23 de janeiro de 2012

LEMINSKIKATI

cataram tudo
além do sono
me deixaram o sonho.

um tio sensei
me olhou das nuvens
e uma espada cortou
um verso japonês.

Kobayashi disse sorindo:
o sol parece Bashô.

fiquei translúcido
pedi uma cerveja
e catei um Leminski
num haicai silencioso
que beliscou minha alma.

Cássio Amaral
In Sonnen-2008
JAR EDIÇÕES
ARAXÁ-MG.

21 de janeiro de 2012

Rafael Nolli

Por gentileza, quando puderem confiram o blog de Rafael Nolli:

http://rafaelnolli.blogspot.com/



foto Martin Gabor
Muitos poemas bons, um vídeo muito bom e vale a pena conferir. 

20 de janeiro de 2012

O Leão do Leão.

Para Rodrigo de Souza Leão.



O leão do leão

Urra saudade 

dos cachorros azuis
O Leão do Leão.
é hospício porque ter o terceiro 
olho é para poucos
O Leão do Leão 
desmistifica o Todog
"É aquele menino que encontrou o seu 
cachorro azul".
O Leão do Leão 
é Rodrigo dizendo:
"Não grile, pois até o grilo tem solução". 
O Leão do Leão 
adorava Rimbaud, Baudelaire e 
música ALL ALONG THE WATCHTOWER de Bob Dylan 
cantada por Jimi Hendrix
O Leão do Leão é um poeta, poeta 
como poucos.


Cássio Amaral.
20/01/2012.

18 de janeiro de 2012

Curvas da estrada admitem poetas...

ESSA NOTA É ALEMÃ NOTA SÓ DE DOIS SONS...

Fotografo a casa da sogra no reflexo do infinito...



Pedalei em Pomerode ontem e hoje

Ontem dei um pedal mais longe.
A bike da sogra é uma Monark contrapedal.
Fui para o lado direito peguei uns cantos perto do passeio.
Aqui em Pomerode os ciclistas andam no passeio também,
certo trecho fiz o pedal no passeio também.
Depois fiz a rotatória que aqui em Santa Catarina chamam
de rótula.
Segui sentido Centro cai na direita e fui na porta da Festa Pomerânea
que tá rolando aqui, a 29ª Festa Pomerânea legitimamente alemã.
Hoje enchi o pneu da bike da minha sogra a dona Adora, pedalei primeiro
para esquerda, pequei a ciclovia na contramão, passei na lanchonete do
Dudu um carioca gente fina que mora aqui há um tempo.
Depois fui sentido Teatro Municipal. Vacilei, que esqueci a máquina
para fotografa-lo.
Fui até a curva que dá na volta que chega na cidade. Voltei, vi a cidade
que mais parece uma cidade de boneca de tão arrumada e organizada
que é. O alemão é bão de serviço sim senhor!
Passei na frente de Marmoraria Hardt, de outros comércios que não sei
falar e pronunciar em alemão. E voltei para casa da minha sogra.
Maeles minha esposa tá quase ganhando nossa filha Malu (Maria Luiza),
então voltei logo.
O pedal de hoje foi uma poesia em duas rodas, onde o chiar das rodas
eram versos certeios no ânimo do exercício bem feito.

17 de janeiro de 2012

Os índios descem...

1- Timbó é Bororó dos Xoclens?
2-Pomerode tem índio Deromepô?
3-Indaial dá índios laiadin?
4- Ibirama tem tribo sem Pirama?
5-Xavantes chavam chaves delirantes?
6-São Francisco tem índio braco?
7-Barra Velha é Carijó da Boca da Barra?
8-Araxá aracha ou acha minha tribo?

16 de janeiro de 2012

SE REFAZ NO DIA -A - DIA ...

Mudar de pele: pra ontem
Fazer o diferente: hoje
Alimentar palavras: Samurai do texto
Hipopótomo: Deitar e rolar...
Ajuste do tempo: Vida tão rápida que a física
explica e o zen também.
As pedras se encontram porque têm
de encontrarem.
Estilhaço: Rasgo do eu no espaço que nos é dado
Quebremos correntes: O 2012 já é real...

15 de janeiro de 2012

MARES MARIANA MARES ANOS MINEIROS NO ZOO DE POMERODE -SC.

Mares anos
Mariana
Mares
O dia é amizade
Ema  é Avestruz?
Avestruz é Ema?
A Ema gemeu?
Mineiro é natural das mudanças...
Vamos devagar e sempre
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

MINEIROS ZOO FLUTUANTES NA POMERÂNEA CITY VOAM...

Faísca Flutuo
Olho do nada cai em Sartre
Diz um verso que bate nas folhas
O rasante é constante é só entrar e fechar a porta é sua
Rosa,Élcio, Jordana , Mariana e eu no raio X
Pomerode no Zoo para ligar a arte da natureza
NATURA NATURE NA TU
RE
Z
A
Prosa de mineiro dá tempo
Poesia cala e vê
Voos
A
L
É
M
SONHO.

13 de janeiro de 2012

NA POMERANA DE SANTA CATARINA A SALSICHA É ALEMÃ

Vacilei com Robson e Bizé.]
Não sabia nem sair de Pomerode,
a salsicha não foi comida um ano atrás...
29ª Festa Pomerana, Elcio, Rosa,
Mariana e Jordana pintaram na Barra Velha,caímos aqui em Pomerode
ontem foi Choppe de Trigo alemão com salsicha BRANCA E/OU VERMELHA.
BIZÉ E ROBSON DA PRÓXIMA VEZ JÁ SEI O TREM ONDE É
PARA PROVAREM A CULINÁRIA DOS ALEMÃES nessa
Santa Catarina.
Saudade de vocês dois aí de Brasília.
Vamos ao ZOOLÓGICO AGORA E NO MUSEU DO ESCULTOR.
JOÃO É O MELHOR REPRESENTANTE DE POMERODE PARA MIM
O FILHO DE Ervin Curt Teichmann
ALLES BLAU!!!

3 de janeiro de 2012

MANHÃ DE CHUVA



I

dia cinza
chuva chega mansa
folhas alinham mansidão

II

manso vejo folhas
cinza suspenso
a manhã deságua serena

III

ali folhas na calçada
brindam a manhã
no despertar da vida


2 de janeiro de 2012

DES-BIOGRAFIA DE UM DES-POETA



DES-BIOGRAFIA DE UM DES-POETA...

O poeta não sabe nada
Nas suas barbas de profeta
Apenas sabe que nada sabe
Palavras dessabem o saber
Do professor
Que aprende mais ensinando
Aprendiz de bruxo tem uma mão levantada
Na luz outra no poema japonês de Meishu-Sama
Que diz:
“A hora soou, doravante vou manifestar toda
Minha força”
O poeta caiu no Goiás em 1994 trabalhou em Imobiliária do Tio
Voltou para Araxá
Ficou pouco tempo de novo em sua cidade
Foi para Brasília ficou de 1995 a 1998 fez estágio
Na Caixa Econômica Federal estudou técnico em contabilidade que
Nunca usou além para medir os pleonasmos catatônicos que fabrica
Depois trabalhou na FININVEST filial Brasília como analista de crédito
Depois teve um jornal em Valparaíso em 1998 com seu tio e um colega de São Paulo
Voltou a Araxá fez curso técnico em gerenciamento de Turismo:
Alimentos e Bebidas, Agenciamento e Operações turísticas e Hotelaria
Trabalhou em alguns hotéis de Araxá. Depois terminou a faculdade de História
no Centro Universitário de Araxá –UNIARAXÁ. Deu aulas em escola pública e particular.
 Ele conheceu uma  menina de Santa Catarina via net por intermédio de Jorge Vicente o poeta português  e Rubens da Cunha poeta e escritor de Joinville. Se apaixonaram moraram em Araxá cinco meses decidiram morar em Santa Catarina para fugir do aluguel caro de Araxá.
Eles agora estão esperando sua filha Maria Luiza que chega no final de Janeiro ou início de fevereiro  para fazer poesia ou música nas fraudas, mamadeiras, papinhas e nas noites onde um verso vale o sono.
A vida é assim:  Surpresas que vem do acaso e tocam no infinito.




26 de dezembro de 2011

DES-POETO ME CANDIDATO A EXTRA TERRESTRE

Não sou poeta
Não sou escritor
Não sou fotógrafo
Arregaço o amanhecer da faísca
Para entrar no estilhaço da arte
O sábio Chinês tem falado comigo sobre
estas coisas
O sábio me disse que faremos contato com os ETS
brevimente
Quem sabe já somos ETS já que o Deus Dinheiro
não compreende nossa simples condição de
andarmos no labirinto e percorremos o equilíbrio
nessa contexto de sol na alma das palavras e dos flashs
O sábio me disse bom dia e respondi a ele:

您好 (Nín hǎo)

CHINÊS ME DÁ UNS TOQUES AÍ MEU VÉI

O sábio Chinês me pediu para
tirar os fones de ouvido deixar o Pulp do Bukowski um pouco
e queria falar comigo.
O assunto era nada.
A prosa é nada.
A poesia é nada.
A argumentação é nada.
O texto é nada.
Aquela sacolinha alí faz companhia para a capa do celular da Maeles.
Enquanto o vaso de Ikebana também não quer nada.
O susto do assunto do nada é
tudo nas Entrelinhas.
Você sabe:
Acunpuntura;
Papel;
Pólvora;
Chá;
Tai chi;
Os olhos rasgados do chinês diz:

Token  ki sen how


25 de dezembro de 2011

PRECISO LER, RELER E TRELER SÓ SEI QUE NADA NUNCA SABEREI

1- Tiro certo na boca das palavras.
2-Twitto 140 em 11 crônicas chinesas.
3-Pronto atendimento do texto: Estilhaço.
4-Além mar: Sou eu mineiro em Barra Velha(Um estrangeiro).
5-Biblioteca: Saber com o simples que nada sei mesmo.
6-Intelectual: A academia não me serviu pra ser bom poeta!!!
7-Vida: Milagre de Malu viva Fevereiro nova vida.
8-Estante: Uma consciência de textos importantes para enteder
o viver.
9- Saber que nada se sabe é uma descarga de toda vã filosofia.
10-O saber é não saber quero a ignorância dos índios que
fincam suas flechas  na raíz de nossa árvore genética é a maior  riqueza que temos.

24 de dezembro de 2011

NADA DISSO NENÉM NATAL JÁ ELVIS

NADA DISSO NENÉM NATAL JÁ ELVIS.



Vão comprar seus presentes longe de mim.

O natal não chegou ainda no coração dos homens.

O mundo acabou faz tempo.

O trem descarrilhou e o fogo ainda queima

além daquele que vimos ante ontem em São Paulo

na favela.

Poder é o medo que nós temos precisamos muito sermos falsos.

Venha a minha casa e pegue na minha mão porque você

é Maquiavel.

Tiro minha máscara e já solto logo os cachorros.

Uivamos no absurdo.

Não sou político.

Não deposito em paraísos fiscais.

Não discuto com meu  papiro

O que pintar eu grafito.



Cássio Amaral.

24/12/2011.






21 de dezembro de 2011

Feliz Natal

ATLETISMO. SEM DAR UM PEDAL CORRO.

Ontem corri com Tonhão.
Ele está se preparando para a São Silvestre.
Eu um amador que só queria desbaratinar a tarde
quente de Santa Catarina. A praia emitia uma brisa
inesperada,mas fomos lá no cross country longe da praia. Tonho
é professor de História e eu também,muito papo pra falar.
Ele curte Raul Seixas eu também.Faremos um lance do Raul ano que vem,
uma discotecagem num bar em Barra Velha.
Tonho é libertário eu também, é indignado com o sistema e eu também.
Enfim, falamos de educação, de cultura, de filosofia, de mitologia,
de coisas voltadas a nossas pernas, nossos músculos,no cerne,
eu fui num trote devagar para não forçar muito. Sedentário
estou, até parei de dar um pedal. Dar aulas requer parar  e cuidar
apenas de preparação de aulas , diários ets e tals.
Tonho me diz umas dicas. É já um profissional que merece um patrocínio.
Saiu do álcool e da maconha e drogas com a corrida. Tem vários títulos e prêmios.
Eu ia falar do Robson Corrêa de Araújo pra ele. Ia apresenta-los aqui em Barra Velha
mas não rolou. Tonho correu a um ou dois meses em Brasília, falei do Robson pra ele,
mas não rolou a coisa de eles se conhecerem. Ele treina forte quase todo dia.
Agora estou começando a correr , correr sem palavras e
entrar na pista.

