4 de julho de 2012

Direção do pedal



Pedalar os sinais do tempo. Vento que vem do mar alinha o toque da  bicicleta.
Escrever é estar além da própria escritura.
Fios que dão o sentido são fora de rota. Fone para dizer: 
_ Olá como vai? 
_Tudo bem? Saudade. 
É, a vida é um pedal que se alinha em duas rodas, um ir e vir ou vice-versa:
um vir e ir... 

As árvores dizem esperança de uma chegada sem dificuldades.
A areia da praia não cala prosa de mineiro.
Nuvens falam mais alto. Vida é uma fotografia que sempre repassa
nas nossas emoções.

O chiado  do pedal passa cronológico.

Tempo marcas de pneu e pés no ontem que alinha hoje.

O futuro está muito distante do Fórum do nosso eu. 


Essência do Sol

Abrir o sol
 rasgando os dentes da vida
o silêncio corta
         nuvens que se abaixam
no mar

luz reluz dicção
   palavra no claro
do feixe que passa
na grama pingando
            o orvalho
no gozo fundo:

                      vida

2 de julho de 2012

Meu ideograma é japonês


Esfarelar o sol no texto.
Seppuku na inocência de escrever.
Literatura, chá, ikebanas e oferendas.
Os olhos rasgados.
Koto e Shamisen na música para
dar um texto zen.
A sombra de Bashô
                   no vermelho
           branco
                    de três versos.


1 de julho de 2012

O caos das letras


Para Rodrigo de Souza Leão 


Os cachorros uivam mesmo no sol
O cachorro cego
O cachorro doido
O cachorro louco
O cachorro da matilha do verso
O cão danado
A vida é rápida
A obra é amizade
A Lowcura é Santa 
Os cacos quebrados nas entrelinhas do texto
A arte é marte nós marcianos
Além da Lama
O lince purificando texto
Transgressão pixada na vida:

"Me roubaram uns dias contados" 


29 de junho de 2012

Pedal na vitrine estética


                                                              Gadget 


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Nem sempre                                                                             Crime 
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28 de junho de 2012

Matemática dos sentidos


A Bic quer falar mais alto nas entrelinhas
do poema sintaxe desmiolando
a cena contracena estilhaço

Merda a Arte é palavras.


27 de junho de 2012

É PÓ DA ESTRADA ESTA JORNADA

Estrada rápida vida.
Nossa condição passagem.
O saber é nada.
A condição é pó poeira do conceito ideia 
dia noite verso frente.
O errado contornando a foto.
Feixes flashes memória.
Só nossa História podemos contar.
Cegueira é quem não percebe a oportunidade.
O alemão está no Filme que vejo agora. Adorno 
e síntese da água do índio negro português alemão.


É pó da estrada esta jornada 

RAUL SEIXAS LINK TONHÃO

Largest ponto transgrido
Água da Barra na boca
Punk Rock fabrico 

TRAMA SAMURAI KILOBYTES HOKKUS


Courier não curte 
Interação rede social:

Finca signos Fica


Helvética proseou link
Chip de verso obtuso 
Hd Sol significante

Trebucht três sangues
Escorrem o átimo
Zen  Verdana faísca instante 

Default font 
Times sutil Toca 
Koto Winchester Nipônico. 



25 de junho de 2012

Subletras Russovsky


Bic derrama reticências nas Notas do Subsolo.
A Rússia é pleonasmo de Rasputin na prosa das nuvens.
Dostoiévski tira o gelo mordaz da Moral.
Gogol nunca gaguejou Romance. 
A Gélida  Russa é cultura que nos abate além de Moscou.
Maiakovski brilha  sol palavra tiro   peito poeta.

23 de junho de 2012

Rodas filosofam na carroça da vida

1- Compactor 07 pede inspiração a compactor Top 2000 para escrever miniconto.
2- Haikai filosofa metomínias no desbunde da carroça.
3- Meu avô era carroceiro , tomava café doce e tirava goteira da Igreja Matriz de São Domingos de Araxá-MG.
4- A carroça diz conto no assalto do dia que brinda ficção.
5- O simples é prosa na carroça do tempo.
6- Verso bate amiúde na carroça do Sonho.
7- O carroceiro é filósofo que brinda a maiêutica. Não sabemos que nada sabemos.
8- A ideia do conceito. A Academia repete as fontes. Filósofo tira a roupa para
mostrar a ideia.

22 de junho de 2012

Linhas Cruzadas



I

 haikai do sol
coração silêncio
 amanhece vida

II

coração do sol
silêncio haikai
amanhece vida .

