18 de março de 2014

IKEBANA SANGUETSU - Rosas antiestress



41-Rosa de Hiroshima declama paralisação lecionar é educar os políticos a investirem na educação.
42- Rosa Luxemburgo contra a guerra diária o povo brasileiro cansou de levar porrada.
43- Historicamente a Rosa é parte que nos falta, a parte espiritual.
44- 44 rosas para enfrentar o preço do supermercado. O salário ainda é achatado.
45- O Brasil é doril, seus legisladores são abutres que brincam com a população.
46- Allan Poe o gato preto nesses “vossas excelências “. Educação é só um chavão para os políticos.
47- A rosa rima Vinícius de Moraes traduz nosso dia de luta professoral.

48-A TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ é uma rosa que Vinícius de Moraes sambou bem.

49- O ikebana é um haikai faiscado na arte do desapego.
50- Faço um ikebana na rosa que ilustra nossa luta.


15 de março de 2014

VOA MÚSICA NO POEMA DA TARDE



31-Malhado o poema acha que seu umbigo é o maior.
32- Poema descarrilha  a prosa na noite Zumbi.
33- Trinta e três luzes acenam na explosão do poema.
34-Poema poesia e prosa dão de cara com o conto todo silencioso e misterioso.
35- Crônica soa na praia vendo gaivotas  levarem a liberdade que muitos não têm.
36-Heleno e Rafael lançam crônicas nas letras mpb vísceras  da Volt o sábado é musical.
37-Jazz dá um blues na liberdade poética do dia.
38- Radiação de sonho na rádio entra no túnel faísca e verve.
39-Casa materna da poesia música desenrola verve.
40- Todos são poetas num grito alucinado da tarde que consome música popular brasileira com crônicas musicais.

14 de março de 2014

O TROCO


21- O troco do homem é vender o que não tem troco.
22- O troco do poeta é um porre no bar para suportar o cotidiano.
23- O troco do brasileiro é ser guerreiro e encarar a esculhambação dos legisladores.
24- O troco da copa do mundo é a falta de educação, de saúde, de habitação, de reforma agrária, de reforma tributária.
25- O troco do brasileiro é sair dançando ao nascer porque o país ainda não é nação.
26- O troco do porre é ainda suportar esta realidade onde o povo não tem direito algum.
27- 27 trocos ainda querem pagar a guerra diária do sobreviver.
28- Não tem troco para a passagem do povo nas ruas pois as autoridades querem impedir o povo de se manifestar.
29- Sexta-feira é troco da semana luta aguerrida escola e  montagem de móveis.
30- O troco do ano 2014 é perceber um país onde ainda não se mudou nada.

7 de março de 2014

UM GRITO DE ÍNDIO


Para os índios do litoral de Santa Catarina:
Carijós, Caiçaras 

E todos índios do Brasil:
Ticuna,Caingangues, Macuxis, Terenas, Guajajaras, Ianomâmis, Pataxós, Potiguaras, Ge, Xoglens, Xingu, Xavantes, Tupi, Guarani, Tupinambás, Tamaios, Borobós, Arachás, Guarani Kaiowá. e todos os demais.

Aqui no litoral
A vida era Natural
Os índios viviam em paz
Antes dos portugueses chegarem
A arara saudava os caiçaras
E os carijós
Tinham respeito pela natureza
E essa beleza
Era a essência de tudo
O europeu impôs sua cultura
Exploração
Sem coração
Etnocentrismo e ganância
Tudo isso mancha a nossa História
Hoje a lembrança
Grita JUSTIÇA
A História diz essa trajetória
Expropriados e dizimados
O litoral de Santa Catarina que vai de Barra Velha a Floripa
Estes índios habitavam
Se até Baby Consuelo com Jorge Ben Jor já tinham dito:

"TODO DIA É DIA DE ÍNDIO"

Carijós e Caiçaras gritem comigo que sou da tribo dos Arachás
Para que o sol renasça
E a Justiça se faça.


