1 de dezembro de 2007

Paulistânia Capítulo 2 Versículo 1



Durante aquela madrugada, no canteiro central do chamado “minhocão”, a fumaça nos eleva e ia de encontro ao concreto dos prédios sem alma e depois se
perdia na densa atmosfera.
1:23 da matina de um sábado quente que encerrava o último dia do horário
brasileiro de verão. Mochilas no chão.
Suor na testa. Fogo na bomba e milhares de janelinhas que viam a cidade
ser nossa enquanto nos “elevávamos”. Ali, da baixa mureta, pode-se ver a luxúria equilibrando-se em saltos agulha e expondo sua carne apetitosa, nas vitrines prostituídas da calçada da infâmia. –Preços a negociar (Nas ruas da indústria informal do prazer, deus é sim, uma nota de cem).
Deus abençoe estas pobres almas pecaminosas, que sobrevivem num lugar
onde as preces não são ouvidas simplesmente porque elas nunca começam. Elas já nascem mortas.
As preces foram abortadas com pedaços de cabides intra-uterinos e o feto daquela noite que um dia seria uma criança transborda lentamente em alguma
privada de motel.

MaicknucleaR

Do seu livro Meu Doce Valium Starlight

O livro é artesanal e muito bom, além da capa ser de papelão e muito legal.

Pedidos do livro pelo email:

dulcineia.catadora@gmail.com

O blog do Maick tá linkado aí ao lado.

Maick é editor da Revista Lasanha, confiram lá:

http://www.revistalasanha.cjb.net/

Vale a pena adquirir o livro do amigo Maick, que é muito bom.

29 de novembro de 2007


Tela de William Blake
Conheci o amigo virtual Silvio Côrtes recentemente, cara gente fina e bacana.
Vocês podem sacar o blog dele aí nos links ao lado.
Um poema dele aí embaixo:
A ÁGUA QUE PODE MUDAR NOSSAS VIDAS
Os pensamentos soltos cobrem o livro,
A água que jorra do passado é limpa e pode mudar nossas vidas,
Compomos músicas novas para pessoas velhas,
Escrevemos outros contos sobre morte e sobre traição,
O som que invade nossos ouvidos é seco e sem amor,
É um eco de vida-suja que corre além da dor,
Cria um vácuo de inferno numa doença que se multiplica,
E ouve a guitarra rápida de um Vay que inda se vai,
Mas ela grita na altura dos sonhos,
Uma vida que se perde sem demora,
Nem em Sodoma ou Gomorra,
Nem pra alguém que de alegria morra,
Corre um alto fluxo de risos sem inspiração,
Que descem do negreiro
Criam em nossos sentimentos barreiras para a solução,
Apenas uma palavra sem sentido,
Um texto sem perspectiva,
Uma caixa de tristeza e perdição,
Um alguém que corre por cima do mar,
É só um homem e mais nada,
Que anda em direção ao tempo,
Que toca uma guitarra insana,
E beija a boca da escuridão!

27 de novembro de 2007

ZAUNS TARADÓIDES

I

bocas batem asas

para o juízo final

caio no seu umbigo

tudo molhado.

ela abre as pernas

e acaricia o coração do pênis

taichichuan de corpos desvairados

vai e vem...

um surto surta no cama sutra

chamando tântrico um oração

a sua rosa me morde

sem piedade.


II

bocas voam no delírio

você abre as pernas

e massageia o coração do pênis

ritmo, gula e química

som transgressor

que dá um tom à vida

flor carnívora

que come o talo sem perdão

e sente o prazer

massagear o êxtase.

Cássio Amaral

(Poemas do meu quarto livro intitulado Sonnen que é a reunião dos meus blogs:
CÃO DANADO I, CÃO DANADO II e Sonnen que vou publicar em PDF na net em breve)

25 de novembro de 2007


ZAÚM TARADÓIDE III

A sua flor comendo meu falo
Vulva volúpia vulcão
Oração que oro e consagro
Pele rele febre
Mel melado massagem
Incenso gula lua vinho
Flor que afago e me ataca
Propondo derreter a madrugada
Desejo que desperta
Velas ritual química alquimia
Pompoarismo prazer magia
Desabrochar de êxtase
Despertando o prazer
Que o amor absolve
No OOOM MMM que o corpo sente.

Cássio Amaral
17/02/2006.
LATIDOS ERÓTICOS



1

sou um tarado
com- penetrado
na entrada de sua
misteriosa saia.


2

gagolejo
chupetinha
do desejo.

3

a sua calcinha
é a alcinha
do prazer.

4

tiro sua roupa
na sua cama
minha intimidade
na sua chama.

22 de novembro de 2007

NOS UIVOS DISPLICENTES DE UBERLÂNDIA


Estive em Uberlândia no último feriado do dia 15. Encontrei os amigos a Eliane Ota, Santinho batera,sua esposa Gabi, Ariane e meus dois amigos de longa data: Wellington Telly e Wilson Sérgio. Fiquei na casa de Wellington Telly(Dj Telly) .
E rolou um lero-lero que gravei no meu celular sobre artes plásticas, ele é artista plástico e foi Dj em algumas boates.
Depois vou publicar aqui o lero-lero. Saquem as fotos da passagem por lá.
Pena que não deu pra tirar fotos com a Eliane, Santinho, Gabi, Ariane e Wilson.
Agradeço a todos. Agradeço a esposa de Wellington também, a Débora e sua filha Yasmim por toda generosidade e hospitalidade.

Lero-lero com Dj Telly



Dj Telly e Cássio falando sobre Artes Plásticas







Tela de Wellington Telly

Meu estado zen Lunático



21 de novembro de 2007

INSIPIÊNCIA
Para o mendigo que escrevia uma poesia em janeiro no Rio de Janeiro


A contra mão do dia certo é a tarde que urra
Tempo inútil e inexistente
Rasgo do infinito camuflado de pilhérias
Passamos todos passantes da última hora
Cinza no sangue da humanidade
Passamos todos como filmes felizes ou escatológicos
Grito do óleo que fica no asfalto
Num átimo tudo se reduz, como num umbral
Elementos de capas carnívoras pulsantes
Passamos perto da Caixa Econômica
O mendigo tem bosta presa ao cu
Dorme na pilastra, mas tem uma caneta
O mendigo tem um brilho diferente no olhar
Que Nietzsche chamaria de “temor do instinto que poderia
conhecer a verdade”
O mendigo é magro,mas resiste e insiste
O mendigo caga na pilastra cogumelos dionisíacos
embalados com pasta de quixote na veia de homens que quebram a dicotomia da certeza
O mendigo não precisa de panótico como disse Michel Foucault
O mendigo tem um pau calejado de dizeres raros
no brincar de imagens fantasiosas
O mendigo dorme debaixo da pilastra mas não se vende a mesmice
O mendigo é um filósofo que Sartre poderia conhecer
O mendigo não se vende, não é comprável
O mendigo come os restos da chamada classe dominante
O mendigo vê as estrelas gritarem furacões e canções
O mendigo é um homem sábio que entende o universo
O mendigo caga poesia com cheiro de imprecação e guerrilha
O mendigo tem uma caneta apenas
Uma caneta que o define como um bárbaro, um artilheiro
A exposição dos móbiles de Alexander Calder está ali no Paço Imperial
E o mendigo sorri feito um menino maroto com uma caneta
O papel é o navio que ele transborda em fígado no mar revolto
O mendigo sabe que o tempo não existe e que a poesia é o farelo
que suplanta os covardes num átimo chamado vida.

Cássio Amaral
20/11/2007.

20 de novembro de 2007

DOMINE O “GA”


Na vida cotidiana do homem, não há coisa mais temível que o “ga” (eu, ego). Isso pode ser bem compreendido se atentarmos pelo fato que no mundo espiritual a eliminação do “ga” é considerada o aprimoramento fundamental.
Quando eu era da Igreja Omoto(20), encotrei no “Ofudesaki” (21), as seguintes frases: “Não há coisa mais temível que o ga; até dinvindades cometeram erros por causa dele”. E támbém: “Devem ter “ga” e não devem ter “ga”; é bom que o tenham, mas não o manifeste”. Fiquei profundamente impressionado, pela perfeita explicação da verdadeira natureza do “ga” em frases tão simples. É escusado dizer que elas me induziram a uma profunda reflexão.
Havia, ainda esta frase: “Em primeiro lugar, a docilidade.” Achei-a extraordinária. Isto porque, até hoje, para aqueles que seguiram docilmente os meus conselhos, tudo correu bem, sem fracassos. Há pessoas que não são bem sucedidas por terem um “ga” muito forte. É realmente penoso ver os constantes fracassos decorrentes do “ga”.
Como foi exposto, o princípio da fé é não manifestar o “ga”, ser dócil e não mentir.

Meishu-Sama, 18 de fevereiro de 1950

(20)- Religião nova, fundada por Não Deguti

(21) – Ensinamentos escritos pela fundadora.

12 de novembro de 2007

As capas novas que Luciana Amaral Miranda de Carvalho fez para meus livros pretéritos, onde eu assinava Cássio Marcos Amaral


nuvens disparam aliterações
Hendrix diz estilhaços
na verve dos labirintos alienígenas.
(Haicai inédito de um livro Sem Nome)
P.s. Apartir de 2005 passei assinar só Cássio Amaral.


PALAVRA
Solta Clara
Falada Calada
Dita Suspirada
Disparada.
(Do livro Estrelas Cadentes - 2003).
MALDITOS
Malditos! Malditos!
Poetas são como os bruxos em busca da poção mágica
Vivem da noite e morrem nos dias
Numa existência mal interpretada.
A essência dipersada na realidade
Vistos como bêbados na vaidade
A demência de sentir, de ser
Não ligando se existe o verme marciano do dinheiro.
Contemplam o luar
Como quem contempla uma ponte no espaço
Destroem o aço da escuridão
E não praticam a escravidão do poder.
Do livro Lua Insana Sol Demente - 2001

11 de novembro de 2007

Um poema do meu segundo livro Estrelas Cadentes de 2003

Capa nova feita por Luciana Amaral Miranda de Carvalho


CONJUGAÇÃO ATUAL
Eu poetizo
Tu proliferas entre as feras
Ele a maltrata todo dia
Ela o ama por descuido
Nós julgamos o próximo sem direito
Vós imitais o que é ruim
Eles crucificam a si mesmos
(P.s.: Nós primeiros livros assinava meu nome todo Cássio Marcos Amaral, em 2005 passei assinar só Cássio Amaral).

10 de novembro de 2007

MÁSCARAS

Capa de Luciana Amaral Miranda de Carvalho
Demência na embriaguez da essência
Loucura da doçura
De não entender, não ter,não ser
Corda bamba da ironia.
Cada um vivendo seu personagem
Pessoas frias e sem coragem
Presas na escuridão do regresso, a escravidão
Pássaros voam longe, a evolução.
A alegria e a tristeza
O teatro rápido no palco da vida
Cada um com sua máscara
Fingindo existir.
(Cássio Amaral, do meu primeiro livro Lua Insana Sol Demente - 2001)

6 de novembro de 2007

CENA DO ROCK BRASIL




Quatro estudantes da Faculdade de Arquitetura da UFRGS - Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Maltz (bateria), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Stein (guitarra) - resolveram formar uma banda apenas para uma apresentação em um festival da faculdade, que aconteceria por protesto à paralisação de aulas. Escolheram o nome Engenheiros do Hawaii para satirizar os estudantes de engenharia que andavam com bermudas de surfista, com quem tinham uma certa rixa.
Começaram a surgir propostas para novos shows e, após, algumas apresentações em palcos alternativos de Porto Alegre juntamente com uma série de shows pelo interior do Rio Grande do Sul. A banda em menos de quatro meses de carreira já consegue gravar duas músicas na coletânea Rock Grande do Sul (1985) com diversas bandas gaúchas em razão de uma das bandas vencedoras do concurso audicionador à coletânea ter desistido da participação do álbum na última hora.
Carlos Stein desiste do grupo e, tempos depois, passa a integrar a banda Nenhum de Nós. Meses passaram, e os Engenheiros do Hawaii gravam o seu primeiro álbum: Longe demais das capitais, em 1986. O norte musical do disco apontava para um som voltado à música pop, muito próximo ao ska de bandas como o The Police e o Paralamas do Sucesso. Destacam-se as canções Toda forma de poder, Segurança e Sopa de Letrinhas.
Antes de começarem as gravações do segundo disco, Marcelo Pitz deixa a banda por motivos pessoais. Com Gessinger assumindo o baixo, entra o guitarrista Augusto Licks, que havia trabalhado com Nei Lisboa, conhecido músico gaúcho.
Os Engenheiros lançam o disco A Revolta dos Dândis, em 1987. A banda muda o direcionamento temático, iniciando uma trilogia baseada no rock progressivo, com discos com repetições de temas gráficos e musicais e letras em que ocorre a auto-citação. Os arranjos musicais são influenciados pelo rock dos anos 60, as letras são críticas, com ocorrência de várias antíteses e paradoxos e aparecem citações literárias de filósofos, como Camus e Sartre. Destaque para Infinita Highway, Terra de Gigantes, Refrão de Bolero e a faixa título, dividida em duas partes. Começam os shows para grandes platéias nos centros urbanos do país, como o festival Alternativa Nativa, realizado entre 14 e 17 de junho de 1987. A partir desta data, os Engenheiros encheriam ginásios e estádios pelo Brasil afora.
O primeiro disco que comprei foi Longe Demais das capitais, ainda o tenho.
Mas dos anos oitenta pra cá o Rock Brasileiro caiu muito, quer pelo contexto histórico,
quer pela falta de qualidade nas bandas.
Nos últimos tempos podemos citar quem? Chico Science e a Nação Zumbi,mais atualmente
Los Hermanos, Cachorro Grande, Cordel do Fogo Encantado, Mombojó, Teatro
Mágico, em Uberlândia tem uma banda bacana chamada Porcas Borboletas.
Mas os tempos são outros.
Sou filho da geração coca-cola, já ví muitos shows ao vivos das bandas anos 80.
Mas hoje parece que a coisa vai para o revival, o comércio.
Hoje vejo Dinho Ouro Preto do Capital Inicial parecendo um moleque no palco, e cadê
a produção, cadê o trabalho digno do primeiro disco. Morreu? Ou virou só comercial mesmo?
Não acredito em revivais, não acredito no cara do The Cult tocando no The Dors e...
Putz, mudaram até o nome do Doors, não acredito em Zélia Duncan substituindo a Rita Lee
nos Mutantes. A turnê dos Paralamas e o Titãs pra comemorar 25 anos de bandas agora.
Titãs perdeu muito quando Arnaldo Antunes saiu e depois Nando Reis.
Uma amiga minha de São Paulo foi no show e falou que é legal,mas não é mesma química.
Sabe, aquela frase: " O original nunca se desoriginaliza". E vejo que a coisa degringolou mesmo.
Detonautas, Cpm 53, 23, uma série de coisas que pra indústria fonográfica faz sentido,
porque a indústria fonográfica só quer $, como as editoras.
Bom, eu gosto de Barão Vermelho hoje, as bandas que sobraram já estão acabando. O IRA já está extinto, A Plebe Rude voltou,uma das bandas mais politizadas dos anos 80.
"Nunca fomos tão brasileiros" numa das músicas da Plebe Rude.
Estou saindo dos Engenheiros, que é o que quero falar.
Vamos lá, caiu também, a química rolava mesmo com Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks. Esse novo acústico numa boa tem até letras legais e reeleituras de músicas que estouraram,mas não supera o primeiro acústico dos Engenheiros do Hawaii- FILMES DE GUERRA, CANÇÕES DE AMOR gravado em julho de 93 na sala Cecília Meirelles no Rio pelo Mayrton Bahia.
E numa boa hoje os Engenheiros é Gessinger e outros contratados.
Música é química e energia. Pink Floyd ficou muitos anos sem tocar, quando os quatro se juntaram foi uma energia ampliada.
Por isso, repito: O original nunca se desoriginaliza.
E numa boa, acho a música a maior das artes, caí nos versos porque não aprendi a tocar violão.
Música é amplidão, algo que já é uma viajem.
Uma música dos Engenheiros aí do disco Filmes de Guerra, Canções de Amor que gosto, tem uma gaita legal e a letra é interessante.
Saquem a letra aí:
Quanto Vale A Vida?

