30 de setembro de 2013


Foto: Robson Corrêa de Araújo


ESCORREGA NO DESLIZE EM DUAS RODAS

Pira Instiga e escuta aí ó
Lenine dá um tom pra aliviar o dia
Já pedalei com Robson no Lago Sul de Brasília sim
Não pedalo um tempo
Poema é o grito do inominável para emplacar o infinito
A dureza é matéria bruta do Poeta.
Silêncio é coisa rara hoje em dia
Japonês e Indiano conhecem bem
Som que as duas rodas fazem é o amplexo 
do Helenístico que sabe que Filosofia é 
sorrir diante do sol. 

Há uma primavera sortida em dó maior 
Yoga me espera mais tarde
Para mudar meu Hd em 
Sol e léxico. 

26 de setembro de 2013

POESIA

1- A carne do poema é palavra Poeta.
2-A alma do  Poema é semântica  lexical.
3-O jeito distraído do poema rema.
4-O fragmento Poe poema na reta stellar.
5-A faísca do poema crava isca assombro.
6-O concerto do poema é Ópera infinito.
7-7x7=49 aforismos rima difícil Dionísio explode sem previsão arte.


VAPOR "S"

Sem   Sina

Sino   Silêncio

Saudade   Sambo

Sangro     Singro


Sirene    sintaxe


               Solúvel


Sintetizo.



24 de setembro de 2013

Requisito & Pulsante


Pintura de Rodrigo de Souza Leão




Amiúde o frio chega
Primavera entardeço
Sangue vida recomeço.



19 de setembro de 2013

MINHA CANTORA



Há um verso imprevisto que bate na esquina
Há um mistério nas palavras
Há um sinal na lua que assalta o discurso das estrelas
Há um momento que faísca 
Verve é ter a concentração de nada
É fotografar o infinito 
Num átimo que surpreende. 


14 de setembro de 2013

DETONATION I

Esse pão
Passado
Pisado
Não traz
Poesia
Precariedade
De um
Barril de pólvora
A massa
É podre
O crime evidente
Gosto amargo
Deserto carente

Esse pão
Sem sonho
Desafina o futuro hoje

Amanhã.


Tela de Rodrigo de Souza Leão. 

11 de setembro de 2013

Uncle Sam a guerra é sua solução financeira
"Não deixe a guerra Começar"
"O senhor da Guerra não gosta de crianças" 
Renato Russo.

Hipocrisia de invadir países
Desculpas esfarrapadas
Congresso carcomido por Democratas e Republicanos
Não há um mundo livre no mundo não
A Cia e o FBI estão te filmando
Intervenção sem noção sem razão
Iraque 2003 onde estão as armas químicas
Nixon X Pablo Neruda
Vietnã exemplo que não serviu
Guerra Guerra Guerra
Dinheiro Dinheiro Dinheiro
Kwuait o petróleo não é nosso
Abutres na carne abatida
Nação baseada em traficar e vender armamentos
Mundo vasto mundo
Não há Raimundo que entenda
Essa contenda
O que há é $ifrão que te sustente
Rima de Roma inconsequente
Limando
Tomando
Matando
Dominando
USA SAMUEL UNCLE SAM
Nem Neil Young pode atirar com sua guitarra
Para acabar com sua ganância
O arrepio não acaba com suas mortes
Inocentes.

Cássio Amaral.
11/09/2013.

(Contra todas as invasões norte-americanas no mundo)
Aos civis inocentes que perdem suas vidas pelos ataques norte-americanos.
Aos sírios em especial vovó Linda e vovô Waldemar que não eram pais legítimos de minha mãe, mas a tratavam como tal).
Contra todas as Ditaduras.

7 de setembro de 2013

O ÁLIBE DE TUDO

O álibe de tudo
poder que deságua
esgoto à céu aberto

O álibe de tudo
mãos podem 
contar dinheiro a revelia

O álibe de tudo
sendo o noticiário
da roubalheira 
e mais valia

O álibe de tudo
o poder sem ética
desse Doril
Brasil
que não tira a dor
de cabeça do povo.