16/08/2013.

24 de fevereiro de 2014

ESTRELA ALÉM PEITO



Para Jayro Alves Ribeiro




Para Jayro Alves Ribeiro

ziriguidum olé olá
dribles de garrincha no 
espaço tempo vai e vem
profecia de um Zaratustra
Übermensch,
no churrasquino do Marcelo
do PC do B
papo de filósofo que pergunta
o espanto na vida que chega
que vive vida vivida
artesão do livro
editor dos poetas poetas
poetas malditos ou bem ditos
a sinuca e um som que você
liga pra me dizer que é uma oração
um blues
uma música do
Pink Floyd
melodia circulando

amizade.

21 de fevereiro de 2014

FÓRÇADOS POETAS FORÇAM O MILAGRE DO DIA


Heleno Álvares, Flávio Offer e L. Rafael Nolli, lançamento dos livros Elefante  e Fórceps em 
28 de maio de 2013.




Lapidar a palavra risco sobre risco
Faiscar as pedras pedreiras fogo do fogo
Dragão alucinado cuspindo fogo
O sol demente soprando profecias que desconsertam
a sociedade
Lapidar a palavra como uma bomba prestes a explodir
Estilhaços na cara do absurdo
Para dar significado no existir
Oximoros , onomatopeias , pleonasmos, metáforas,
Formas já gastas para ressuscitar o fôlego do verbo
A poesia  para muitos não serve pra nada
Mas é ela que faz o milagre do dia.









20 de fevereiro de 2014




21- O poema saiu para passear cansou dormiu e teve um sonho com Pessoa.
22- haikai do dia é corra no ano do cavalo pois se não correr o cavalo te arrasta.
23- 23 palavras inscritas no muro deixavam admirados os moradores da cidade uma abaixo ampliava ainda mais o assombro: Filosofia.
24- A Filosofia encontrou o poema e casaram-se no mesmo mês, sua filha poesia nasceu num dia ensolarado.
25- Nuvens flutuam no céu do pensamento para faiscarem espanto na arte e assombro no contexto.
26- Um silêncio zen diz haikai na casa da madrugada.
27- Bradam palavras brasis nagô banto yorubá ziriguidum de letras e textos dizem capoeira no tempo poesis.
28- Casal de poetas tem filha de personalidade forte que pinta a alegria de viver.
29- Coluna pede massagem no início da noite que pede música pra relaxar.
30- A música nos leva ao etéreo som da alegria. Jorge Ben Jor saúda a noite.


CONTRA MÃO




São estes caras que passaram pela Bienal de 2008
Para dar a cara à  tapa
Ver o brilho das estrelas
Dedilhando o céu de Brasília
Perseguindo o verbo
Além da explosão de palavras
  balançar a mesmice dos dias

São estes caras que uivaram a lua insana
E fizeram o sol brilhar na noite do encontro
Suas mãos tinham  poesia
Fluídos de luz que transcenderam
 dias meses anos e séculos
Até encontrar o sentindo no infinito:
  A arte

Foto: Cássio Amaral.



PARA O LIVRO DE BIZÉ



me livro
lavo
livro
leve

lavro
o bolso
Põe.

Sonho.
Metalinguagem
Haikais.
Palavra.
Espanto.
Assombro

 Foto Cássio Amaral  em Brasília 8/9/2008.
Livro de Bolso da Bizé.

18 de fevereiro de 2014

CAMINHANTES




Foto: Robson Corrêa de Araújo




Br Infinita

Haikai solto na estrada
Infinita Highway: passagem

15 de fevereiro de 2014

12- doze vezes doze doses de metalinguagem pra abrir o sol.
13- treze haicais são o átimo zen do tempo.
14- a pancada da poesia é certeira no peito.
15- poeta vê a lagoa e deixa o silêncio falar mais alto.
16- frio chega devagar depois do calor que alucinava verão onomatopeias dizem
Frescor.
17- malu sapeca fala fala fala e descobre o que é a vida.
18- concebo o verbo como forma de guerrilha.
19- reflexo do sol bate na parede verde do pensamento.
20- há uma exclamação no verso que nunca fiz ele ainda me ronda em silêncio.



