9 de junho de 2012

Sombroviski da literatura

O hiato criativo encontrou a prosa ela estava fazendo pose para o romance.
Até que o conto pegou as correntes do sonho e estilhaçou um verso atípico, anômalo e sem rima.
Enquanto isso a linguagem literária acabava nas sombras das palavras alinhadas no signo.
O ponto final ficou admirado com as reticências que driblam as vírgulas de olho na exclamação.

6 de junho de 2012

Lítera sombra literATURA


O hiato criativo encontrou o poema no meio do caminho.

_ Poema, vou te apresentar a prosa disse o hiato.

O poema encontrou a prosa na praça central depois de serem apresentados pelo hiato criativo. Sentaram-se no banco da praça e começaram a conversar.

A prosa perguntou:

_ Poema, por   que seus versos são tão transgressores?

_ É para que eles sejam impactantes nas pessoas, para que elas se estranhem, assim como estranhos somos nós. Para faze-los pensar  e deixa-los num estado de absurdo.

Sem pressa a sombra tocava as correntes da casa ao lado, onde  o Romance e  o Conto não podiam  fotografar literalmente o instante .








2 de junho de 2012

AS GUITARRAS ESTÃO PREPARADAS PARA ESCREVEREM...

1- Claro faz o sentido ritmo gula poema vida verve reflexo o poeta é um passante.
2- A emoção da vida é apenas ser feliz.
3- Meu reflexo foi sempre metonímias num haikai.
4- Três sangues estão correndo dos meus poros para quando faiscar arte: haiku hokkus haikai.
5- O Japão faz parte do meu ser.
6- Meu espelho é de filosofia que faz sentido no inominável.
7- Quando o a faz o composto de o um soneto atravessa o vazio para dar sentido no tudo.

8- Oito o infinito  são Guitarras prontas para tocarem no verso cheio de verve que alucina a prosa.
9- A prosa pediu um fio enquanto a antena do Romance diz foto no conto das telhas na aliança da literatura.

1 de junho de 2012

CAVERNOSO PENSAR




1- O alinhamento da pedra é o centro do reflexo do nosso ser.
2- As manchas solares  não tiram as manchas de nossas almas.
3- A obra do homem não desdobra em progresso.
4- O círculo fechado é falência da "Modernidade".
5- Meu contexto desconceitua o certo.
6- O poder brinca de verdade quando mente.
7- A crise descarta plano mas cria mudanças.
8- A sombra cria brancura da luz no clique da noite.
9- Caravaggio Minas Gerais é sombra na luz luz sombra na minh'alma. Caravaggio traduz São Jerônimo de nossa
sina.
10- Platão quebra correntes . A caverna mostra saída. Sol é consciência.
11- Onze vezes onze são cento e vinte uma tentativas de conceituar sombras em Filosofia.
12- O eremita sai do escuro na faísca verso . Vida se faz vida na textura do tempo.



31 de maio de 2012

Caixa Preta


Clico poema no escuro
Infinito se faz
Além das palavras

17 de maio de 2012

Malu ( Maria Luiza) nossa filha


sapeca na madruga
a risada é um samba
que pede sono

CHUVA CAI DE REPENTE

pingos na noite
silêncio alinha
sono restaurador

Decifra-me ou devoro-te

Calo
Diante da Esfinge
Resposta é surpresa

11 de maio de 2012

VISLUMBRE ALUMBRAMENTO





Um ídolo plagia a quem o adora,

amando por amante e vice-versa,

escambo como câmbio, feira persa,

 transitam aduanas. Para fora



ou dentro, mecardeja-se o que doura,

cintila-lhes a luz de quem exerça

o jogo especular na sua tersa

imagem que por ora lhes agoura.



Agora que são um, e se desdobram

unidos, inimigos não lhe dobram.

Agora, apenas um que se sublima



nas partes que há no par, não há mais clima.

O clima de discórdia, rigoroso,

rebenta-se por bem, por um só gozo.



