14 de agosto de 2011

madrugada de inverno
vento uiva
poema sem sono

Sofessor

A educação hoje decora
o coro
do incoroso
lusco e fusco
da maquiagem
de tecnocratas
que se acham
sem acharem o
achado do que
são na realidade
o atraso pontual
das "Veias Abertas da América Latina"
o sangue escorrendo
vazio crônico
na escola
escolas de mediocriadade
Fingimos que ensinamos
porque o governo finge
que nos paga
assim os alunos
fingem que aprendem
a poesia ri diante
do conto da carochinha
de que essa estória toda
parece não dar
bola em 510 anos para 511 anos
da mesma História de
sempre
a Recuperação Paralela
não recupera
os irrecuperáveis
Por que os alunos
não cortam o T?

12 de agosto de 2011

Embrião

Barriga rígida, espaço preenchido. Não há lugar para mais nada.
Sinto-me agressiva na espera. A voz que tanto importuna desaparecerá. Feto pronto, humano desenhado com meus anseios. sei que me amarás. Lá fora nada importa, não fede, não cheira.
 O tempo congela e inexiste.
O joelho aos poucos cicatriza, joguei fora os espinhos só restaram os gravetos.
O quarto está avisado para não lhe assustar.
Dos dias presa ao berço, a música de seu choro alimentará meu zelo.
Cobertor de lã e chá. Mavioso seu toque o corpo acolhe sem gretas.
 Leito de solo quente embebido no vinho.
Ver seu contorno de luz e colher espaços.
 Voz rouca, força esgotada tingido de vermelho completa infanta.
Direi seu nome apenas aos anjos de Deus e ao seu filho amado: que importa? Ficará sem nome.
Para mim você é verbo. Filho do verbo.

Maeles Geisler

O blog da Maeles está linkado aí ao lado direito.

21 de julho de 2011

Não há reticências, o peixe morre é pela boca

‎10- A pergunta desiquilibra a resposta ou a resposta desfaz a pergunta?

Navegando nuvens desconceituo o nada.

1-A citação perfeita é a situação?


2-O aforismo certo é desaforado?

3- A pergunta elevada é dente de leão?

4- Filosofia mesmo é apenas viver?

5-O conceito pertinente é nada saber?

6- Poeta bom é poeta desconhecido?

7- Os anônimos não exigem grana pela arte?

8- A transgressão furou a verve do texto?

9- O contexto é nove vezes nove um texto mais do mesmo?

17 de julho de 2011

14 de julho de 2011

Metamorfose


Foto: Cássio Amaral


Recolho certos vermelhos


da janela a dentro

e esqueço a poeira do agora.



Emendo a raiz nos poros dos porcos,

limpo a cara, este rosto de lama.

Agradeço o verde crescendo na pele,

o bico aparando a boca,

as penas tomando espaços.


   Maeles Geisler
 
O blog da Maeles tá linkado aí ao lado,ou no:
 

10 de julho de 2011

ÁVIDOS E GRÁVIDOS


A sombra me assombra os sopros do mar.
Quando Joaquim Alves da Silva chegou por aqui no século XIX,
ganhando as terras do Imperador por vender óleo de baleias.
Meu clã de Portugal "OS AMARAL" vieram para o Brasil
misturaram com os africanos e índios lá no interior de Minas
Gerais depois que os espanhóis chegaram e dizimaram
todos os índios tupis, os arachás.
Encontrei a poesia alemã no meio do caminho de forma
sutil. A filosofia alemã agora nos brinda de forma
inesperada e grávida.



8 de julho de 2011

7 de julho de 2011

- Abre aspas neném a ética errou não é Rock and Roll!

A corrupção faz dialética com os índios?
A Barra é velha?
Ou a Velha é Barra?
De Dom João VI até hoje tudo é normal?
Você não tem vergonha na cara não meu irmão,
elegendo esses abutres?
Sim o Aladim traz dim dim...
A Educação não educa
A saúde está doente
A fome não é corriqueira e sim urgente
A PF não brinca de prato feito
Vem sabe-se lá de que é o tufão
O furacão
A licitação
A propina
O mensalão
O dizimão
O cuecão
TOMA VERGONHA NA CARA POVO BRASILEIRO
do Senado as prefeituras tudo rima com dor de cabeça
Brasil não seja vil
Já que seus vintens estão nos bolsos de quem legisla
BARRA VELHA
VELHA BARRA
O BRASIL É PAÍS DO FUTURO?