quanto vale a vida de qualquer um de nós?
?quanto vale a vida em qualquer situação?
?quanto valia a vida perdida sem razão?
?num beco sem saída, quando vale a vida?
são segredos que a gente não conta contas que a gente não faz quem souber quanto vale, fale em alto e bom som
?quantas vidas vale o tesouro nacional?
?quantas vidas cabem na foto do jornal?
?às sete da manhã, quanto vale a vida
depois da meia-noite, antes de abrir o sinal
?são segredos que a gente não conta(faz de conta que não quer nem saber)
quem souber, fale agora ou cale-se para sempre
?quanto vale a vida acima de qualquer suspeita?
?quanto vale a vida debaixo dos viadutos?
?quanto vale a vida perto do fim do mês?
?quanto vale a vida longe de quem nos faz viver
?são segredos que a gente não conta
contas que a gente não faz
coisas que o dinheiro não compra
perguntas que a gente não faz:
?quanto vale a vida?
nas garras da águia nas asas da pomba
em poucas palavras
no silêncio total no olho do furacão na ilha da fantasia
?quanto vale a vida?
?quanto vale a vida na última cena
quando todo mundo pode ser herói?
?quanto vale a vida quando vale a pena?
?quanto vale quando dói
?são coisas que o dinheiro não compra
perguntas que a gente não faz:
?quanto vale a vida?

2 de novembro de 2007


Aufklärung



A mãe batia no filho antes de ir pra escola.
O filho ficou nervoso e agressivo.
Na televisão passava o comercial do filme Tropa de Elite.
O filho gostava de lutas e Power Ragers.
Um dia o avô entrou no quarto e perguntou ao neto:
_André, o que você vai ser quando crescer?
O neto respondeu:
_Traficante vô! Porque vou ganhar dinheiro junto com a polícia.


Aufklãrung: É a saída de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado.
A menoridade é incapaz de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo
(Immanuel Kant)

30 de outubro de 2007

Máximas e interlúdios de Nietzsche





Um homem dotado de gênio é insuportável se, além disso não possuir
pelo menos duas outras qualidades: a gratidão e a cortesia...


Quando se tem caráter , tem-se na vida uma aventura que sempre se renova.


Mesmo as mulheres , no fundo de sua vaidade pessoal, têm sempre desprezo
impessoal - pela “mulher”...


Quando o amor e o ódio não estão em jogo, a mulher joga de maneira medíocre.


A mulher aprende a odiar à medida que desaprende a fascinar.



Hoje, um homem que busca o conhecimento poderia facilmente acreditar-se


um deus que se torna animal.



Como! Um grande homem? Não consigo ver nele mais que o comediante
do seu próprio ideal.


Do livro Além do Bem e do Mal

29 de outubro de 2007

Meme da telepatia dos blogueiros uivantes

Friedrich Wilhelm Nietzsche


Recebi o convite da amiga Priscila Manhãs pra mandar o Meme pra outras pessoas.

Convido Ricardo Wagner, Lucas Rafael Nolli, Flávio Offer, Célia Musilli e Loba

O links deles estão à direita.


As regras são as seguintes:

1ª - Pegar um livro próximo (próximo, não procure);

2ª - Abrir na página 161;

3ª - Procurar a 5ª frase completa;

4ª - Postar essa frase em seu blog;

5ª - Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

6ª - Repassar a outros 5 blogs.

...


E os leitores desse blog podem deixar a frase na caixinha de comentários.



Estou lendo Nietzsche - Além do Bem e do Mal.



A 5ª frase da página 161 é:



"Que riqueza de seiva e de forças, quantas estações
e climas estão aí miturados! Essa música tem ora um ar velhote
ora um ar estranho , ácido e muito verde ; é ao mesmo tempo
fantosiosa e pomposamente tradicional, às vezes maliciosa e
espiritual , na maior das vezes ainda áspera e grosseira - como tem
fogo e vivacidade e, ao mesmo tempo a pele flácida e pálida da casca
das frutas que amadurecem tarde demais!".


Esse trecho é quando se refere à música de Wagner.

Trecho do Livro Além do Bem e do Mal de Nietzche que estou lendo.




Não vi o filme,mas o amigo Daniel disse que vale a pena ver Quando Nietzsche chorou. Ele disse que é um filmaço. Vou ver se leio o livro e vejo o filme também.

26 de outubro de 2007

Bobo empregando


Tela de Basquiat


Acordei sentindo frio e logo fui acariciado pelo morno cobertor distante, onde fiquei consolado pelo destino que contraí por direito, e amedrontei assombrado pelo ócio que me apresentaram de bandeja. Foi aí que me revoltei aliciado pela tele/visão de cegos intelectuais com bobagens em braile. Vejo e ouço, nela, sonhos icásticos contidos no amor vendido pelas prostitutas promocionais num visual que pouco acrescentou e muito cresceu.
Hoje arranjei um emprego no cargo de bobo da corte e agora sigo conduzindo um sorriso forçado.
Ricardo Lima

24 de outubro de 2007

Captainianas ouvindo Captain Beefheart 1

Tela de Captain Beefheart(Don Van Vliet)


todo blues
é canto rouco
que monta no Plastic Factory2

Cássio Amaral


Captain Beefheart na dissolução
tudo é vertigem de alienígena
som que capta constelações desconhecidas


Cássio Amaral & Priscila Manhães



a madrugada abre as pernas
e o blues tarado introduz
sua voracidade em essência


Cássio Amaral



1-Captain Beefheart and his Magic Band uma banda norte americana que esteve na ativa na década de 1960 até 1980.
2- Plastic Factory uma música do Captain Beefheart


Se tivera afim de sacarem um pouco do Captain Beefheart podem acessar o site:

http://www.beefheart.com/
Só pra lembrá-los que Don Van Vliet era o líder do Captain Beefheart, além de Cantor e músico ele era artista plástico que vocês podem ver suas telas no site aí.

Um vídeo do Captain Beefheart no YOUTUBE:

http://www.youtube.com/watch?v=zAoPhVn4y1Q

O amigo Welisson que me aplicou o Captain Beefheart.
Valeu Welisson!


23 de outubro de 2007

Reminiscências...

Foto de Quedo


A casa está aberta
As paredes caídas
Ninguém mora mais ali
A música de Rock and Roll não toca mais
A casa está caída
Suas paredes não foram tombadas pelo patrimônio Histórico
O povo acha que tombar é derrubar
A casa está derrubada
E os canalhas ainda ganham dinheiro com o patrimônio público
O casarão está caído
Eu estou caído
A cidade pertence a poucos
A cidade está comprada
A casa está caída
Apenas sua alma é o ruído dos sentimentos
Que um dia foi vida na miragem do tempo
E que agora a faísca da lembrança vomita de saudade.


21 de outubro de 2007

Sonata da luz da lua

Imagem do Filme O Piano 1993






Um som profundo e aveludado faz formar inúmeras imagens cada nota em suas margens se fazem agressivas e apaixonadas
Um piano solitário no centro do escuro salão o ar da triste solidão e a execução de um pranto raro
Rasga o vento com teu choro oh,pianista e tuas mágoas cada nota como a água de teus olhos sem consolo
Dedilha estas notas que imagina cada tecla uma parte de sua canção dedilhando assim meu coração faz o fundo de minha sina.
Sei que choras como eu mas teu jeito de chorar senhor solitário,é tocar bem mais belo que o meu.

E ainda ouço a sonata morrendo...

pouco a pouco,em tuas mãos.



Edu (Eduardo Ribeiro)



O blog do Edu é: http://www.educodenome.blogspot.com/



Ou nos links aí do lado.

18 de outubro de 2007



Tela de Quedo




Estou fora de casa,
os sinos tocam dizendo ser o fim da energia e
o começo de outra - não obedeço.
O copo de vinho me acompanha nesses dias famintos.
Estou à beira da loucura. Da loucura perplexa,
da indignação e das flores mortas.
Tenho infinidades para plantar...
A música toca e eu não sei acompanhá-la e
só dentro da alma ela é compreendida.
Pessoas passam, pessoas vem, pessoas vão -
é sempre a mesma coisa.
Os banheiros existem - é preciso defecar.
Os sinos tocam sem ritmo numa balada propícia ao vento.
Sou o que sou e nada mais.
Tem gente que me admira, tenta me consumir e depurar...
mas sou feita de carne e osso e minha alma
ninguém pode alcançar.
Não sou vitrine exposta, onde se olha e pode comprar...
sou além da matéria.
Chega de hipocrisia, de ladainhas e picuinhas -
somos e podemos ser mais do que isso.
Vampiros de energia - gente de pouco brilho que rouba
o que é do outro. Sejamos verdadeiros caros vampiros -
tirem suas máscaras e encarem suas fraquezas.

Cris - (Cristiane Destri)

O blog da amiga e irmã Cris está linkado aí do lado ou no:
http://crisdestri.zip.net/

17 de outubro de 2007

Helena Kolody: Pioneira do haicai


Helena Kolody (1912-2004), a consagrada poetisa do Paraná, inaugurou em 1941 a série de mulheres haicaístas do país. Dona de uma enorme coleção de adjetivos-virtudes, palavras-emblemas, atribuídos a ela pelo povo paranaense, Helena deixou uma obra, que na qualidade lembra outra grande poeta: Cecília Meirelles. O amor que ela conquistou pelos poemas, pelos livros, juntou-se à lira de sua poesia feita de canções à vida, da solidariedade, da natureza e a inquietude da condição humana. Pode-se brincar dizendo que as letras iniciais do nome da poeta, HK, são as mesmas de quando se grafa hai-kai, como ela o fazia.

Alguns haicais de Helena Kolody:


Arco-íris

Arco-íris no céu.
Está sorrindo o menino
Que há pouco chorou.


Prisão

Puseste a gaiola
Suspensa dum ramo em flor,
Num dia de sol.

Vitória Íntima

Como a penumbra da noite,
A meditação desceu em seu olhar
E acendeu dentro de mim a lâmpada serena.

16 de outubro de 2007

HAICÃES MADRUGAIS

I
cachorros latem
na madrugada abissal
enquanto pleonasmos explodem o imprevisto

II

cães caminham sem donos
onde o latido é a face da ironia
que a madrugada incita nos monstros de Blake

III

Pink Floyd na devoção da noite
“HEY YOU”
Vira-latas uivam o inimaginável



16/10/07

15 de outubro de 2007

Expresso Araxá - O FILME OU QUEIMA FILME?


Tela de William Blake
O amigo Ricardo Wagner escreveu uma resenha sobre o filme Expresso Araxá,
filmado aqui na nossa província.
Vi o trailer do filme e não gostei, achei pueril e sem pegada.
Ricardo foi além e escreveu uma resenha que vocês podem
conferir no:

LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ

Fiquei percebendo a falta de umidade atmosférica
O calor matará milhares daqui a pouco
A camada de ozônio já acabou
O dia como um meteoro passado em segundos
As minhas futilidades e das pessoas são coisas ínfimas
Dona Maura já não abre mais a janela
Morreu de derrame cerebral enquanto sua filha trepava com Mário
Os dois gozavam loucamente
E dona Maura sofria o derrame cerebral
O sexo vivamente feito de sexo e prazer atrás do armário
E a morte de repente dá o pinto a dona Maura
Que também entra no céu feliz.



11/10/07

12 de outubro de 2007

A FALA DE JOMARD MUNIZ DE BRITO



Astier Basílio: E SOBRE A FEBRE DA INVENTIVIDADE, ESSA COISA DO NOVO, SOBRE O NOVO, O QUE VOCÊ ACHA?

Jomard Muniz de Brito: Será que o pessoal está mesmo afim disso? O pessoal está muito preocupado é com o lugar no mercado. As pessoas estão muito preocupadas com o mercado, com o sucesso e com a sobrevivência do mercado. Pra você entrar no mercado tem um jogo, se você tem um amigo numa grande editora, aí você vai ser editado, vai ser publicado. Se você mora no Rio e em São Paulo há mais possibilidades de se entrar no circuito nacional do que se morando aqui. Estas são relatividades, que é o relativismo, que é o cinismo total... se deve fazer a análise concreta de situações concretas.
Não se vive impunemente no Recife, em João Pessoa ou em Natal, você tem que assumir isso, o ônus disso, por covardia ou por qualquer coisa ou por medo de não fazer sucesso numa cidade maior. E depois tem mais uma coisa que eu não gosto: é de assumir uma máscara de seriedade (risos) Isso eu aprendi com Sartre. Pra você ser um intelectual, ou ser um poeta, ou ser uma pessoa que tem trânsito na academia, na sociedade letrada, tem que ter uma postura de seriedade, tem que estar enquadrado, que é uma hipocrisia, ter de fazer um jogo de cortesia e eu aprendi com o Tropicalismo a me lixar pra estas coisas.

JOMARD MUNIZ DE BRITO
(Professor, poeta, escritor e agitador cultural)
É um dos mais representativos nomes da vanguarda brasileira, que inclusive assinou o histórico Manifesto do Tropicalismo.

Do livro: diálogos – Seleção de entrevistas publicadas no caderno literário Correio das Artes, no jornal A UNIÃO, em 2003.
Coordenação de: Linaldo Guedes e Astier Basílio.

3 de outubro de 2007

imagem do site: http://www.ufrj.br/


SOMBRA DE BAUDELAIRE


a sombra
me
assombra

quando a assombração
é Baudelaire
comendo as nuvens sangrentas
da imprevisão


vampiro que pira
na assembléia de Dionísio
cafungada de flores doentias
sapato torto com devaneios vulcânicos

a sombra
me
assombra


porra escrotal
que é nuvem embevecida de estilhaços
da dissidência

a rima é golpe
a palavra bomba atômica
no branco do papel
loucura sem remédio

a sombra
me
assombra


Baudelaire morde pescoços incautos
enraba a estupidez dos covardes
e dá vida ao mijo da madrugada
perdida na esquina.



03/10/07

Esse rabisco vai virar um videopoema que vou fazer com guitarras de fundo, contraste de claro e escuro, cenário simples de madrugada e alguns uivos, risadas irônicas, latidos de cães, algo nesse esquema. O enfoque é a sombra.
Esse poema nasceu do meu haicai:

a sombra
me
assombra.

2 de outubro de 2007

Tela de Quedo


OS VAGABUNDOS ILUMINADOS
ir sem saber quando chegar
Bob Dylan “No Direction Home”
no uivo zen lunático da alma




urro desatento de Michel Foucault
na lua negra
ponto G no êxtase das estrelas


29/07/07


cabala mandala faísca risco
noite mãe da inquietação
rasgo imprevisto no fundo visto

29/07/07


revoada de pássaros
no circunflexo de amplidão
da tarde indefinida.

29 de setembro de 2007

A padaria da broa


Ela era alta, morena bonita e charmosa.
Seu nome era Érica. Seu marido era dono da padaria e falecera há dois meses.
Com o tempo ficou encantada com um rapaz que passava todos os
dias na porta da padaria.
Ele um dia entra e compra pão.
Ela fica toda vibrante e o cumprimenta.
Ele respondeu o cumprimento e conversam.
Pedro foi embora e viu o brilho nos olhos dela.
No outro dia ele foi comprar o pão.
Ela diz bom dia. Ele responde com um olá.
Ela pergunta:
_Você quer conhecer meu forno?
_Sim, onde fica?
Ela indica uma porta, os dois entram e permanecem ali por um tempo.
Ele depois do êxtase ficou lembrando na rua da broa dela que era uma delícia.