14 de fevereiro de 2014



Foto: Robson Corrêa de Araújo



1- A bic ponta fina destrincha a tarde.
2- Nuvens cinza abordam devaneio distraído.
3-A chuva da madrugada de ontem esondeu a lua insana de versos.
4-O poeta é um desdichado sapato torto e mora entre a lagoa e o mar.
5- Gaivota pede um voo na metalinguagem.
6- Seis prosopopéias deixam o hiato criativo e dão luz ao verbo.
7-Estou procurando uma palavra que me engravide hoje para parir o inominável.
8- Oito vezes oito são infinitos flashes diante da arte.
9- Canto eflúvios que batem na palavra o sentido é raiar do dia.
10- A lua é nossa mãe e nela está o reflexo de Hilda Hilst.
11-Uivemos pois o mar do signo. 

13 de fevereiro de 2014

CRUCIAL

poeta poesia poemas
rasuras arranham a rachadura da alma
palma do ocaso
que explode no tempo
carregado de gritos vozes vorazes
 imprevisto além do mar inefável
sangue do sol rasgando peito
vulcão volátil sigo.


7 de fevereiro de 2014

O BRANCO MOLDA O IKEBANA


O meu reflexo no girassol e na rosa
É explosão de signo
Coagulando o silêncio
Espelho de Dante refletindo Bashô
Haikai  sentindo um movimento de Samurai
Corte afiado da linguagem incorporada a fuga do centro
O ininterrupto fabrica faísca photo que diz passagem
Luas e luas roupas vestidas de semântica para dar ao sonho
Proteção de sentido
Rabiscar no átimo uma parte de nós
Para que arte seja o impacto na boca
Do assombro como um arranjo japonês.




29 de janeiro de 2014

DANTES, DURANTES E DEPOIS





O livro de poesia Dantes, Durantes e Depois de J.F. de Souza nos  remete aos poetas líricos e  românticos que vagueiam pelo mundo em busca do cerne das coisas e da essência da vida.
Há nele uma desventura baseada no estoicismo que os versos perguntam o por quê da felicidade, se ela vem ou não vem.
Sua verve bate na ponta do zigue zague AMOR/DOR fotografando  retratos do cotidiano como Múcio Góes  (poeta pernambucano)  comenta na orelha do livro.
O prefácio do livro é da poeta  Sandra Regina.
Parabéns a Editora Patuá (Eduardo Lacerda) pela belíssima edição.
J.F. de Souza eis aí seu livro de estréia.

Um poema do livro:

da natureza (e) da humanidade

porque, talvez,
houvesse sido mais
sensato
nos criar
humanos todos,
como iguais
a todos outros
animais:

com inteligência
suficiente
para não atrapalhar
a natureza
de tudo

J.F. de Souza

Blogue:

Facebook:


28 de janeiro de 2014

Distante do Panis et circenses


POLÍTICOS CUSTOSOS



Político brasileiro é tão  “CUSTOSO ”   que  até consegue consertar  relógio com luva de boxe debaixo do Rio Quebra Anzol.


FORA DA CASINHA



A dona doidona entrou no supermercado foi direto ao caixa e tacou a carne  verde e disse:
_Vocês me venderam carne podre!
A atendente pediu pra ver a nota fiscal. Pegou a NF e constatou que era de outro supermercado, o ABC e disse:

_A senhora  é analfabeta?  Esta carne não é daqui, é de  outro supermercado  e apontou com a mão a direção do ABC. 

ROBSON CORRÊA DE ARAÚJO



Vale a pena conferir o blogue de ROBSON CORRÊA DE ARAÚJO:


http://punctumstudium.blogspot.com.br/


Muitas fotos e escritos cortantes de um samurai da arte.

