20 de maio de 2008

UIVO ...


Tela de Arthur Dicrayon
(O site de Arthur Dicrayon está linkado aí ao lado)


stand by me baby


a lua está insana no céu


o olho da noite diz vulcões metafísicos


o incenso sobe e o vinho incita um riso no encontro


afago estrelas sitiadas em marte


vênus abre as pernas e seduz


stand by me baby


a madrugada grita uivos torquatálios


enquanto nos perdemos dentro e fora


Beatles mata nossos corações com Revolver

18 de maio de 2008

Cuspo ideogramas de Baudelaire,
Verlaine, Rimbaud, Valéry, Mallarmé,
Bashô, Kobayashi, Saigyo, Hilda, Leminski,
Torquato, Waly, Henriqueta, Cecília, Clarice,
Maiakovski, Murilo, Drummond...
Teteretê tenerê
Bah, chimarrão
ou acarajé também oxente
Azul do anil
Não fico de nhenhenhem
Nem de tititi
Frio chegou
O amor levanta a terceira perna e afaga quatro pés que esquenta a madrugada.

16 de maio de 2008

Foto de Robson Corrêa de Araújo


OSCAR NIEMEYER
Poema de Antonio Miranda



Oscar Niemeyer
poeta-escultor.

Arquiteto do Rei.

Linhas no espaço sideral,
curvas no infinito
das constelações virtuais.

Criando avarandados coloniais
rampas cósmicas.

Ateu e comunista.

Materialista das catedrais
humanas,
das capelas espirituais.
Como mãos votivas
numa prece eternizada
no concreto armado
da Catedral ecumênica.

Todas as mãos candangas
paranaenses mineiras
pemambucanas
todas as mãos nortistas
paulistas
de todos os quadrantes
e sextantes
sustentam o universo
nacional.

No alto passam as
nuvens cintilantes
e os aviões da Real e da Panair
uma conspiração de anjos
burocratas diplomatas
voam políticos, empreiteiros
e trovejam e relampagueiam
tempestades
e fogos de artifício.

Sensual ou curvilíneo
em formas simbolistas:
mãos redes seios.
Devaneios.

Talvez abstrações
com intenções figurativas.

Ou seriam estruturas-esculturas?
Barrocas, modernistas?

Nas simetrias liberadas
e nas geometrias depuradas:
teatralidade.

Volumes espaços alturas
verticalidade
ou extremidades em vértice
a eludir o estático
e o majestático
— contra as regras
e as limitações.

Niemeyer é tão ou mais monumental
ainda que sóbrio
mais leve quando concreto
e funcional
mais denso quanto poético.

Surpreendente.

Sem concessões à trivialidade
porque genial.

Todas a artes irmanadas
no mármore, nos arcos
ancestrais
abóbadas sonoras
colunas dançarinas,
vitrais.


O site de Antônio Miranda está linkado aí ao lado, ou no:

http://www.antoniomiranda.com.br/

15 de maio de 2008


"O real é a rocha que o poeta lapida doando a humanidade mal agradecida.
Poeta, talvez seja melhor afinar o coro dos descontentes".
ITAMAR ASSUMPÇÃO

12 de maio de 2008

Captou?


Adágio bambino canzone duce, ecco!
Fiasco galera:
Intermezzo
Libretto
Madrigalle
Niente
Odor
Petto
Recitativo
Si traduttori virtuoso...
Robson Corrêa de Araújo
Do livro Y Semiótico -Edição do autor, 2006.
Robson é escritor, poeta e fotógrafo.
Podem lê-lo aí ao lado ou no:

10 de maio de 2008

CARTA DO IMPREVISTO





Instigo um canto no outro canto
Rasgo o segundo e brinco de momento
Descartes me levita no Discurso do Método
Alice in chains na minha alma
Divina é a comédia que Dante acena do céu
Beatriz tropeça no inferno e a madrugada ri displicente
La vie en close risco e aplico rabiscos arabescos circos
Falantes falam o que o infalável fareja no inominável
Digo pleonasmos como um cão que uiva no Banquete dos Deuses
Alice está em chamas
Alice está em chamas
Suas entranhas são sóis lunáticos e luas insanas
Que penetro no tratado da tolerância de Voltaire
A verve do papel é um vulcão que queima pleonasmos satíricos
Enquanto Sun Tzu me ensina
a arte da Guerra
Os corpos buscam uma vitória
no domínio efetivo do oponente.