27 de setembro de 2007


Conheci Eduardo via Renato Pimenta que estudou comigo na faculdade.
Renato gravou um Zappa pra mim que sempre ouço.
Eduardo é de São Gotardo compositor e faz direito em Patos de Minas.
Cara gente boa. Me mandou uns rabiscos dele. Eis aí um:


AO INFERNO

Sim,afirmo: Há um inferno
que é tão real quanto o amor
dele faço algo mais terno
quando irrelevo a dor

Sei que toda inconstância
essa então fenecerá
com minha finda importância
tão brevemente quiçá

Salvo os feitos e amores
tudo extinguir-se-á
decorridos tempos de dores
dando início ao que será

o inferno se assim o chamar
não calha como verdade
mas ao meu modo de interpretar
o chamo de realidade


26 de setembro de 2007

Pra Cássio...

Tela de Quedo


Há sempre um copo vazio na mesa
Não vazio por querência
Mas por voracidade e sede
Sede de palavras, sede de vida
Sede de amor
Há sempre um copo nervoso
Ávido por encher-se
do líquido precioso
da preciossa amizade
dos amigos de agora, de antes e por vir...
loucos lobos uivantes
que se expressam animalescamente
em desencontros abissais
sonhos, sonhos que nuncam serão esquecidos
Sempre unidos no mesmo espírito venceremos.
Lutaremos até a morte
E intimamente, ou, descaradamente
Torcemos pra que a morte passe
ao longe, tão longe, prá lá de Marrakech
E que a vida seja sempre celebrada
como agora, nessa mesa de bar
Bárbaro!!!
(Jorginho Vinnis, Gabriel, Quedo e Fabiano)
Ontem ganhei vários presentes de aniversário. Um sino mágico e um cd da minha namorada
Camille. Meus alunos do 1º B à noite levaram bolo, salgadinho e refri.
Me fizeram uma surpresa e me deixaram vermelho e envergonhado.
Mas o maior presente é a amizade de quem entra aqui no meu blog, dos amigos, a consideração das mensagens colocadas no meu perfil no orkut e as ligações de amigos.
Ganhei este poema aí do Jorginho, Gabriel, Quedo e Fabiano num guardanapo
no segundo bar que fechamos.
É como disse o violeiro Renato Teixeira numa de suas canções:
"A amizade sincera é um santo remédio"
Muito obrigado pela consideração!!!

24 de setembro de 2007

THE DOORS


Tela de Basquiat
Escuto Morrison in Light my fire
As hienas conseguem rir dos homens gigantes
Alimento cogumelos azuis na alma que brinca de Jazz & Blues
Corro além do sol que suicida imprecações famintas
Morrison cura a tarde obscura
Morrison xamã das estrelas cortantes de estilhaços anarquistas
Morrison no som que me benze e protege
A vida pulsa além dos Prazeres e dos dias de Proust
A vida expulsa canivetes de signos além de Roadhouse blues
Um doce te leva além do céu
Bala abalando combalidos
Abalados defloram as indefinições
Como Maiakovski atira no peito a bala certeira
Sua vida é um fuzil
A revolução nossa única saída
Os traidores querem comer sua mulher
A traição é uma felicidade estúpida
Os vermes nos comerão daqui alguns anos
Morrison grita na tarde obscura
Morrison me benze no calor que me faz pingar
Abram as portas da percepção
Para Morrison entrar.

21 de setembro de 2007

*A deusa Kazeon Bossatsu, conhecida como Kannon pintada por Meishu-Sama.
É uma divindade do Budismo, ou um Buda, ou um Bodhisattva.
Mestre Meishu-Sama pintou sete mil deusas Kannon.

Essa é a Kannon que mais gosto, é a Shoo Kannon.
A Kannon das transformações.
Se estiverem afim de conhecerem as outras:

http://www.solosagrado.org.br/eventos/exposicao/kannon/index.htm



Zen Lunático

Transfiguro Marte
Tentando ver Plutão
O rife de metáforas são cupins
Comendo a folha do papel
Na noite me encontro e medito
Os vagabundos iluminados são lunáticos
Buscando um *Kazeon Bossatsu
Ou um Buda sensei
Desmaterializo a realidade caótica
E mergulho no orvalho que é um haicai
Montando um ikebana de aliterações
No sopro da cinza do sol que falece.
01/09/07

18 de setembro de 2007

A Puta III


O rapaz sentou-se e se apresentou:
_Meu nome é Roberto.
Ela num estado de abatimento moral ainda olhava os cachorros na rua.
Roberto então disse de prontidão:
_ “Ainda que eu perca tudo,
Ainda terei o mundo
E meu valor
E farei o que gosto
E terei a mim mesmo
E irei além
Contemplarei o pôr-do-sol
E irei além
E um sorriso transforma tudo
Porque depois da chuva o céu ainda é azul.
Ela acho pueril,mas gostou da força que Roberto lhe dava.
Eles conversaram muito, falaram de Filosofia, de Nietzsche, de poesia beat, Jack Kerouac e escutaram um jazz que rolava no seu Alísio.
No fim do papo ela o convidou pra sair.
Entram em seu carro e acabaram no motel da cidade. Ela trepou como nunca.
Roberto era bom de cama. E a fez gozar sete vezes. Gozou três e ainda zoou com ela no final:
_Agora só falta uma coisa.
_O que ela pergunta?
_Pendurar a toalhinha do motel no meu pau!
Ela ri, e entende que ele era neto de seu Acácio.
O tempo passou e sua filha Maraíza começou a dar também. Dava para seus coleguinhas da oitava série. O primeiro a comê-la foi seu professor de Inglês que ela ficava olhando e colocando bilhetinho pra ele nas provas.
Maraíza foi desvirginada por ele no banheiro da escola. Ela era alta, pele clara e tinha cabelos longos e pretos.
O professor João Antônio tinha um pau grande e ela gostou, apesar de ter sentido muita dor na primeira penetração. Seu instinto falou mais alto. Mas ficou feliz de receber a energia dele. Ele a comeu com uma experiência maior. Ele era mais velho, tinha um pinto grande e fez ela gozar também apesar de ser a primeira vez.
Sua mãe não parou por aí, foi dar aulas em Uberlândia numa faculdade nova, a UNITRI. E lá comia todos os alunos. Não tinha pudor, nem remorso apenas os comia e pronto.
Não era tão visada e vigiada como na terra de Dona Beja. Então trepava também com o reitor e o pró-reitor que a comiam de vez em sempre.
Com o passar dos anos ela estava meio cansada daquela vida de sexo e sexo.
Resolveu ter um cão. Ficou uma semana sem sexo. Seu cão chamava Fumaça.
Sua filha Maraíza começou a dar e não parou mais, participava de gang-bangs. De orgias e surubas mil. Em um ano de vida sexual já tinha tido quarenta homens e era voraz como a mãe. Aprendera a chupar um caralho e o fazia com maestria. Os caras gostavam. Ela era novinha,mas trepava muito. Instinto familiar falando sempre alto.

