, apenas um que se sublima



nas partes que há no par, não há mais clima.

O clima de discórdia, rigoroso,

rebenta-se por bem, por um só gozo.



HENRIQUE PIMENTA

Do livro 99 Sonetos sacanas e 1 Canção de Amor.

Livro dedicado a Glauco Matoso.



Henrique Pimenta é um dos bons poetas hoje que trabalham o soneto.

Vocês podem le-lo no seu blog:



http://dobardo.blogspot.com.br/



99 sonetos sacanas e 1 canção de amor -



será lançado dia 25 deste, às 19h,

no Memorial de Cultura e Cidadania,  em Campo Grande-MS.



Após o lançamento, ele indicará como proceder para a compra online,

porque será vendido apenas por ele e entregue pelo correio.



(O preço para o Brasil: R$ 20,00.)

6 de maio de 2012

QUANDO O POETA CALA




É quando o poeta cala


O siêncio fala


a lua ilumina

 o caos


a solidão mata


o cotidiano









É quando o poeta cala


reticências traem sua verve


o delírio abandona suas


noites






É quando o poeta cala

fala mais alto o superficial

porque o poder é o que

o mundo quer





E o poeta vira as costas


para o domínio






É quando poeta cala


para ouvir as vozes


do seu devaneio





nas nuvens que dão


vida a sua loucura.







4 de maio de 2012

LASCA

palavra caverna materna
paleolítico sentido signo
inscrição rupestre
de nossos antepassados
em nós mesmos





palavra pão pólvora
pedra que lavra: sentido 




palavra vida verso
voo no silêncio da
porta




que traduz tempo


em pó.

2 de maio de 2012

99 SONETOS SACANAS E 1 CANÇÃO DE AMOR

"...Alcinha da calcinha
desejo de prazer..."
"...A sua tara
É o remédio
Que me sara..."

Cássio Amaral.


A mando

Arranco-te a calcinha com os caninos
e quase em teus mamilos repetecos,
eu babo pela raiva que rumino,
na gana que arreganha e te dá treco.

É pica na buceta! São divinos
os piscas do cuzinho por que peco!
Os dedos para dentro do intestino:
"Ai, amorzinho!, um pouco mais, defeco."

Na buça, no teu cu, 'onde chegar,
abuso do real, sei meu lugar:
tirando o meu lulu, só ilusão.

Sou bruto, sou gostoso, desse jeito,
perfeito porque "não" eu não aceito,
gozando o que conquisto com tesão.

HENRIQUE PIMENTA
Do seu livro 99 SONETOS SACANAS E 1 CANÇÃO DE AMOR

Livro dedicado a  Glauco Matoso, sonetos bem elaborados e construídos
numa amplitude da poesia que vem para rasgar a mesmice de nossa realidade.
Seus versos são gritos incandescentes. São eróticos,
são puro Rock and Roll que que tocam no ponto G das palavras.
Confiram mais de Henrique Pimenta no blog dele: