16 de agosto de 2008

Lunar


lua cheia
céus gosmento
na direção de Blake


lua insana
brinca com o véu
de um uivo displicente


blues da madrugada
emoção da vida
na lua suspirada

16/08/2008.

15 de agosto de 2008

IN FORMAÇÃO

Desenho da minha Sobrinha Ana Carolina


Sei que poesia é o cocô mole das imperfeições
abrupta da nossa insignificância
enrabar as palavras
e rasgar o cu do verbo
fetiche de pompoarismo das metonímias
tesão intenso dos pleonasmos de devaneios errantes
que se dilaceram
quando de cima do céu vejo
tudo além de tudo
e nada além de nada
risco faísca corrosão
bambolê no parangolê
lê sê vê arremesso
nada além de nada
tudo além de tudo
tudo no nada
nada no tudo
Fra g Mento
M E N T E
Ce rebral
Chapa chapada porre verbal
Cogumelo de Elfo
Portas da Percepção
Morrison rindo na Aurora Boreal
Alice no País das Maravilhas
se diverte de cabeça baixo
balançanda pela lua que benze a noite regada
de estilhaços.

14/08/2008

14 de agosto de 2008

12ª CONFRONTAÇÃO SAATCHI - GALLERY. CO. UK


O amigo Harthur Dicrayon está concorrendo na 12ª Confrontação
da SAATCHI GALLERY de Londres com sua obra
"Apoteosis de Salvador Dalí,criado pelas Anamorfoses de sua Obra Onírica utilizando o método Criativo Paranóico"
A votação começou dia 11/08/2008 e vai até dia 18/08/2008 se acharem que ele
é merecedor do seus votos é só clicar no link:


http://www.saatchi-gallery.co.uk/showdown/index.php?showpic=157301

e atribuir a quantidade de estrelinhas que pensem que seu trabalho mereça.
(As estrelas aparecem sobre a reprodução da pintura, com classificações de 1 a 10)
clique na estrela correspondente a sua nota e registrem seu voto.
O site tem tradução automática é só clicar na bandeira do Brasil que aparece à
esquerda e assim efetuarem a votação.
O site de Harthur Dicrayon está linkado aí ao lado, ou no:

http://harthurdicrayon.tripod.com/id13.html

13 de agosto de 2008

Gravidade Blu Blues Blu

mão a direita
sigo a esquerda
faminto de dionísio
zen lunático
sinto o golpe
slow dancing in a burning room
john mayer índio xamânico da madruga
acordo pro golpe certeiro
um tiro dado no escuro das palavras
balacobaco de oblato que pula o mosteiro
fiquem vocês com essa madrasta
chamada realidade
o devaneio levo pra santifa-lo
no altar do cósmico
vendo a lua rindo a toa
na noite prevista de verso
na gravidade de um blues.

12 de agosto de 2008


Farejar léxico
brincar na paisagem invisível
ir além do cabo da boa esperança
meter verso na caixa do sapato
cangrenar a alma em dó ré mi fá só lá si
ponte de Nietzsche na telepatia de Foucault
chorinho no bate coxa de Marco Pereira e Hamilton de Holanda
tramo um poema que abre a porta do átimo
no buraco negro
revirar o cerrado candango antes da primavera
festa de palavras
na sopinha de letras
pedal "L'ÊTRE AVANT LA LETTRE"
Meu Sonnen um grito no inominável
Tudo que se rasga, se come, se esporra
Baudelaire nas nuvens me acenando Bashô
na poça d'água
Arquitetura de Oscar Niemeyer
Riscada na primavera
Brasília de cabeça pra baixo
Num momento NucleaR.

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MaicknucleaR serviu
O Cardápio - versão 9.0
12 de agosto de 2008

da Revista Lasanha:

http://www.revistalasanha.bravehost.com/

11 de agosto de 2008


todos os cachorros são azuis
porque o blues e luz
que incendeia a madrugada

Oração

Aos negros iluminados do blues e a banda Blues Etílicos.


Tenho bebido muito com os ouvidos:

Distorções profanas

Guitarras perturbadas

Baixo incandescente

Bateria insana

Gaita surrealista

Faço uma oração

E transmuto no ambiente

O tom é alma azul

Inesperadas notas musicais

Rifes de whisky ou cerveja

Blues etílicos.

Cássio Amaral.

06/05/2005.

9 de agosto de 2008

ESTRADA

Pedras no meio do caminho
Caminho de pedras
Pedreiras pedregulhos
Faíscas iscas malabares
Estrada vida esvai
Dicotomia no pensamento
Alternativa de Kant para o centro
Só "aprendemos" o que podemos perceber
e do modo como podemos percebe-lo
A realidade não é assimilada pelo homem
e sempre guarda mistérios
O caminho é único e intransferível

8 de agosto de 2008

GANGRENA

ego ga tilhos

faís

ca

tem põe pô falência de

apostar além do mar

navega a nau deriva impac

tuo farejo sem rótulo

risco

ar

isco

cai madruga fagulha berlinda do tra
vesseiro

trava travo travas travessa

de uma passagem aragem

R

i

s

c

o

da boca aberta

i

N
o
mi ná vel

A

R

AR

No paralelo de Torquato


é

temos

POIS...

