Para Manoel de Barros
Bandarra diz verde
Matogrosso vã Ignorãças
Ainda alinha o vôo das garças
A sabedoria pedral é a forma
estética de nosso silêncio
Seu dia é hoje bardo
Bendito seja Bernardo
que torcia os parafusos
que distorcemos com sonhos &
palavras
19 de dezembro de 2011
18 de dezembro de 2011
MANDALA SUSTENIDA NO YIN & YANG UM DUENDE SEM CORRENTES
Pensar: Verde nos máximos espaços
Olhar: Verde debaixo do tapete
Falar: Verde na prosa potente de cura
Agir: Verde no amplo além da rua
Quebrar: correntes que dizem vomitos absolutos de algumas "verdades"
King Size: Penetrar o verde no âmago da arte sinal de marte em
nossas vidas
V
E
R
D
E
V
E
R
O além é um lugar que diz
Olhar: Verde debaixo do tapete
Falar: Verde na prosa potente de cura
Agir: Verde no amplo além da rua
Quebrar: correntes que dizem vomitos absolutos de algumas "verdades"
King Size: Penetrar o verde no âmago da arte sinal de marte em
nossas vidas
V
E
R
D
E
V
E
R
O além é um lugar que diz
sombra
transborda luz
transborda luz
13 de dezembro de 2011
NAS CURVAS DA VIDA
1- A curva é tempo: mudança sempre.
2-Vaca de presépio: povo marcado (brasileiro) morre feliz.
3-O dizer das placas: silêncio na cura praxis.
4- Crivo das Falácias: fale menos aja mais.
5-O dom da curva: S de Saída na tangente do texto.
12 de dezembro de 2011
Algumas fotos do nosso sarau Onda no Verso no blog ACDI
Algumas fotos do nosso sarau saiu no blog
da ACDI ( Associação Comunitária de Desenvolvimento de Itajuba)
Podem conferir lá:
http://acdiitajubabarravelha.blogspot.com/
da ACDI ( Associação Comunitária de Desenvolvimento de Itajuba)
Podem conferir lá:
http://acdiitajubabarravelha.blogspot.com/
11 de dezembro de 2011
Um poema de Jorge Vicente do livro Hierofania dos Dedos
33.
eu d'esta glória só fico contente
que a minha terra amei, e minha gente4
antónio ferreira
o meu olhar abarca todo o mural
da cidade, como se ela existisse
apenas em pedra, sem as pessoas
e sem o rumor dos mercadores,
ardendo no repasto dos seus olhos,
ávidos do sacrifício das águas
e pedindo que o país não seja
mais do que um sonho infantil.
lá em baixo, na cidade antiga,
as mulheres da vida encostam os
seios no colo da Virgem e escrevem
poemas, como se de orações fossem
feitas a frieza dos barcos, navegados
por homens e não por peixes.
o olhar da mouraria é feito do meu
olhar, o olhar do castelo na altura
do são pedro, o olhar das gentes que
se enfeitam e que descansam o sal no
coração da areia, esperando que Deus
traga a morte na próxima revolução das
ondas.
Podem ler mais Jorge Vicente no blog dele:
http://jorgevicente.blogspot.com/
eu d'esta glória só fico contente
que a minha terra amei, e minha gente4
antónio ferreira
o meu olhar abarca todo o mural
da cidade, como se ela existisse
apenas em pedra, sem as pessoas
e sem o rumor dos mercadores,
ardendo no repasto dos seus olhos,
ávidos do sacrifício das águas
e pedindo que o país não seja
mais do que um sonho infantil.
lá em baixo, na cidade antiga,
as mulheres da vida encostam os
seios no colo da Virgem e escrevem
poemas, como se de orações fossem
feitas a frieza dos barcos, navegados
por homens e não por peixes.
o olhar da mouraria é feito do meu
olhar, o olhar do castelo na altura
do são pedro, o olhar das gentes que
se enfeitam e que descansam o sal no
coração da areia, esperando que Deus
traga a morte na próxima revolução das
ondas.
Podem ler mais Jorge Vicente no blog dele:
http://jorgevicente.blogspot.com/
O MUKIFU II
O MUKIFU II
Os poetas então lançaram seus livros no Rio em 2003.
Misto de Bukowski e Nelson Rodrigues
Então ela sacou de uma camisinha cheia...
O poeta pensou:
_O que faço aqui nesse Mukifu?
Tudo era Rio de Janeiro o bairro da Glória
um reduto de Garotas de programas.
Eles lançaram seus livros no Sebo Baratos da Ribeira
em Copacabana. Mas muita história rolou.
Rolou até um show de Jards Macalé
no Sérgio Porto onde viram o grande maldito
fazer um Cine de seu novo trabalho intitulado
na época de AMOR ORDEM E PROGRESSO.