7 de maio de 2008

NUCLEAR


O brother Maick NucleaR já começou a produzir seus curta- metragens.
Podem conferir no:
Os textos de NucleaR vocês podem ler no:
E algumas músicas dele no:

4 de maio de 2008

A BANALIZAÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA

Beleléu, creu, Wanessa Camargo, Colapso e colapsos.
Onde está a indústria fonográfica? Na zona? Agora parece
que tudo tem quer virar banal, ridículo e prostituído?
Meu ouvido não é pinico.
Nos últimos tempos vem surgindo um tipo de “arte”, a anti-arte.
É melhor exaltar o ridículo, como se música fosse
fazer coisa mal feita.
São “artistas” que chegam e caem rapidamente, que não ficam.
Na boa não vão ficar como Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.
Por que estou falando isso? Porque estou cansado de lixo
sonoro, de ruído sonoro. Coisa que não bate, que é pusilânime, coisa
que não é arte.
Sabe, na boa não se assustem,mas tem hora que penso que Wanessa
Camargo deveria fazer filme erótico e não cantar.
Aí vem os Latino da vida, latindo coisas que regam festas nos aps.
Meus sobrinhos têm cinco e seis anos. Carol tem seis e Mateus tem cinco.
Eles escutam de tudo, mas sempre vem escutar o que estou ouvindo.
Sabe, música, literatura, teatro, artes plásticas tem que impactar, tem que
mexer com o ser humano. Não essa balela de bater no peito e dizer:
_Sou artista, tenho tal cd, tal livro, sou atriz. As mulheres do Big Brother e aquela
galerinha todos querem ser atores, atrizes. Pelo amor de Zeus, como se
ser ator e atriz fosse a coisa mais fácil do mundo. Como se um talk show banal e ridículo como Big Banalidade Brasileira pudesse dar um up grade para um papel de ator
ou atriz.
Cara, tem hora que é caco de vidro, é pau é pedra e é o fim do caminho.
Nos anos 90 Chico Science revolucionou a música brasileira. Trouxe o maracatu,
trouxe luz no fim do túnel. Muitos ralaram na estrada e levaram anos para serem
devidamente reconhecidos como Lenine e Zeca Baleiro. Artistas pensantes.
Mas vão dizer que o meu texto aqui é fraco e que estou atacando e perdendo tempo
de falar de desvalorização e banalidade na arte atual. Claro que vão dizer.
É mais fácil aceitar o que não te faz pensar. Uma letra que o instiga, que o faz
pensar pra quê? Melhor é aceitar o ruído sonoro. O pior é quando você acorda
de ressaca e esse ruído sonoro é o seu vizinho achando que é música.
Como diria Marcelo Nova do camisa de Vênus: _ Ó crianças isso é só o fim!
Pensar é perigoso, pode mudar, mudanças tiram governos e fazem a diferença.
A amiga Bárbara Lia me mandou um email com o convite do Porão Loquax
em Curitiba que vai ter Neuza Pinheiro que gostei da música e da poesia.
Podem saca-la aí:


http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/neuzaverso.htm

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=152132013

30 de abril de 2008

Krâneo e seu neurônio


Bruno e Rodrigo de Souza Leão
Resumo
Pulei da janela deitada
Portas Fechadas Portas fechadas
Vulcão, sou um vulcão
Pânico no círculo
Somba e adrenalina
Função de morte fode
Na veia sossegada um caminho inválido
Curto circuito fechado
Degradê degradáveis
Enguias guiam os volts
Química cerebral
Química cerebral
Culpados....
Existe uma coisa dentro de outra coisa
Existem coisas coisando
Trombetas esporrando sangue
Vulcões...
O que não coisa causa.

O Cd de Rodrigo de Souza Leão são estilhaços das nuvens de Jimi Hendrix,Baudelaire, Rimbaud, Torquato Neto, Leminski, Verlaine, Valéry, Mallarmé e João Cabral de Melo Neto. É um urro de Jim Morrison no palco dançando como xamã. Círculo de uma verve que incendeia e alucina.
É eletrônico, dançante, punk e tem poemas ditos com alma,uma alma maior que chega no âmago das coisas, da metafísica, daquilo que poucos sabem ver, a suas letras
são poesia que bate, é o vulcão de som que um poeta com P maiúsculo
pode trazer e fazer. Krâneo e seu neurônio é um cd não comercial, uma edição
experimental que tem mix-design de Tavinho Paes. A parte musical de Gizza
Negri e uma parceria musical especial com o irmão Bruno de Souza Leão em
Esquizo.