III

haikai do sol
silêncio coração
vida esvai.

21 de junho de 2012

Haibun de Bashô


papel sapo
coaxar palavras
poço signo  silêncio
 

Improviso do silêncio



1- O que cala quer falar mais alto.
2- O papo palavroise diz prosa no infinito.
3- Ligar o Romance no poesia é proesia da nossa missão.
4- Sem foto a imagem perfura a lembrança no limiar do Sonho.
5- 5X5=25 jeitos de dizer o silêncio zen é olhar rasgado no haikai.
6- Dar liberdade as palavras é oficina do sonho da arte.
7- Palavra inominável nomeia o caminho.
8- Oito chances para a Caixa do Sonho fotografam o imperceptível.
9- Compactor 07 dispara máximas no máximo do mínimo o sapo passeia
Bashô.

19 de junho de 2012

Falácias do verde limão

1-  A luz do Lanterna Verde desfaz o verso rimado.
2-  Poesia é desfacelamento de sentidos em Nuvem.
3- Baudelaire abre a janela no voyer da janela secreta janela indiscreta.
4-  Bashô no Haibun verde o sapo coaxa  haikai.
5-  Cinco verdes estilhaços batem na alma: essência é arte.
6-  Shrek brinda falácias na magia: a filosofia é encanto e susto.
7-  Falácia do Hulk é ser poeta quando explode o devaneio.

18 de junho de 2012

Viridis - no começo de tudo "VERDE"







O verde verdura de Leminski ainda continua forte.
Os brasileiros ainda vendem seus filhos aos norte-americanos para depois estes filhos voltarem ao Brasil e serem bacanas tomando um sol em Copacabana.
O verde para curar nossas máculas, impurezas e mazelas.
Lukscolor verde-limão de fora da casa. De dentro misturado com marfim na parede
da sala e no quarto da Malu.  O teto é marfim tudo pintado pelo tio Edson.

O verde nos haikais:

*

verde limão
purifica nossa consciência
e nos traz  evolução.

**
verde
cura com amarelo
nossa mazela

Verde de marte marcianos são bem vindos na evolução dessa nova fase.
Verde é cura que nos dá tom de esperança.
É criança no começo de tudo.
A borboleta de asas verdes voou do girassol e perdi a foto dessa manhã de domingo mas bateu o terceiro sangue no seguinte haikai:

balança o verde
asas dão vida
na flor do sol.


17/06/2012

15 de junho de 2012

HOKUSAMA SILÊNCIO MOR


Enquanto Maeles toma cerveja preta para aumentar o leite da Malu
tomo a cerveja preta o leite das palavras diz vida na vida para viver
e vi  ver o tempo é ilusão passando na memória da existência.


O silêncio explode momento quer entrar na noite brindar a surpresa
dos encontros e desencontros.
O silêncio é a sabedoria suprema Mishima chadô Ikebana Tsuru
três versos disparam sem pensar:

*
muitas vozes
não dizem
o melhor do silêncio.

**
o silêncio
tem um som
profundo

O OOOOMMMMMMMM do haikai acende a faísca no

átimo

14 de junho de 2012

Gotas esparsas do texto


O texto sempe quer  contexto.
O conceito definição espanto admiração.
Philosophia amizade da sabedoria.
Pensar é perigoso.
O Bobo da Corte engoliu o ventríloquo para satisfazer o poder.
O poeta peidou o devaneio depois do almoço.
A rede balança a sombra.
Gol molha tarde luz.
O telhado da literatura é contramão para nuvens da desconstrução
verbal.
Domínio de linguagem significa sim

Signo.

13 de junho de 2012

Secando tempo?


O chip bluetooth prosa
Hd relampeia hipertexto
... falam repente
Sal navega curtir
Medieval é moderno


Bobeou a bobalização um e-book
Flash fotografou o amanhã
no ontem hoje
Facebook não passa de filme
A exposição é rede social
15 minutos de fama é
andar para trás na nossa MODERnidade
Deixe o carro em casa e vá de bicicleta
ou a  pé


Oxigênio é fonte de vida e de tudo
Não jogue papel no chão o planeta
agradece
Sol passa pela porta para secar nosso tempo


absurdo

12 de junho de 2012

Dia dos namorados?