HENRIQUE PIMENTA

Do livro 99 Sonetos sacanas e 1 Canção de Amor.

Livro dedicado a Glauco Matoso.



Henrique Pimenta é um dos bons poetas hoje que trabalham o soneto.

Vocês podem le-lo no seu blog:



http://dobardo.blogspot.com.br/



99 sonetos sacanas e 1 canção de amor -



será lançado dia 25 deste, às 19h,

no Memorial de Cultura e Cidadania,  em Campo Grande-MS.



Após o lançamento, ele indicará como proceder para a compra online,

porque será vendido apenas por ele e entregue pelo correio.



(O preço para o Brasil: R$ 20,00.)

6 de maio de 2012

QUANDO O POETA CALA




É quando o poeta cala


O siêncio fala


a lua ilumina

 o caos


a solidão mata


o cotidiano









É quando o poeta cala


reticências traem sua verve


o delírio abandona suas


noites






É quando o poeta cala

fala mais alto o superficial

porque o poder é o que

o mundo quer





E o poeta vira as costas


para o domínio






É quando poeta cala


para ouvir as vozes


do seu devaneio





nas nuvens que dão


vida a sua loucura.







4 de maio de 2012

LASCA

palavra caverna materna
paleolítico sentido signo
inscrição rupestre
de nossos antepassados
em nós mesmos





palavra pão pólvora
pedra que lavra: sentido 




palavra vida verso
voo no silêncio da
porta




que traduz tempo


em pó.

2 de maio de 2012

99 SONETOS SACANAS E 1 CANÇÃO DE AMOR

"...Alcinha da calcinha
desejo de prazer..."
"...A sua tara
É o remédio
Que me sara..."

Cássio Amaral.


A mando

Arranco-te a calcinha com os caninos
e quase em teus mamilos repetecos,
eu babo pela raiva que rumino,
na gana que arreganha e te dá treco.

É pica na buceta! São divinos
os piscas do cuzinho por que peco!
Os dedos para dentro do intestino:
"Ai, amorzinho!, um pouco mais, defeco."

Na buça, no teu cu, 'onde chegar,
abuso do real, sei meu lugar:
tirando o meu lulu, só ilusão.

Sou bruto, sou gostoso, desse jeito,
perfeito porque "não" eu não aceito,
gozando o que conquisto com tesão.

HENRIQUE PIMENTA
Do seu livro 99 SONETOS SACANAS E 1 CANÇÃO DE AMOR

Livro dedicado a  Glauco Matoso, sonetos bem elaborados e construídos
numa amplitude da poesia que vem para rasgar a mesmice de nossa realidade.
Seus versos são gritos incandescentes. São eróticos,
são puro Rock and Roll que que tocam no ponto G das palavras.
Confiram mais de Henrique Pimenta no blog dele:




30 de abril de 2012

Gênesis

Sol além estrada
Vida se faz
Explosão silencia verbo

17 de abril de 2012

OURO DE TOLO

O pé do pé
vai além do passo
Com passo é conexão
"Eu nasci a 50 mil anos atrás"
O fim, o início  e o meio
A ironia faz Philos Sophia
com as nuvens que explodem
na esquina para cagar pecados


O hálito do poema que perdi
está no hiato dissidente do meu personagem

O silêncio é gestação da arte.

1 de abril de 2012

Versão história a mentira é verdade ou a verdade é mentira no 1º de abril


Quem sabe hoje
a mentira seja a
verdade já que a mentira
senta na grama
olha o sol
o sal do mar
arregaça a verdade
Verdade
Veja
Verdade
mente
M E N T E
mentira

Tira
 Men
te
Tiras de flashes
de sol
Verdade Absoluta
mentimos todo tempo no ano
Mente
   M E N T E
humana.

