29 de junho de 2008

MÍNIMAS FAÍSCAS


TEMPO QUE CORRE
VIDA QUE GRITA
Faísca reluz futuro hoje


sol entra na janela
traduz vida que corre
no átimo da passagem


fagulha da janela
luz dispara vida
na passagem

27 de junho de 2008

INSÔNIA




Refaço monólito
plugo contatos de terceiro grau
nenhuma rima na esquina
distraio estrelas que vislumbro
Henry David Thoreau me acena desobediência
Black no uivo que urro
Geléia que a pérola diz
Todo o porquê é por que na pergunta
Qual motivo se a resposta é outra pergunta
Faço charme em nuvens diversas
Não me venha com créu que não aceito
Fio de miado no beleléu
Canabalizo pleonasmos ávidos
Gozo na língua que a semântica grita
Quando enrabo palavras do sonho
vocês dormem um sono que perdi

26 de junho de 2008

NUVENS


NUVENS BRINCAM
CAVALOS DE PAU
NUM CÉU ORGASMÁTICO



NUVENS DIZEM PROFECIAS
NO IMPREVISTO
DE NOSSAS HORAS



NUVENS CAMINHAM
DEMÔNIOS & DRAGÕES
haicais mínimos.



13/08/2008.

25 de junho de 2008

EPISTEMOLÓGICO



espanto qualifica
a rima atômica que explode
decepando a norma culta
ironia de quem vai pra praça
a cara rasgada de admiração
momento de Heráclito
doutorando sóis vulcânicos
dispensando Parmênides
Platão abre a caverna
e traz luz
enquanto ouço Zappa
in The Mother of Invention

24 de junho de 2008





encharco madrugadas
gritos imprevisíveis traduzem clarão
num umbral que passo
Pink Floyd acena metonímias
estrangulo catacreses
esporrando estrelas distraídas
fogo da verve que incinera realidade abrupta
Wearing the Inside Out
a nave mãe me vigia do morro
cafungo o sol de outra constelação
mercúrio no meu sangue surge impávido
quando o tempo vai engolindo a vida
Henri Bergson me pega no eu do momento

23 de junho de 2008


raio de sol
na página traçada
filtro de luz na madrugada
05/08/2003

22 de junho de 2008



Falam falantes

pingo de susto

arremesso de espanto

fico maduro

falam estantes

livros calados

urram imprevisões

rasgo a madrugada

sono de aliterações

é dito que explode

contexto de Juvenal via Dante Alighieri:

"A virtude do ânimo é a única nobreza"

A relação indivíduo-sociedade


O senhor sempre dormiu com as escravas
Não me venha com o feudalismo no Brasil
Isso nunca existiu
do açúcar, café etc...
O servo não é escravo
$ifrão do negro
666 é o número da Besta?
Mudando de cidade o homem muda?
O objetivo é quebrar tudo
Arregaçar a homogeneidade
aplaudida pela Mídia
Durkheim, Weber e Marx
No colar da discussão
A sociedade é um trem
sem trilhos
O amigo Eduardo Ribeiro me dedicou um poema no blog dele:


http://educodenome.blogspot.com/

Valeu Edu!

17 de junho de 2008

Alguns haikais que fiz das fotos que tirei dos ikebanas do santuário
da Igreja Messiânica Mundial em São Paulo no dia 15 de Junho de 2008.
Lugar simplesmente belo e zen.

Podem conferir os haikais e as fotos aí embaixo.

Quem tiver afim de saber mais sobre é só acessar os sites:

http://www.solosagrado.org.br/

E um pouco da Filosofia Messiânica no:


http://www.messianica.org.br/

flores distraídas
o paraíso reflete
luz na manhã de junho

momento átimo
flores falam
canção de vida

ikebana natural
beleza dita
no olhar do momento

lírios dizem sol
fagulha
na agulha do encanto

silêncio zen
flores pintam
manhã de vida

antúlios brincam
de leveza
no clipe da vida


parede pintada de luz

cocar na sombra

da estrela da flor

16 de junho de 2008

TRAVESSÃO


Desconectei o gás da fagulha
Contemplei o ramo da tranqüilidade
Mas o trem descarrilha além do previsto
Fogo é fogo e jogo é jogo
Descartes dizia que deveria
prestar atenção mais no que praticavam
que o que diziam; não apenas porque, na corrupção
de nossos costumes , há poucas pessoas
que queiram dizer tudo que acreditam,
mas também porque vários o ignoram...
O gol é pra quem não nega a chutar pro gol
Momento que a bola bate na rede
Chutei no travessão
Meus pés cansados
Pedem a madrugada que me sacrifique

13 de junho de 2008

SOCIAL SER



Falatório falácia famigerado
falar o que não se diz
coisa de im-
previsto
gangrena de viagem além do que se diz
âmago da coisa é acertar a boca da mosca
até escutando Moska
Kant acertando os relógios da cidade
razão criticada pura e crítica
aumenta seus veios terra adubada de ET que comunga
no solo de Jimi Hendrix
soprando bolinhas de sabão
e pedalando métrica
num flash certeiro de Flusser.

13:26

12 de junho de 2008

HAIKAIS UFÔNICOS


I
a luz entra no meu pé
sufrago madrugadas
abduzido por metáforas
II
discos discam discagem
direção direta de dicas
devaneio detrimento disco
III
Fagulho estrelas inocentes
Luz que caminha noutra direção
Minha constelação traduz léxico inatingível
11/06/2008
11:11 da Manhã.

11 de junho de 2008

DESCONTO DE PROSA




rezo montanhas

farinha de milho

pé de moleque é Nietzsche

que chora chorinho em Santa Teresa

de BH ao Vale do Jequitinhonha

não me aracho nunca araxeis

minha tribo já disse me espera

em ovnis garimpados de café

dedo de uai o trem é bão sô!

meto conto sem contar de encontro

meto vida que remete espanto

Filosofia da Miséria que acena tomo I versus Miséria da Filosofia:

Proudhon X Marx

capturei um verso anômalo

e a fluidez quebrou o panóptico

Foucault tem razão sexo, loucura

e poder

cansado bato teclas pra sair

algo

com desconto

não foi feito nenhum comentário ainda

pontuo punctum madrugais

volto ao Nietzsche:

*Os poetas não têm pudor com suas

aventuras - Eles as exploraram

_________________________________

*Nietzsche - Além do Bem e do Mal

Página 92

10 de junho de 2008

ABDUÇÃO PINKFLOYDIANA



Chapo quente
Urro amiúde
Finco pleonasmos gozos
E desfaleço de aliterações medianas
Clareio o indivisível
Vejo o irreal
Como nuvens bruxulentas embevecidas em absinto de Baudelaire
Pink Floyd fode o momento
Wish you were here
EMA
pO
eMA MASTIGA a MADRUGA que me santifica
em pedaços
metade de Sartre, metade Rimbaud.
Exilado na África batuco meu patuá
Minha tribo são três discos voadores
Que me esperam sempre no morro do Cristo
Luzes que o frio não vê
Dados ditam autos abdução
Mostrar postagem original
Meu ser penetra o átimo

9 de junho de 2008

FAGULHA


Olho Jimi Hendrix e vislumbro Jim Morrison
Quadrantes arfam um solo que sorvo com o pensamento
Livros não dizem sabedoria além da possibilidade de prática
Ação feita William James na pegada de Henri Bergson
Meu eu, fala e grita. Meu eu o momento é agora
Todas as coisas se movem e teoria da intuição

O canto é urro, explosão , leve e furacão
Uivo além do que Marte me mata além dos vermelhos anos
Acena um solo que mergulho em estrelas desconhecidas
Meu pé enche de luz e olho de soslaio

Onde está a doxa?

Rifes me hipnotizam .... Estrelas que caem milhares de um momento

Só e contemplativo

Fagulha o momento do êxtase num verso inconcluído


06/06/2008

7 de junho de 2008

NO FRIGIR DOS OVOS

( Foto do meu celular)


A filha dava para namorado em cima da mesa da cozinha.
Seus pais tinha viajado.
De repente escutam a porta abrir.
A mãe grita seu nome.
Ela desesperada pede para o namorado vestir a roupa.
Os pais chegam perto da cozinha.
Correria e adrenalina a mil.
O namorado tenta vestir a calça para conseguir se safar, mas prende o pinto no zíper.
A menina não sabe o que fazer. O namorado olha assustado e pensa que vai
ser flagrado e perder o pinto.
Os pais chegam na cozinha e olham uma cena que poderia ser fotografada por Vilém Flusser.
O namorado de avental frita ovos e a filha espera o jantar ficar pronto.



05/06/2008

5 de junho de 2008

ALBATROZ DE JOEL MACEDO


TRIBUNAL DAS NUVENS


Apolo apologia pólos ilhas
Dionísio acena com a mão esquerda
Redução de espaço madrugo nu
Amanhã vida cafunga tempo engolindo minutos
Momentos arrotados pelo além

01:23

05/06/2008

4 de junho de 2008

Telas de Arthur Dicrayon com haikais meus aí embaixo


Tela de Arthur Dicrayon(Link dele aí ao lado)
UM TROVÃO INSTIGA O UIVO
A NOITE CAI EM MOSAICO
NO VERSO LATIDO DE UM PÁRIA
Tela de Arthur Dicrayon(Link aí ao lado)
urro de Michel Foucault
na lua negra
ponto G no êxtase das estrelas

Tela de Arthur Dicrayon( Site dele linkado aí ao lado)



cabala mandala faísca risco
noite mãe da inquietação
rasgo imprevisto no fundo visto

3 de junho de 2008

ACAMPAR


No conto canta conto canto
No canto canta conto canta
No canto tanto canta conto
No conto canta tanto
O imprevisível está no infalível
Mas a rima não é só rima registro do invisível
Discurso de um louco vira a cabeça pra baixo
Pinel cruza eu mato no peito e chuto no ângulo
Pessoa ri na madrugada de todos heterônimos
Despencados de seu ópio do ofício.


Cássio Amaral.
01/02/2008

1 de junho de 2008


símbolos sinos signos
sol demente
a loucura diz aliterações
poemas gritam na madrugada
risco de vida no sonho de Rimbaud.
Do meu livro Lua Insana Sol Demente - Versão 2008

30 de maio de 2008

RAIO X DO PEITO






minimalizo os acasos



tudo matrix



tudo fora do previsto



própolis concentrado 30 ml



tosse de oração adversativa



o sol sangue suga vidas foras



validade jul de 2008



grita o banzo vociferando blues



exércitos derramam tiros



no peito incinerando caprichos dos



relaxos.

29 de maio de 2008

SOBRE O INFINITO


Foto de Samantha Abreu
Minha imperfeição são estrelas caídas de Netuno
Revolução Industrial que atinge quarta fase
American way of life
Tvs, Ipoids, Marte quase explorada
Doutrina Monroe
Cabaço arrancado à força da América
NOVA ORDEM MUNDIAL
Ricos 10 X Pobres 0
A Mesa Voadora grita lombrigas
Que adubaram a terra no próximo enterro
Discos, ó discos voadores!
Os astros estão para constelar
A madrugada fria silencia a Neoliberalismo
O Mal das Flores que adoecem
Há um sinal, estrela desconhecida ainda
Há um sinal nos buracos negros do sol
Lexmark pra imprimir a ruptura da essência humana
Sinestesia que o bom senso despreza
Tomie Ohtake nos cinéticos que estão no caminho da margem
Eusébio Sempere me explica a lei da boa forma social?
Global tudo aldeia, índios nas cabanas abandonadas pelo descaso
Corações verdes levitam um coração vermelho
*Sobre o Infinito Sapeca a página 49:
BÚRQUIO – Aqueles que são divinos, estes são de vil matéria.
FRACASTÓRIO: De que maneira me fará ver e acreditar que aqueles sejam
mais divinos?
BÚRQUIO- Porque aqueles são impassíveis, inalteráveis e eternos, e estes
aqui são o contrário; aqueles são móveis de movimento circular e perfeitíssimos,
estes, de movimento reto.
* Os pensadores – Bruno (Giordano Bruno) , página 49

28 de maio de 2008

ALHEIO


o sol entra grafito imprevistos
aliterações desconstruindo dias
que engolem a vida
matrix momento é a luz que vem da janela
fico meio Dorival Caymmi
da janela lateral do quarto de dormir
vejo nuvens que brincam com meus sonhos
sou um cavaleiro marginal
meus moinhos de vento são pleonasmos que ofusco
infante diante da lua que me acolhe
o sol entra e grafico imprevistos de dom quixote
mares nunca navegados
metonímias que prendo na gaiola
cantam num hino que incita catacreses
banbolê do Banquete Arístocles que sonha com um mundo bom
representado na República
balança balança e balanaça quando a balança
é libra sitiada num prato que diz:

"... _*Mas não! Não te admires! _
retrucou ela ; _pois é porque destacamos do amor um certo
aspecto e, aplicando-lhe o nome todo , chamamomo-lo
de amor, enquanto para os outros aspectos servimos de outros
nomes..."
_________________________________________________
* Os pensadores- Platão- Página 37.