A sandice da crase não abria a porta  para a metonímia.
Enquanto o sol passou por aqui.
Antes do cinza e frio parodiar a vida risco de Stangram para
 dizer infinito. Prosa faz parede com frio. Telepatia 12/06/12 é igual
a 1+2+6+1+2=12=1+2=3 é igual papai e mamãe fazendo amorzinho
nas nuvens para deixar a cria. Assim tempo conserva nossa existência.
O Girassol que colhi perto de casa é o presente que dei a ela. O amor é
muito mais que vida é alma.

9 de junho de 2012

Sombroviski da literatura

O hiato criativo encontrou a prosa ela estava fazendo pose para o romance.
Até que o conto pegou as correntes do sonho e estilhaçou um verso atípico, anômalo e sem rima.
Enquanto isso a linguagem literária acabava nas sombras das palavras alinhadas no signo.
O ponto final ficou admirado com as reticências que driblam as vírgulas de olho na exclamação.

6 de junho de 2012

Lítera sombra literATURA


O hiato criativo encontrou o poema no meio do caminho.

_ Poema, vou te apresentar a prosa disse o hiato.

O poema encontrou a prosa na praça central depois de serem apresentados pelo hiato criativo. Sentaram-se no banco da praça e começaram a conversar.

A prosa perguntou:

_ Poema, por   que seus versos são tão transgressores?

_ É para que eles sejam impactantes nas pessoas, para que elas se estranhem, assim como estranhos somos nós. Para faze-los pensar  e deixa-los num estado de absurdo.

Sem pressa a sombra tocava as correntes da casa ao lado, onde  o Romance e  o Conto não podiam  fotografar literalmente o instante .








2 de junho de 2012

AS GUITARRAS ESTÃO PREPARADAS PARA ESCREVEREM...

1- Claro faz o sentido ritmo gula poema vida verve reflexo o poeta é um passante.
2- A emoção da vida é apenas ser feliz.
3- Meu reflexo foi sempre metonímias num haikai.
4- Três sangues estão correndo dos meus poros para quando faiscar arte: haiku hokkus haikai.
5- O Japão faz parte do meu ser.
6- Meu espelho é de filosofia que faz sentido no inominável.
7- Quando o a faz o composto de o um soneto atravessa o vazio para dar sentido no tudo.

8- Oito o infinito  são Guitarras prontas para tocarem no verso cheio de verve que alucina a prosa.
9- A prosa pediu um fio enquanto a antena do Romance diz foto no conto das telhas na aliança da literatura.

1 de junho de 2012

CAVERNOSO PENSAR




1- O alinhamento da pedra é o centro do reflexo do nosso ser.
2- As manchas solares  não tiram as manchas de nossas almas.
3- A obra do homem não desdobra em progresso.
4- O círculo fechado é falência da "Modernidade".
5- Meu contexto desconceitua o certo.
6- O poder brinca de verdade quando mente.
7- A crise descarta plano mas cria mudanças.
8- A sombra cria brancura da luz no clique da noite.
9- Caravaggio Minas Gerais é sombra na luz luz sombra na minh'alma. Caravaggio traduz São Jerônimo de nossa
sina.
10- Platão quebra correntes . A caverna mostra saída. Sol é consciência.
11- Onze vezes onze são cento e vinte uma tentativas de conceituar sombras em Filosofia.
12- O eremita sai do escuro na faísca verso . Vida se faz vida na textura do tempo.



31 de maio de 2012

Caixa Preta


Clico poema no escuro
Infinito se faz
Além das palavras

17 de maio de 2012

Malu ( Maria Luiza) nossa filha


sapeca na madruga
a risada é um samba
que pede sono

CHUVA CAI DE REPENTE

pingos na noite
silêncio alinha
sono restaurador

Decifra-me ou devoro-te

Calo
Diante da Esfinge
Resposta é surpresa

11 de maio de 2012

VISLUMBRE ALUMBRAMENTO





Um ídolo plagia a quem o adora,

amando por amante e vice-versa,

escambo como câmbio, feira persa,

 transitam aduanas. Para fora



ou dentro, mecardeja-se o que doura,

cintila-lhes a luz de quem exerça

o jogo especular na sua tersa

imagem que por ora lhes agoura.



Agora que são um, e se desdobram

unidos, inimigos não lhe dobram.

Agora, apenas um que se sublima



nas partes que há no par, não há mais clima.

O clima de discórdia, rigoroso,

rebenta-se por bem, por um só gozo.



HENRIQUE PIMENTA

Do livro 99 Sonetos sacanas e 1 Canção de Amor.

Livro dedicado a Glauco Matoso.



Henrique Pimenta é um dos bons poetas hoje que trabalham o soneto.