Sua mãe Simone deu um tempo, ficou ouvindo o silêncio e lendo haicais. Nas aulas de filosofia também fazia ganchos e linkes com Bashô, Kobayashi e até Saigyo que já é estilo waka.
Ficou um bom tempo sem sair e sem ter amantes.
O silêncio falava mais alto em sua vida, acendia um incenso e ficava num silêncio dominador.
Os caras ligavam mas ela não queria mais sair. Não queria mais motel, sexo ou outra coisa a não ser ficar numa boa com ela mesma.
Até que um dia seu cão Fumaça começou a lamber suas pernas. Ela ficava excitada. Imaginava o cão em cima dela. Imaginava sexo com um animal e não demorou muito a pensar que deveria experimentá-lo. Ela já tinha tido muitos meninos, velhos, peões, caras fedorentos. Mas um cão nunca. Já tinha participado de várias orgias, e até de surubas. Mas um animal nunca. O pau de Fumaça sempre ficava muito grande. E ela gostava disso. Seu instinto também falava mais alto. Ela gostava de dar. De trepar. De ser enrabada, de ser comida e também de gozar.
Acariciou Fumaça com carinho e o pau dele estava louco, um puta pinto, um pinto de cão, de animal. Enorme. Brincou com ele por um tempo.
Depois levou-o a uma sala mais tranqüila colocou uma música da B. B. King e indicou a buceta para Fumaça.
Ele pelo instinto veio logo, sabia que era uma buceta e que ela o queria. Sabia que tinha que penetrá-la. Talvez pelo instinto, pelo cheiro. Seu pau enorme e grosso, a penetrou. Ela ficou chapada sentido um pau diferente, de um animal. O cão a invadia. Era diferente, seu pau era pontiagudo, a machucava mas ela gostava. Era um animal a penetrando. Ele foi muito rápido. Seus pêlos era grossos e isso a excitava e a machucava ao mesmo tempo. Fumaça foi muito rápido e a invadiu com sua porra, seu esperma de cão. Deu um banho de porra nela. Ela chapada ainda da situação não acreditou. Mas o pau do cão não saía dela. Ela ficou atormentada. Tentou tirar o pau do cachorro,mas o cachorro apenas a machucava ainda mais e a marcava com suas patas.
Ela ficou atônita, preocupada. O pau do cachorro tinha travado dentro da buceta dela.
E agora? O que fazer?
Chamou por sua filha, mas Maraíza tinha saído com um novo amigo que conheceu e estava nesse momento trepando com ele. Ela queria sentir a energia dos caras e já era o quadragésimo quarto homem que tinha.
Resolveu então ligar para um amigo chamado Marcos.
Marcos veio e não acreditou naquela cena. Fumaça e seu pau enorme estava travado na buceta de Simone.
Sugeriu que fossem para um Hospital. Mas ela não quis. Disse que seria o fim dela. Que todos de sua província conheceriam e saberiam da estória.
Ficou pensando e resolveu que não tinha outro jeito.
Chegaram no Hospital PROMATER enrolado num tapete grande. O cachorro latia muito e chorava.
Ela sentia sua buceta contrair e doer muito. Aquilo não era real. Não era real. Parecia um pesadelo. Depois de transar com vários tipos de homens, aquilo parecia um pesadelo.
Ficaram esperando num quarto até que Dr. Júnior Pezão entrou e constatou o quadro clínico.
Veio e começou o procedimento. Aplicou uma injeção nela e no cão.
Após isso cortou o pau do cão e o retirou da buceta de Simone.
Simone sentiu um alívio total. Apesar da dor que sentia e da alma esfacelada de saber que outras pessoas poderiam saber dessa aventura que tivera.
O enfermeiro muito sacana pegou seu celular, e sem que ninguém ficasse sabendo filmou tudo. O filme foi colocado num site de festas chamado Agito Araxá e a cidade inteira ficou sabendo do caso. Uns riam e outros mais moralistas achavam amoral.
Os garotos das escolas de Ensino Fundamental comentavam que era um desperdício, que ela deveria era ter transado com eles. Simone foi motivo de chacota, de sacanagem e de piada por um bom tempo.
Ficou internada na PROMATER e depois do corte do pinto do cão e de ter descansado bastante viu que Marcos estava ali com ela.
Eles iniciaram um conversa e ela no vai e vem do lero-lero pensou e disse uma outra frase de Nietzsche pra ele:
_ “ As grandes épocas da nossa vida são aquelas em que temos a coragem de considerar o que é mau em nós como aquilo que temos de melhor”.