Estilhaços de reminiscências daquela época engole
essa tarde catarinense onde hoje dá praia.
Sim rolava um James Brown e poetas
exploram suas aventuras que constam também
no jazz da vida.
Cássio Amaral.
11/12/2011.
O MUKIFU
O MUKIFU
É madrugada acordo assustado com barulho no apartamento do lado.
Estou no Rio de Janeiro faz um calor insuportável.
Eu levanto, tomo um pouco d'água, passo a mão no rosto.
O barulho continua, parece um casal trepando.
Na verdade parece um cara trepando com duas mulheres.
Eu ainda há pouco conversava com meu amigo Grillo sobre cultura e arte no bar Amarelinho, bar de frente da pensão que estamos hospedados, no bairro Glória.
A noite passa e a suruba continua...
Penso como será a noite de autógrafos dos nossos livros de poesia, o meu e do Grillo.
Uma das mulheres grita, o cara parece abusar mais dela que o necessário.
Na verdade o grito é dele, aliás ele dá vários gritos e ordena:
__Isto, chupa ela! Assim, chupa ela!
Eu no cubículo que chamam de apartamento apenas ouço.
O lugar é uma pensão típica dos contos de Nelson Rodrigues.
É um cortiço, cheio de apartamentos, várias pessoas diferentes, figuras enigmáticas, cheio de estrangeiros.
Os apartamentos são sujos, minúsculos, todos cheirando à sexo barato e doentio.
Os habitantes são vários, prostitutas, alcoólatras, traficantes e estudantes universitários.
Num quarto um senhor alcoólatra que dorme com o quarto aberto, onde há várias garrafas de água vazias em cima de uma mesa.
Ele gosta de música erudita.
Eu o vi jantando ao som de Vivaldi quando passei mais cedo para o meu quarto e achei a cena inusitada.
A noite passa, é de manhã e vou tomar banho.
Há apenas um banheiro no lugar.
Alguém me chama. É uma "garotinha" trazendo na mão uma camisinha ainda cheia, dizendo:
__Sexo é bom, mas tem que ser com camisinha,né?!
Se não a Aids pega!
E pede pra tomar banho na minha frente.
Acordo Grillo e vamos ao Sebo "Baratos da Ribeiro", na rua Barata Ribeiro pra acertamos os lances finais do lançamento de nossos livros.
Enquanto Grillo conversa com o Maurício,o proprietário, eu fico vendo as mulheres maravilhosas, fico observando o movimento da rua.
Nossa, o Rio é lindo!
E quanta mulher bonita!
Cidade Maravilhosa, mulher bonita, côco gelado, praia, chopp no bar Garota de Ipanema, ou no bar Vinícius de Moraes.
O Rio que dá arrepio, mistura da beleza e do caos.Curtimos como duas crianças em busca do doce, a poesia.Ao retornarmos ao Mukifu, a pensão para tomarmos banho e trocarmos de roupas vejo o dono um tipo espanhol traficante dizer:
__Senhor Weverton, o senhor está expulso da pensão.
O senhor Edson reclamou mais uma vez que o senhor estava se masturbando de novo na escada e bêbado imaginava duas mulheres.
Cássio Amaral.
Publicado no meu primeiro blog: CÃO DANADO I
É madrugada acordo assustado com barulho no apartamento do lado.
Estou no Rio de Janeiro faz um calor insuportável.
Eu levanto, tomo um pouco d'água, passo a mão no rosto.
O barulho continua, parece um casal trepando.
Na verdade parece um cara trepando com duas mulheres.
Eu ainda há pouco conversava com meu amigo Grillo sobre cultura e arte no bar Amarelinho, bar de frente da pensão que estamos hospedados, no bairro Glória.
A noite passa e a suruba continua...
Penso como será a noite de autógrafos dos nossos livros de poesia, o meu e do Grillo.
Uma das mulheres grita, o cara parece abusar mais dela que o necessário.
Na verdade o grito é dele, aliás ele dá vários gritos e ordena:
__Isto, chupa ela! Assim, chupa ela!
Eu no cubículo que chamam de apartamento apenas ouço.
O lugar é uma pensão típica dos contos de Nelson Rodrigues.
É um cortiço, cheio de apartamentos, várias pessoas diferentes, figuras enigmáticas, cheio de estrangeiros.
Os apartamentos são sujos, minúsculos, todos cheirando à sexo barato e doentio.
Os habitantes são vários, prostitutas, alcoólatras, traficantes e estudantes universitários.
Num quarto um senhor alcoólatra que dorme com o quarto aberto, onde há várias garrafas de água vazias em cima de uma mesa.
Ele gosta de música erudita.
Eu o vi jantando ao som de Vivaldi quando passei mais cedo para o meu quarto e achei a cena inusitada.
A noite passa, é de manhã e vou tomar banho.
