7 de janeiro de 2011

PARA BAUDELAIRE


As flores do mal de Baudelaire



Sangram nas mãos dos poetas



Tão suspirantes e ofegantes



Onde sua loucura é a verdade inspiradora







Onde a Maldição é um canto no escuro



Onde o muro é cheio de lâminas



Cândidas guilhotinas das ilusões



Erupções em caracóis no mar







Onde é fácil a perturbação



Na mente dos humanos andróides



Seculares nas praias do purgatório



Onde a decisão é tomada junto a Dante







Baudelaire, seu vampiro,



Sangue puro de Poesia



Sugador dos pescoços dos mortais



Da tua lira imortal, arrepia os efêmeros corpos carnais.







(Cássio Amaral 2003)

3 comentários:

BêbÉT/Ocica's disse...

oh deus...
oh ceus...

por quantos infernos o homem vagueia.

André HP disse...

Carnal aos moldes do inspirador d'ode.

Abraço.

Flávio Otávio Ferreira disse...

Salve Salve, Baudelaire!!! Abraços meu amigo! Paz e Poesia!