27 de maio de 2008

Alea Jacta est


Segue, segue
O abandono são livros carmidos por traças
Indiferença é o prato do dia
Segue, segue
Não tente me compreender
Os Extras Terrestres são enigmáticos
Falam de coisas que a terra já perdeu
Valorizam essências que as palavras não dizem
Segue, segue seduzindo, matando , furtando, usa teu charme e
tua indiferença. Porque é ela que vai te trair sem nexo e léxico
quando a Legislação não te der livros.
Quando o Direito for apenas o suspeito da Justiça.

24 de maio de 2008


enrabo o destino
e esporro
na novidade do acaso,
como o cu
de com quem não caso
e esporro rumo ao azul
raso.

[poema-sturbado de Cássio Amaral e Ricardo Wagner]

20 de maio de 2008

UIVO ...


Tela de Arthur Dicrayon
(O site de Arthur Dicrayon está linkado aí ao lado)


stand by me baby


a lua está insana no céu


o olho da noite diz vulcões metafísicos


o incenso sobe e o vinho incita um riso no encontro


afago estrelas sitiadas em marte


vênus abre as pernas e seduz


stand by me baby


a madrugada grita uivos torquatálios


enquanto nos perdemos dentro e fora


Beatles mata nossos corações com Revolver

18 de maio de 2008

Cuspo ideogramas de Baudelaire,
Verlaine, Rimbaud, Valéry, Mallarmé,
Bashô, Kobayashi, Saigyo, Hilda, Leminski,
Torquato, Waly, Henriqueta, Cecília, Clarice,
Maiakovski, Murilo, Drummond...
Teteretê tenerê
Bah, chimarrão
ou acarajé também oxente
Azul do anil
Não fico de nhenhenhem
Nem de tititi
Frio chegou
O amor levanta a terceira perna e afaga quatro pés que esquenta a madrugada.

16 de maio de 2008

Foto de Robson Corrêa de Araújo


OSCAR NIEMEYER
Poema de Antonio Miranda



Oscar Niemeyer
poeta-escultor.

Arquiteto do Rei.

Linhas no espaço sideral,
curvas no infinito
das constelações virtuais.

Criando avarandados coloniais
rampas cósmicas.

Ateu e comunista.

Materialista das catedrais
humanas,
das capelas espirituais.
Como mãos votivas
numa prece eternizada
no concreto armado
da Catedral ecumênica.

Todas as mãos candangas
paranaenses mineiras
pemambucanas
todas as mãos nortistas
paulistas
de todos os quadrantes
e sextantes
sustentam o universo
nacional.

No alto passam as
nuvens cintilantes
e os aviões da Real e da Panair
uma conspiração de anjos
burocratas diplomatas
voam políticos, empreiteiros
e trovejam e relampagueiam
tempestades
e fogos de artifício.

Sensual ou curvilíneo
em formas simbolistas:
mãos redes seios.
Devaneios.

Talvez abstrações
com intenções figurativas.

Ou seriam estruturas-esculturas?
Barrocas, modernistas?

Nas simetrias liberadas
e nas geometrias depuradas:
teatralidade.

Volumes espaços alturas
verticalidade
ou extremidades em vértice
a eludir o estático
e o majestático
— contra as regras
e as limitações.

Niemeyer é tão ou mais monumental
ainda que sóbrio
mais leve quando concreto
e funcional
mais denso quanto poético.

Surpreendente.

Sem concessões à trivialidade
porque genial.

Todas a artes irmanadas
no mármore, nos arcos
ancestrais
abóbadas sonoras
colunas dançarinas,
vitrais.


O site de Antônio Miranda está linkado aí ao lado, ou no:

http://www.antoniomiranda.com.br/

15 de maio de 2008


"O real é a rocha que o poeta lapida doando a humanidade mal agradecida.
Poeta, talvez seja melhor afinar o coro dos descontentes".
ITAMAR ASSUMPÇÃO

12 de maio de 2008

Captou?


Adágio bambino canzone duce, ecco!
Fiasco galera:
Intermezzo
Libretto
Madrigalle
Niente
Odor
Petto
Recitativo
Si traduttori virtuoso...
Robson Corrêa de Araújo
Do livro Y Semiótico -Edição do autor, 2006.
Robson é escritor, poeta e fotógrafo.
Podem lê-lo aí ao lado ou no:

10 de maio de 2008

CARTA DO IMPREVISTO





Instigo um canto no outro canto
Rasgo o segundo e brinco de momento
Descartes me levita no Discurso do Método
Alice in chains na minha alma
Divina é a comédia que Dante acena do céu
Beatriz tropeça no inferno e a madrugada ri displicente
La vie en close risco e aplico rabiscos arabescos circos
Falantes falam o que o infalável fareja no inominável
Digo pleonasmos como um cão que uiva no Banquete dos Deuses
Alice está em chamas
Alice está em chamas
Suas entranhas são sóis lunáticos e luas insanas
Que penetro no tratado da tolerância de Voltaire
A verve do papel é um vulcão que queima pleonasmos satíricos
Enquanto Sun Tzu me ensina
a arte da Guerra
Os corpos buscam uma vitória
no domínio efetivo do oponente.

7 de maio de 2008

NUCLEAR


O brother Maick NucleaR já começou a produzir seus curta- metragens.
Podem conferir no:
Os textos de NucleaR vocês podem ler no:
E algumas músicas dele no:

4 de maio de 2008

A BANALIZAÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA

Beleléu, creu, Wanessa Camargo, Colapso e colapsos.
Onde está a indústria fonográfica? Na zona? Agora parece
que tudo tem quer virar banal, ridículo e prostituído?
Meu ouvido não é pinico.
Nos últimos tempos vem surgindo um tipo de “arte”, a anti-arte.
É melhor exaltar o ridículo, como se música fosse
fazer coisa mal feita.
São “artistas” que chegam e caem rapidamente, que não ficam.
Na boa não vão ficar como Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.
Por que estou falando isso? Porque estou cansado de lixo
sonoro, de ruído sonoro. Coisa que não bate, que é pusilânime, coisa
que não é arte.
Sabe, na boa não se assustem,mas tem hora que penso que Wanessa
Camargo deveria fazer filme erótico e não cantar.
Aí vem os Latino da vida, latindo coisas que regam festas nos aps.
Meus sobrinhos têm cinco e seis anos. Carol tem seis e Mateus tem cinco.
Eles escutam de tudo, mas sempre vem escutar o que estou ouvindo.
Sabe, música, literatura, teatro, artes plásticas tem que impactar, tem que
mexer com o ser humano. Não essa balela de bater no peito e dizer:
_Sou artista, tenho tal cd, tal livro, sou atriz. As mulheres do Big Brother e aquela
galerinha todos querem ser atores, atrizes. Pelo amor de Zeus, como se
ser ator e atriz fosse a coisa mais fácil do mundo. Como se um talk show banal e ridículo como Big Banalidade Brasileira pudesse dar um up grade para um papel de ator
ou atriz.
Cara, tem hora que é caco de vidro, é pau é pedra e é o fim do caminho.
Nos anos 90 Chico Science revolucionou a música brasileira. Trouxe o maracatu,
trouxe luz no fim do túnel. Muitos ralaram na estrada e levaram anos para serem
devidamente reconhecidos como Lenine e Zeca Baleiro. Artistas pensantes.
Mas vão dizer que o meu texto aqui é fraco e que estou atacando e perdendo tempo
de falar de desvalorização e banalidade na arte atual. Claro que vão dizer.
É mais fácil aceitar o que não te faz pensar. Uma letra que o instiga, que o faz
pensar pra quê? Melhor é aceitar o ruído sonoro. O pior é quando você acorda
de ressaca e esse ruído sonoro é o seu vizinho achando que é música.
Como diria Marcelo Nova do camisa de Vênus: _ Ó crianças isso é só o fim!
Pensar é perigoso, pode mudar, mudanças tiram governos e fazem a diferença.
A amiga Bárbara Lia me mandou um email com o convite do Porão Loquax
em Curitiba que vai ter Neuza Pinheiro que gostei da música e da poesia.
Podem saca-la aí:


http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/neuzaverso.htm

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=152132013

30 de abril de 2008

Krâneo e seu neurônio


Bruno e Rodrigo de Souza Leão
Resumo
Pulei da janela deitada
Portas Fechadas Portas fechadas
Vulcão, sou um vulcão
Pânico no círculo
Somba e adrenalina
Função de morte fode
Na veia sossegada um caminho inválido
Curto circuito fechado
Degradê degradáveis
Enguias guiam os volts
Química cerebral
Química cerebral
Culpados....
Existe uma coisa dentro de outra coisa
Existem coisas coisando
Trombetas esporrando sangue
Vulcões...
O que não coisa causa.