Para saber mais e conhecer acessem o blog de Rodrigo de Souza Leão:

http://lowcura.blogspot.com/

PRA QUEM ESTIVER EM BRASÍLIA


FESTIVAL DE CINEMA DE MARINGÁ

O amigo Pery de Canti me mandou um email falando do Festival de Cinema de Maringá,
que divido com vocês.


29/04/2008 - 21h59
Festival de Cinema de Maringá já tem 175 inscrições de filmes



Em três semanas, o festival recebeu 175 inscrições de filmes, provenientes de 17 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, informou a organização do evento hoje (29).
Até o momento São Paulo é o estado com o maior número de inscritos, 54 obras. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 23 filmes. Empatados em terceiro lugar, com 14 filmes cada, estão os estados de Pernambuco e Paraná.Os interessados que ainda não se inscreveram podem acessar o site oficial do evento, ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição na própria página.
Além da participação de longas e curtas-metragens em 35mm, também serão aceitos curtas em plataforma digital e analógica na Mostra Competitiva deste ano.
Outra inovação ocorre nas premiações, já que os vencedores de melhor filme em longa e curta-metragem na opinião do público receberão a Menção Honrosa Viapar, o Troféu Cunha de Aço e uma premiação em dinheiro.
Os filmes também serão avaliados nas categorias técnicas --melhor montagem, melhor fotografia, melhor som direto, melhor ator, melhor atriz, melhor música, melhor figurino e melhor cenografia-- e os vencedores receberão o Troféu Cunha de Aço.
Os filmes que concorrerão à mostra serão pré-selecionados por uma comissão julgadora formada por jornalistas, artistas plásticos, produtores culturais e publicitários.
Leia mais
Inscrições para festival de cinema vão até 4 de maio

Mais informações no:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u397046.shtml

27 de abril de 2008

NA RUA


Um farelo brinca de verso inócuo diante da máxima de Nietzsche:
Os poetas não têm pudor com suas aventuras - eles as exploram.

EXIT


o idioma alemão é gutural
o japonês tem medo do número 4
a palavra é um pleonasmo que gozamos
em êxtase.

20 de abril de 2008

DANTESCO

( foto do meu celular)


Dispensa o fato
O fogo fagulha
Tudo incidental
Maracatu atômico nos meus ouvidos Mautner no paralelo de Science
Jazendo sapos que engolem cobras
Andar assim é ser fiel as regras morais
Aceita o feto, ele já fecundou
O neném vai nascer ainda e tirar o sono
Fraudários fraudulência e fraudas que custam
$$$$$$$ mês, choro dos descontentes...
Dispensa dispensa...
Há um frio na madrugada que grita abrigo
Abram os olhos e vejam no âmago da metafísica
"... O desamparo implica sermos nós a escolher nosso ser.* O desamparo é paralelo
da angústia. Quanto ao desespero, esta expressão tem um sentido extremamente
simples.
Quer ele dizer que nós somos limitados a contar com o que depende da nossa
vontade, ou com o conjunto das probabilidades que tornam a nossa ação possível..."
Via Sartre (Os Pensadores - Abril Cultural)
Beatriz sorri da diáspora de uma estrela que pinga sangue
E cai de uma nuvem que tem formato de dragão.
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* O que faz lembrar um aspecto importante da filosofia de Jaspers - a linguagem cifrada.

18 de abril de 2008

VIVO - Composição Lenine e Carlos Rennó





Precário, provisório, perecível;

Falível, transitório, transitivo;

Efêmero, fugaz e passageiro

Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!


Impuro, imperfeito, impermanente;

Incerto, incompleto, inconstante;

Instável, variável, defectivo

Eis aqui um vivo, eis aqui...


E apesar...Do tráfico, do tráfego equívoco;

Do tóxico, do trânsito nocivo;

Da droga, do indigesto digestivo;

Do câncer vil, do servo e do servil;

Da mente o mal doente coletivo;

Do sangue o mal do soro positivo;

E apesar dessas e outras...

