3 de outubro de 2009
2 de outubro de 2009
TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS.


Tudo ficou Van Gogh
"Engoli um chip ontem. Danei-me a falar sobre o sistema
que me cerca. Havia um eletrodo em minha testa, não
sei se engoli o eletrodo também junto com o chip. Os
cavalos estavam galopando. Menos o cavalo-marinho que
nadava no aquário.
Ele tem um problema mental. Será que tem alguma
seqüela? No fundo desse meu mundo, lá no quarto escu-
recido por doses de Litrisan, veio psiquiatra e baio-
netou uma química na minha celha esquerda. Enquanto
outro puxava a minha banha, eticando e esticando para
que não sentisse a injeção de Benzentacil.
Benzenta.
Benzenta.
Uma dor imensa na bunda. Tudo girando ao meu re-
dor e eu girando também. Tiro uma meleca e coloco na
mesa do canto, bem longe da escuridão do quarto. A es-
curidão é asséptica. Só o pessoal de branco pode freqüen-
tar aquela linha impura. Seguram-me de novo. Recebo
o beijo de minha mãe. Deve ser dia de visita. Acordo e
como uma lasca de goiabada com o sanduíche de atum
que mamãe trouxe pra mim. Escuto uma música tão alta
que não encontro nos meus pensamentos e estou fora, agora
a cocaína não vai chegar. A conexão foi interrompida.
Mamãe mal chega, mal vai.
Ele continua achando que engoli um chipe.
..........................................................
Onde estou todos os cachorros são azuis. Deram-
me um terceiro óculos, terceiro olho. Terceira orelha. Um
terceiro braço. Terceira perna. Uma terceira mão. Tudo
três. Depois, mais dois pênis. Mais dois narizes. Mais um
pé. Mais dois estômagos. Minha terceira vida.
Um terço para rezar.
Tive que me acostumar à nova vida e o pior: ainda
não virei um monstro por isso.
Ainda sou o garoto do cachorro azul. Um azul enor-
me refletido agora no olho do garoto que achou no lixo
o meu cachorro azul."
RODRIGO DE SOUZA LEÃO.
Digão passou pro mundo espiritual. Hoje fazem quatro meses
sem ele, há em mim uma saudade que é algo indescritível.
A medida que digito esses trechos de seu livro não aguento
e choro. Hoje de manhã fiz o culto de elevação espiritual aos
ancestrais pra ele no JOHREI CENTER.
Silvana Guimarães, José Aloise Bahia, eu e muitos que o amavam
e o amam torcemos que o seu livro Todos os cachorros são azuis
ganhe o prêmio TELECON PORTUGAL, ou fique entre os dez.
O livro já foi classificado entre os 50.
DIGÃO MANO VÉIO TE AMO DE ONDE VOCÊ ESTIVER NAS OUTRAS
ESFERAS.
