11 de junho de 2008

DESCONTO DE PROSA




rezo montanhas

farinha de milho

pé de moleque é Nietzsche

que chora chorinho em Santa Teresa

de BH ao Vale do Jequitinhonha

não me aracho nunca araxeis

minha tribo já disse me espera

em ovnis garimpados de café

dedo de uai o trem é bão sô!

meto conto sem contar de encontro

meto vida que remete espanto

Filosofia da Miséria que acena tomo I versus Miséria da Filosofia:

Proudhon X Marx

capturei um verso anômalo

e a fluidez quebrou o panóptico

Foucault tem razão sexo, loucura

e poder

cansado bato teclas pra sair

algo

com desconto

não foi feito nenhum comentário ainda

pontuo punctum madrugais

volto ao Nietzsche:

*Os poetas não têm pudor com suas

aventuras - Eles as exploraram

_________________________________

*Nietzsche - Além do Bem e do Mal

Página 92

10 de junho de 2008

ABDUÇÃO PINKFLOYDIANA



Chapo quente
Urro amiúde
Finco pleonasmos gozos
E desfaleço de aliterações medianas
Clareio o indivisível
Vejo o irreal
Como nuvens bruxulentas embevecidas em absinto de Baudelaire
Pink Floyd fode o momento
Wish you were here
Pó
EMA
pO
eMA MASTIGA a MADRUGA que me santifica
em pedaços
metade de Sartre, metade Rimbaud.
Exilado na África batuco meu patuá
Minha tribo são três discos voadores
Que me esperam sempre no morro do Cristo
Luzes que o frio não vê
Dados ditam autos abdução
Mostrar postagem original
Meu ser penetra o átimo

9 de junho de 2008

FAGULHA


Olho Jimi Hendrix e vislumbro Jim Morrison
Quadrantes arfam um solo que sorvo com o pensamento
Livros não dizem sabedoria além da possibilidade de prática
Ação feita William James na pegada de Henri Bergson
Meu eu, fala e grita. Meu eu o momento é agora
Todas as coisas se movem e teoria da intuição

O canto é urro, explosão , leve e furacão
Uivo além do que Marte me mata além dos vermelhos anos
Acena um solo que mergulho em estrelas desconhecidas
Meu pé enche de luz e olho de soslaio

Onde está a doxa?

Rifes me hipnotizam .... Estrelas que caem milhares de um momento

Só e contemplativo

Fagulha o momento do êxtase num verso inconcluído


06/06/2008

7 de junho de 2008

NO FRIGIR DOS OVOS

( Foto do meu celular)


A filha dava para namorado em cima da mesa da cozinha.
Seus pais tinha viajado.
De repente escutam a porta abrir.
A mãe grita seu nome.
Ela desesperada pede para o namorado vestir a roupa.
Os pais chegam perto da cozinha.
Correria e adrenalina a mil.
O namorado tenta vestir a calça para conseguir se safar, mas prende o pinto no zíper.
A menina não sabe o que fazer. O namorado olha assustado e pensa que vai
ser flagrado e perder o pinto.
Os pais chegam na cozinha e olham uma cena que poderia ser fotografada por Vilém Flusser.
O namorado de avental frita ovos e a filha espera o jantar ficar pronto.



05/06/2008

5 de junho de 2008

ALBATROZ DE JOEL MACEDO


TRIBUNAL DAS NUVENS


Apolo apologia pólos ilhas
Dionísio acena com a mão esquerda
Redução de espaço madrugo nu
Amanhã vida cafunga tempo engolindo minutos
Momentos arrotados pelo além

01:23

05/06/2008

4 de junho de 2008

Telas de Arthur Dicrayon com haikais meus aí embaixo


Tela de Arthur Dicrayon(Link dele aí ao lado)
UM TROVÃO INSTIGA O UIVO
A NOITE CAI EM MOSAICO
NO VERSO LATIDO DE UM PÁRIA
Tela de Arthur Dicrayon(Link aí ao lado)
urro de Michel Foucault
na lua negra
ponto G no êxtase das estrelas