Foto: ROBSON CORRÊA DE ARAÚJO.

No  Facebook dá pra conferir a arte dele também nos seus perfis.


https://www.facebook.com/robson.correadearaujo.1

https://www.facebook.com/robson.correadearaujo

25 de janeiro de 2014

CABEÇA DE TUBARÃO OU CABEÇA DE BAGRE

Mateus falou pro Mateuzinho:
_Os políticos são cabeça de tubarão.
Mateuzinho respondeu:
_E o povo é cabeça de bagre.

21/04/2014.

20 de janeiro de 2014

SAPATO TORTO


Heleno Álvares, L. Rafael Nolli e eu
Foto: Maeles Geisler.




bater a palavra amiúde
quase que para torna-la besta
faísca que reflete onisciência
carcomendo o signo para cava-lo

além de pó
poesia que arrota uma estrela
vida nas entranhas do texto
página branca papel linguagem
socar a sintaxe feito boxe
luta ingrata inútil que nos nocautea
nos instantes que
passamos
bobeira de querermos aparecer
além do visível
léxico para parir
o sonho.







14 de janeiro de 2014

AMARAL
Para Adriano Amaral 

Vinho do vinho 
Dionísio arrepio
Vulcão maremoto trovão
Náufragos do abismo de Portugal
Sal de Fernando Pessoa
Pessoa da pessoa do nosso sangue
página aberta da poesia
Escancarando o arrepio.

Foto: Maeles Geisler.

13 de janeiro de 2014

LUNÁTICO INSTANTE


Desenho e foto  de Robson Corrêa de Araújo

Captar o insondável 
para dizer infinito 
olhos distraídos 
tempo imprevisto 
alinham a lua

Cássio Amaral.  

20/10/2013.

10 de janeiro de 2014

8 de janeiro de 2014

MEU ACHÔMOTRO ACHEI ARACHANDO ARAXÁ ALÉM LITORAL

 I
boca do tempo
aedo rufar signo
preparação do assombro

16/11/2013.

II
faísco versos
como quem proclama
o sol no instante
17/10/2013

III
silêncio liberdade
verbo abre Satori
aparição sentidos
o artista se acha.
25/12/2013

6 de janeiro de 2014

FAÇA



Micro Filme
de mineiro
artista da coragem
Pintura da viagem
Naveguem
Navegantes
Nau
Nunca Dantes
Floripa em cena
Aportar por aqui no litoral
Museu de imagens
e Som no disco de Vinil
Tocando Música para Inglês ver
Grant
Malu
Infante
Samurai
Sensei no corte reto
do Rock and Roll com Edson
dos anos 50,60,70,90,2000 etc
Salcichão de Alemão
Pomerode
Ales Gute
na passagem
O quadro certo
Amizade.

24/11/2013.

*O Título do poema é referência ao FAÇA Festival Alviovisual Catarinense que Kedo pegou em Floripa ano passado quando passou por aqui no litoral;

http://www.faca.art.br/?mod=pagina&id=11




4 de janeiro de 2014


Foto: Robson Corrêa de Araújo. 


eira e 
beira 
de bobeira 

sem chuteira
chuto no ângulo
do poema. 




sangue do Japão
haikai poema 
sol 

Foto da web Solo Sagrado de Hakone:


2 de janeiro de 2014

HAIKAIS AO VENTO

I
vento passa
a tarde 
fresca disfarça

II
vento alivia 
o sol 
do dia.

III
vento transmuta
tempo permuta
tarde muda

IV
Chagall. no céu azul
ao léu
pintura do infinito

V
silêncio no vento
haikai vem
soprado no sol.

haikais: Cássio Amaral.

28/11/2013.

