18 de dezembro de 2009

BANCO DA POESIA


Agora no uni-VERSO há um banco onde você pode
depositar sua poesia.
Nele há correntistas como Fernando Pessoa, Mia Couto,
Octavio Paz, L. Rafael Nolli e eu.
O gerente Cleto de Assis é super generoso abre a conta
para vários poetas.
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O endereço do BANCO DA POESIA é:
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Um poema de Cleto de Assis aí:
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BANCO DA POESIA
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Tem Banco do Brasil
Banco que faliu
Banco Real e Banco do Povo.
Até aí, nada de novo.
E tem banco de jardim
mui útil pra quem se cansa
e só quebra com farta poupança.
Há também, entre os quebrado,
o Bears Stearns, o Lehman Brothers,
o Merrill Lynch e o Nacional
e aquele cujo mote foi fatal:
"O tempo passa, o tempo voa...
e só o Bamerindus continua numa boa".
Existe banco de sêmen:
eis o banco que proria
e cujos lindos filhotes
não são mera loteria.
Há banco de areia
e encalhar os navios
e tem banco de réu
apenando os extravios.
Tem banco de imagens,
banco de desenvolvimento
banco central, banco de dados
todos a inspirar cuidados.
Tem econômica Caixa
que não tem nome de banco
mas age na mesma faixa.
Tem até banco de idéias
e banco de futebol
e pra pequenas platéias
tem banco que é urinol.
Ao quase, quase quebrados
inventaram o Proer
mas não para o pobre esteta
não fizeram o Propoeta.
Por isso, caros senhores,
vamos fundar nosso banco:
não obrará em vermelho
mas ainda está em branco:
Trabalhará vanguardeiro
sem pensar só em dinheiro
neste tempo de consumo.
E terá como seu prumo
a palavra desprezada
pelos praxistas do dia.
O que quer? É quase nada.
Só reunir na estrada
os escribas já sem rumo
que semeiam bons valores
com muito amor ou com dores
no parto amargo da letra
sem ajuda de obstreta.
Vamos fundar, sim senhores,
novo banco - quem diria!
um banco imune a assaltos
com dividendos mais altos:
é o Banco da Poesia!
Cleto de Assis.

Um comentário:

isaias de faria disse...

eu vi sua conta lá e do nolli também!