27 de dezembro de 2011

ESGOTAIS ESGOTO VI SI GOTOS SOTOCO GO TOCO

Ex- Goto
gOTA
TOGA
GOTO
FLAMBA
FLÂMULA
ES
GOT
A
X
CAPUT
MAT
E
X
E
Q
U
E

Eles voltam do trabalho com seus filhos na garupa. Aqui é a Quinta dos Açorianos de Barra Velha-SC

26 de dezembro de 2011

DES-POETO ME CANDIDATO A EXTRA TERRESTRE

Não sou poeta
Não sou escritor
Não sou fotógrafo
Arregaço o amanhecer da faísca
Para entrar no estilhaço da arte
O sábio Chinês tem falado comigo sobre
estas coisas
O sábio me disse que faremos contato com os ETS
brevimente
Quem sabe já somos ETS já que o Deus Dinheiro
não compreende nossa simples condição de
andarmos no labirinto e percorremos o equilíbrio
nessa contexto de sol na alma das palavras e dos flashs
O sábio me disse bom dia e respondi a ele:

您好 (Nín hǎo)

CHINÊS ME DÁ UNS TOQUES AÍ MEU VÉI

O sábio Chinês me pediu para
tirar os fones de ouvido deixar o Pulp do Bukowski um pouco
e queria falar comigo.
O assunto era nada.
A prosa é nada.
A poesia é nada.
A argumentação é nada.
O texto é nada.
Aquela sacolinha alí faz companhia para a capa do celular da Maeles.
Enquanto o vaso de Ikebana também não quer nada.
O susto do assunto do nada é
tudo nas Entrelinhas.
Você sabe:
Acunpuntura;
Papel;
Pólvora;
Chá;
Tai chi;
Os olhos rasgados do chinês diz:

Token  ki sen how


25 de dezembro de 2011

PRECISO LER, RELER E TRELER SÓ SEI QUE NADA NUNCA SABEREI

1- Tiro certo na boca das palavras.
2-Twitto 140 em 11 crônicas chinesas.
3-Pronto atendimento do texto: Estilhaço.
4-Além mar: Sou eu mineiro em Barra Velha(Um estrangeiro).
5-Biblioteca: Saber com o simples que nada sei mesmo.
6-Intelectual: A academia não me serviu pra ser bom poeta!!!
7-Vida: Milagre de Malu viva Fevereiro nova vida.
8-Estante: Uma consciência de textos importantes para enteder
o viver.
9- Saber que nada se sabe é uma descarga de toda vã filosofia.
10-O saber é não saber quero a ignorância dos índios que
fincam suas flechas  na raíz de nossa árvore genética é a maior  riqueza que temos.

24 de dezembro de 2011

NADA DISSO NENÉM NATAL JÁ ELVIS

NADA DISSO NENÉM NATAL JÁ ELVIS.



Vão comprar seus presentes longe de mim.

O natal não chegou ainda no coração dos homens.

O mundo acabou faz tempo.

O trem descarrilhou e o fogo ainda queima

além daquele que vimos ante ontem em São Paulo

na favela.

Poder é o medo que nós temos precisamos muito sermos falsos.

Venha a minha casa e pegue na minha mão porque você

é Maquiavel.

Tiro minha máscara e já solto logo os cachorros.

Uivamos no absurdo.

Não sou político.

Não deposito em paraísos fiscais.

Não discuto com meu  papiro

O que pintar eu grafito.



Cássio Amaral.

24/12/2011.






22 de dezembro de 2011

21 de dezembro de 2011

Feliz Natal

ATLETISMO. SEM DAR UM PEDAL CORRO.

Ontem corri com Tonhão.
Ele está se preparando para a São Silvestre.
Eu um amador que só queria desbaratinar a tarde
quente de Santa Catarina. A praia emitia uma brisa
inesperada,mas fomos lá no cross country longe da praia. Tonho
é professor de História e eu também,muito papo pra falar.
Ele curte Raul Seixas eu também.Faremos um lance do Raul ano que vem,
uma discotecagem num bar em Barra Velha.
Tonho é libertário eu também, é indignado com o sistema e eu também.
Enfim, falamos de educação, de cultura, de filosofia, de mitologia,
de coisas voltadas a nossas pernas, nossos músculos,no cerne,
eu fui num trote devagar para não forçar muito. Sedentário
estou, até parei de dar um pedal. Dar aulas requer parar  e cuidar
apenas de preparação de aulas , diários ets e tals.
Tonho me diz umas dicas. É já um profissional que merece um patrocínio.
Saiu do álcool e da maconha e drogas com a corrida. Tem vários títulos e prêmios.
Eu ia falar do Robson Corrêa de Araújo pra ele. Ia apresenta-los aqui em Barra Velha
mas não rolou. Tonho correu a um ou dois meses em Brasília, falei do Robson pra ele,
mas não rolou a coisa de eles se conhecerem. Ele treina forte quase todo dia.
Agora estou começando a correr , correr sem palavras e
entrar na pista.