O Cd de Rodrigo de Souza Leão são estilhaços das nuvens de Jimi Hendrix,Baudelaire, Rimbaud, Torquato Neto, Leminski, Verlaine, Valéry, Mallarmé e João Cabral de Melo Neto. É um urro de Jim Morrison no palco dançando como xamã. Círculo de uma verve que incendeia e alucina.
É eletrônico, dançante, punk e tem poemas ditos com alma,uma alma maior que chega no âmago das coisas, da metafísica, daquilo que poucos sabem ver, a suas letras
são poesia que bate, é o vulcão de som que um poeta com P maiúsculo
pode trazer e fazer. Krâneo e seu neurônio é um cd não comercial, uma edição
experimental que tem mix-design de Tavinho Paes. A parte musical de Gizza
Negri e uma parceria musical especial com o irmão Bruno de Souza Leão em
Esquizo.

Para saber mais e conhecer acessem o blog de Rodrigo de Souza Leão:

http://lowcura.blogspot.com/

PRA QUEM ESTIVER EM BRASÍLIA


FESTIVAL DE CINEMA DE MARINGÁ

O amigo Pery de Canti me mandou um email falando do Festival de Cinema de Maringá,
que divido com vocês.


29/04/2008 - 21h59
Festival de Cinema de Maringá já tem 175 inscrições de filmes



Em três semanas, o festival recebeu 175 inscrições de filmes, provenientes de 17 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, informou a organização do evento hoje (29).
Até o momento São Paulo é o estado com o maior número de inscritos, 54 obras. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 23 filmes. Empatados em terceiro lugar, com 14 filmes cada, estão os estados de Pernambuco e Paraná.Os interessados que ainda não se inscreveram podem acessar o site oficial do evento, ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição na própria página.
Além da participação de longas e curtas-metragens em 35mm, também serão aceitos curtas em plataforma digital e analógica na Mostra Competitiva deste ano.
Outra inovação ocorre nas premiações, já que os vencedores de melhor filme em longa e curta-metragem na opinião do público receberão a Menção Honrosa Viapar, o Troféu Cunha de Aço e uma premiação em dinheiro.
Os filmes também serão avaliados nas categorias técnicas --melhor montagem, melhor fotografia, melhor som direto, melhor ator, melhor atriz, melhor música, melhor figurino e melhor cenografia-- e os vencedores receberão o Troféu Cunha de Aço.
Os filmes que concorrerão à mostra serão pré-selecionados por uma comissão julgadora formada por jornalistas, artistas plásticos, produtores culturais e publicitários.
Leia mais
Inscrições para festival de cinema vão até 4 de maio

Mais informações no:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u397046.shtml

27 de abril de 2008

NA RUA


Um farelo brinca de verso inócuo diante da máxima de Nietzsche:
Os poetas não têm pudor com suas aventuras - eles as exploram.

EXIT


o idioma alemão é gutural
o japonês tem medo do número 4
a palavra é um pleonasmo que gozamos
em êxtase.

20 de abril de 2008

DANTESCO

( foto do meu celular)


Dispensa o fato
O fogo fagulha
Tudo incidental
Maracatu atômico nos meus ouvidos Mautner no paralelo de Science
Jazendo sapos que engolem cobras
Andar assim é ser fiel as regras morais
Aceita o feto, ele já fecundou
O neném vai nascer ainda e tirar o sono
Fraudários fraudulência e fraudas que custam
$$$$$$$ mês, choro dos descontentes...
Dispensa dispensa...
Há um frio na madrugada que grita abrigo
Abram os olhos e vejam no âmago da metafísica
"... O desamparo implica sermos nós a escolher nosso ser.* O desamparo é paralelo
da angústia. Quanto ao desespero, esta expressão tem um sentido extremamente
simples.
Quer ele dizer que nós somos limitados a contar com o que depende da nossa
vontade, ou com o conjunto das probabilidades que tornam a nossa ação possível..."
Via Sartre (Os Pensadores - Abril Cultural)
Beatriz sorri da diáspora de uma estrela que pinga sangue
E cai de uma nuvem que tem formato de dragão.
.
.
.
.
.
.
.
___________________________
* O que faz lembrar um aspecto importante da filosofia de Jaspers - a linguagem cifrada.