(Da Coletânea Fórceps organizada por L. Rafael Nolli-2013.)


24 de agosto de 2013

CAVERNA DO ABSURDO


Camaradas uivemos!


São esses canalhas que sufragam
as nuvens bruxulentas embevecidas em
absinto de Baudelaire
Desaguam seus sentimentos em espiral
 surreal diante daquilo que não podemos dizer
São esses canalhas que improvisam seu Jazz
no canto esquerdo do mundo
São eles que gangrenam verso
na boca aberta do absurdo
Estão na esquina esperando a risada irônica
Alimentando-se de Erasmo de Rotterdam
Para saberem que o superficial não tem nada a ver
com Loucura
São eles que encabeçam a frente da luta
Para jogarem no nada a
Explosão da poesia.



24/08/2013.

CAVERNA DO ABSURDO 2



O cão na esquina
Um ritmo que brinda noite
O faro fino de Rimbaud acetinado
no tempo que passou

O cão na esquina
Mensagem do anjo torto
Dionísio ri e brinca conosco
Há um improviso no ar

Silêncio absurdo traz verve
ao texto para acabar
com tantas falas
Explode a esmo poesia.


24/08/2013


23 de agosto de 2013

Kaô


Desenho: Marcelly 8ª série 3


Você não vê que é
um Kaô

A modernização econômica
Foi apenas biônica
O Brasil ficou explorado
Sua população alienada
Com ofertas de vaga no mercado
Muitos desempregados

Ê Ê Ô
Você não vê que é um Kaô
A crise de 2009
Corte de Juros
Redução de Impostos
A economia e seus furos

Ê Ê Ô
Você não vê que úm Kaô
O Brasil faz parte do G 20
E o povo insiste em Sobreviver.

19/08/2013.




10 de agosto de 2013

LEMBRANÇAS

O pai ia para a construção
A mãe cuidava da casa
Futebol no campinho perto de casa
O gol, matar a bola no peito e chutar no ângulo
Campeão de futsal
de 5ª a 8ª séries
Brincadeira de pique esconde
ou Bandeira Verde
Subia no Cristo quando a Av. Dâmaso Dumond era aterrada
Cair no córrego escorregada na
pinguela
O karatê faixa laranja
O judô faixa branca
A mãe e eu católicos
A mãe e eu evangélicos
A mãe e eu kardecistas
A mãe e eu messiânicos
A bicicleta desde os 6 anos de idade com
Ulisses dando o pedal
que não volta mais
A letra A me segue
A letra U me persegue
A maionese, macarrão talharim, tutu, frango a molho pardo
A deliciosa comida da mãe
O léxico me perde me ganha
Wilson e Ademir meus amigos
Picó foi para o Goiás
73,83,93,2013 os 40 anos me carregando na passagem
Meus pais e irmãs almoçando em restaurantes da vida
Sábado no clube com as irmãs
Nadávamos muito
A adolescência
O tesão
O voley
A ida para Goiás
A ida para Brasília
A volta para Araxá
As festas e porres
As namoradas
E a vida engolindo a vida
O escriba na sombra do sol
Palavras fantasmas da alma
O cão uivando pra lua
Sentir é rápido lento
Lembranças acenam no tempo
O sol de Araxá no meu sonho quando aqui é inverno
O sol dos índios da minha tribo
Xamanismo semântico onomatopeias me lembram
que o sapo abre a boca da poesia
Koans japoneses no vermelho do texto
O haikai sobe kai
A Prosa namora o Romance
Saudade de meus sobrinhos
Lembranças todas
dos poetas do meu time
Lembranças dos meus avós
Sol significado
A alemã no caminho
A filha Malu poema Lírico
Ver verso
Mar ondas
Signo
Lembrar a Explosão
do marujo poeta
em mim.

Cássio Amaral.
02/08/2013.