19 de dezembro de 2011

CAPTO SEU DIA MANOEL DE BARROS

Para Manoel de Barros

Bandarra diz verde
Matogrosso vã Ignorãças
Ainda alinha o vôo das garças


A sabedoria pedral é a forma
estética de nosso silêncio
Seu dia é hoje bardo

Bendito seja Bernardo
que torcia os parafusos
que distorcemos com sonhos &
palavras

18 de dezembro de 2011

MANDALA SUSTENIDA NO YIN & YANG UM DUENDE SEM CORRENTES

Pensar: Verde nos máximos espaços
Olhar: Verde debaixo do tapete
Falar: Verde na prosa potente de cura
Agir: Verde no amplo além da rua
Quebrar: correntes que dizem vomitos absolutos de algumas "verdades"
King Size: Penetrar o verde no âmago da arte sinal de marte em
nossas vidas


V
E
R
                                                                                                                                                                      D
E




V
E
R




O além é um lugar que diz
sombra

transborda  luz

13 de dezembro de 2011

NAS CURVAS DA VIDA


1- A curva é tempo: mudança sempre.
2-Vaca de presépio: povo marcado (brasileiro) morre feliz.
3-O dizer das placas: silêncio na cura praxis.
4- Crivo das Falácias: fale menos aja mais.
5-O dom da curva: S de Saída na tangente do texto.

12 de dezembro de 2011

Algumas fotos do nosso sarau Onda no Verso no blog ACDI

Algumas fotos do nosso sarau saiu no blog
da ACDI ( Associação Comunitária de Desenvolvimento de Itajuba)
Podem conferir lá:

http://acdiitajubabarravelha.blogspot.com/

11 de dezembro de 2011

Um poema de Jorge Vicente do livro Hierofania dos Dedos

33.

eu d'esta glória só fico contente
que a minha terra amei, e minha gente4
                                   antónio  ferreira


o meu olhar abarca todo o mural
da cidade, como se ela existisse
apenas em pedra, sem as pessoas
e sem o rumor dos mercadores,
ardendo no repasto dos seus olhos,
ávidos do sacrifício das águas
e pedindo que o país não seja
mais do que um sonho infantil.


lá em baixo, na cidade antiga,
as mulheres da vida encostam os
seios no colo da Virgem e escrevem
poemas, como se de orações fossem
feitas a frieza dos barcos, navegados
     por homens e não por peixes.

 o olhar da mouraria é feito do meu
olhar, o olhar do castelo na altura
do são pedro, o olhar das gentes que
se enfeitam e que descansam o sal no
coração da areia, esperando que Deus
traga a morte na próxima revolução das
                             ondas.


Podem ler mais Jorge Vicente no blog dele:

http://jorgevicente.blogspot.com/

O MUKIFU II




O MUKIFU II



Os poetas então lançaram seus  livros no Rio em 2003.


Misto de Bukowski e Nelson Rodrigues



Então ela sacou de uma camisinha cheia...

O poeta pensou:

_O que faço aqui nesse Mukifu?

Tudo era Rio de Janeiro o bairro  da  Glória

um reduto de Garotas de programas.

Eles lançaram seus livros no Sebo Baratos da Ribeira

em  Copacabana. Mas muita história rolou.

Rolou até um show de Jards Macalé

no Sérgio Porto onde viram  o grande maldito

fazer um Cine de seu novo trabalho intitulado

na época de AMOR ORDEM E PROGRESSO.

Estilhaços de reminiscências daquela época engole

essa tarde catarinense onde hoje dá praia.

Sim rolava um James Brown e poetas

exploram suas aventuras que constam também

no jazz da vida.



Cássio Amaral.


11/12/2011.


