9 de setembro de 2007

A Puta I



Ele vinha na frente, era um senhor de uns 60 anos, aposentado da roça.
Ela vinha atrás . Cabelos longos, anca empinada e perfeita. Era uma morena e tanto.
Os vizinhos ficavam olhando. Sabiam que entrariam no Domitório Belo Horizonte.
Ela tinha jeito de cobra, parecia de perfil David Covardale,mas gostava de dançar,
lia Aldous Huxley e gostava de misticismo. No geral era uma mulher muito atraente e seus cabelos compridos e negros davam um tom de presença e estilo.
Era uma puta porque a situação a levou a isso, não, não só a situação.
Ela veio com a família de São Paulo. O pai era professor de Sociologia e a mãe astróloga.
Vieram depois de um assalto em sua casa, buscavam um lugar mais calmo e com uma boa qualidade de vida.
Com o tempo Simone foi crescendo e já com dezesseis anos transformava-se numa mulher.
Lia muito, seus pais a ensinaram a ler, o hábito da leitura. Havia uma biblioteca muito boa em sua casa, de Marx a Sartre. Num belo dia caiu em suas mãos um livro sobre o Kama Sutra, ela achou interessante. Como gostava de dançar começou a treinar sozinha algumas posições. Interessou-se pela questão do sexo. Viu que os pais também possuíam uma coletânea do famoso pompoarismo e leu. Ficava se masturbando e praticando o pompoarismo todos os dias.
Na sua sala havia um menino que ela achava interessante. Ele era sério, usava óculos e gostava de jogar vôlei. Era meio intelectual. Gostava de Maiakovski e da cultura japonesa.
Ela ficava olhando sempre pra ele e nas tardes tocava umas siriricas fenomenais pensando nele.
O tempo passou e num belo dia a turma foi embora. Os dois ficaram por último no colégio. Até que o chamou e pediu que ele fosse ao banheiro feminino com ela.
Ele achou estranho mas foi. Chegaram lá e ela não perdeu tempo, primeiro o beijou e depois caiu de boca nele. Nunca havia chupado um pau,mas o fez com maestria, pelo instinto. Tinha visto umas revistas e filmes e adorou o pau de Roberto que era de uns 18 cm.
Chupou com voracidade e pediu que ele a comesse. Ele sem delongas a colocou de quatro e a penetrou. De tanto tesão depois de sete bombadas gozou.
De lá pra cá ela não parou mais. Passaram-se os anos e no 3º ano do Ensino Médio seus pais morreram num acidente voltando de São Paulo.
Ela então aliou seu instinto e tara. Começou a fazer programa.
Naquela segunda-feira ela acordou de bom humor, como mística acendeu um incenso, fez uma prece e viu sua mandala que aprendera a fazer num curso de desdobramento astral anos antes. Olhou o relógio e eram 12 horas e 30 minutos. Saiu e foi tomar um café. Ela morava no Dormitório Belo Horizonte. Saiu de saia preta, sapatos altos e um top que mostrava seus lindos seios.
Tomou café na padaria Pão Nosso e foi direto pro mercado. O mercado velho era o reduto das putas. E, ela fazia ponto ali. Pegou o livro Além do Bem e do Mal do Nietzsche que estava lendo e sentou-se numa mesa. Apareceu um senhor de uns 60 anos e a cumprimentou:
_Olá, tudo bem?
_Tudo ela respondeu.
Ele perguntou seu nome.
_Simone.
Ele disse:
_ Meu nome é Acácio.
_Muito prazer seu Acácio.
_Muito prazer Simone.
Ela pensou na frase de Nietzsche “Quando o amor e o ódio não estão em jogo, a mulher joga de maneira medíocre”.
Pensou e repensou nessa frase. E fuzilou pra seu Acácio:
_Olha, vejo que o senhor está querendo em seus olhos. Vamos fazer um programa?
Ele sem pensar respondeu:
_Claro menina, você é linda e nem sei se consigo mais fazer amor.
Saíram então do mercado. A via sacra dali era manjada por todas as pessoas. Um ritual que parecia algo japonês inverso. Ela ia na frente e ele ia atrás. Só que no Japão era o contrário, o homem andava na frente e a mulher dez passos atrás.
Seu Acácio ia vendo aquela bunda empinada e seu pau já dava sinais de vida.
Chegaram no Dormitório Belo Horizonte. Ela pede camisinhas e toalhas ao funcionário do Dormitório.
Eles entram no quarto dela. Seu quarto era uma espécie de Santuário. Tinha anjos por todos os lugares, suas mandalas, suas cartas do baralho cigano, em cima da sua cama uma espécie de tenda, uma faixa escrita em sânscrito “Erótica".
Ela perguntou se ele não queria tomar um banho, estava calor. Ele tomou banho e voltou.
Ela entrou no banheiro também tomou um banho e foi logo falando que eram R$50,00 o programa.
Ele tirou o dinheiro da carteira e a pagou.
Ela pensava que seria uma coisa como as outras que já tinha tido com velhos. Pensava que seria só rebolar e ele ficaria satisfeito.
Ela começou a rebolar, tirou a roupa e mostrou seu corpo escultural pra ele.
O inimaginável aconteceu. Seu Acácio pegou-a, deu-lhe um beijo e pediu que ela o chupasse.
Ela abriu a calça dele e viu que seu pau media uns 23 cm.
Ela o chupou. E ele então a levou pra cama.
Na cama ele a enlouqueceu. Ela queria faze-lo gozar logo. Mas ele deu-lhe um trabalho. Fez ela gozar três vezes e por último ensinou-lhe uma nova posição, o Return to Back. Ela ficou horrorizada. Pensou que aquilo era um sonho.
Ele gozou depois de faze-la gozar mais duas vezes.
Ela ficou chocada. Como um velho de 60 anos consegue isso!
Descansaram-se uns vinte minutos. Ele foi ao banheiro e voltou já de pau duro.
Ela não acreditou, mas ele consegui trepar por mais algum tempo. E gozou longamente como um garoto de dezoito anos.
Ela não acreditava. Ficava pensando como poderia aquilo acontecer.
Até que seu Acácio ficou de pau duro de novo.
Ela não agüentou. Cansada perguntou:
_Seu Acácio o que é isso, o senhor é um cavalo na cama, como pode?
Ele respondeu:
_Simone, meu pai morreu aos 95 anos e transou até os 82. meu avô morreu aos 98 anos e transou até os 84 anos. Eu só tenho 60 anos e hoje de manhã já tomei meu viagra.
Ela cansada disse que não agüentava mais. E olhava pro pau dele duro.
Ele perguntou:
_ E agora o que faço de pau duro?
Simone respondeu:
_Pendura a toalha nele seu Acácio!
Ela lembrou de outra frase de Nietzsche:
“Hoje, um homem que busca o conhecimento poderia facilmente acreditar-se um deus que se torna animal”.

11 comentários:

Rodrigo de Souza Leão disse...

Gostei Cássio, bem interessante a potência deste cara. O cara era bom. Podia ser ator pornô. Se souber de algum casting para atores eu te aviso pra vc avisar pra ele. Abraço amigo do Rodrigo.

Fred Neumann disse...

hahahaha, muito bom!
Acácio era o nome de um antigo goleiro do Vasco, que pegava todas.
Parece ter aí uma ligação,hahahaha!

abração,

Fred

Priscila Manhães disse...

Cássio, estou rindo muito aqui. Muito bom, mesmo! Avisa qdo tiver a Puta II. :)
Bisous

Analuka disse...

Bem engraçado, o texto, Cássio (e o Acácio??? hehehe). Gostei da citação no final: é bem verdade que alguns homens que se vêem como deuses são, muitas vezes, meros animais! (e será que não estamos ofendendo os animais?)...
Coincidentemente, também postei um texto erótico lá em meu blog, um poema da amiga Glória Azevedo, quando puderes, confira. Abraços.

leo gonçalves disse...

valeu a dica camarada. vc já leu fausto fawcett? acho que vc iria gostar.
abraço.

Paulo de Tharso disse...

Muito bom! Quero,enquanto viver, ter essa força. Muito bom! Abraços!

Paulo de Tharso disse...

Muito bom! Enquanto viver quero ter esta vitalidade. Grande abraço!

Fabrício Brandão disse...

Beleza, Cássio! Adorei o texto porque ele trabalha sobretudo com certos reflexos humanos a todo o tempo. Em lugar de dissociar o instinto das questões de alma, mania tão frequente de nossos tabus todos, você subverteu, ou melhor, coligou os dois.

Receba o meu abraço de parabéns, meu caro!

Paulo Castro disse...

Por isso essas vagabundas têm mais que ler, mermão Cão.
Vai passando livros pra ela.
E vai passando a vara.
E se mandarem pendurar uma toalha, que enfiem a porra da toalha dentro do útero e tenho dito !

QUE VENHAM MAIS PUTAS !!!!

Beijão.
°

Loba disse...

Cassinho, que surpresa boa este texto! Tão bom que deu vontade de dizer como o comentário acima: QUE VENHAM MAIS PUTAS! rs...
Saudades de vc, viu? Mas agora estou mesmo de volta. Anota aí meu endereço - que já nem é tão novo, mas anda abandonado:
http://lobaminas.blogspot.com/
Beijo grandão, companheiro! E obrigada pela força. Tb te amo muito!!!!

Anônimo disse...

Que tesão de macho, hein? Os mais jovens, principalmente os casados precisavam aprender com o coroa.Ha, ha, ha, ha,....
Biju, Rosa