6 de agosto de 2008

TODO MUNDO SABE


e quem não sabe que todo jogo é roubado
e quem não sabe que dedos cruzados nada valem
e quem não sabe que não há mais guerras
e quem não sabe que o bobo é honesto
e quem não sabe que o pobre continua pobre
e o rico fica mais rico
e assim a humanidade caminha
quem não sabe?
e quem não sente tristeza
como se seu cão acabou de ser atropelado
todos catam grana nos bolsos furados
e quem não sabe
que mulher quer chocolate
e uma flor ao seu lado
e quem duvida do teu amor por mim querida
e que nas horas vagas tu se vira por aí
e quem não sabe que você me é fiel
que só se deixou comer
pra saber se eu era mesmo bom no foder
foi discreta mas o tempo era pouco reconheço
e a fila tava de dar inveja a qualquer puta parisiense
e quem não sabe
que é assim que todas fazem
e todos sabem que nada é pra sempre
e que nem a sua vagina agüenta tanta gente
e quem não sabe que homem dá o rabo
e mulher usa pica tamanho jumento
comprada no super mercado
e todos sabem
que o sexo é só bandalheira e sacanagem
o amor envergonhado escondidodebaixo da cama
e que a nudez da mulher e do homem
não dá mais tesão nem pra freira nem pro padre
mas se prepare que o olho do Pai Grande
te vigia na cama e vai revelar o que todos sabem
que teu pau amolece ao colocar a camisinha
e que tua mulher dorme de calcinha
e quem não sabe
que bunda de mulher não vale mais nada
que o fio dental dá mais tesão que o normal
e quem não sabe
que traveco tá nas paradas gay
pra fazer babar os machos com coceira no fiofó,
e quem não sabe
que Copacabana tá mais podre que o cu
de veado velho
e dê uma ultima olhada pro Corcovado
antes que tudo acabe
e todo mundo sabe
que é assim que caminha a humanidade
todo mundo sabe
oh sim todo mundo sabe, todo mundo sabe
que assim caminha a humanidade
todo mundo sabe

Iosif Landau

O blog do Iosif está linkado aí ao lado, ou no:

http://yehudabenelin.blogspot.com/

4 de agosto de 2008

ZEN


o nada é tudo
tudo é o nada
o vazio é a forma
a forma é o vazio
a mente
tudo M E N T E

O HOMEM DEPENDE DE SEU PENSAMENTO


É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece
porque o coração agradecido comunica-se com Deus, e o queixoso realciona-se
com Satanás.
Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha
para a infelicidade.
A frase "Alegrem-se que virão coisas alegres", expressa uma grande verdade.

Meishu-Sama

Fotos que tiradas ontem no Solo Sagrado da Igreja Messiânica Mundial do Brasil
em Guarapiranga São Paulo.
O link do Solo Sagrado está aí ao lado, ou no:


http://www.solosagrado.org.br/










NIHHÔNICA


um samurai vê o lago
a noite brinda o silêncio
quando a lua sorri nua

BASHÔ SUPRASSUREAL



flores piscam raios de setembro
vermelho diz a direção
quando a tela é o sol nascente

no girassol
o sol brinca e nasce
na luz da manhã

Exposição de Alimentos naturais da Igreja Messiânica no Solo Sagrado de Guarapiranga




o homem morre pela boca
pensamento
alimento natural da mudança

1 de agosto de 2008

RE VISÃO


Xixi das estrelas
Biblioteca da viagem
Acentuação do erro humano
Miragem na paisagem da imperfeição
do blogo do ego trip U MANO
Conselho da Fenomenologia da estrada experiência individual
Husserl na rodovia da possibilidade do conhecimento
Subjetividade transcendente de si mesmo

31 de julho de 2008

U TILIDADE PHILOS SHOPHICA


Desenho Mandala de Quedo


Amplidão além da utopia
Respiro novas além do depoimento de Aristóteles:
Arístocles(Platão) conheceu Crátilo
E aceitou que todas as coisa mudam segundo Heráclito
Meu pé no ar absorve versatilidade ninja
Minha mente ejacula Episteme:
"Só sei que nada sei"
Morro ignorante
Deixando o sonho como minha herança
E a esperança de mudança
Na mandala faiscada de uma a-létheia
Que desnudo absoluta
Detonar as formas estagnadas do poder
que tentam manter o status quo
Como Sócrates ir para praça pública
Enfrentando o destino da morte
Com a coragem de desmascarAR-se

30 de julho de 2008


Canto o caminho que vai dar no sol
desbravo o inócuo fragmento da esfinge da noite
meia volta volver Voltaire me empreste o panfleto político
e seus versos
me empreste um pouco a Bastilha de 1717
Voltaire!
Me mande as cartas filosóficas agora!
Me mande! Já não é mais 1734
Não me importo com escândalos, ainda sou o mesmo
subversivo que toma cicuta pra pagar com a vida
se for o caso
Voltaire! Volte agora!
Não quero morrer com honras e nem com terras
Só quero o espanto, o dedo na ferida
A admiração da filosofia e tirar a roupa da alma
numa transcedência na consciência humana
Tirar minha máscara
Para ver um país com outra cara