30 de dezembro de 2013

Hokkus



I

olhos rasgados
um sol pinga
vida em movimento

II

vermelho branco
olhos rasgados no tempo
infinito milenar passagem

III

olhos rasgantes
signos detonam
um risco na faísca corte samurai

haikais: Cássio Amaral.
Imagem do Japão da web:

http://noticiasanimeunited.com.br/colunas/cronologia-eras-do-japao/

29 de dezembro de 2013

SEM ACADEMIA DE LETRAS POR FAVOR


Foto: Robson Corrêa de Araújo 

O nhenhenhém
Quer um aparecimento
Já que poetas agora querem serem
Pop Stars
Não sei da Lei Robin Hood

Nem  da  Lei Rouanet 


O dinheiro público é pago pelo imposto que pago também
Sei da Lei Robson Corrêa de Araújo
Fotografar e escrever o contexto o texto
Rasgar-se e pedalar  por aí
Correr  a maratona peladão
Figurinhas brindam a panelinha literária pra dizer
“Nossa que excelente escritor”
“Nossa que excelente poeta”
Excelência de signo é arregaçar o coreto e fazer pensar
Impactar para deixar louco o leitor deixa-lo estranho
Bizarro por assim dizer
A poesia morreu sim e nem todos são poetas
A caretice dominou o mundo e as panelinhas literárias
São apenas confrarias voltadas para lucrar
Assim como os seus tais “poetas”  stars
Que mais parecem palhaços desvirginando a babaquice
Para dizerem
“SOU POETA”
Prefiro a desacademia de letras sou da turma do eu sozinho.
Cássio Amaral
28/12/2013.




28 de dezembro de 2013

BILHETE II

Para Malu





Malu brinca 

A vida é criança
No bilhete de felicidade. 

Foto e haikai: Cássio Amaral.
Da coletânea Fórceps organizada pelo Poeta L. Rafael Nolli.





Foto: Cássio Amaral. 

22 de dezembro de 2013

SOMOS TODOS TELEBOBOS DE ISAIAS DE FARIA



"A Televisão

Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!..."

(Marcelo Fromes, Tony Belotto e Arnaldo Antunes -TITÃS)

Não é essa visão que o livro de Isaias de Faria nos traz, 
seus poemas são pautados pela leitura e contexto de sua vivência.
Eles estão trabalhados com influência do Jazz, do cinema, do Rock, da arte.
Seus poemas comungam com a filosofia no sentido de potência. 
Há neles um dizer que explode nas palavras. Sua construção identifica
um poeta armado que se desnuda no significado buscando signos 
que falam da vida, do humano, do ser, da existência.
É como disse Sartre:
"Estamos condenados a ser livres."
É essa liberdade de linguagem que seu livro traz.
Há nele também bons haikais que batem fundo.

Um dos poemas do livro:

sopa grega

enquanto passo os olhos em anacreon,
de pé,

na janela pintada de verdescuro,
pombos bicam as telhas de barro na
casa vizinha:

ruídos e filamento.

ártemis e fileleno. 

dentro e fora.

Quem quiser adquirir o livro 

Contatos:



isaiasjazz@yahoo.com.br

20 de dezembro de 2013

MÃE DA NOITE


I

lua sorrateira
inibria a noite
em cheia

II

lua sorrateira
uivo
de primeira


14 de dezembro de 2013


Foto: Isaias de Faria


O seu umbigo é ego trip só seu
Lá no além  é zen
Acha que achar é um achado rachado do 
Suprassumo da rachadura do íntimo de cada um
Todos se acham 
Eu não acho nada 
Engoli as estrelas 
Mastiguei as flores 
Exalei o estilo
Pessoas querem seu objetivo
Objetivo de artista é desmaterializar esse
condicionamento achismo 



Foto: Robson Corrêa de Araújo

1- O descaso abocanha o caso do acaso.
2- Adágio de sutileza é arrancar-se mansamente.
3-Três e três aforismos espiram nove possibilidades de sentido.
4-Palavra é criança que faz bagunça na sintaxe.
5- Todo o silêncio proclama haikai é sol três versos. 
6- De cabelos rosa a poesia sacode o tempo na madrugada. 
7-Vento uiva o inesperado no texto.
8- Frase é digna de luta com a crase.
9- Nove vezes nove são eremita rasgando o invisível. 



