Doxa na garupa da Episteme
As letras silenciam estrelas sitiadas
no panóptico de Foucault
Metam-se com seus botões
Aqui há philos Sophia que diz razão Cartesius
Prato cheio de iguarias do espanto
Admiração pelas coisas e por nós mesmos
A praça está no olhar da ironia
Matem suas idéias
Tudo muda, muda, muda...
Heráclito pisca olhos nas nuvens
A maiêutica, vamos parir estilhaços
Além de Nietzsche na lua que morre agora
explodindo a bomba da alma:
"É por suas virtudes que alguém é punido melhor"
Me deixem então na solitária
A solidão fareja busca, elevação e descoberta
metam-se com seus botões
Eu meto no cu do verbo
Já que Sartre me traz compromisso
Meu castelo tem moinhos de vento
Sancho Pança me dá um verso metafísico
Metam-se com suas vidas
A lua mira o rombo Além do Bem e do Mal
Zaratustra me convida pra entrar na caverna
As luzes acendem no instante
Que Tomás de Aquino, Dante, Duns Scot e Ockham
caem da estante
Durmo roncando o paradoxo da existência
Na prosa subsidiada de mudanças
24/07/2008.