13 de setembro de 2007

A Puta II



Simone ficou pensando na transa com seu Acácio.
O homem era um animal, a sua virilidade era algo digno de um ator pornô jovem e cheio de tesão.
Resolveu depois do banho ir dormir um pouco. Seu Acácio pegou seu telefone, mas nunca ligou.
Passaram-se dois meses, ela fazia os programas e lia agora Michel Foucault, Freud e poemas de Fernando Pessoa.
Estava cansada de dar pra qualquer um, de ser esporrada e tchau. Estava cansada de ser enrabada por velhos, peões e operários ávidos de sexo.
Seu ritual era o mesmo. Acendia um incenso, fazia uma prece e saía. Sempre acordava meio dia e meia. Na noite gostava de vagar, fazer programas e freqüentar um bar chamado Vitrola. Seu dono era Flavinho Ferreira, um cara sacado, inteirado de Glauco Matoso, Paulo Leminski e adorava Jimi Hendrix. No Vitrola os malucos se reuniam. Lá os alternativos, undergrounds e artistas passavam noites a dentro conversando sobre arte, cultura, Modigliani, Basquiat, Modernismo, o Barroco e outras expressões. Flavinho era um poeta, um cara pra lá de inteirado. Era o dj da noite e mandava logo Zappa, Jimi Hendrix e Jorge Ben Jor na galera. Numa altura da noite o bar era uma catarse, a galera fumava um baseado e ficavam num estado doido, ou alguns mais abusados como Fernandinho vampirinho cheiravam no banheiro e ficava dançando dizendo que era o Jim Morrison.
Simone gostava de ir lá, o clima era subpop e ali sempre conseguia quem pagasse umas cervejas e descolava um programa. Ela sempre trepou com Flavinho. Era um ritual entre eles. Eles gostavam de poesia e sempre no final da noite trepavam para tentarem achar um verso bacana.
Simone estava cansada, esperou Flavinho se vestir depois da transa e foi embora. Na rua pensava em mudar de vida. Pensou em alguns filósofos, o devir de Aristóteles a instigava.Mudança, ela precisava mudar. Pensou e pensou até que viu que a filosofia era o que gostava. Decidiu então fazer filosofia, um curso à distância numa universidade do Norte do Paraná, chamada UNOPAR. Não demorou muito seus amigos de faculdade à distância vinham conhecê-la. Ela transava com a maioria. Agora só transava com homens intelectuais e ligados à arte. Admirava Dona Beja e seu estilo de viver. O tempo passou e pensou em ser professora universitária. Era inteligente e sabia o que queria. Depois de três anos de curso graduou-se em Filosofia. Sabia tudo de Foucault e Sartre. Gostava da leitura. Já não freqüentava mais o Vitrola e não chegou mais ver Flavinho Ferreira. Estava noutra, estava na academia e agora buscava um mestrado. Fez um projeto de mestrado e inscreveu-se para o mestrado da UFU(Universidade Federal de Uberlândia). Seu tema era a prostituição e tinha cruzado várias fontes, duas delas era Foucault e Sartre.
Conseguiu passar no mestrado, sua bagagem cultural era boa e seu inglês afiado.
Continuou fazendo programas, apenas com homens inteligentes. Até que um dia sua prima a convidou a participar de um jantar do pessoal do escritório que trabalhava.
Ela não tinha nada a fazer e foi. Era 14 de dezembro e o jantar estava animado com uma bandinha cover dos Los Hermanos agitando a festa. Numa mesa ao lado da sua havia um casal e um cara sozinho. O cara usava óculos, era magro, falava muito e gesticulava. Ficou olhando aquele cara e o código bateu. Ele conhecia sua prima e as convidou a sentar à mesa. Sua prima Márcia fez as apresentações:
_Simone este é Cassiano.
_Prazer respondeu Cassiano.
_Você é parecida com alguém que conheço disse Cassiano.
Ela ficou preocupada, pensou que ele já tinha sido seu cliente. Ou que ele a conhecia do Vitrola.
Realmente era do Vitrola, mas não conseguia recordar de onde naquele momento.
Conversaram sobre cultura, artes e Cassiano aplicou um verso que tinha feito nela.
Ela riu, achou legal e viu que ele tinha sentimentos, era um cara diferente e com inclinações pra o budismo.
Simone começou a sair com ele, levava a vida paralela mas saía com ele. Ele era um zen lunático, uivava pra lua e bebia nos bares da cidade, especialmente no seu Alísio.
Com o passar do tempo ela foi se acostumando com ele. Não tinham transado ainda. Ela ia devagar pra ele não sacar que ela ainda fazia programas com outros. Simone tinha uma filha e um ex marido também. No tempo da universidade ela tinha se juntado com um cara e aberto um mercadinho de verduras. Como os dois não tinham tino comercial o mercadinho faliu, e ela ficou apenas com a filha.
Simone então ia mudando sua vida, ainda gostava de fazer programas sem que Cassiano percebesse. Ela gostava de dar,dar pra homens interessantes e descolados.
O natal se aproximava e combinaram de passá-lo numa boa. Só que seu ex chegou da Paraíba, onde estava morando e sua filha ficou enchendo o saco pra que os três celebrassem a noite de natal.
Ela um dia ligou pra Cassiano e ele estava perto de sua casa.
Ela ficou feliz e pediu que ele aparecesse. Sua casa ficava num bairro distante, mas era bem melhor que o Dormitório Belo Horizonte. Ela pode comprar seu primeiro carro com as aulas que dava e os programas que fazia na surdina.
Cassiano pintou lá e ela estava sozinha. Sua filha Maraíza tinha saído. Os dois ainda não haviam transado e Cassiano estava pra lá de louco pra transar com ela.
Ela colocou um dvd em homenagem ao Renato Russo, onde Vanessa da Mata cantava “Por Enquanto”. Ele era legionário,mas gostava dessa música cantada pela Cássia Eller.
Os dois se abraçaram e beijaram-se. Ela não perdeu tempo, caiu de boca no pau dele e viu que seu pinto era enorme. Ela deu uma risadinha e perguntou a ele:
_Nossa quem fez isso? Seu pau é muito grande. Assim você vai me machucar. E não vou poder fazer umas coisas que gosto. É muito grande!
Ele tentou tirar suas roupas,mas ela não deixou, disse que estava menstruada e que os dois transariam quando seu ex fosse embora. Ela só iria passar o natal com ele e sua filha e depois ficariam numa boa.
Na véspera de natal ela não atendia as ligações de Cassiano. Ele saiu e foi beber um pouco no seu Alísio. Tentou ligar várias vezes e nada. No natal ficou sozinho. Ela sumira. Ele pensava que ela estava o corneando com o ex. Ficou puto. Mas não a procurou.
Depois do natal ele chegou chapado, bebaço na casa dela, agarrou-a e tentou fazer amor com ela. Ela não quis, beijo-o por um longo tempo. Ainda deixou ele dizer um poema do Leminski:
“Carrego comigo o peso da lua
Três paixões mal curadas
Um saara de páginas
Essa infinita madrugada
Viver a noite me fez senhor do fogo
A vocês eu deixo o sono
O sonho não,
Esse eu mesmo carrego”
Ela achou que o poema era de Mário Quintana.
Eles romperam e Cassiano foi pra São Paulo lançar seu sétimo livro de poesia na Vila Madalena.
Simone continuou dando e fazendo programas. Agora gostava de babys, de garotinhos mais novos e que tinham perfil no orkut, que tivessem na flor da idade. Ela gostava de arrancar cabaços, prepúcios, de tirar a virgindade dos caras e que eles fossem homens com ela. Ela gostava de dona Beja, pensava que dona Beja era a deusa das putas.
Continuou dando aulas e comia também os aluninhos. Terminou seu mestrado e começou a lecionar Filosofia na Faculdade local. Lá também comia os alunos, usava de uma discrição total. A magnífica reitora e o conselho da Faculdade nunca souberam de nada. Ela dava e gostava que os universitários gozassem nela. Depois discutia Platão e o mito da caverna com eles.
Simone já estava mais madura, completaria 35 anos e sabia o que queria. Continuava trepando com os alunos. Havia um aluno na sala do primeiro período de Direito. Seu nome era Leandro, era alto,musculoso,mas muito tímido. Era lindo e parecia Tom Cruise. Um homem com quem toda mulher quer transar. Era burguês e agroboy e gostava de “Só pro meu prazer” cantado pelo Zezé de Camargo e Luciano.
A faculdade tinha modernizado e havia filmadoras por todos os lados até nos banheiros. Muita gente não sabia disso,mas havia filmadora por todos os lados.
Simone um dia então decidiu que comeria Leandro, ele já tinha 28 anos e era virgem.
Pensou em Michel Foucault na ordem do discurso:
“O discurso se anula, assim em sua realidade, inscrevendo-se na ordem do significante”.
Numa sexta-feira à noite deixou todos saírem, só tinha três horários. Deu as aulas e convidou Leandro pra conversar. No campus da saúde tinha um banheiro que poucos usavam e convidou Leandro pra ir lá. Ele já sabia o que ela queria.Entraram no banheiro. Ela o beijou, tirou suas calças e começou a chupá-lo. Ele tinha um pau pequeno que a princípio a desagradou. Ela gostava de pau grande. Ela o chupou muito, com a voracidade e a maestria de sempre. Leandro a penetrou mas não conseguia transar direito, ele era virgem e era sua primeira vez. Ela o ensinava calmamente os movimentos. O tempo passava e já tinha 40 minutos que estavam ali. Ela gozou duas vezes e Leandro ainda nada. Colocou-o no chão e começou a cavalgá-lo e praticar o pompoarismo. Ele sentiu uma coisa indescritível. O pompoarismo era algo fenomenal pra ele. Mas sem muito entender seu pau broxou. Ela olhava pra ele e não acreditava. Era um homem magnífico broxando. Tentou chupá-lo por mais 20 minutos mas o pau do rapaz não deu mais sinal de vida.
No outro dia ela foi despedida da faculdade.
Dona Aparecida a magnífica reitora ficou sabendo de suas peripécias sexuais e chamou-a na sala da reitoria.
_ Simone você está demitida.
_Como dona Aparecida, qual o motivo?
Nós colocamos filmadoras por todo o campus e vimos suas atitudes com o aluno Leandro, ontem à noite.
Simone ficou triste, saiu dali direto para o bar do seu Alísio pra tomar uma cerveja.
O Vitrola já não existia. Um funcionário da faculdade colocou o filme na internet e todos davam risada do agroboy metido a burguês marombeiro que havia broxado com a professora de Filosofia. Maraíza ficou sabendo também de sua mãe e um gaiato criou um comunidade no Orkut . A comunidade chamava “Simone a Cicciolina da terra de dona Beja”.
Simone tomava sua cerveja no seu Alísio e pensava em Nietzsche:
“Não existem fenômenos morais,mas interpretações morais dos fenômenos”.
Ela pensava nessa frase, até que um rapaz de uns dezoito anos chegou e perguntou a ela:
__olha, posso sentar com você e conversar um pouco?
Ela respondeu que sim. E pensou numa frase de Sartre:
“O importante não é o que fizeram ao homem,mas sim o que ele fará disso”

