28 de agosto de 2014

O BARULHO TORPE É SEMPRE O MESMO

o dia-a-dia carcomido de besteiras
o cancro mole desses incautos
claustro num cérebro abortado
o cinza do desnivelamento
vida morta por enforcamento das vontades

o catarro verde impregnado
no sorriso amarelo do destempero
contumaz da falta de vontade
de algo


salas de escuridão num filme
pasquins no teatro de horrores de
um futuro incerto

areia movediça que engole
no primeiro passo os
imbecis.


Um comentário:

Isaias de Faria disse...

Massa os poemas, brother.