12 de dezembro de 2013


Foto: Robson Corrêa de Araújo


a borboleta balança
o oceano
nas asas



11 de dezembro de 2013

O ACHISMO DO CAMINHO


Foto: Robson Corrêa de Araújo



O seu eu é apenas seu.
O meu eu é meu.
O seu eu não impõe ao meu.
Meu eu não impõe ao seu.
Minha estrada é um road mais outsider.
A sua estrada é um divã pra entender
a sensibilidade de cada um.
A consciência têm sensibilidade.
Mas na sua afirmação a consciência sabe
e a sensibilidade não reconhece.
O eu é igual ao olho cada um vê como quer.
A id e o super ego ficam de onda com todos e tudo.
No final o pó desmistifica os eus que   "achamos" e os que são
"Meus".


5 de dezembro de 2013

Fique com sua verdade


Tela de Kedo


A mentira é a verdade ao contrário
Não saber nada já é saber filosofar
O ângulo do cateto oposto da lábia 
é 171 nas bocas bacantes na berlinda do 
ocaso em driblar o acaso no caso 
do transitivo indireto com o dedo na face do perigo.
Andar leve, pisar macio e cafungar astúcia é o 
brinde do dia. 

04/12/2013.

2 de dezembro de 2013

Povo brasileiro vida de gado


Foto: Robson Corrêa de Araújo 

abre a manhã
fotografia cinza no céu
um pássaro canta audaz
tropeço horas correria
cafunga silêncio mordaz
a sobrevivência é escravidão
pântano dissidência sem comoção
araldo do impedimento revival
da indústria carcomendo clientes
feijão com arroz pisado e ausente
a barriga sempre dói
não há sol no país da Banana
povo alheio ri a risada
machucada de ferro e brasa
o abate é preciso.



29 de novembro de 2013

HAIKAIS AO VENTO


Foto: Robson Corrêa de Araújo.


I
vento passa
a tarde
fresca disfarça

II
vento alivia
o sol
do dia

III
vento transmuta
tempo permuta
tarde muda.

IV
Chagall no céu azul
Ao léu
Pintura do infinito

V
silêncio no vento
haikai vem
soprado no sol

28 de novembro de 2013

Achei que não acho mas acho


Para Kedo

Acho  acho e não acho nada
no achismo não há adágio
eflúvio faísca brilho
achem vocês o que quiserem
de mim
Banjo Serafim Caim im no sim mineirim

Acho que desacho o achismo
na boca do lobo ou do poeta 
os dois uivam muito para os achistas não entenderem 
nada de nada nada nada 
Dadaísmo cortante perfura manhã 
ensanguentando sol.



9 de novembro de 2013

FÓRCEPS FORÇADO DE BARDOS

Livro da Coletânea Fórceps poemas de Cássio Amaral, Flávio Offer, Heleno Álvares e L. Rafael Nolli, livro artesanal feito por mim e adquirido pela Sidineia. A Coletânea foi lançada em Araxá-MG dia 28 de Maio de 2013 e organizada pelo L. Rafael Nolli que fez todos de forma artesanal. A cartonaria é uma alternativa ótima para livros de poesia. 



Quatro poetas 
Dão luz ao verbo
No instante do Sonho. 


5 de novembro de 2013

Dó maior



Acorda Poeta.
Há uma pétala alinhada a noite.
Que apresenta a lua distraída.
Faísca caminhada de feixes da noite chutam anos que passam.
Poeta tem seu verso rasgado.
É sol que condena estrelas no amanhecer.
Acorda Poeta é a lua que uiva.
Seu perto aberto é música ritmo que amiúde trespassa vida.
Palavras alinham a esquina do deslumbre.
Vida na comunhão do invisível no translúcido viver
verbo.