18 de outubro de 2009

JUREMA

A língua ao cogumelo, na viagem
Devassa que devasta a lassidão,
Alastra lisergia e sacanagem,
Aos astros rejubila de montão.

Espíritos consomem a paisagem,
Assomam-se aos incêndios que lhes dão
Sabores ancestrais, e é com voragem
A língua na Jurema do Matão.

Tambores glorificam até tontos,
Os cantos glorificam-na, quentinha,
A santa pombagira, que estão prontos

Os trópicos prazeres a quem tinha:
Na fé, o seu ofício pelos pontos
E a língua no clitóris da santinha.

Henrique Pimenta

O blog Proive de Henrique está linkado aí ao lado, ou no:

http://hpoivre.blogspot.com/

2 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Obrigado!

Gisele Freire disse...

Ai, essa "Jurema" do Poivre!
Ótima escolha!
Abraço Cássio!
Gi