9 de setembro de 2007

A Puta I



Ele vinha na frente, era um senhor de uns 60 anos, aposentado da roça.
Ela vinha atrás . Cabelos longos, anca empinada e perfeita. Era uma morena e tanto.
Os vizinhos ficavam olhando. Sabiam que entrariam no Domitório Belo Horizonte.
Ela tinha jeito de cobra, parecia de perfil David Covardale,mas gostava de dançar,
lia Aldous Huxley e gostava de misticismo. No geral era uma mulher muito atraente e seus cabelos compridos e negros davam um tom de presença e estilo.
Era uma puta porque a situação a levou a isso, não, não só a situação.
Ela veio com a família de São Paulo. O pai era professor de Sociologia e a mãe astróloga.
Vieram depois de um assalto em sua casa, buscavam um lugar mais calmo e com uma boa qualidade de vida.
Com o tempo Simone foi crescendo e já com dezesseis anos transformava-se numa mulher.
Lia muito, seus pais a ensinaram a ler, o hábito da leitura. Havia uma biblioteca muito boa em sua casa, de Marx a Sartre. Num belo dia caiu em suas mãos um livro sobre o Kama Sutra, ela achou interessante. Como gostava de dançar começou a treinar sozinha algumas posições. Interessou-se pela questão do sexo. Viu que os pais também possuíam uma coletânea do famoso pompoarismo e leu. Ficava se masturbando e praticando o pompoarismo todos os dias.
Na sua sala havia um menino que ela achava interessante. Ele era sério, usava óculos e gostava de jogar vôlei. Era meio intelectual. Gostava de Maiakovski e da cultura japonesa.
Ela ficava olhando sempre pra ele e nas tardes tocava umas siriricas fenomenais pensando nele.
O tempo passou e num belo dia a turma foi embora. Os dois ficaram por último no colégio. Até que o chamou e pediu que ele fosse ao banheiro feminino com ela.
Ele achou estranho mas foi. Chegaram lá e ela não perdeu tempo, primeiro o beijou e depois caiu de boca nele. Nunca havia chupado um pau,mas o fez com maestria, pelo instinto. Tinha visto umas revistas e filmes e adorou o pau de Roberto que era de uns 18 cm.
Chupou com voracidade e pediu que ele a comesse. Ele sem delongas a colocou de quatro e a penetrou. De tanto tesão depois de sete bombadas gozou.
De lá pra cá ela não parou mais. Passaram-se os anos e no 3º ano do Ensino Médio seus pais morreram num acidente voltando de São Paulo.
Ela então aliou seu instinto e tara. Começou a fazer programa.
Naquela segunda-feira ela acordou de bom humor, como mística acendeu um incenso, fez uma prece e viu sua mandala que aprendera a fazer num curso de desdobramento astral anos antes. Olhou o relógio e eram 12 horas e 30 minutos. Saiu e foi tomar um café. Ela morava no Dormitório Belo Horizonte. Saiu de saia preta, sapatos altos e um top que mostrava seus lindos seios.
Tomou café na padaria Pão Nosso e foi direto pro mercado. O mercado velho era o reduto das putas. E, ela fazia ponto ali. Pegou o livro Além do Bem e do Mal do Nietzsche que estava lendo e sentou-se numa mesa. Apareceu um senhor de uns 60 anos e a cumprimentou:
_Olá, tudo bem?
_Tudo ela respondeu.
Ele perguntou seu nome.
_Simone.
Ele disse:
_ Meu nome é Acácio.
_Muito prazer seu Acácio.
_Muito prazer Simone.
Ela pensou na frase de Nietzsche “Quando o amor e o ódio não estão em jogo, a mulher joga de maneira medíocre”.
Pensou e repensou nessa frase. E fuzilou pra seu Acácio:
_Olha, vejo que o senhor está querendo em seus olhos. Vamos fazer um programa?
Ele sem pensar respondeu:
_Claro menina, você é linda e nem sei se consigo mais fazer amor.
Saíram então do mercado. A via sacra dali era manjada por todas as pessoas. Um ritual que parecia algo japonês inverso. Ela ia na frente e ele ia atrás. Só que no Japão era o contrário, o homem andava na frente e a mulher dez passos atrás.
Seu Acácio ia vendo aquela bunda empinada e seu pau já dava sinais de vida.
Chegaram no Dormitório Belo Horizonte. Ela pede camisinhas e toalhas ao funcionário do Dormitório.
Eles entram no quarto dela. Seu quarto era uma espécie de Santuário. Tinha anjos por todos os lugares, suas mandalas, suas cartas do baralho cigano, em cima da sua cama uma espécie de tenda, uma faixa escrita em sânscrito “Erótica".
Ela perguntou se ele não queria tomar um banho, estava calor. Ele tomou banho e voltou.
Ela entrou no banheiro também tomou um banho e foi logo falando que eram R$50,00 o programa.
Ele tirou o dinheiro da carteira e a pagou.
Ela pensava que seria uma coisa como as outras que já tinha tido com velhos. Pensava que seria só rebolar e ele ficaria satisfeito.
Ela começou a rebolar, tirou a roupa e mostrou seu corpo escultural pra ele.
O inimaginável aconteceu. Seu Acácio pegou-a, deu-lhe um beijo e pediu que ela o chupasse.
Ela abriu a calça dele e viu que seu pau media uns 23 cm.
Ela o chupou. E ele então a levou pra cama.
Na cama ele a enlouqueceu. Ela queria faze-lo gozar logo. Mas ele deu-lhe um trabalho. Fez ela gozar três vezes e por último ensinou-lhe uma nova posição, o Return to Back. Ela ficou horrorizada. Pensou que aquilo era um sonho.
Ele gozou depois de faze-la gozar mais duas vezes.
Ela ficou chocada. Como um velho de 60 anos consegue isso!
Descansaram-se uns vinte minutos. Ele foi ao banheiro e voltou já de pau duro.
Ela não acreditou, mas ele consegui trepar por mais algum tempo. E gozou longamente como um garoto de dezoito anos.
Ela não acreditava. Ficava pensando como poderia aquilo acontecer.
Até que seu Acácio ficou de pau duro de novo.
Ela não agüentou. Cansada perguntou:
_Seu Acácio o que é isso, o senhor é um cavalo na cama, como pode?
Ele respondeu:
_Simone, meu pai morreu aos 95 anos e transou até os 82. meu avô morreu aos 98 anos e transou até os 84 anos. Eu só tenho 60 anos e hoje de manhã já tomei meu viagra.
Ela cansada disse que não agüentava mais. E olhava pro pau dele duro.
Ele perguntou:
_ E agora o que faço de pau duro?
Simone respondeu:
_Pendura a toalha nele seu Acácio!
Ela lembrou de outra frase de Nietzsche:
“Hoje, um homem que busca o conhecimento poderia facilmente acreditar-se um deus que se torna animal”.

8 de setembro de 2007

Da série Alfarrábio


Obra e foto de Quedo
1

a palavra
sangra vogais
nas nuvens.

04/09/2003

2

a palavra brinca
com o silêncio
onde urra o ovo da fábula.

23 de agosto de 2007


Obra e foto de Quedo

Super Colossal

Um cachorro preto de camiseta
é aliteração do calor do fetichismo
no pó da inquisição diária.
A falência da nossa certeza
é um brinde que antropólogos
contextualizam nas tribos urbanas
Dante cai no Inferno atrás de Beatriz
“Essa mulher gentilíssima que ao passar pela
rua entrou na graça do povo”
Viva a exploração dos humanóides
que não valem na mais valia.
William de Ockham e seu espírito laico
“Cristo não veio ao mundo a fim de tomar
seus bens e direitos, então o vigário de Cristo (Papa)
que é inferior não pode fazê-lo.
A tarde queima pleonasmos preventivos de sexo salutar
quando Sartre cita Bergson no EU DO MOMENTO.
Platão tira a múmia da certeza de cena e diz:
_Não, por Zeus!
“Poesia é com efeito só isso que se chama
E os que tem essa parte, poetas.
O poeta está morto e em sua lápide está escrito:
Aquele que tem coragem de atirar-se no abismo
E ensaboaram a poesia com sabão OMO
A noite grita a imperfeição da nossa compreensão.
Hegel soluça em tese, antítese e síntese.
Ainda me nego além da negação
Joe Satriani emana acordes de Marte
Sua guitarra é benzida por rifes de alienígenas
que não sabemos denominar.

20 de agosto de 2007



Foto de Robson Araújo

19 de agosto de 2007

NOUMENON


O poema atômico gritou na verve do texto
mas o vento levou
A primeira vez
ela me olhou diferente na sala de aula
No primeiro encontro falamos de magia
No terceiro acabamos na cama
É como Kant dizia da priori do tempo e do espaço.
O tempo e o espaço não existem como realidade externa,
são antes formas que o sujeito põe nas coisas.


NOUMENON (a coisa em-si)

13/08/07

2 de maio de 2007

II
tirar leite das pedras
pisar na velocidade da luz
extrair a raiz sisuda do futuro.


CATADOR II

catando palavras
desvirginando a métrica
endoidando a sintaxe.

21/01/05


tudo faz sentido
quando a palavra
explode a madrugada

03/12/06



letras garranchos
traduzem a faísca do papel
dando outros baratos.

03/12/06


como um monge zen
o silêncio amplia
a ótica da noite

08/12/2006.

noite em fragmentos

na pergunta da vanguarda

ótica do silêncio despojado.

08/12/06.






a chuva é língua universal

quando é zen

o coração da saudade.

Cássio Amaral
09/12/06.

NOTA MUSICAL I

lá si
cá sol
canto em mi

Cássio Amaral
15/02/2007.

NOTA MUSICAL II


cá sol
lá si
canto em mi.

Cássio Amaral.
15/02/2007.


pernas da noite

dizem lágrimas

na chuva solidão

Cássio Amaral.
02/01/2007