Há apenas um banheiro no lugar.
Alguém me chama. É uma "garotinha" trazendo na mão uma camisinha ainda cheia, dizendo:
__Sexo é bom, mas tem que ser com camisinha,né?!
Se não a Aids pega!
E pede pra tomar banho na minha frente.
Acordo Grillo e vamos ao Sebo "Baratos da Ribeiro", na rua Barata Ribeiro pra acertamos os lances finais do lançamento de nossos livros.
Enquanto Grillo conversa com o Maurício,o proprietário, eu fico vendo as mulheres maravilhosas, fico observando o movimento da rua.
Nossa, o Rio é lindo!
E quanta mulher bonita!
Cidade Maravilhosa, mulher bonita, côco gelado, praia, chopp no bar Garota de Ipanema, ou no bar Vinícius de Moraes.
O Rio que dá arrepio, mistura da beleza e do caos.Curtimos como duas crianças em busca do doce, a poesia.Ao retornarmos ao Mukifu, a pensão para tomarmos banho e trocarmos de roupas vejo o dono um tipo espanhol traficante dizer:
__Senhor Weverton, o senhor está expulso da pensão.
O senhor Edson reclamou mais uma vez que o senhor estava se masturbando de novo na escada e bêbado imaginava duas mulheres.
Cássio Amaral.
Publicado no meu primeiro blog: CÃO DANADO I
9 de dezembro de 2011
EXAME FINAL
Eles ficaram de recuperação.
Estavam namorando no muro da escola.
Perderam a prova.
Até que a supervisora os viu e disse:
_Vocês não farão a prova de exame?
_Ó dona Cristina, estamos já nos preparando para ela.
Estavam namorando no muro da escola.
Perderam a prova.
Até que a supervisora os viu e disse:
_Vocês não farão a prova de exame?
_Ó dona Cristina, estamos já nos preparando para ela.
8 de dezembro de 2011
DESISTITUIÇÃO
estou tentando escrever
sou um anti escritor um anti romancista
um anti poeta
... um anti fotógrafo
me mato agora para o texto
o contexto é arte
os autores morreram todos de egolatria
me matei com uma nuvem distraída
que alimentava-se do sol
assim tive o prazer da tarde e do
por do sol
assim as reticências ficaram mais altas
no som que vida traz outra vida
sim é hora de matar-nos para nossa
santa ingrata condição de umano
sem h mesmo
é hora de nos matarmos além de sermos ou não
escritores que inscrevem suas vidas
um dente de leão cai no chão
da esperança da mudança que ainda
tem de haver em nós
sim matei-me para tentar refletir sobre
o pó que sou e aonde chegaremos
um dia.
Cássio Amaral.
08/12/2011.
6 de dezembro de 2011
NÃO CORTE AS ÁRVORES NÃO MR GANÂNCIA AQUI AINDA É PEQUENO E GOSTAMOS DE VERDE
O pedal alinha a arte
Sim o encontro é alí atrás perto da Ponte Pencil
Vejo os elementais, duendes, dixins, elementais
Revivo e lembro de muitos antepassados que são índios
Baby baby baby não faça isso com o verde não
O tronco diz pare olhe e respire
Não faça isso com verde
Vocês querem a corrida imobiliária
Sim o lado esquerdo todo demarcado
Todo já pronto pra ser vendido com lotes já prontos
Tonhão me contou num dia que pedalei e ele
estava correndo alí que uns 10 anos atrás
era totalmente mato e hoje está tudo assim
Baby não faça isso
Minha bike está tombada no chão
Mas a indignação faz sentido sim
contra estes senhores gananciosos
que querem acabar com tudo
Tudo não pode acabar em Pizza
Ainda tem também outros alimentos
É hora do Feijão.
Sim o encontro é alí atrás perto da Ponte Pencil
Vejo os elementais, duendes, dixins, elementais
Revivo e lembro de muitos antepassados que são índios
Baby baby baby não faça isso com o verde não
O tronco diz pare olhe e respire
Não faça isso com verde
Vocês querem a corrida imobiliária
Sim o lado esquerdo todo demarcado
Todo já pronto pra ser vendido com lotes já prontos
Tonhão me contou num dia que pedalei e ele
estava correndo alí que uns 10 anos atrás
era totalmente mato e hoje está tudo assim
Baby não faça isso
Minha bike está tombada no chão
Mas a indignação faz sentido sim
contra estes senhores gananciosos
que querem acabar com tudo
Tudo não pode acabar em Pizza
Ainda tem também outros alimentos
É hora do Feijão.