Vocês podem le-lo no seu blog:



http://dobardo.blogspot.com.br/



99 sonetos sacanas e 1 canção de amor -



será lançado dia 25 deste, às 19h,

no Memorial de Cultura e Cidadania,  em Campo Grande-MS.



Após o lançamento, ele indicará como proceder para a compra online,

porque será vendido apenas por ele e entregue pelo correio.



(O preço para o Brasil: R$ 20,00.)

6 de maio de 2012

QUANDO O POETA CALA




É quando o poeta cala


O siêncio fala


a lua ilumina

 o caos


a solidão mata


o cotidiano









É quando o poeta cala


reticências traem sua verve


o delírio abandona suas


noites






É quando o poeta cala

fala mais alto o superficial

porque o poder é o que

o mundo quer





E o poeta vira as costas


para o domínio






É quando poeta cala


para ouvir as vozes


do seu devaneio





nas nuvens que dão


vida a sua loucura.







4 de maio de 2012

LASCA

palavra caverna materna
paleolítico sentido signo
inscrição rupestre
de nossos antepassados
em nós mesmos





palavra pão pólvora
pedra que lavra: sentido 




palavra vida verso
voo no silêncio da
porta




que traduz tempo


em pó.

2 de maio de 2012

99 SONETOS SACANAS E 1 CANÇÃO DE AMOR

"...Alcinha da calcinha
desejo de prazer..."
"...A sua tara
É o remédio
Que me sara..."

Cássio Amaral.


A mando

Arranco-te a calcinha com os caninos
e quase em teus mamilos repetecos,
eu babo pela raiva que rumino,
na gana que arreganha e te dá treco.

É pica na buceta! São divinos
os piscas do cuzinho por que peco!
Os dedos para dentro do intestino:
"Ai, amorzinho!, um pouco mais, defeco."

Na buça, no teu cu, 'onde chegar,
abuso do real, sei meu lugar:
tirando o meu lulu, só ilusão.

Sou bruto, sou gostoso, desse jeito,
perfeito porque "não" eu não aceito,
gozando o que conquisto com tesão.

HENRIQUE PIMENTA
Do seu livro 99 SONETOS SACANAS E 1 CANÇÃO DE AMOR

Livro dedicado a  Glauco Matoso, sonetos bem elaborados e construídos
numa amplitude da poesia que vem para rasgar a mesmice de nossa realidade.
Seus versos são gritos incandescentes. São eróticos,
são puro Rock and Roll que que tocam no ponto G das palavras.
Confiram mais de Henrique Pimenta no blog dele:




30 de abril de 2012

Gênesis

Sol além estrada
Vida se faz
Explosão silencia verbo

17 de abril de 2012

OURO DE TOLO

O pé do pé
vai além do passo
Com passo é conexão
"Eu nasci a 50 mil anos atrás"
O fim, o início  e o meio
A ironia faz Philos Sophia
com as nuvens que explodem
na esquina para cagar pecados


O hálito do poema que perdi
está no hiato dissidente do meu personagem

O silêncio é gestação da arte.

1 de abril de 2012

Versão história a mentira é verdade ou a verdade é mentira no 1º de abril


Quem sabe hoje
a mentira seja a
verdade já que a mentira
senta na grama
olha o sol
o sal do mar
arregaça a verdade
Vê
Verdade
Veja
Verdade
mente
M E N T E
mentira

Tira
 Men
te
Tiras de flashes
de sol
Verdade Absoluta
mentimos todo tempo no ano
Mente
   M E N T E
humana.

Ouçam a canção:

http://www.youtube.com/watch?v=ymm4GCff3As 


27 de março de 2012

IRONIA


Pó
do nó
Descartes
sem lentes
Vão
do ão
risco phósforo
no asfalto
Poe poema
anômalo
Baudelaire pede 
um café
Bate na porta
Bashô
Sol 
nasce
sem saber o mistério
da noite que 
passou
A Philos Shophia
reflete o sol
nas respostas
das perguntas 
da vida. 

Santo Antônio de Lisboa em Floripa-SC 2011

23 de março de 2012

CÃO BRINCANDO DE CÃO


Desenho: Cássio Amaral. 

22 de março de 2012

PATIFARIA PARA PAULO LEMINSKI

pau
pedra
pio
patife
proa
puto
palavra
patrão
poema


poesia
paraná
paulada
príncipe
proeza


pimenta
pistão
palavra
porrada

pó

19 de março de 2012

NOTAS AQUÁTICAS


voo na tarde
um som de música
chove amiúde