14 de dezembro de 2013


Foto: Robson Corrêa de Araújo

1- O descaso abocanha o caso do acaso.
2- Adágio de sutileza é arrancar-se mansamente.
3-Três e três aforismos espiram nove possibilidades de sentido.
4-Palavra é criança que faz bagunça na sintaxe.
5- Todo o silêncio proclama haikai é sol três versos. 
6- De cabelos rosa a poesia sacode o tempo na madrugada. 
7-Vento uiva o inesperado no texto.
8- Frase é digna de luta com a crase.
9- Nove vezes nove são eremita rasgando o invisível. 



12 de dezembro de 2013


Foto: Robson Corrêa de Araújo


a borboleta balança
o oceano
nas asas



11 de dezembro de 2013

O ACHISMO DO CAMINHO


Foto: Robson Corrêa de Araújo



O seu eu é apenas seu.
O meu eu é meu.
O seu eu não impõe ao meu.
Meu eu não impõe ao seu.
Minha estrada é um road mais outsider.
A sua estrada é um divã pra entender
a sensibilidade de cada um.
A consciência têm sensibilidade.
Mas na sua afirmação a consciência sabe
e a sensibilidade não reconhece.
O eu é igual ao olho cada um vê como quer.
A id e o super ego ficam de onda com todos e tudo.
No final o pó desmistifica os eus que   "achamos" e os que são
"Meus".


5 de dezembro de 2013

Fique com sua verdade


Tela de Kedo


A mentira é a verdade ao contrário
Não saber nada já é saber filosofar
O ângulo do cateto oposto da lábia 
é 171 nas bocas bacantes na berlinda do 
ocaso em driblar o acaso no caso 
do transitivo indireto com o dedo na face do perigo.
Andar leve, pisar macio e cafungar astúcia é o 
brinde do dia. 

04/12/2013.

2 de dezembro de 2013

Povo brasileiro vida de gado


Foto: Robson Corrêa de Araújo 

abre a manhã
fotografia cinza no céu
um pássaro canta audaz
tropeço horas correria
cafunga silêncio mordaz
a sobrevivência é escravidão
pântano dissidência sem comoção
araldo do impedimento revival
da indústria carcomendo clientes
feijão com arroz pisado e ausente
a barriga sempre dói
não há sol no país da Banana
povo alheio ri a risada
machucada de ferro e brasa
o abate é preciso.



29 de novembro de 2013

HAIKAIS AO VENTO


Foto: Robson Corrêa de Araújo.


I
vento passa
a tarde
fresca disfarça

II
vento alivia
o sol
do dia

III
vento transmuta
tempo permuta
tarde muda.

IV
Chagall no céu azul
Ao léu
Pintura do infinito

V
silêncio no vento
haikai vem
soprado no sol

28 de novembro de 2013

Achei que não acho mas acho


Para Kedo

Acho  acho e não acho nada
no achismo não há adágio
eflúvio faísca brilho
achem vocês o que quiserem
de mim
Banjo Serafim Caim im no sim mineirim

Acho que desacho o achismo
na boca do lobo ou do poeta 
os dois uivam muito para os achistas não entenderem 
nada de nada nada nada 
Dadaísmo cortante perfura manhã 
ensanguentando sol.



9 de novembro de 2013

FÓRCEPS FORÇADO DE BARDOS

Livro da Coletânea Fórceps poemas de Cássio Amaral, Flávio Offer, Heleno Álvares e L. Rafael Nolli, livro artesanal feito por mim e adquirido pela Sidineia. A Coletânea foi lançada em Araxá-MG dia 28 de Maio de 2013 e organizada pelo L. Rafael Nolli que fez todos de forma artesanal. A cartonaria é uma alternativa ótima para livros de poesia. 



Quatro poetas 
Dão luz ao verbo
No instante do Sonho. 


5 de novembro de 2013

Dó maior



Acorda Poeta.
Há uma pétala alinhada a noite.
Que apresenta a lua distraída.
Faísca caminhada de feixes da noite chutam anos que passam.
Poeta tem seu verso rasgado.
É sol que condena estrelas no amanhecer.
Acorda Poeta é a lua que uiva.
Seu perto aberto é música ritmo que amiúde trespassa vida.
Palavras alinham a esquina do deslumbre.
Vida na comunhão do invisível no translúcido viver
verbo. 