19 de dezembro de 2011

CAPTO SEU DIA MANOEL DE BARROS

Para Manoel de Barros

Bandarra diz verde
Matogrosso vã Ignorãças
Ainda alinha o vôo das garças


A sabedoria pedral é a forma
estética de nosso silêncio
Seu dia é hoje bardo

Bendito seja Bernardo
que torcia os parafusos
que distorcemos com sonhos &
palavras

18 de dezembro de 2011

MANDALA SUSTENIDA NO YIN & YANG UM DUENDE SEM CORRENTES

Pensar: Verde nos máximos espaços
Olhar: Verde debaixo do tapete
Falar: Verde na prosa potente de cura
Agir: Verde no amplo além da rua
Quebrar: correntes que dizem vomitos absolutos de algumas "verdades"
King Size: Penetrar o verde no âmago da arte sinal de marte em
nossas vidas


V
E
R
                                                                                                                                                                      D
E




V
E
R




O além é um lugar que diz
sombra

transborda  luz

13 de dezembro de 2011

NAS CURVAS DA VIDA


1- A curva é tempo: mudança sempre.
2-Vaca de presépio: povo marcado (brasileiro) morre feliz.
3-O dizer das placas: silêncio na cura praxis.
4- Crivo das Falácias: fale menos aja mais.
5-O dom da curva: S de Saída na tangente do texto.

12 de dezembro de 2011

Algumas fotos do nosso sarau Onda no Verso no blog ACDI

Algumas fotos do nosso sarau saiu no blog
da ACDI ( Associação Comunitária de Desenvolvimento de Itajuba)
Podem conferir lá:

http://acdiitajubabarravelha.blogspot.com/

11 de dezembro de 2011

Um poema de Jorge Vicente do livro Hierofania dos Dedos

33.

eu d'esta glória só fico contente
que a minha terra amei, e minha gente4
                                   antónio  ferreira


o meu olhar abarca todo o mural
da cidade, como se ela existisse
apenas em pedra, sem as pessoas
e sem o rumor dos mercadores,
ardendo no repasto dos seus olhos,
ávidos do sacrifício das águas
e pedindo que o país não seja
mais do que um sonho infantil.


lá em baixo, na cidade antiga,
as mulheres da vida encostam os
seios no colo da Virgem e escrevem
poemas, como se de orações fossem
feitas a frieza dos barcos, navegados
     por homens e não por peixes.

 o olhar da mouraria é feito do meu
olhar, o olhar do castelo na altura
do são pedro, o olhar das gentes que
se enfeitam e que descansam o sal no
coração da areia, esperando que Deus
traga a morte na próxima revolução das
                             ondas.


Podem ler mais Jorge Vicente no blog dele:

http://jorgevicente.blogspot.com/

O MUKIFU II




O MUKIFU II



Os poetas então lançaram seus  livros no Rio em 2003.


Misto de Bukowski e Nelson Rodrigues



Então ela sacou de uma camisinha cheia...

O poeta pensou:

_O que faço aqui nesse Mukifu?

Tudo era Rio de Janeiro o bairro  da  Glória

um reduto de Garotas de programas.

Eles lançaram seus livros no Sebo Baratos da Ribeira

em  Copacabana. Mas muita história rolou.

Rolou até um show de Jards Macalé

no Sérgio Porto onde viram  o grande maldito

fazer um Cine de seu novo trabalho intitulado

na época de AMOR ORDEM E PROGRESSO.

Estilhaços de reminiscências daquela época engole

essa tarde catarinense onde hoje dá praia.

Sim rolava um James Brown e poetas

exploram suas aventuras que constam também

no jazz da vida.



Cássio Amaral.


11/12/2011.


O MUKIFU

O MUKIFU


É madrugada acordo assustado com barulho no apartamento do lado.
Estou no Rio de Janeiro faz um calor insuportável.
Eu levanto, tomo um pouco d'água, passo a mão no rosto.
O barulho continua, parece um casal trepando.
Na verdade parece um cara trepando com duas mulheres.
Eu ainda há pouco conversava com meu amigo Grillo sobre cultura e arte no bar Amarelinho, bar de frente da pensão que estamos hospedados, no bairro Glória.
A noite passa e a suruba continua...
Penso como será a noite de autógrafos dos nossos livros de poesia, o meu e do Grillo.
Uma das mulheres grita, o cara parece abusar mais dela que o necessário.
Na verdade o grito é dele, aliás ele dá vários gritos e ordena:
__Isto, chupa ela! Assim, chupa ela!
Eu no cubículo que chamam de apartamento apenas ouço.
O lugar é uma pensão típica dos contos de Nelson Rodrigues.
É um cortiço, cheio de apartamentos, várias pessoas diferentes, figuras enigmáticas, cheio de estrangeiros.
Os apartamentos são sujos, minúsculos, todos cheirando à sexo barato e doentio.
Os habitantes são vários, prostitutas, alcoólatras, traficantes e estudantes universitários.
Num quarto um senhor alcoólatra que dorme com o quarto aberto, onde há várias garrafas de água vazias em cima de uma mesa.
Ele gosta de música erudita.
Eu o vi jantando ao som de Vivaldi quando passei mais cedo para o meu quarto e achei a cena inusitada.
A noite passa, é de manhã e vou tomar banho.
Há apenas um banheiro no lugar.
Alguém me chama. É uma "garotinha" trazendo na mão uma camisinha ainda cheia, dizendo:
__Sexo é bom, mas tem que ser com camisinha,né?!
Se não a Aids pega!
E pede pra tomar banho na minha frente.
Acordo Grillo e vamos ao Sebo "Baratos da Ribeiro", na rua Barata Ribeiro pra acertamos os lances finais do lançamento de nossos livros.
Enquanto Grillo conversa com o Maurício,o proprietário, eu fico vendo as mulheres maravilhosas, fico observando o movimento da rua.
Nossa, o Rio é lindo!
E quanta mulher bonita!
Cidade Maravilhosa, mulher bonita, côco gelado, praia, chopp no bar Garota de Ipanema, ou no bar Vinícius de Moraes.
O Rio que dá arrepio, mistura da beleza e do caos.Curtimos como duas crianças em busca do doce, a poesia.Ao retornarmos ao Mukifu, a pensão para tomarmos banho e trocarmos de roupas vejo o dono um tipo espanhol traficante dizer:
__Senhor Weverton, o senhor está expulso da pensão.
O senhor Edson reclamou mais uma vez que o senhor estava se masturbando de novo na escada e bêbado imaginava duas mulheres.

Cássio Amaral.

Publicado no meu primeiro blog: CÃO DANADO I

9 de dezembro de 2011

EXAME FINAL

Eles ficaram de recuperação.
Estavam namorando no muro da escola.
Perderam a prova.
Até que a supervisora os viu e disse:
_Vocês não farão a prova de exame?
_Ó dona Cristina, estamos já nos preparando para ela.

8 de dezembro de 2011

DESISTITUIÇÃO



estou tentando escrever

sou um anti escritor um anti romancista

um anti poeta

... um anti fotógrafo

me mato agora para o texto

o contexto é arte

os autores morreram todos de egolatria

me matei com uma nuvem distraída

que alimentava-se do sol

assim tive o prazer da tarde e do

por do sol

assim as reticências ficaram mais altas

no som que vida traz outra vida

sim é hora de matar-nos para nossa

santa ingrata condição de umano

sem h mesmo

é hora de nos matarmos além de sermos ou não

escritores que inscrevem suas vidas

um dente de leão cai no chão

da esperança da mudança que ainda

tem de haver em nós

sim matei-me para tentar refletir sobre

o pó que sou e aonde chegaremos

um dia.



Cássio Amaral.

08/12/2011.

6 de dezembro de 2011

NÃO CORTE AS ÁRVORES NÃO MR GANÂNCIA AQUI AINDA É PEQUENO E GOSTAMOS DE VERDE

O pedal alinha a arte
Sim o encontro é alí atrás perto da Ponte Pencil
Vejo os elementais, duendes, dixins, elementais
Revivo e lembro de muitos antepassados que são índios
Baby baby baby não faça isso com o verde não
O tronco diz pare olhe e respire
Não faça isso com verde
Vocês querem a corrida imobiliária
Sim o lado esquerdo todo demarcado
Todo já pronto pra ser vendido com lotes já prontos
Tonhão me contou num dia que pedalei e ele
estava correndo alí que uns 10 anos atrás
era totalmente mato e hoje está tudo assim
Baby não faça isso
Minha bike está tombada no chão
Mas a indignação faz sentido sim
contra estes senhores gananciosos
que querem acabar com tudo
Tudo não pode acabar em Pizza
Ainda tem também outros alimentos
É hora do Feijão.

2 de dezembro de 2011

TENTO ALÉM DA TENTATIVA



Estou tentando escrever um poema

Que dure por séculos

Como Baudelaire

Bashô

Fizeram

Um poema que vomite o sol

Que brinde as nuvens com seus feixes de luz

Um poema que traduza toda noite

Das tabernas de Álvares de Azevedo

Um motim de sentimentos alinhados

No domínio da linguagem

Um poema que me deixe

Vivo quando a morte me estender a mão

Um poema que fale de risco faísca fogo

Um poema que sintetize uma ideia

Transbordando filosofia pura

Na simplicidade do humanismo

Na natureza que engloba

Vida





02/12/2011.