2 de dezembro de 2011
Estou tentando escrever um poema
Que dure por séculos
Como Baudelaire
Bashô
Fizeram
Um poema que vomite o sol
Que brinde as nuvens com seus feixes de luz
Um poema que traduza toda noite
Das tabernas de Álvares de Azevedo
Um motim de sentimentos alinhados
No domínio da linguagem
Um poema que me deixe
Vivo quando a morte me estender a mão
Um poema que fale de risco faísca fogo
Um poema que sintetize uma ideia
Transbordando filosofia pura
Na simplicidade do humanismo
Na natureza que engloba
Vida
02/12/2011.
30 de novembro de 2011
Ínfimo das grandezas do tratado geral
Se seu veículo é caminhão
O meu é éter
Se sou arrogante
Vomito o que digo
Ou vomito eu mesmo
Mas prefiro as Ignorânças Supremas
Ou digo que apenas quero compartilhar
O alter Ego de Manoel de Barros
Sim, o Bandarra, sim o alter ego do Matogrosso
talvez seja o daqui de Santa Catarina,
de Minas Gerais ou de lugares que ainda
a natureza seja viva e exuberante
Bernardo é um elemental
que agora também
cabe na telepatia.
22 de novembro de 2011
18 de novembro de 2011
UNÂNIME SEM POESIS
Multiplico metonímias maiúsculas
Masco eletrodos sentimentais
Sacrifico o sacro ranger do instante
Alimento pleonasmos no sol
Grito de índio pele de cão
Fago de mel da crônica mundo Grosso
Mundo arrotado de quimeras
Dos dias que nos guilhotinam
Nesse pleno "Teatro de Horrores"
Ponto dado nos pingos da chuva
Cartas marcadas
Artíficie do mais do mesmo
Circuito Fechado.
foto: cássio amaral.
Masco eletrodos sentimentais
Sacrifico o sacro ranger do instante
Alimento pleonasmos no sol
Grito de índio pele de cão
Fago de mel da crônica mundo Grosso
Mundo arrotado de quimeras
Dos dias que nos guilhotinam
Nesse pleno "Teatro de Horrores"
Ponto dado nos pingos da chuva
Cartas marcadas
Artíficie do mais do mesmo
Circuito Fechado.
foto: cássio amaral.
16 de novembro de 2011
DE MAIS NINGUÉM
"Demora o tempo para passar
É mais além"
LÔ BORGES
Novo cd do Lô Borges Horizonte Vertical.
É mais além"
LÔ BORGES
Novo cd do Lô Borges Horizonte Vertical.
Tonhão me visitou hoje depois do treinamento
dele. Papo bom, fiz café e coloquei Raul Seixas.
Lili e Tonhão e eu falando de educação
Talvez isso dá um trem descarrilhado
Lô Borges concedeu a entrevista a Volpato
no Metropólis da Tv Cultura que acabou agora.
Lembrei do Show de 2003 em Ouro Preto
no festival Universitário Coração de Estudante
tinha uma novela com este nome na Globo.
Pinga com mel, Ricardo Wagner e Daniel Paulista
Milton Nascimento e Lô Borges e lágrima que pingou
na minha face naquela Ouro Preto dos Mineiros e da humanidade
lotada de jovens. Nós alí além de tentarmos vender livros de poesia
curtindo o que era nosso o nosso Ouro Preto musical.
A praça era da Liberdade.
A lembrança bateu forte agora.
E o Sol ainda continuna na cabeça
O trem na cabeça.
10 de novembro de 2011
PUERIL PARA O VENTO PASSO
Escuto o silêncio me
bater mais uma vez
bate
bate
A chuva é amizade
sem cobranças
Que exige apenas
um olhar que entra
na lágrima de tudo
que é sagrado
no frescor que a noite traz
para morrermos
no dia da vida do infinito
bater mais uma vez
bate
bate
A chuva é amizade
sem cobranças
Que exige apenas
um olhar que entra
na lágrima de tudo
que é sagrado
no frescor que a noite traz
para morrermos
no dia da vida do infinito
1 de novembro de 2011
31 de outubro de 2011
URRAMOS SIM EM NOVEMBRO 27/11/2011.
Japão você vai ficar de cara
O risco lux do encontro é
fala da fala
falantes
urro que abriremos a tarde do dia 27 de novembro
Rock no gol da Coruja onde dormem alguns
versos alinhados nas nuvens que nos libertam
Japa,
Samurai é o verbo que dá a luz a novos
proemas na água de Itajuba
No chip matrix
do instante.
O risco lux do encontro é
fala da fala
falantes
urro que abriremos a tarde do dia 27 de novembro
Rock no gol da Coruja onde dormem alguns
versos alinhados nas nuvens que nos libertam
Japa,
Samurai é o verbo que dá a luz a novos
proemas na água de Itajuba
No chip matrix
do instante.
29 de outubro de 2011
CIÊNCIA MORAL OU MORAL DA CIÊNCIA?
"Aquele que não sabe encontrar o caminho que conduz a seu ideal vive de maneira mais frívola, mas insolente que o homem sem ideal"
NIETZSCHE
Pinta de Palhaço
Roupa de palhaço
Jeito de palhaço
Vida de palhaço
Fala de palhaço
Brasil circo da piada e do riso
O faz de conta é aqui
Cássio Amaral.
29/10/2011.
P.S. Quero ver o filme do Selton Melo "O palhaço"
26 de outubro de 2011
CASSÃO?
A pedra de lado é Lacan
que diz oi ao sol esperando
que Nietzsche
raspe seu bigode alheio ao bater do mar
ondas que Barthes falaria
num preâmbulo sobre haikais
tênue e sem desprendimento
As predas nas perdas
Pedradas de Drummond
Pedras dos perfídios
A pedra de cima conversa com as outras
dizendo que hoje o mar pode estar
para peixe,mas amanhã não
A pedra menor à esquerda por exemplo fuzilou a resposta:
13 de outubro de 2011
IX
Então palavras
dizem pólavras que
falam pelavras palavras
parladas produzidas palivres
proliferam no prana
da garganta pelejando
fonemas signos proesias
plantadas no cume
do pó que somos
diante do horror
o umbigo jaz em
begonias vitrais
estilhaçadas além
dizem pólavras que
falam pelavras palavras
parladas produzidas palivres
proliferam no prana
da garganta pelejando
fonemas signos proesias
plantadas no cume
do pó que somos
diante do horror
o umbigo jaz em
begonias vitrais
estilhaçadas além
XXI
O i é?
fala diz correntes
quebradas de Platão
invento nuvens para
adestra-las
rasgo o buraco negro
das formigas que tendem ao Z
suspiro o quindim
a luz bate nas costas
contradizendo
a chuva que embala o sono de
uma criança
adormecida
aos pés do tempo.
fala diz correntes
quebradas de Platão
invento nuvens para
adestra-las
rasgo o buraco negro
das formigas que tendem ao Z
suspiro o quindim
a luz bate nas costas
contradizendo
a chuva que embala o sono de
uma criança
adormecida
aos pés do tempo.
XXIII
Arquiteto o plexo
do sol
luz irradia
corpo que sombra
apraz
cintila eclipse
halo aura nuvem
feixe de fótons
foto
que comungo
com ar
respiro zen
caixa preta
nos abraça
como mãe.
do sol
luz irradia
corpo que sombra
apraz
cintila eclipse
halo aura nuvem
feixe de fótons
foto
que comungo
com ar
respiro zen
caixa preta
nos abraça
como mãe.
5 de outubro de 2011
2 de outubro de 2011
MALU
Filha
Te espero
No sul
MARIA LUIZA
areia areia
pó poema
nosso amor em você.
NOSSO POEMA
não há rima
nosso verso
é Malu
------------------------------------------
Nem Borges nem Ayra
Conhecem o poema
Que fiz para ti filha
----------------------------------------------
MALU
As primeiras letras de seu nome são da sua avó
e também da minha bisavó.
Te espero
No sul
MARIA LUIZA
areia areia
pó poema
nosso amor em você.
NOSSO POEMA
não há rima
nosso verso
é Malu
------------------------------------------
Nem Borges nem Ayra
Conhecem o poema
Que fiz para ti filha
----------------------------------------------
MALU
As primeiras letras de seu nome são da sua avó
e também da minha bisavó.
Torpe
Vida é a vida
Escura com essa condição
Não há rima que suporte
Essa humilhação
Negra trajetória
Que vejo nessa História
Escorbuto, fome, morte
Sem saber a sorte
O dia negro
A noite negra
A pele grita
A condição exige
Chega de escravidão
Não seja vil
Seja humano
Aceite o irmão
Escura com essa condição
Não há rima que suporte
Essa humilhação
Negra trajetória
Que vejo nessa História
Escorbuto, fome, morte
Sem saber a sorte
O dia negro
A noite negra
A pele grita
A condição exige
Chega de escravidão
Não seja vil
Seja humano
Aceite o irmão
30 de setembro de 2011
OS PACTOS DESAMBIENTAM COM O SEM SENTIDO
Os pactos não guardam mais HD
Signo é fala de adestramento de palavras
Agente de letramento faz papel de palhaço
Já que palhaço é quem ganha a mídia
Estamos todos felizes com a nota 10
Fala és buena és muda
Você sabe onde fica a saída?
Sim, deve ficar ali perto do sol
Sempre estive lá.
Agora ando assim perguntando em japonês
OHAYOU ?
Konichiwa?
Sim, pactos e pactos
A sua oportunidade é adestrar as nuvens?
Ou requentar a pizza?
Não não vamos fazer outro pacto entre nós
(Silêncio!)
---------------------------------------------
Isso mesmo
O sentido é não ter sentido
Nossa fala não diz "A"
(Chico Anísio)
E o salário Ó!!!!
25 de setembro de 2011
24 de setembro de 2011
... Foi na praia que a encontrei depois de lua nova: penso.
1- Homens que deixam sombras são assombrados?
2- Meu umbigo não é o único do uni-Verso, cortei-o em poemas?
3- Um tapa nas nuvens desanuvia a cabeça depois de aulas com E. Fundamental?
4- O que é o que é a resposta além da pergunta?
5- Você sabe sabe que sabe que a terra somos nós? Viva a prosa que não dá poe-Sia!
6- Maria Luiza é nossa filha, um poema composto pelo vulcão e calmaria.
7- O mar engole nossa falha sísmica enquanto o mundo vive procurando um progresso: CAOS.
8- Estou tentando escrever um livro , escritor deve ser o que as grandes editoras pagam bem para não escreverem nada.
9- O lixo do presente é o nicho da mídia.
10- Um pensamento diz sim a luz do sol, isso é iluminar a nossa vã ignorância.
11- Onze tentativas de saber algo é inútil já que eremita silencia a sabedoria.
12- Eremito-me nos haicais silenciosos que despenco.
13- Nadamos águas-vivas como nossos antepassados?
22 de setembro de 2011
NOSSA FILHA MARIA LUIZA VEM EM FEVEREIRO
alheio a poesia
um ritmo vai e vem noutro nonsense
algo a dizer sim
mas fico no silêncio
já que educação não fala nesse país
grande são as nuvens que passam amiúdes
o desenrolar dos versos que perco
com essas figuras enigmáticas
enquanto isso joguei futebol ontem
com meu amigo maurício
ante ontem caminhamos na praia
conversando sobre assuntos tão
triviais
a barriga cresce
maeles está de quatro meses
e maria luiza mergulha
distraidamente
esperando o poema
vida
aquoso
da nossa mistura.
um ritmo vai e vem noutro nonsense
algo a dizer sim
mas fico no silêncio
já que educação não fala nesse país
grande são as nuvens que passam amiúdes
o desenrolar dos versos que perco
com essas figuras enigmáticas
enquanto isso joguei futebol ontem
com meu amigo maurício
ante ontem caminhamos na praia
conversando sobre assuntos tão
triviais
a barriga cresce
maeles está de quatro meses
e maria luiza mergulha
distraidamente
esperando o poema
vida
aquoso
da nossa mistura.
17 de setembro de 2011
GRANT
a areia somos nós que passamos
a passos lentos ou rápidos
a areia somos nós que a água dá um toque
a passos lentos ou rápidos
a areia somos nós que a água dá um toque
de pó
mar que aniquila o ínfimo eu
a areia e areia em outras praias
que nascem areia
que permanecem areia
a amplulheta é o sinal
onde rasgo-me com maeles
para dar parto
partida
a luz faísca no borbulhar da água
que o parto
traz
luna
sol
stellar
o nome é rodrigo
ou maria luiza
nomes bons para um poeta!
mar que aniquila o ínfimo eu
a areia e areia em outras praias
que nascem areia
que permanecem areia
a amplulheta é o sinal
onde rasgo-me com maeles
para dar parto
partida
a luz faísca no borbulhar da água
que o parto
traz
luna
sol
stellar
o nome é rodrigo
ou maria luiza
nomes bons para um poeta!
3 de setembro de 2011
2 de setembro de 2011
Grávidos
O céu desce
Flor que abre ritmo
Caminho pisado
Magia na margem
Palavra deus
Risca nome
Bebe Bebê o gosto do ar
Pedras que nos salvam
Vida que alinha o círculo
Sol desatado de alegria
Fisgado no caminho
Vida gerando vida
No alvo do tempo.
Flor que abre ritmo
Caminho pisado
Magia na margem
Palavra deus
Risca nome
Bebe Bebê o gosto do ar
Pedras que nos salvam
Vida que alinha o círculo
Sol desatado de alegria
Fisgado no caminho
Vida gerando vida
No alvo do tempo.
1 de setembro de 2011
NOSSO SANGUE É MISTURA DE RAÇAS.
Subir palavras envelhecem orações coordenadas adversativas sindéticas.
O sonho é um grau poético além céu além mar.
Rochas dizem o sono do tempo.
A magia é natural só a natureza tem.
O sagrado é papo vento.
Milagre que o dia traz nas nuvens.
Nosso backup é saudade.
O agora é borbulhar de palavras que batem no mar da vida.
Choro do neném é oração que nos mantém vivos.
26 de agosto de 2011
Otávio de Medeiros
O amigo Otávio de Medeiros foi agredido
em Araxá, entrou em coma e faleceu.
Conversei com Otávio várias vezes sobre música.
Ele tinha a escola de música Otávio de Medeiros.
Lamentável esta essa passagem.
Sempre, desde que Carlinhos Carvalho
me apresentou a ele fui seu amigo.
Era muito bom músico. Tinha uma escola
de Música. E vale todo nosso reconhecimento
e apreço.
18 de agosto de 2011
CASA POEMA POEMA CASA ideia de Jorge Vicente que veio de Portugal.
Pois pois é pós poesia além de versos?
Sim é sim no aladim do poema?
Música é arte que embala musicalidade?
Uivos noturnos são imaginética de uma rádio de poemas
intitulada versos na madrugada?
A ideia de Jorge Vicente que veio nos visitar é
criar a casa poema ou poema casa em Portugal
um lugar que reúna poetas, escritores , músicos e
artistas que vão e vem nessa casa.
Começamos a ensaiar essa ideia por aqui.
Música, poesia. POEMA CASA - CASA POEMA -Ideia de Jorge Vicente que nos brinda com sua visita. Desembarcou por aqui vindo de Portugal.
Rubens da Cunha, Maeles Geisler, Maurício Alfaro, Liliane Geisler, Peter Nasser,
Jorge Vicente e eu Cássio Amaral nessas fotos aí
do uivo de ontem.
14 de agosto de 2011
Sofessor
A educação hoje decora
o coro
do incoroso
lusco e fusco
da maquiagem
de tecnocratas
que se acham
sem acharem o
achado do que
são na realidade
o atraso pontual
das "Veias Abertas da América Latina"
o sangue escorrendo
vazio crônico
na escola
escolas de mediocriadade
Fingimos que ensinamos
porque o governo finge
que nos paga
assim os alunos
fingem que aprendem
a poesia ri diante
do conto da carochinha
de que essa estória toda
parece não dar
bola em 510 anos para 511 anos
da mesma História de
sempre
a Recuperação Paralela
não recupera
os irrecuperáveis
Por que os alunos
não cortam o T?
o coro
do incoroso
lusco e fusco
da maquiagem
de tecnocratas
que se acham
sem acharem o
achado do que
são na realidade
o atraso pontual
das "Veias Abertas da América Latina"
o sangue escorrendo
vazio crônico
na escola
escolas de mediocriadade
Fingimos que ensinamos
porque o governo finge
que nos paga
assim os alunos
fingem que aprendem
a poesia ri diante
do conto da carochinha
de que essa estória toda
parece não dar
bola em 510 anos para 511 anos
da mesma História de
sempre
a Recuperação Paralela
não recupera
os irrecuperáveis
Por que os alunos
não cortam o T?
12 de agosto de 2011
Embrião
Barriga rígida, espaço preenchido. Não há lugar para mais nada.
Sinto-me agressiva na espera. A voz que tanto importuna desaparecerá. Feto pronto, humano desenhado com meus anseios. sei que me amarás. Lá fora nada importa, não fede, não cheira.
O tempo congela e inexiste.
O joelho aos poucos cicatriza, joguei fora os espinhos só restaram os gravetos.
O quarto está avisado para não lhe assustar.
Dos dias presa ao berço, a música de seu choro alimentará meu zelo.
Cobertor de lã e chá. Mavioso seu toque o corpo acolhe sem gretas.
Leito de solo quente embebido no vinho.
Ver seu contorno de luz e colher espaços.
Voz rouca, força esgotada tingido de vermelho completa infanta.
Direi seu nome apenas aos anjos de Deus e ao seu filho amado: que importa? Ficará sem nome.
Para mim você é verbo. Filho do verbo.
Maeles Geisler
O blog da Maeles está linkado aí ao lado direito.
Sinto-me agressiva na espera. A voz que tanto importuna desaparecerá. Feto pronto, humano desenhado com meus anseios. sei que me amarás. Lá fora nada importa, não fede, não cheira.
O tempo congela e inexiste.
O joelho aos poucos cicatriza, joguei fora os espinhos só restaram os gravetos.
O quarto está avisado para não lhe assustar.
Dos dias presa ao berço, a música de seu choro alimentará meu zelo.
Cobertor de lã e chá. Mavioso seu toque o corpo acolhe sem gretas.
Leito de solo quente embebido no vinho.
Ver seu contorno de luz e colher espaços.
Voz rouca, força esgotada tingido de vermelho completa infanta.
Direi seu nome apenas aos anjos de Deus e ao seu filho amado: que importa? Ficará sem nome.
Para mim você é verbo. Filho do verbo.
Maeles Geisler
O blog da Maeles está linkado aí ao lado direito.
22 de julho de 2011
21 de julho de 2011
Navegando nuvens desconceituo o nada.
1-A citação perfeita é a situação?
2-O aforismo certo é desaforado?
3- A pergunta elevada é dente de leão?
4- Filosofia mesmo é apenas viver?
5-O conceito pertinente é nada saber?