9 de agosto de 2013

HAIKAI DO ESPELHO

espelho espelho meu
o uivo
sou eu

19 de julho de 2013

Samba da modernidade

 Tela de Rodrigo de Souza Leão

O nada é grande
A poesia não faz sentido para os endurecidos
O  outro não é valorizado
É esse inverno sempre da alma que deixa a humanidade
Moderna rápida esperta e cheia de expedientes
Seu cobertor é quente pouco importa se há pessoas nas ruas
morrendo de frio
A chuva bate um verso talvez de Maiakowski
O capitalismo é o pai da escravidão o Socialismo virou a mãe da Ditadura
Não há mais ismos no mundo apenas um dom de concreto
Que paira no homem que não sabe ser homem
Viramos Ets com nosso próximo
O vil metal é a regra do jogo

9 de julho de 2013

ALÉM DO ELEFANTE DE L. RAFAEL NOLLI

Tela de Rodrigo de Souza Leão 



Meu elefante incomoda muita gente
Desbaratinando o incrível
É reflexo de Gentileza
Que incendeia o plexo do sol
No concreto dizer absurdo
das palavras.


6 de julho de 2013

QUEM SABE?

 Tela de Rodrigo de Souza Leão 



A chuva acha que molha
A lua acha que uiva
O sol acha que ilumina
O tempo acha que passa
O inverno acha que neva
O filme acha que imagens
O louco acha que surta
O cão acha que late
O professor acha que ensina
O bêbado acha que chapa
O religioso acha que salva
As formigas acham que trabalham
O soldado acha que luta
O poeta acha que sonha
O escritor acha que escreve
O historiador acha que pesquisa
O político acha que rouba
O pintor acha que pinta
O jogador acha que joga
O homem acha que sabe.

Cássio Amaral. 

29/06/2013

5 de julho de 2013

NOTURNO.

Pintura de Cy Twombly






borboletas incandescentes
brotam das metáforas
há um quê de surreal no traço


não saber é a sabedoria suprema
a pergunta bate além do ego
desmancho o que faço

satírico mordaz a palavra
mostra dentes de um poema
absurdo noturno.




2 de julho de 2013

CONSTRUÇÃO



A poeira esvai Bukowski
para dar tom esmero.
Porta e janelas de filosofia comungam
com sol que depois de dias vem
nos visitar.
Sartre dá tom em palavras para finalizar o piso
quando Zappa faz a parte elétrica
da casa.

2/7/13.
Poema: Cássio Amaral.
Foto: Isaias de Faria.

.

Chove assim
a fumaça esvai
o stress diz um porquê
cama que pede 
descanso
dia sempre corrido 
lá e cá
a poesia cada vez mais substituída
pela realidade
essa mãe ingrata e sádica
que mata seus filhos pelo simples
fato de casa interior (self) das pessoas
quererem seu objetivo.

O objetivo do artista é desmaterializar
desse condicionamento achismo.

Todos se acham.
Eu não acho nada.
Engoli as estrelas.
Mastiguei as flores.
Exalei o estilhaço.


O mar lambeu meus pés.
Uivei as luas de Hilda Hilst
no tempo espaço

do céu.

Poema: Cássio Amaral.
Foto: Isaias de Faria.

25 de junho de 2013


PROTESTO
Brasil
País do futuro ontem
Alegria triste de sobreviver
Corda bamba no ziriguidum de uma nação
Que não sai do chão
Reforma Educacional
Reforma na Saúde
Reforma Agrária
Reforma Tributária
CÂMARA escura de engodo e da farsa
Políticos abutres e ratos piratas 
Farsa e teatro barato de um verso Horror
Brasil
Povo sofrido cansado desesperado
Miséria debochada pelos Vossas Excelências
Que roubam do povo e dormem tranquilos
Povo sem retorno dos impostos pagos às duras penas
Povo guerreiro que sobrevive num país rico e pobre
desigual
Brasil toma vergonha na cara e vai às ruas e diz
Não queremos mais ser idiotas
Quero ser Humano crítico e participativo
Não quero Copa do Mundo
Quero é transformação.

Cássio Amaral.
20/06/2013.