BRAÇOS E FORÇA SEMPRE
1 de outubro de 2009
a menina e a bola
30 de setembro de 2009
BR INFINITA

"... significando assim pimentinhas para salvador dali e gala arderem
de amor e paixão parati também oswald e pagu com malagueta
bebo passarinho fumo bode confeito o espaço cultural omo
limpo faz o h da cidade mudar de cor todos os dias gastando
baldes de tinta para a ribalta diadorim e riobalto são encenados
em rosa pink o a é tripé onde o terceiro pé está escondido na
sombra da perna esquerda instalo minha câmera em cima deste a
dos pescoços dos adolescentes em frente ao pátio brasil o prato
cheio tem de feijoada completa a caviar tudo servido no chão de
mármore branco chuva de letrinhas pela cidade de gorki confundido
com gótico e o retrato de gogol acorda o diretor de madrugada
com olhos esbugalhados usado qual o gume da espada de
maquiavel você usa destruir as espadas dos samurais
qual senhor você usa servir você usa ternos bem cortados e já
perdeu toda ternura reta ação julião trabalha melhor que vocês e
olha que ele não tem gratificação ou função mas trouxe café neste
fim de semana aos postos desta coordenação com a mesma calma
de 23 anos atrás a passada lenta e cadenciada imperturbável e
ciente da sua utilidade deizem que ele é louco é assim nesta
sociedade hipócrita todos que não falem as mesmas coisas que a
maioria da manada são considerados loucos em troca de abrigo
ele oferece bom papo água e café e tenho a certeza que s existisse
psicologia administrativa nesta casa ele poderia oferecer muito
mais sem salário sem documento sem reuniões sem protocolos
idiotas serventes enganam o tempo com conversas repetidas
brincadeiras maliciosas olhares invejosos desejosos de objetos
ricos de mais dinheiro um futuro melhor a televisão é o referencial
maior onde o bolo aparece completo um pacote de ilusões de
café pegar o ônibus e trabalhar mecanicamente tudo isto para
manter um pequeno espaço com bugingangas e dívidas prestações
e etc os filhos não vão ter nada de muito diferente talvez sejam
bandidos delinqüentes e experimentam drogas com um pouco mais
de emoção avião suspenso ou uma morte precoce giant mr- 04 aos
economistas de todos os governos mick jagger aos filósofos de gandhi..."
DO LIVRO BR INFINITA DE ROBSON CORRÊA DE ARAÚJO
EDITORA ILUMINURAS
2008
O blog do Robson está linkado aí ao lado.
29 de setembro de 2009
AQUI, ENTRE NÓS: A MADEIRA.
O poeta não é um pássaro,
ele não está no mundo da lua,
não existe pedra no seu caminho.
O poeta não é um cão,
ele não é sensível,
não tem inspiração.
O poeta não é amigo do rei,
ele passará, como todos,
nunca serei.
O poeta não é gago,
ele não lambe a língua,
nem brinca com o verbo.
O poeta nunca uivou,
não escreveu na areia,
apenas serpenteou.
O poeta nunca ouviu estrelas,
ele não tem um mundo aparte,
nem nasceu das costelas.
O poeta não repete,
não economiza palavras,
ele já tomou sua Grapette.
O poeta não é de nenhuma
geração,
nunca tocou alaúde,
nem toca violão.
O poeta não sabe recitar,
não fala de improviso,
ele não sabe reclamar.
O poeta não versa livre,
não conhece o método,
confunde finta com drible.
O poeta não sabe acentuação,
nunca decorou a gramática,
não tem espaço para pontuação.
O poeta nunca foi brasileiro como
vocês,
prefere a Renault,
ele estragou suas dentições com
doces.
O poeta não possui estatutos do homem,
a rua dele não é diferente,
ele morre como qualquer homem.
O poeta não tem ideias brilhantes,
tão pouco é esquisito,
o seu caminho não é feito de
diamantes.
O poeta não é um fingidor,
conhece a excentricidade da
hipérbole,
e quando sangra, já gritou sua dor.
O poeta não é Poeta,
ele faz quando desfaz,
não sabe costurar, mas arremata.
Robson Corrêa de Araújo.
O blog do Robson tá linkado aí do lado, ou no:
http://punctumstudium.blogspot.com/
ele não está no mundo da lua,
não existe pedra no seu caminho.
O poeta não é um cão,
ele não é sensível,
não tem inspiração.
O poeta não é amigo do rei,
ele passará, como todos,
nunca serei.
O poeta não é gago,
ele não lambe a língua,
nem brinca com o verbo.
O poeta nunca uivou,
não escreveu na areia,
apenas serpenteou.
O poeta nunca ouviu estrelas,
ele não tem um mundo aparte,
nem nasceu das costelas.
O poeta não repete,
não economiza palavras,
ele já tomou sua Grapette.
O poeta não é de nenhuma
geração,
nunca tocou alaúde,
nem toca violão.
O poeta não sabe recitar,
não fala de improviso,
ele não sabe reclamar.
O poeta não versa livre,
não conhece o método,
confunde finta com drible.
O poeta não sabe acentuação,
nunca decorou a gramática,
não tem espaço para pontuação.
O poeta nunca foi brasileiro como
vocês,
prefere a Renault,
ele estragou suas dentições com
doces.
O poeta não possui estatutos do homem,
a rua dele não é diferente,
ele morre como qualquer homem.
O poeta não tem ideias brilhantes,
tão pouco é esquisito,
o seu caminho não é feito de
diamantes.
O poeta não é um fingidor,
conhece a excentricidade da
hipérbole,
e quando sangra, já gritou sua dor.
O poeta não é Poeta,
ele faz quando desfaz,
não sabe costurar, mas arremata.
Robson Corrêa de Araújo.
O blog do Robson tá linkado aí do lado, ou no:
http://punctumstudium.blogspot.com/
28 de setembro de 2009
27 de setembro de 2009
RUA DAS ROSEDAS,185
Para Maeles Carla Geisler
O incenso fagulha vida no encontro
lírios disparam delírios em corações jovens
Motivo de vida sintetizando
neblina no carinho da cama
Música que traduz sentimento na chegada
Sol maior num dueto de dois estados
Um trem além dos trilhos
Fotografado longe dos espinhos
Rosas que incendeiam na
rua paixão fulminante
em corações sangrentos.
Cássio Amaral
25/09/2009.
O incenso fagulha vida no encontro
lírios disparam delírios em corações jovens
Motivo de vida sintetizando
neblina no carinho da cama
Música que traduz sentimento na chegada
Sol maior num dueto de dois estados
Um trem além dos trilhos
Fotografado longe dos espinhos
Rosas que incendeiam na
rua paixão fulminante
em corações sangrentos.
Cássio Amaral
25/09/2009.
25 de setembro de 2009
24 de setembro de 2009
NEBLINAIS
chuva fina
engravida o dia
na neblina
engravida o dia
na neblina
neblina que cai
no átimo
silêncio ampliado na árvore da vida
18 de setembro de 2009
17 de setembro de 2009
15 de setembro de 2009
155- O QUE NOS FALTA
“Gostamos da grande natureza e descobrimos:
Isso deriva do fato de os grandes homens faltarem em nossa cabeça . Era contrário
entre os gregos: seu sentimento da natureza era diferente do nosso ”
Isso deriva do fato de os grandes homens faltarem em nossa cabeça . Era contrário
entre os gregos: seu sentimento da natureza era diferente do nosso ”
NIETZSCHE
PHOTO
Para Isaias de Faria
risco de um clique
além do olhar
poema escrito com luz
BAR DO BARDO
Para Henrique Pimenta
um poeta
sem bar
é um poeta sem lar
14 de setembro de 2009
PHILO SOPHICAMENTE FALANDO ....
Para Robson Corrêa de Araújo
Plu
GADO
conec
TADO
am
PARADO?------------------------------TOMÁS DE AQUINO, DANTE, DUNS SCOTT, OCKHAM, PLATÃO, SARTRE, FOUCAULT, NIETZSCHE, DESCARTES, MICHIMA, BASHÔ, Issa, LAO TSÉ, SUN TZU, DESCARTES, EZÉCHIEL SAAD........................................................................................................................................................................................................................................
Risco o imprevisto de uma BR INFINITA
numa gambiarra de uma alvenaria de Brasília
corte bem dado
de um samurai
Risco o imprevisto de uma BR INFINITA
numa gambiarra de uma alvenaria de Brasília
corte bem dado
de um samurai
GRIPE
Coriza
No link
De Arnaldo Antunes
Meu pulso ainda pulsa
Quem sabe um soneto de febre?
Quem sabe um poema de dor?
Quem sabe um hai-kai de alergia?
Quem sabe sinusite?
Quem sabe renite?
Quem sabe a chuva que tomei em Sampa?
Quem sabe a poeira?
Quem sabe a secura do tempo?
Quem sabe o frio e o vento?
Quem sabe o calor?
O meu pulso ainda pulsa
Gripe Espanhola?
Gripe Aviária?
Gripe Suína?
Gripe Canina?
E a baixa resistência dança em mim
Numa transcendência
De uma purificação.
No link
De Arnaldo Antunes
Meu pulso ainda pulsa
Quem sabe um soneto de febre?
Quem sabe um poema de dor?
Quem sabe um hai-kai de alergia?
Quem sabe sinusite?
Quem sabe renite?
Quem sabe a chuva que tomei em Sampa?
Quem sabe a poeira?
Quem sabe a secura do tempo?
Quem sabe o frio e o vento?
Quem sabe o calor?
O meu pulso ainda pulsa
Gripe Espanhola?
Gripe Aviária?
Gripe Suína?
Gripe Canina?
E a baixa resistência dança em mim
Numa transcendência
De uma purificação.
12 de setembro de 2009
PARA QUEM ESTIVER NO RIO AMANHÃ

O amigo Flávio Otávio Ferreira lança
seu livro Itinerário Fragmentado
amanhã na Bienal do Rio.
Sobre a obra e poesia dele vocês podem
conferir no blog dele linkado aí ao lado,
ou no:
http://flaviooffer.blogspot.com/
11 de setembro de 2009
AUTO RETRATO
Além de toda prosa
Sou apenas um origami
Refletido num ikebana sanguetsu
Um risco no traço da poeira cósmica
Uma nuvem num brinde de Bashô
O voyer de Baudelaire nas madrugadas abissais
A loucura canina de Leminski
O Repertório Selvagem de Olga Savary
Sim! Todos os Cachorros são azuis!
Sim! Toda LOWCURA* é santa!
Meu pedal são sóis refletidos na leveza
dos algodões que Sartre traduz na minha existência
*LOWCURA referência ao blog do amigo Rodrigo de Souza Leão
Cássio Amaral.
11/09/2009.
9 de setembro de 2009
8 de setembro de 2009
Resenha sobre Todos os cachorros são azuis
7 de setembro de 2009
6 de setembro de 2009
4 de setembro de 2009
PULO
3 de setembro de 2009
Uivos Setembrinos

I
Palavras aleatórias
Riscam o chão do verbo
Nas aliterações derramadas
II
A balança dirige
Meu estado de espírito
Faiscado no equilíbrio
III
Neil Young me benze
No setembro que chega
Lótus me sorri num verso
IV
Rock can never die
Meu caminho é gaita
No uivo da lua
V
Uivo lua cheia
Na gaita crispada
da música de Neil Young e Crazy Horse
VI
Lua nua pluma
Verbo oro faísco
Arrebento cabaço gozo.
A VA LI AÇÃO
_Que saco!
_Droga!
_A prova tá grande e difícil
_Nossa, apelou!
_É você caprichou heim?
_Sim tá difícil!
_O gráfico das Transnacionais no período de 1990 a 1998
não entendo!
_A segunda questão tem três perguntas?
_O que é contexto para o aspecto social
do governo Lula?
_Paridade? O que é isso?
_Alienação explica o que é!
_Droga!
_A prova tá grande e difícil
_Nossa, apelou!
_É você caprichou heim?
_Sim tá difícil!
_O gráfico das Transnacionais no período de 1990 a 1998
não entendo!
_A segunda questão tem três perguntas?
_O que é contexto para o aspecto social
do governo Lula?
_Paridade? O que é isso?
_Alienação explica o que é!
2 de setembro de 2009
1 de setembro de 2009
DISPARO
Para IOSIF LANDAU
A vida engole o tempo
O risco faz jazz no improviso
Sim, há putas em Copa
Olhando o céu desfacelado na agulha
do esmero do riso enclausurado
Sim, a sexo nos seus contos
Há Mr Buk (Charles Bukowski)
Um drink , um cigarro , um trem que
é poesia nas folhas da tarde
É amigo, aquele abraço fica para outro
encontro
Sim, "a vida é demais para os poetas"
Leminski tinha razão quando disse isso
É urro, é grito é uivo de toda sua prosa
Não há chão que tape o buraco
Há estrelas no céu sintetizando o crime
Há o berro nas aliterações
Enquanto na madruga penso em entrar no seu blog
Para reler a tua alma de sol
Pra sacar a tua faísca mais além
Diz pra Digão (Rodrigo de Souza Leão)
Que sinto saudade docês
E que na próxima contemplamos
as bundas do posto nove
de Ipanema juntos.
IOSIF LANDAU

Delmore Schwartz, poeta e contista americano, foi professor de Lou Reed — o roqueiro repórter literário do submundo — na Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos. Uma vez, ao fim de uma aula, Delmore disse a Lou: "Você sabe escrever. E se algum dia você vender bem, e se houver um paraíso aonde possa ser assombrado, eu vou te assombrar". Quando Delmore morreu, em 1966, o jovem Lou esteve presente ao funeral do poeta.Muitos anos depois, Lou Reed escreveu uma música em que conta que, ao mudar com a mulher para uma nova casa, se depara com um tabuleiro em que letras formaram ao acaso o nome D-E-L-M-O-R-E. Ao invés de se assustar com a presença do fantasma, Lou se inspira por ela. Eu não pude ir à cremação de Iosif Landau, estava viajando a trabalho. Iosif nasceu na Romênia em 1924, chegou ao Rio em 1940 e se naturalizou brasileiro em 1946. Formou-se em engenharia em 1949 e viajou muito pelo Brasil no exercício da profissão. Depois de aposentado, em 1993, Iosif começou a escrever. Escreveu poemas e três romances policiais, Comissário Alfredo, Os Anjos Também Morrem e O Diabo Vestia Seda. O comissário Alfredo, personagem alter-ego de Iosif, é um típico policial hard boiled à moda dos detetives durões da literatura noir americana clássica, na linhagem de Hammet e Chandler, com toques da literatura beat, outra de suas influências marcantes. Livros gostosos de ler, na escrita viril e durona de Iosif. Conquanto o comissário Alfredo seja meio casca-grossa, sem papas na língua, Iosif era um cavalheiro. Sempre o encontrava no clube que frequento aqui em Ipanema. Minha simpatia por ele foi imediata, Iosif usava cabelo comprido, tatuagens pelo corpo, e tinha um ar transgressor que me lembrava um poeta beat. Algum companheiro desgarrado de Jack Kerouac que terminou de sunga, tomando sol numa piscina em Ipanema.Iosif trazia no rosto a tristeza silenciosa dos poetas. Nossas conversas nunca eram muito longas, mas havia entre nós um entendimento sólido que talvez só as palavras de um poeta possam explicar. "Mais nada para ser dito e mais nada para ser chorado, só os seres no Sonho agarrados ao desaparecerem", diz Allen Ginsberg num de seus poemas. Éramos companheiros, à nossa maneira. Quando voltei de viagem, e fui informado de que meu escritório estava com um vazamento d'água no teto, fiquei preocupado. Meus livros, pensei. Corri ao escritório. A água vazada no teto adquirira a forma de letras esparsas. Uma palavra? Um nome: I-O-S-I-F. Como Lou Reed, em vez de me assustar com a presença do fantasma, me inspirei por ela.
Livro…… O Comissário Alfredo, de Iosif Landau.
CD……Blue Mask, de Lou Reed, em que se pode ouvir a faixa My House,em homenagem a Delmore Schwartz.
Livro…… O Comissário Alfredo, de Iosif Landau.
CD……Blue Mask, de Lou Reed, em que se pode ouvir a faixa My House,em homenagem a Delmore Schwartz.
Por Tony Bellotto
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