6- Poeta bom é poeta desconhecido?
7- Os anônimos não exigem grana pela arte?
8- A transgressão furou a verve do texto?
9- O contexto é nove vezes nove um texto mais do mesmo?
2-O aforismo certo é desaforado?
3- A pergunta elevada é dente de leão?
4- Filosofia mesmo é apenas viver?
5-O conceito pertinente é nada saber?
6- Poeta bom é poeta desconhecido?
7- Os anônimos não exigem grana pela arte?
8- A transgressão furou a verve do texto?
9- O contexto é nove vezes nove um texto mais do mesmo?
17 de julho de 2011
MAICKNUCLEAR - TERRORISMO POÉTICO (O Desembesto Final)
Confiram o filme Terrorismo Poético (Desembesto final)
no link aí abaixo:
14 de julho de 2011
Metamorfose
Foto: Cássio Amaral
Recolho certos vermelhos
da janela a dentro
e esqueço a poeira do agora.
Emendo a raiz nos poros dos porcos,
limpo a cara, este rosto de lama.
Agradeço o verde crescendo na pele,
o bico aparando a boca,
as penas tomando espaços.
Maeles Geisler
O blog da Maeles tá linkado aí ao lado,ou no:
11 de julho de 2011
10 de julho de 2011
ÁVIDOS E GRÁVIDOS
A sombra me assombra os sopros do mar.
Quando Joaquim Alves da Silva chegou por aqui no século XIX,
ganhando as terras do Imperador por vender óleo de baleias.
Meu clã de Portugal "OS AMARAL" vieram para o Brasil
misturaram com os africanos e índios lá no interior de Minas
Gerais depois que os espanhóis chegaram e dizimaram
todos os índios tupis, os arachás.
Encontrei a poesia alemã no meio do caminho de forma
sutil. A filosofia alemã agora nos brinda de forma
inesperada e grávida.
8 de julho de 2011
7 de julho de 2011
- Abre aspas neném a ética errou não é Rock and Roll!
A corrupção faz dialética com os índios?
A Barra é velha?
Ou a Velha é Barra?
De Dom João VI até hoje tudo é normal?
Você não tem vergonha na cara não meu irmão,
elegendo esses abutres?
Sim o Aladim traz dim dim...
A Educação não educa
A saúde está doente
A fome não é corriqueira e sim urgente
A PF não brinca de prato feito
Vem sabe-se lá de que é o tufão
O furacão
A licitação
A propina
O mensalão
O dizimão
O cuecão
TOMA VERGONHA NA CARA POVO BRASILEIRO
do Senado as prefeituras tudo rima com dor de cabeça
Brasil não seja vil
Já que seus vintens estão nos bolsos de quem legisla
BARRA VELHA
VELHA BARRA
O BRASIL É PAÍS DO FUTURO?
A Barra é velha?
Ou a Velha é Barra?
De Dom João VI até hoje tudo é normal?
Você não tem vergonha na cara não meu irmão,
elegendo esses abutres?
Sim o Aladim traz dim dim...
A Educação não educa
A saúde está doente
A fome não é corriqueira e sim urgente
A PF não brinca de prato feito
Vem sabe-se lá de que é o tufão
O furacão
A licitação
A propina
O mensalão
O dizimão
O cuecão
TOMA VERGONHA NA CARA POVO BRASILEIRO
do Senado as prefeituras tudo rima com dor de cabeça
Brasil não seja vil
Já que seus vintens estão nos bolsos de quem legisla
BARRA VELHA
VELHA BARRA
O BRASIL É PAÍS DO FUTURO?
6 de julho de 2011
"A AMIZADE SINCERA É UM SANTO REMÉDIO" RENATO TEIXEIRA
(Maeles , eu, Sany e Rafael Nolli )
a arte do encontro é o milagre do sorriso
aquilo que dá um significado a vida
sopro da felicidade
Ps. Férias de janeiro em Araxá-MG com os amigos queridos.
5 de julho de 2011
3 de julho de 2011
ALCATÉIA DE SENTIDOS
O ô tem ó
I tem í
tanto ponto dissolve o conto
falo línguas que uivam
no avanço das tropas
do fonema
esse trem vira
trilhos no encalce que a
reforma orgotráfica
não explica em Banto ou Yorubá
o Oxalá
As flechas de Peri
acertam o poema
em cheio
Enquanto a poesia cai
de uma estrela
O pedido é faísca do nada.
I tem í
tanto ponto dissolve o conto
falo línguas que uivam
no avanço das tropas
do fonema
esse trem vira
trilhos no encalce que a
reforma orgotráfica
não explica em Banto ou Yorubá
o Oxalá
As flechas de Peri
acertam o poema
em cheio
Enquanto a poesia cai
de uma estrela
O pedido é faísca do nada.
Foto e poema: Cássio Amaral.
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