18 de abril de 2008

VIVO - Composição Lenine e Carlos Rennó





Precário, provisório, perecível;

Falível, transitório, transitivo;

Efêmero, fugaz e passageiro

Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!


Impuro, imperfeito, impermanente;

Incerto, incompleto, inconstante;

Instável, variável, defectivo

Eis aqui um vivo, eis aqui...


E apesar...Do tráfico, do tráfego equívoco;

Do tóxico, do trânsito nocivo;

Da droga, do indigesto digestivo;

Do câncer vil, do servo e do servil;

Da mente o mal doente coletivo;

Do sangue o mal do soro positivo;

E apesar dessas e outras...

O vivo afirma firme afirmativo

O que mais vale a pena é estar vivo!


É estar vivo

Vivo

É estar vivo

Não feito,não perfeito, não completo;

Não satisfeito nunca, não contente;

Não acabado, não definitivo

Eis aqui um vivo, eis-me aqui.

13 de abril de 2008



(foto do meu celular)


A lágrima pingou suada de nuvens gangrenadas em ritmo de blues .
O buraco negro num vazio zen que diz q tempo é ilusão.
24 horas são 16 horas, relações na disputa de uma bola que não faz
mais gol.
A vibração da terra passou de 7.5 para 11.5.
Me deram o cartão vermelho, caí na terra fosco e translúcido.
Peguei uma metranca de metáforas e sai atirando e atirando.
Cadê essa porra de verso?
Eu sou o reverso que canta aliterações marcianas, o próprio ET nas horas abissais.
Jimi Hendrix me abençoa na madrugada. Então, vocês já ouviram Itamar Assumpção?
Peguem o revolver e atirem em vossas televisões!
Já alucinou além da alucinação? Viram as estrelas cadentes caírem?
Sartre golpeia os que tem uma pele a menos. Foucault diz discurso do método mas o panótico continua nos dando algemas.
Não tenho medo do olho do lobo, dos dentes famintos. Não tenho medo da morte porque somos mortos nos nossos dias de escravidão.
Quebrei a lança e lancei no espaço. Quebro minha própria insipiência. Não estou vencido.
Pulso e repulso fluxo e fixo no ar pleonasmos que cato nos cactos da minha sombra.
O sol abre a boca e banha o suor da vida que traduz a senha em signos.

8 de abril de 2008

LOBA (Euza Noronha) fez os blogueiros uivarem de novo


Euza Noronha (Loba) organizou mais duas coletâneas de autores blogueiros.
Saiu Trilhas e Elos.
Em 2006 ela organizou a coletânea Corpo e Alma em Verso e Prosa.
E agora mais um uivo coletivo.
Na coletânea Trilhas sairam L. Rafael Nolli, Lisa Alves, Cris Destri,
Adélia Teresa Campos, Carol Montone, Diovanni Mendonça,
Elisabeth Vasques, Elise Maria Mars, Euza Noronha, Francisco Dantas,
Octávio Roggiero Neto, Sadra Regina,Caruco, Wilson Guanais eu eu.
Um rabisco meu que saiu na coletânea em forma de conto:
Desejo tragante
Sexta-feira à noite eu no bar do Chiquinho tomando umas cervejas.
De repente uma mulata muito gostosa entra e pede:
_ Me vê um maço de Derby.
Chiquinho responde:
_ Moça, eu não tenho derby, temos Hollywood, Carlton, Malboro...
Ela agradece, e diz obrigado.
Eu olhando a cena penso:
_Baby, você pode me fumar.
Mas cuidado pra não ficar doidona.
Cássio Amaral.
Depois publico mais poemas e contos aqui da coletânea.
Valeu Loba(Euza Noronha) e valeu Galera!
O link da Loba(Euza Noronha) está aí ao lado.