O MUKIFU

O MUKIFU


É madrugada acordo assustado com barulho no apartamento do lado.
Estou no Rio de Janeiro faz um calor insuportável.
Eu levanto, tomo um pouco d'água, passo a mão no rosto.
O barulho continua, parece um casal trepando.
Na verdade parece um cara trepando com duas mulheres.
Eu ainda há pouco conversava com meu amigo Grillo sobre cultura e arte no bar Amarelinho, bar de frente da pensão que estamos hospedados, no bairro Glória.
A noite passa e a suruba continua...
Penso como será a noite de autógrafos dos nossos livros de poesia, o meu e do Grillo.
Uma das mulheres grita, o cara parece abusar mais dela que o necessário.
Na verdade o grito é dele, aliás ele dá vários gritos e ordena:
__Isto, chupa ela! Assim, chupa ela!
Eu no cubículo que chamam de apartamento apenas ouço.
O lugar é uma pensão típica dos contos de Nelson Rodrigues.
É um cortiço, cheio de apartamentos, várias pessoas diferentes, figuras enigmáticas, cheio de estrangeiros.
Os apartamentos são sujos, minúsculos, todos cheirando à sexo barato e doentio.
Os habitantes são vários, prostitutas, alcoólatras, traficantes e estudantes universitários.
Num quarto um senhor alcoólatra que dorme com o quarto aberto, onde há várias garrafas de água vazias em cima de uma mesa.
Ele gosta de música erudita.
Eu o vi jantando ao som de Vivaldi quando passei mais cedo para o meu quarto e achei a cena inusitada.
A noite passa, é de manhã e vou tomar banho.
Há apenas um banheiro no lugar.
Alguém me chama. É uma "garotinha" trazendo na mão uma camisinha ainda cheia, dizendo:
__Sexo é bom, mas tem que ser com camisinha,né?!
Se não a Aids pega!
E pede pra tomar banho na minha frente.
Acordo Grillo e vamos ao Sebo "Baratos da Ribeiro", na rua Barata Ribeiro pra acertamos os lances finais do lançamento de nossos livros.
Enquanto Grillo conversa com o Maurício,o proprietário, eu fico vendo as mulheres maravilhosas, fico observando o movimento da rua.
Nossa, o Rio é lindo!
E quanta mulher bonita!
Cidade Maravilhosa, mulher bonita, côco gelado, praia, chopp no bar Garota de Ipanema, ou no bar Vinícius de Moraes.
O Rio que dá arrepio, mistura da beleza e do caos.Curtimos como duas crianças em busca do doce, a poesia.Ao retornarmos ao Mukifu, a pensão para tomarmos banho e trocarmos de roupas vejo o dono um tipo espanhol traficante dizer:
__Senhor Weverton, o senhor está expulso da pensão.
O senhor Edson reclamou mais uma vez que o senhor estava se masturbando de novo na escada e bêbado imaginava duas mulheres.

Cássio Amaral.

Publicado no meu primeiro blog: CÃO DANADO I

9 de dezembro de 2011

EXAME FINAL

Eles ficaram de recuperação.
Estavam namorando no muro da escola.
Perderam a prova.
Até que a supervisora os viu e disse:
_Vocês não farão a prova de exame?
_Ó dona Cristina, estamos já nos preparando para ela.

8 de dezembro de 2011

DESISTITUIÇÃO



estou tentando escrever

sou um anti escritor um anti romancista

um anti poeta

... um anti fotógrafo

me mato agora para o texto

o contexto é arte

os autores morreram todos de egolatria

me matei com uma nuvem distraída

que alimentava-se do sol

assim tive o prazer da tarde e do

por do sol

assim as reticências ficaram mais altas

no som que vida traz outra vida

sim é hora de matar-nos para nossa

santa ingrata condição de umano

sem h mesmo

é hora de nos matarmos além de sermos ou não

escritores que inscrevem suas vidas

um dente de leão cai no chão

da esperança da mudança que ainda

tem de haver em nós

sim matei-me para tentar refletir sobre

o pó que sou e aonde chegaremos

um dia.



Cássio Amaral.

08/12/2011.