29 de outubro de 2013

71 Ferro & Brasa

Quando a desimportância da árvore traz folhas distraídas
há uma desimportância no âmago das coisas
a desimportância  comeu seu almoço mais cedo
o risco é por a cara a tapa para destrambelhar
o mundo já tão importante de mazelas
Artista que pedala estrelas nos píncaros desvelados
de muros onde cães latem e mordem
a desimportância do ser sobre as grades que se abateram sobre
nossas almas pedintes de sucesso
a desimportância do blues jazz e rock que é a escrita
que assalta dos seus olhos fagulhantes  vermelho
para escancarar pó nos olhos além
ferro & brasa para quem tem.


22 de outubro de 2013

Faísca



faísca verso
alinha o imprevisto
na esquina do absurdo
aniquile as estrelas com um beijo de anil
faça o rodar das rotações girarem mais rápido
três versos pintados no angular do crivo do insondável
confessam o desenrolar da vida

faísca o sol pois o sol é motivo da nossa
jornada
verso em movimento
lapidado no tropel dos tempos.

Cássio Amaral.
22/10/2013.

19 de outubro de 2013

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Alfas, Betas, Gamas e Ipsilones
Navegam no mundo
Huxley profetiza
O futuro hoje
Poeta limites ao céu
Pedreiro limites na Pedra
O gene é a condição do ser humano
A história é vergonha no imperfeito
Perfeito
Falta oxigênio no cérebro das pessoas
Para entender isso.


14 de outubro de 2013

matei
o grilo sem grilo
e fiquei grilado


11 de outubro de 2013

HAIKAIS POEMAS & SOL



Contrários dos contrários 
Catacrese se desmancha 
ao ver  Metonímia 
rindo do Pleonasmo 
KKK
Ó Ó Ó 
Fagulha Romance 
Na Prosa desse
Grito folha vento 
canção
Tarde pingo de vida 
no jogo da estrada 
Surpresas  e perguntas
pedem 
apenas passagem 



*

self 
é o Freud 
que faz Smell

*
possível 
é o poema 
impossível

*
 no risco traço 
poema 
crio desfaço

HOKKUS AT WORK

I
OLHO OLHA
FURO FURO
DESBOBRA

II
ponto de exclamação
é música
nota de vida canção.

III
alinha do tempo
alinha
momento

curva do vento
atiça saudade
quebra sentimento

faz sol movimento
nuvens da realidade
firmam sonho descobrimento

IV
desfaz o sol
no dó maior
vida explode surpresa

V
fabrico risco
sol no absurdo
sem issos

VI
falam e gritam
não me convencem
quando me fitam

10 de outubro de 2013


Caligrafia Verdade bem e belo de Meishu-Sama

I
 quem é você nesse espelho
que reflete em mim 
o poema que passou

II
Lugar desafinado
Barulho síntese
Do desamparado.

III
falar é pouco
blues rouco
me deixa solto

IV
Despendido o som
é silêncio
 o OM.

V
catacreses me mordam
a Lua ainda domina 
noite esquina.

VII
vento forte
tarde confunde 
paz e mote. 

VIII 
o que não vem 
só vem dobrado
um I na profusão
de síntese Ó
virando contorno
pleonástico atinge 
o ponto Z palavras 
que o vento 
toca. 

IX 
dá do do ó
no som tó 
depois do só

X
alivio a tarde 
no descarte poema
palavras marevento

XI
amplio o sol
rasuro haikai
céu faísca além 


8 de outubro de 2013

O BAGULHO É DOIDO



Leminski no  Cruz
Ovo da loucura
A paulada é fatal.


SALADA DE LETRAS


Meus versos profanos
São itinerário fragmentário
Faiscados de Protusuário de boteco
Para alinhar o escambau  da caverna das palavras
Diante do sensível desafio de minha LOWCURA
Todos os cachorros são azuis
Quando o cerne é mistério A flor dentro da árvore
Uivemos pois meu doce valium starlight
A br infinita do significado da vida são palavras
No repertório selvagem a voz do coração explode em poesis
Sonetos de amor na pele da partitura do bizarro
Todos los perros son azules para atingir trabalho de parto
Fórceps à beira de um estopim são memórias  da nação:

Poeta.




1 de outubro de 2013


Espaço Sideral
Niemeyer levanta voo
No Planalto Central.


Foto: Robson Corrêa de Araújo.


flores azuis cogumelos 
vomitadas de deuses satíricos
hoje há festa no céu.

Foto: Robson Corrêa de Araújo.