6 de julho de 2011

"A AMIZADE SINCERA É UM SANTO REMÉDIO" RENATO TEIXEIRA

(Maeles , eu, Sany e Rafael Nolli )

a arte do encontro é o milagre do sorriso
aquilo que dá um significado a vida
sopro da felicidade


Ps. Férias de janeiro em Araxá-MG  com os amigos queridos.

5 de julho de 2011

ALICE NOS PAÍS DAS MARAVILHAS



lua que ri
sorriso sarcástico
piada de poeta




3 de julho de 2011

ALCATÉIA DE SENTIDOS


O ô tem ó
I tem í
tanto ponto dissolve o conto
falo línguas que uivam
no avanço das tropas
do fonema
esse trem vira
trilhos no encalce que a
reforma orgotráfica
não explica em Banto ou Yorubá
o Oxalá
As flechas de Peri
acertam o poema
em cheio
Enquanto a poesia cai
de uma estrela
O pedido é faísca do nada.


Foto e poema: Cássio Amaral.



30 de junho de 2011

Peça sobre a obra Todos os cachorros são azuis do Digão (Rodrigo de Souza Leão) no Rio


no rio de janeiro


"Quem não sofre, não vive. Quem vive, come batata frita. O bom é que sempre tem batata frita para aliviar o fardo. Os dias são sempre iguais e vão se repetindo. Ninguém pede licença para entrar na minha vida, mas arruma sempre uma desculpa para sair". [Rodrigo de Souza Leão]


TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS



direção de Michel Bercovitch

Baseado no livro homônimo de Rodrigo de Souza Leão (1965-2009), um dos 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom edição 2009, a peça faz um mergulho na mente complexa do jornalista, escritor e poeta falecido precocemente, aos 43 anos



ESTREIA: dia 9 de julho, às 21h


LOCAL: Teatro Municipal Maria Clara Machado – Planetário da Gávea / RJ



- Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea/RJ Tel: 21 2274.7722 (estacionamento no local)


HORÁRIOS: sábado às 21h e domingo às 20h


INGRESSOS: Inteira: R$30,00, R$15,00 (meia entrada) e R$10,00 (classe artística)


CAPACIDADE: 120 lugares DURAÇÃO: 80 min.



CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos TEMPORADA: de 10 de julho a 4 de setembro


Todos os cachorros são azuis, uma adaptação teatral do romance homônimo do jornalista, escritor e poeta Rodrigo de Souza Leão (1965-2009), estreia no próximo dia 9 de julho no Teatro Municipal Maria Clara Machado (Planetário da Gávea). A peça tem direção de Michel Bercovitch, e a dramaturgia é realizada por Flavio Pardal, Michel Bercovitch e Ramon Mello, com a colaboração de Manoela Sawitzki. Em cena, cinco atores — Bruna Renha, Camila Rhodi, Gabriel Pardal, Natasha Corbelino e Ramon Mello.


Extremamente inteligente, Rodrigo via a si mesmo com rara lucidez e tinha uma grande necessidade de comunicação com o mundo à sua volta. Essa necessidade, aliada à sua boa formação — era um ávido leitor — o levou a encontrar na escrita uma potente ferramenta para acessar as pessoas e ser compreendido. Todos os cachorros são azuis é um mergulho na mente do jornalista, escritor e poeta Rodrigo de Souza Leão [saiba mais em www.rodrigodesouzaleao.com.br], falecido em 02 de julho de 2009, aos 43 anos, após internação numa clínica psiquiátrica no Rio de Janeiro. Rodrigo sofria de esquizofrenia, mas sua consciência sobre a própria doença o tornava uma figura ímpar entre os seus iguais.

SINOPSE

Baseado em sua história pessoal, um esquizofrênico faz um relato comovente e ao mesmo tempo cheio de humor e autoironia sobre sua trajetória, desde sua internação em um hospício até a sua saída e a fundação de uma nova religião.



A MONTAGEM

Em cena, os cinco atores revelam as múltiplas facetas de um personagem esquizofrênico, inspirado em Rodrigo de Souza Leão. Além do próprio romance, elementos biográficos como poemas, cartas, fotografias de Souza Leão serviram de matéria-prima para construção das personagens. Rui Cortez assina os figurinos e o cenário, este composto por grades modulares que são montadas e desmontadas de diferentes formas, remetendo aos ambientes hospitalar e carcerário. Ajudam a desenhar a cena a iluminação de Tomas Ribas e a direção musical de Rafael Rocha. A direção de movimento é de Paula Maracajá e a preparação vocal de Marly Brito. Elvira Rocha assina a direção de produção.



O PROJETO

O projeto é uma idealização do poeta Ramon Mello, que se encantou com o romance Todos os cachorros são azuis (7Letras, 2008) na época de seu lançamento. Trabalhando como repórter do Portal Literal, Ramon entrevistou Rodrigo [http://www.portalliteral.com.br/artigos/fragmentos-humanos-entrevista-com-rodrigo-de-souza-leao] e, desde então, passou a conversar frequentemente por telefone com o autor. Rodrigo tomou como hábito telefonar para Ramon semanalmente, quintas-feiras às 15h, horário do primeiro encontro.

Entre as conversas sobre literatura, Mello revelou o interesse de adaptar o romance de estreia de Souza Leão para o teatro. Imediatamente, Rodrigo liberou os direitos, enviando uma autorização para viabilizar a produção. No entanto, o projeto só se concretizou com o patrocínio do Oi Futuro, após a morte do autor, em 2009. Com esse recurso foi possível viabilizar o espetáculo e convidar Michel Bercovitch para assinar a direção.

Silvana Guimarães
Fonte: Blog da Germina Literatura







29 de junho de 2011

Maré do Grant


arte ilusão do avesso
trem descarrilhado no bate pronto
mar de faíscas que desfilam
num mosaico
fonte do pranto do tempo calado
no silêncio
náufragos da rota do absurdo
"mundo vasto mundo
meu nome não é raimundo"
é mar que diz onda
no instante profundo
do ocaso.

28 de junho de 2011

ESTE CÃO TEM QUADRO?



Sol que alimenta ginga
Corpo do corpo do texto
anti-texto contexto malhação
da verve que amplia o discurso.
Que discurso?
Nossa política é desfazer-nos
de nós mesmos
diante do compromisso frio
do poder
Kafka cafunga em nossas nucas
quando esse frio diz gelo
no papel em branco
dizer e dizer além das estórias
fazer Histórias
Nosso corpo sai faísca de um
templo no jogo das palavras
que rasga-se
em arte
Estranham-se no vermelho do
néon o grito do inominável
com o urro do idílico?
Cássio Amaral.
28/06/2011.
9:05.


P.s. Tentando comunicar-se com
o texto do blog do Robson Corrêa
de Araújo "Este quadro tem cão"?
A foto aí é do nosso cachorro
Stubbe que faleceu em fevereiro
e da nossa ex vizinha a Pepe.

24 de junho de 2011

ALÉM DO FEIXE DE LUZ A PORTA DA PERCEPÇÃO


Punch de tudo: descompromisso
Ideia: adestrar nuvens
Filosofia: sol além do mar
Arte: Et que veio para terra busncando a lua insana e o sol demente
Signo: uivos setembrinos que urram no signo semântico
Cidade: Sonho que derrete verve
Estado: dionisíaco que bebe um gole com saci
Arquitetura: forma & conteúdo, conteúdo & forma significando
José: As pedras no caminho são pó da nossa poesia
Previdência Social: aposentadoria do beletrismo
Conjugação: rasgar-se a si mesmo
Dialética: Saber que não sabemos nada.

areia traçando momento
tempo transgride
no mar que grita vida