30 de julho de 2008


Canto o caminho que vai dar no sol
desbravo o inócuo fragmento da esfinge da noite
meia volta volver Voltaire me empreste o panfleto político
e seus versos
me empreste um pouco a Bastilha de 1717
Voltaire!
Me mande as cartas filosóficas agora!
Me mande! Já não é mais 1734
Não me importo com escândalos, ainda sou o mesmo
subversivo que toma cicuta pra pagar com a vida
se for o caso
Voltaire! Volte agora!
Não quero morrer com honras e nem com terras
Só quero o espanto, o dedo na ferida
A admiração da filosofia e tirar a roupa da alma
numa transcedência na consciência humana
Tirar minha máscara
Para ver um país com outra cara

2 comentários:

F. Reoli disse...

Ainda ontem, assisti "Volver" de Almodovar e "Lamarca", com Paulo Betti... tive pensando nessa relação... o jeito de se lidar com a morte e com a volta de algo que já se foi e da falta de consciência de engajamento que temos hoje... cair no seu blog, hoje e tentar digerir os filmes de ontem vieram bem a calhar... abraços

Nanda Assis. disse...

boa quinta.
bjosss...