29 de novembro de 2013

HAIKAIS AO VENTO


Foto: Robson Corrêa de Araújo.


I
vento passa
a tarde
fresca disfarça

II
vento alivia
o sol
do dia

III
vento transmuta
tempo permuta
tarde muda.

IV
Chagall no céu azul
Ao léu
Pintura do infinito

V
silêncio no vento
haikai vem
soprado no sol

28 de novembro de 2013

Achei que não acho mas acho


Para Kedo

Acho  acho e não acho nada
no achismo não há adágio
eflúvio faísca brilho
achem vocês o que quiserem
de mim
Banjo Serafim Caim im no sim mineirim

Acho que desacho o achismo
na boca do lobo ou do poeta 
os dois uivam muito para os achistas não entenderem 
nada de nada nada nada 
Dadaísmo cortante perfura manhã 
ensanguentando sol.



9 de novembro de 2013

FÓRCEPS FORÇADO DE BARDOS

Livro da Coletânea Fórceps poemas de Cássio Amaral, Flávio Offer, Heleno Álvares e L. Rafael Nolli, livro artesanal feito por mim e adquirido pela Sidineia. A Coletânea foi lançada em Araxá-MG dia 28 de Maio de 2013 e organizada pelo L. Rafael Nolli que fez todos de forma artesanal. A cartonaria é uma alternativa ótima para livros de poesia. 



Quatro poetas 
Dão luz ao verbo
No instante do Sonho. 


5 de novembro de 2013

Dó maior



Acorda Poeta.
Há uma pétala alinhada a noite.
Que apresenta a lua distraída.
Faísca caminhada de feixes da noite chutam anos que passam.
Poeta tem seu verso rasgado.
É sol que condena estrelas no amanhecer.
Acorda Poeta é a lua que uiva.
Seu perto aberto é música ritmo que amiúde trespassa vida.
Palavras alinham a esquina do deslumbre.
Vida na comunhão do invisível no translúcido viver
verbo. 



29 de outubro de 2013

71 Ferro & Brasa

Quando a desimportância da árvore traz folhas distraídas
há uma desimportância no âmago das coisas
a desimportância  comeu seu almoço mais cedo
o risco é por a cara a tapa para destrambelhar
o mundo já tão importante de mazelas
Artista que pedala estrelas nos píncaros desvelados
de muros onde cães latem e mordem
a desimportância do ser sobre as grades que se abateram sobre
nossas almas pedintes de sucesso
a desimportância do blues jazz e rock que é a escrita
que assalta dos seus olhos fagulhantes  vermelho
para escancarar pó nos olhos além
ferro & brasa para quem tem.


22 de outubro de 2013

Faísca



faísca verso
alinha o imprevisto
na esquina do absurdo
aniquile as estrelas com um beijo de anil
faça o rodar das rotações girarem mais rápido
três versos pintados no angular do crivo do insondável
confessam o desenrolar da vida

faísca o sol pois o sol é motivo da nossa
jornada
verso em movimento
lapidado no tropel dos tempos.

Cássio Amaral.
22/10/2013.

19 de outubro de 2013

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Alfas, Betas, Gamas e Ipsilones
Navegam no mundo
Huxley profetiza
O futuro hoje
Poeta limites ao céu
Pedreiro limites na Pedra
O gene é a condição do ser humano
A história é vergonha no imperfeito
Perfeito
Falta oxigênio no cérebro das pessoas
Para entender isso.


14 de outubro de 2013

matei
o grilo sem grilo
e fiquei grilado


11 de outubro de 2013

HAIKAIS POEMAS & SOL



Contrários dos contrários 
Catacrese se desmancha 
ao ver  Metonímia 
rindo do Pleonasmo 
KKK
Ó Ó Ó 
Fagulha Romance 
Na Prosa desse
Grito folha vento 
canção
Tarde pingo de vida 
no jogo da estrada 
Surpresas  e perguntas
pedem 
apenas passagem 



*

self 
é o Freud 
que faz Smell

*
possível 
é o poema 
impossível

*
 no risco traço 
poema 
crio desfaço

HOKKUS AT WORK

I
OLHO OLHA
FURO FURO
DESBOBRA

II
ponto de exclamação
é música
nota de vida canção.

III
alinha do tempo
alinha
momento

curva do vento
atiça saudade
quebra sentimento

faz sol movimento
nuvens da realidade
firmam sonho descobrimento

IV
desfaz o sol
no dó maior
vida explode surpresa

V
fabrico risco
sol no absurdo
sem issos

VI
falam e gritam
não me convencem
quando me fitam

10 de outubro de 2013


Caligrafia Verdade bem e belo de Meishu-Sama

I
 quem é você nesse espelho
que reflete em mim 
o poema que passou

II
Lugar desafinado
Barulho síntese
Do desamparado.

III
falar é pouco
blues rouco
me deixa solto

IV
Despendido o som
é silêncio
 o OM.

V
catacreses me mordam
a Lua ainda domina 
noite esquina.

VII
vento forte
tarde confunde 
paz e mote. 

VIII 
o que não vem 
só vem dobrado
um I na profusão
de síntese Ó
virando contorno
pleonástico atinge 
o ponto Z palavras 
que o vento 
toca. 

IX 
dá do do ó
no som tó 
depois do só

X
alivio a tarde 
no descarte poema
palavras marevento

XI
amplio o sol
rasuro haikai
céu faísca além 


8 de outubro de 2013

O BAGULHO É DOIDO



Leminski no  Cruz
Ovo da loucura
A paulada é fatal.


SALADA DE LETRAS


Meus versos profanos
São itinerário fragmentário
Faiscados de Protusuário de boteco
Para alinhar o escambau  da caverna das palavras
Diante do sensível desafio de minha LOWCURA
Todos os cachorros são azuis
Quando o cerne é mistério A flor dentro da árvore
Uivemos pois meu doce valium starlight
A br infinita do significado da vida são palavras
No repertório selvagem a voz do coração explode em poesis
Sonetos de amor na pele da partitura do bizarro
Todos los perros son azules para atingir trabalho de parto
Fórceps à beira de um estopim são memórias  da nação:

Poeta.




1 de outubro de 2013


Espaço Sideral
Niemeyer levanta voo
No Planalto Central.


Foto: Robson Corrêa de Araújo.


flores azuis cogumelos 
vomitadas de deuses satíricos
hoje há festa no céu.

Foto: Robson Corrêa de Araújo.

30 de setembro de 2013


Foto: Robson Corrêa de Araújo


ESCORREGA NO DESLIZE EM DUAS RODAS

Pira Instiga e escuta aí ó
Lenine dá um tom pra aliviar o dia
Já pedalei com Robson no Lago Sul de Brasília sim
Não pedalo um tempo
Poema é o grito do inominável para emplacar o infinito
A dureza é matéria bruta do Poeta.
Silêncio é coisa rara hoje em dia
Japonês e Indiano conhecem bem
Som que as duas rodas fazem é o amplexo 
do Helenístico que sabe que Filosofia é 
sorrir diante do sol. 

Há uma primavera sortida em dó maior 
Yoga me espera mais tarde
Para mudar meu Hd em 
Sol e léxico. 

26 de setembro de 2013

POESIA

1- A carne do poema é palavra Poeta.
2-A alma do  Poema é semântica  lexical.
3-O jeito distraído do poema rema.
4-O fragmento Poe poema na reta stellar.
5-A faísca do poema crava isca assombro.
6-O concerto do poema é Ópera infinito.
7-7x7=49 aforismos rima difícil Dionísio explode sem previsão arte.


VAPOR "S"

Sem   Sina

Sino   Silêncio

Saudade   Sambo

Sangro     Singro


Sirene    sintaxe


               Solúvel


Sintetizo.



24 de setembro de 2013

Requisito & Pulsante


Pintura de Rodrigo de Souza Leão




Amiúde o frio chega
Primavera entardeço
Sangue vida recomeço.



19 de setembro de 2013

MINHA CANTORA



Há um verso imprevisto que bate na esquina
Há um mistério nas palavras
Há um sinal na lua que assalta o discurso das estrelas
Há um momento que faísca 
Verve é ter a concentração de nada
É fotografar o infinito 
Num átimo que surpreende.