Ouçam a canção:

http://www.youtube.com/watch?v=ymm4GCff3As 


27 de março de 2012

IRONIA


do nó
Descartes
sem lentes
Vão
do ão
risco phósforo
no asfalto
Poe poema
anômalo
Baudelaire pede 
um café
Bate na porta
Bashô
Sol 
nasce
sem saber o mistério
da noite que 
passou
A Philos Shophia
reflete o sol
nas respostas
das perguntas 
da vida. 

Santo Antônio de Lisboa em Floripa-SC 2011

23 de março de 2012

CÃO BRINCANDO DE CÃO


Desenho: Cássio Amaral. 

22 de março de 2012

PATIFARIA PARA PAULO LEMINSKI

pau
pedra
pio
patife
proa
puto
palavra
patrão
poema


poesia
paraná
paulada
príncipe
proeza


pimenta
pistão
palavra
porrada

19 de março de 2012

NOTAS AQUÁTICAS


voo na tarde
um som de música
chove amiúde 

17 de março de 2012

LADRILHOS DE UM MOSAICO

Bato palavras pedras
Fagulha fogo fato
Crio criatura crime
Poe Allen Poema
Mundo mudo maresia
Alinho linho arte.


Bato palavras pedras
Mar maremoto morcego
Tapo túnel trincheira
Ar artefato aedo
Sangro suor sol
Teste trovoada texto
Ferro fabrica faísca
Brinda batalha borboleta.

9 de março de 2012

PARTITURA PARA O NADA


pingos da chuva 
alinham o improviso:
 desvio  das notas musicais.

5 de março de 2012

4 de março de 2012

MINHAS NUVENS SÃO MINAS SÃO SANTA CATARINA DAS BARRAS VELHAS NO AR A FILOSOFIA É UM RISCO

O teto cai?
Eu quero que este teto
caia
no amplexo do
Walter Franco
O cu do mundo é
Verso que no anexo é
reverso
de vida passagem
no samba roque que
a prosa silencia
arte é corte que
espirra madrugadas
incandescentes
o falar falo
na Filosofia que
é nada
poeta carcomido por nuvens
Rimbaud
anuncia a salvação
Trafico nuvens distraídas
antes do Arco-Íris
abraçar a tarde
que num haikai
pingou a chuva
longe do Romance.

29 de fevereiro de 2012

Uma foto minha com haikais do meu livro Sonnen no Sinestesia Cultural:

http://sinestesiacult.blogspot.com/

Uma foto de Isaias de Faria e um poema meu no Letras et cetera:

http://nanquin.blogspot.com/2012/02/para-isaias-de-faria.html

25 de fevereiro de 2012

Letras et cetera



Amigos,

Estou no Letras et cetera.
Foto de Robson Corrêa de Araújo
e poema meu no:

19 de fevereiro de 2012

POIS, POIS MINHA MÚSICA É UM CHORINHO



Meu fado português diz:
"Bom dia!"
A luz que entra pela janela são caravelas ancestrais 
de minha alma.
A viagem da vida uma aventura que nos constitui
nos desertos de nossos mistérios.
Pessoa sempre perpassando nas nossas pessoas. 
Abra o perfume do poema, Marco Pereira
e Hamilton de Holanda indicam o caminho:
"Luz das Cordas". 

18 de fevereiro de 2012

FILOSOFANDO À-TOA

O conceito despudorou-se
seus grilos sem grilos
pularam no Boldo do Chile
para no Cacto sentir o vento do mar
depois que o sol engoliu o poema
a fala silenciosa no "Devagar e Sempre"
proseou com o romance um conto
perscrutando a palavra nova:

léxico.

16 de fevereiro de 2012

PUPILA DA NOITE


Além Bojador
Rima sem métrica
Um quê de verso
Um olho que vê
Olha molha sobra
Um quê de pó
Poema
Que alivia
Pessoa
Em nós
Pessoas
Cratera submetida
Bob Dylan traduz a via de acesso:

“I want  You”

10 de fevereiro de 2012

Maria Luiza

luz esperança
reflexo
sol

Recém nascidos





1-      Há leveza na pluma da fofura?
2-      Onde mora o dengo da inocência?
3-      Como a beleza é nítida no neném?
4-      O choro do neném da samba na madrugada?
5-      Trocar fraudas é uma filosofia além da filosofia.
6-      Seis soluços pedem mais dez mamadas?
7-      Sete sorrisos do neném brindam a felicidade de toda casa?





8 de fevereiro de 2012

MALU ALÉM DO MAPA ASTRAL




06/02/2012 Segunda-feira.
2X3=6. 6x2=12>
13:55 cesária.
Mistura dos Amaral com Cunha com Torres
Com Vaz da Silva com Eugênio da Silva
Com Porciano
Com Hardt com Geisler
Reflexo da nitidez que perdemos
Um grito no meio da noite:
Mamar!
Um choro além:
Trocar fraudas
Um poema misturado de Maeles e Cássio.
Sem nhenhém só nosso neném
Malu fazendo festa com a música que toca
No embalo de seu sono
A prosa está ausente
O romance está ausente
Existe uma poesia  apenas no seu cheirinho
Criança
Sangue do nosso sangue:
Vida de nossos versos.



3 de fevereiro de 2012

POEMAS DE GILSON RIBEIRO



  • FRAGMENTÁRIOS
    por GILSON RIBEIRO


    § OMNIBUS


    máquinas sacolejantes seguem engolindo gente parada nas paradas onde pedaços da humana massa de ombros comprimidos se desprendem pela cloaca lateral de portas duplas idênticas às da boca


    § POST(scriptum) MODERNUS


    é tipo tipografia decorativa
    (a grife da vanguarda...)
    escribafônico fetiche


    é feito frases feitas
    destituídas de qualquer efeito
    (...nada dista...)
    senão fonético
    (...da vã tradição)


    parece raro sendo apenas rarefeito


    § [constrangimento]


    (me espanta o seu olhar olhando pra dentro daqui)
    (me vexa ver você vendo o que você vê em mim)
    (sua retina redoma retendo meu corpo magrelo pelado)
    (em sua retina redonda retido & redondamente enganado)
    (em sua retina reflexo do complicado complexo de ser alguém qualquer um ninguém)
    (assim mesmo sou eu mesmo sendo eu mesmo também)
    (me espeta o seu olhar se olho nele & dentro dele encontro o meu)


    § O LANCE


    p/ Nane


    também não fora o que pudera
    ser quando era
    o que já era & que por ora
    é só memória
    do que parecia para sempre e pereceu


    também pudera
    pois ao que parece
    algo já era
    se não for como parece
    ser


    § SIMILARES


    dois palitos de fósforo
    siameses
    se queimam juntos
    ou são guardados
    qual talismã por demais delicado


    ou são apartados
    & consumidos em separado
    como seus 38 similares
    pois só porque
    acidentes
    acontecem
    dois palitos de fósforo
    ordinários
    foram concebidos quase como sendo apenas um


    § EM SÉRIE


    ...portanto quanto àquele que for
    será sempre tanto quanto quem quer que seja
    – nunca nada além do que é qualquer um

    GILSON RIBEIRO

    O facebook de Gilson Ribeiro:


    http://www.facebook.com/profile.php?id=1080821219
    autodesenho: Gilson Ribeiro

28 de janeiro de 2012

espelho remesso
palco reflexo
alegria & tristeza
vitrais
do tempo  
            que chega
no milagre
Malu
filha poesia
palavra
               esmero
nosso lar

24 de janeiro de 2012

ESPERANDO MALU (MARIA LUIZA)




A casa 13c
Mira o voo que diz bom dia
Sem saber se há literatura
Que traduza nossa vã passagem
Chegamos passamos e partimos
Não há signo hoje
Apenas música
Que pássaros no fio
Da vida dizem
Milagre e Nascimento