27 de setembro de 2014

FAÍSCA E FÓRCEPS

Amigos,
Os livros FAÍSCA E FÓRCEPS estão sendo vendidos por mim.
Fórceps é a coletânea de poetas mineiros:
Heleno Álvares, Rafael Nolli , Flávio Otávio Ferreira e eu.
E Faísca meu livro de poemas e haikais.
Os dois livros são cartonaria. Capas feitas de papelão, pintadas, ou de Caixinhas de leite e suco com colagens em folhas de Filosofia, Enciclopédias e dicionários com cola Cascorez. Os livros são costurados a mão. Foram feitos por mim, são 30 exemplares do Faísca e 20 exemplares do Fórceps.
Valor dos livros:
Faísca: R$15,00
Fórceps: R$15,00
Quem mora fora mais R$5,00 de postagem, ou seja R$20,00.
Abraços.

18 de setembro de 2014


16 de setembro de 2014

FAISCADOS

I
cinza a chuva
ensaia pingos
que desaguam do nada

II
trovão faísca
clarão da tarde
susto antecipa silêncio

III
reverso verso
transgrido
faísca instante

IV
pedra bruta mistério
abaco cabala signo
faísca explode a esmo

V
Espiral Sol Sina
Reflexo passagem
Articulo Faísca


11 de setembro de 2014

Para Robson Corrêa de Araújo

Foto: Robson Corrêa de Araújo


árvore que nasce
sombra da vida
folhas sopram passagem

10 de setembro de 2014

NAVEGANTE

Poeta proletário
Artífice da palavra
Operário do contexto
Poeta sem salário
Pra sociedade um otário
Poeta vário
Vaticínio ideológico
Razão dos moinhos de vento
Dispersão dos tsunamis
O primeiro a ser atirado do navio
O sal não cala sua voz

9 de setembro de 2014

HOJE ESTÁ RUSSO

Meu crime não é castigo de Fiódor Dostoiévski .
Nunca li Leo Tolstoy.
Minha Guerra e Paz se desfaz no sol.
Procuro um verso abrupto.
Desmancha-lo-ei no imperfeito. 
Dou nó no pleonasmo para mante-lo
digno das metáforas.
Preciso pedalar num terreno chamado poesia. 
Russo sigo no melhor jeito da metalinguagem. 

8 de setembro de 2014

BOBO NÃO É BOBÔ (JOGADOR DE FUTEBOL)

Isaias de Faria tem razão
Somos todos telebobos
Ou bobos?
A sua bobagem é só sua
Fique com ela e cuida direitinho dela.
A minha bobagem tem hora que é um cão raivoso
O bobo acha que tô rico ou sei lá o quê
Ele pensa que sou bobo ou eu penso que ele é bobo
A bobagem tomou conta de tudo
Bobo bobo bobo hoje tem lua e cadê o lobo?
O bobo pensa que tá me enganando
Vem de leve fala baxinho finge bem
De bobagem em bobagem tudo acaba em fuleragem
Tanto bobo que as antenas captam
Parabólicas fuzilam bobóides num ritmo rápido
Enquanto o tempo engole a vida.


6 de setembro de 2014

PREPOSICIONAIS


1-O verde ensaia a preposição de esperança ou cura.
2-A sombra  esvai rápido desde que  raios do sol comunguem o texto faísca.
3-Sol alimenta  vida para alegria.
4-A chuva discorda de você.
5-Fui até o verde e achei sol na sombra.
6-A preposição do inominável é poema com estilo.
7-Verde sob sombra alimenta sol na amplitude da palavra.
8-Reflexo sobre reflexo até o infinito faísco no Imprevisto.
9- Eremita chega de manso no texto Noir e reverencia  um haikai silencioso no infinito.


5 de setembro de 2014

A ARTE É UM JOGO QUE REFLETE ALMA


Foto: Robson Corrêa de Araújo



Os jogos refletem o indescritível
Palavra sobre palavra um ritmo dá Dionísio a direção
Barbas e cavanhaques marcham em direção do absoluto
Dali olha Gala na gala
Bem vindo ao show a arte é sangue e cerne
é impacto colostro de  arrepio que  tintas malham
em oferendas

Os jogos refletem o indescritível
A mesa posta do incrível
Passa pelas abóbadas do homem.

3 de setembro de 2014

SILÊNCIO NOS DETALHES

Sol
Sorri
Yoga
Liangomg
Taich
Ravi shankar
Prana
Lá fora
O sol
Domina
Alegria
Que fica 

2 de setembro de 2014

HAIKUS HOKKUS HAIKAIS SOLARES NA NOITE DE CHUVA


Soul
Sol
Sem chuva

Chuva
Soa
Sol me intero

Sol
Tribo Araxá
Ilumina já


Sou
Sol
Faísco estrada

Sol
Sou
Reflexo de índio

Chove chove
Sol me aquece
Minha alma não esquece


Sol sol
solares
samba dia além trovão


sol nascente
olhos rasgados
me olham urgente

Sol Nascente
Samurai
Risco texto urgente.





O BAIXIO DAS BESTAS É UM FUTEBOL QUE NÃO ENCHE A BARRIGA

Esse mesmo e trágico desfarelar de ideias
velhas velhos códigos velhos conceitos
o descaso escancarado num ritmo lento
o país em destempero
o PIB lento da nossa pátria sem nação
o chavão com arranhão não há visão
esse mesmo baixio das bestas
a incógnita é uma pergunta que satisfaz
quem é o poder quem permanece no poder
esse baixio das bestas é a podridão
num verso escuro acuado amuado
pois tudo é torpe
a fofoca rola
o descaso é evidente
e a ética jaz num canto
pois o jeitinho brasileiro
passeia pelos gramados do mundo
num gol que não entra
e a bola bate na trave.


1 de setembro de 2014

REPUDIO AOS ABUTRES NO PODER

esse baixio das bestas que vocês ainda querem
esse rato tem uma ratazana
o voto inoportuno do descaso
quem paga os impostos somos nós
depois deles nos roubarem  de novo
bandidos incansáveis com suas
caras fétidas em cartazes de propaganda
política
Sartre ia para rua o filósofo é o pai da revolução


seus abutres esse baixio das bestas
foram vocês que o criaram
engulam o nojo junto com as fezes
nos seus banquetes caros

vocês envergonham a pátria
a lei funcionaria se fosse para o povo
e não em função própria

seu abutres querem insistir
seus infelizes
não voto em vocês

e um dia a cal e o pó
lhes ensinarão a real.