25 de julho de 2008

Doxa na garupa da Episteme
As letras silenciam estrelas sitiadas
no panóptico de Foucault
Metam-se com seus botões
Aqui há philos Sophia que diz razão Cartesius
Prato cheio de iguarias do espanto
Admiração pelas coisas e por nós mesmos
A praça está no olhar da ironia
Matem suas idéias
Tudo muda, muda, muda...
Heráclito pisca olhos nas nuvens
A maiêutica, vamos parir estilhaços
Além de Nietzsche na lua que morre agora
explodindo a bomba da alma:
"É por suas virtudes que alguém é punido melhor"
Me deixem então na solitária
A solidão fareja busca, elevação e descoberta
metam-se com seus botões
Eu meto no cu do verbo
Já que Sartre me traz compromisso
Meu castelo tem moinhos de vento
Sancho Pança me dá um verso metafísico
Metam-se com suas vidas
A lua mira o rombo Além do Bem e do Mal
Zaratustra me convida pra entrar na caverna
As luzes acendem no instante
Que Tomás de Aquino, Dante, Duns Scot e Ockham
caem da estante
Durmo roncando o paradoxo da existência
Na prosa subsidiada de mudanças
24/07/2008.

6 comentários:

ana peluso disse...

MUITO bom.
beijO!

SAMANTHA ABREU disse...

esse teve a caoticidade toda sua, Cássio.
ÓtimO!

Lilian Pinheiro disse...

Olá Cássio, gostei muito do texto, peço permissão para colocá-lo na minha página do orkut... claro atribuindo a vc a autoria! Obrigada!

Nanda Assis. disse...

oi querido amigo, adorei, gosto dessa agressividade. acho que os poemas masculinos tem que ser fortes. bom, espero que esteje mais calmo agora rsrs...
muito bom mesmo!
bjosss...

Cássio Amaral disse...

Lilian,

Pode publicar no seu perfil no orkut sim. Tentei te achar lá mais há várias Liilian(s) Pinheiro. E seu blog não consigo acessar.

Layla Lauar disse...

Forte, belo, culto...adorei este poema.(uma bofetada poética).

saudade de você... beijos