6 de dezembro de 2011

NÃO CORTE AS ÁRVORES NÃO MR GANÂNCIA AQUI AINDA É PEQUENO E GOSTAMOS DE VERDE

O pedal alinha a arte
Sim o encontro é alí atrás perto da Ponte Pencil
Vejo os elementais, duendes, dixins, elementais
Revivo e lembro de muitos antepassados que são índios
Baby baby baby não faça isso com o verde não
O tronco diz pare olhe e respire
Não faça isso com verde
Vocês querem a corrida imobiliária
Sim o lado esquerdo todo demarcado
Todo já pronto pra ser vendido com lotes já prontos
Tonhão me contou num dia que pedalei e ele
estava correndo alí que uns 10 anos atrás
era totalmente mato e hoje está tudo assim
Baby não faça isso
Minha bike está tombada no chão
Mas a indignação faz sentido sim
contra estes senhores gananciosos
que querem acabar com tudo
Tudo não pode acabar em Pizza
Ainda tem também outros alimentos
É hora do Feijão.

2 de dezembro de 2011

TENTO ALÉM DA TENTATIVA



Estou tentando escrever um poema

Que dure por séculos

Como Baudelaire

Bashô

Fizeram

Um poema que vomite o sol

Que brinde as nuvens com seus feixes de luz

Um poema que traduza toda noite

Das tabernas de Álvares de Azevedo

Um motim de sentimentos alinhados

No domínio da linguagem

Um poema que me deixe

Vivo quando a morte me estender a mão

Um poema que fale de risco faísca fogo

Um poema que sintetize uma ideia

Transbordando filosofia pura

Na simplicidade do humanismo

Na natureza que engloba

Vida





02/12/2011.


30 de novembro de 2011

Ínfimo das grandezas do tratado geral


Se seu veículo é caminhão
O meu é éter
Se sou arrogante
Vomito o que digo
Ou vomito eu mesmo
Mas prefiro as  Ignorânças Supremas
Ou digo que apenas quero compartilhar
O alter Ego de Manoel de Barros
Sim, o Bandarra, sim o alter ego do Matogrosso
talvez seja o daqui de Santa Catarina,
de Minas Gerais ou de lugares que ainda
a natureza seja viva e exuberante
Bernardo é um elemental
que agora também
cabe na telepatia.

23 de novembro de 2011


Convite feito pela Sil Guimarães da GERMINA LITERATURA

22 de novembro de 2011

18 de novembro de 2011

UNÂNIME SEM POESIS

Multiplico metonímias maiúsculas
Masco eletrodos sentimentais
Sacrifico o sacro ranger do instante
Alimento pleonasmos no sol
Grito  de índio pele de cão
Fago de mel da crônica mundo Grosso
Mundo arrotado de quimeras
Dos dias que nos guilhotinam
Nesse pleno "Teatro de Horrores"
Ponto dado nos pingos da chuva
Cartas marcadas
Artíficie do mais do mesmo
Circuito Fechado.
foto: cássio amaral.

16 de novembro de 2011

DE MAIS NINGUÉM

"Demora o tempo para passar
É mais além"
LÔ BORGES
Novo cd do Lô Borges Horizonte Vertical.

Tonhão me visitou hoje depois do treinamento
dele. Papo bom, fiz café e coloquei Raul Seixas.
Lili e Tonhão e eu falando de educação
Talvez isso dá um trem descarrilhado
Lô Borges concedeu a entrevista a Volpato
no Metropólis da Tv Cultura que acabou agora.
Lembrei do Show de 2003 em Ouro Preto
no festival Universitário Coração de Estudante
tinha uma novela com este nome na Globo.
Pinga com mel, Ricardo Wagner e Daniel Paulista
Milton Nascimento e Lô Borges e lágrima que pingou
na minha face naquela Ouro Preto dos Mineiros e da humanidade
lotada de jovens. Nós alí além de tentarmos vender livros de poesia
curtindo o que era nosso o nosso Ouro Preto musical.
A praça era da Liberdade.
A lembrança bateu forte agora.
E o Sol ainda continuna na cabeça
O trem na cabeça.

10 de novembro de 2011

PUERIL PARA O VENTO PASSO

Escuto o silêncio me
bater mais uma vez
bate
bate
A chuva é amizade
sem cobranças
Que exige apenas
um olhar que entra
na lágrima de tudo
que é sagrado
no frescor que a noite traz
para morrermos
no dia da vida do infinito

1 de novembro de 2011