O vivo afirma firme afirmativo

O que mais vale a pena é estar vivo!


É estar vivo

Vivo

É estar vivo

Não feito,não perfeito, não completo;

Não satisfeito nunca, não contente;

Não acabado, não definitivo

Eis aqui um vivo, eis-me aqui.

13 de abril de 2008



(foto do meu celular)


A lágrima pingou suada de nuvens gangrenadas em ritmo de blues .
O buraco negro num vazio zen que diz q tempo é ilusão.
24 horas são 16 horas, relações na disputa de uma bola que não faz
mais gol.
A vibração da terra passou de 7.5 para 11.5.
Me deram o cartão vermelho, caí na terra fosco e translúcido.
Peguei uma metranca de metáforas e sai atirando e atirando.
Cadê essa porra de verso?
Eu sou o reverso que canta aliterações marcianas, o próprio ET nas horas abissais.
Jimi Hendrix me abençoa na madrugada. Então, vocês já ouviram Itamar Assumpção?
Peguem o revolver e atirem em vossas televisões!
Já alucinou além da alucinação? Viram as estrelas cadentes caírem?
Sartre golpeia os que tem uma pele a menos. Foucault diz discurso do método mas o panótico continua nos dando algemas.
Não tenho medo do olho do lobo, dos dentes famintos. Não tenho medo da morte porque somos mortos nos nossos dias de escravidão.
Quebrei a lança e lancei no espaço. Quebro minha própria insipiência. Não estou vencido.
Pulso e repulso fluxo e fixo no ar pleonasmos que cato nos cactos da minha sombra.
O sol abre a boca e banha o suor da vida que traduz a senha em signos.

8 de abril de 2008

LOBA (Euza Noronha) fez os blogueiros uivarem de novo


Euza Noronha (Loba) organizou mais duas coletâneas de autores blogueiros.
Saiu Trilhas e Elos.
Em 2006 ela organizou a coletânea Corpo e Alma em Verso e Prosa.
E agora mais um uivo coletivo.
Na coletânea Trilhas sairam L. Rafael Nolli, Lisa Alves, Cris Destri,
Adélia Teresa Campos, Carol Montone, Diovanni Mendonça,
Elisabeth Vasques, Elise Maria Mars, Euza Noronha, Francisco Dantas,
Octávio Roggiero Neto, Sadra Regina,Caruco, Wilson Guanais eu eu.
Um rabisco meu que saiu na coletânea em forma de conto:
Desejo tragante
Sexta-feira à noite eu no bar do Chiquinho tomando umas cervejas.
De repente uma mulata muito gostosa entra e pede:
_ Me vê um maço de Derby.
Chiquinho responde:
_ Moça, eu não tenho derby, temos Hollywood, Carlton, Malboro...
Ela agradece, e diz obrigado.
Eu olhando a cena penso:
_Baby, você pode me fumar.
Mas cuidado pra não ficar doidona.
Cássio Amaral.
Depois publico mais poemas e contos aqui da coletânea.
Valeu Loba(Euza Noronha) e valeu Galera!
O link da Loba(Euza Noronha) está aí ao lado.

25 de março de 2008

olhos vermelhos nuvens amendrondadas cultuando pleonasmos rimbaudianos tudo explosão tiro de improviso e catapulta the lizard king aponta um tiro uísque e fogo dos deuses loucura simplificada... colo de nuvens incertezas profundas dignas a história conta tribo da antropologia
que tiazinha nem patgirl de acesso entende. IRQ! óia texto morre cama grita bundalelê
de Angus Yong faminta rasga o silêncio AC DC

24 de março de 2008

PRA QUEM ESTÁ EM BRASÍLIA


GRITO INTERROMPIDO, poemas de Antonio Miranda e fotos de Robson Corrêa de Araújo, é o primeiro título das Edições Fresta, dedicada a livros de arte em edições reduzidíssimas. Formato 12X12 cm, papel couchê 150 g, capa dura costurada, fotos em cores, exemplares numerados e assinados pelos autores. Apenas 50 exemplares, para colecionadores. Layout gráfico de Nelson Guimarães. Lançamento no restaurante CARPE DIEN, na quadra 104 sul, SEGUNDA=FEIRA, dia 24 de março.
Mais informações no site:
Ou no blog: