6 de julho de 2008

MaicknucleaR & Bebeto Cicas

Bebeto e MaicknucleaR
TACADA 5: MORDENDO A LÍNGUA
Desrespeito seria olhar-te sem malícia. Sem me
imaginar flanando em seu ventre de algodão.
Agasalhando em tua lã de cor não lembrável. Ou
punhetando o dedo em tua boca mística enquanto
enrrabo tua consciência de literata.
Don't let me fucking dow, bitch. Há cinco gramas de
enfermidade entre meu espírito (de lhe querer) e tua
carne (esquentando a minha) que corresponde toda a
explosão do atrito. E sem atrito, sem fogo. Só o frio
das quatro me meia, teus cigarros cansativos e
minhas velhas veleidades nada sóbrias
MaicknucleaR
Do livro Meu Doce Valium Starlight
Blog do Maick linkado aí ao lado, ou no:
Amanhã dia 07 sai a Revista Lasanha editada por MaicknucleaR,
podem conferir aí ao lado ou no endereço:
Verbos Curtos:
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O RIO QUE DESCE
Na madruga...
A mente dança valsa,
A caneta acompanha os passos.
O sono não me acompanha,
Nas teclas agora vou dando espaço...
Para por em ordem... a minha...
Insistente busca de verbos,
Neste português que tanto erro...
E ouso falar...
Como se soubesse de tudo,
Por querer coisas novas,
Por querer ser um movimento simples...
Um passo seu para mim ser feliz.
Acompanhada de suas indiscutíveis risadas,
Parece um rio que uni os tementes...
Com medo de se molhar...
Nas corredeiras que sem perceber o leva...
Vai, continua descendo...
Cuidado!
Pule do barril antes cachoeira,
Irás cair e com muita água na cabeça...
_Tudo bem... Estou lavando a alma...
Você pode atrofiar a sua vida?
_Quem disse?
O rio que desce.
Humberto Fonseca
( Bebeto Cicas)
Os blogs do Bebeto estão linkados aí ao lado, ou nos endereços :

4 comentários:

Layla Lauar disse...

Poxa..dois poemas fortes...diferentes e bonitos. Gostei muito.

e pela mostra, vou visitar os blogs dos autores..certeza que vou apreciar.

Beijos Cássio

Nanda Assis. disse...

oi amigo. esses poemas são a sua cara, gostei mesmo assim como vc tbm gosta né? bjoss e ótima semana!

BêbÉT/Ocica's disse...

opa!
valeW!
poW sem palavras...

O sentinela olha,
Bate suas asas,
Troveja na ángustia,
Os roubos que não sucedem,
De fardas que se vestem...

A náfita voz,
Cruzando em braçadas,
O mar de vira-voltas...

Nos mergulhos que sufocam,
Desses ares que me tomam.

eh noiS!

SAMANTHA ABREU disse...

eita!
coisa fina isso aqui!

um beijO!