Tela de Arthur Dicrayon( Site dele linkado aí ao lado)



cabala mandala faísca risco
noite mãe da inquietação
rasgo imprevisto no fundo visto

3 de junho de 2008

ACAMPAR


No conto canta conto canto
No canto canta conto canta
No canto tanto canta conto
No conto canta tanto
O imprevisível está no infalível
Mas a rima não é só rima registro do invisível
Discurso de um louco vira a cabeça pra baixo
Pinel cruza eu mato no peito e chuto no ângulo
Pessoa ri na madrugada de todos heterônimos
Despencados de seu ópio do ofício.


Cássio Amaral.
01/02/2008

1 de junho de 2008


símbolos sinos signos
sol demente
a loucura diz aliterações
poemas gritam na madrugada
risco de vida no sonho de Rimbaud.
Do meu livro Lua Insana Sol Demente - Versão 2008

30 de maio de 2008

RAIO X DO PEITO






minimalizo os acasos



tudo matrix



tudo fora do previsto



própolis concentrado 30 ml



tosse de oração adversativa



o sol sangue suga vidas foras



validade jul de 2008



grita o banzo vociferando blues



exércitos derramam tiros



no peito incinerando caprichos dos



relaxos.

29 de maio de 2008

SOBRE O INFINITO


Foto de Samantha Abreu
Minha imperfeição são estrelas caídas de Netuno
Revolução Industrial que atinge quarta fase
American way of life
Tvs, Ipoids, Marte quase explorada
Doutrina Monroe
Cabaço arrancado à força da América
NOVA ORDEM MUNDIAL
Ricos 10 X Pobres 0
A Mesa Voadora grita lombrigas
Que adubaram a terra no próximo enterro
Discos, ó discos voadores!
Os astros estão para constelar
A madrugada fria silencia a Neoliberalismo
O Mal das Flores que adoecem
Há um sinal, estrela desconhecida ainda
Há um sinal nos buracos negros do sol
Lexmark pra imprimir a ruptura da essência humana
Sinestesia que o bom senso despreza
Tomie Ohtake nos cinéticos que estão no caminho da margem
Eusébio Sempere me explica a lei da boa forma social?
Global tudo aldeia, índios nas cabanas abandonadas pelo descaso
Corações verdes levitam um coração vermelho
*Sobre o Infinito Sapeca a página 49:
BÚRQUIO – Aqueles que são divinos, estes são de vil matéria.
FRACASTÓRIO: De que maneira me fará ver e acreditar que aqueles sejam
mais divinos?
BÚRQUIO- Porque aqueles são impassíveis, inalteráveis e eternos, e estes
aqui são o contrário; aqueles são móveis de movimento circular e perfeitíssimos,
estes, de movimento reto.
* Os pensadores – Bruno (Giordano Bruno) , página 49

28 de maio de 2008

ALHEIO


o sol entra grafito imprevistos
aliterações desconstruindo dias
que engolem a vida
matrix momento é a luz que vem da janela
fico meio Dorival Caymmi
da janela lateral do quarto de dormir
vejo nuvens que brincam com meus sonhos
sou um cavaleiro marginal
meus moinhos de vento são pleonasmos que ofusco
infante diante da lua que me acolhe
o sol entra e grafico imprevistos de dom quixote
mares nunca navegados
metonímias que prendo na gaiola
cantam num hino que incita catacreses
banbolê do Banquete Arístocles que sonha com um mundo bom
representado na República
balança balança e balanaça quando a balança
é libra sitiada num prato que diz:

"... _*Mas não! Não te admires! _
retrucou ela ; _pois é porque destacamos do amor um certo
aspecto e, aplicando-lhe o nome todo , chamamomo-lo
de amor, enquanto para os outros aspectos servimos de outros
nomes..."
_________________________________________________
* Os pensadores- Platão- Página 37.

27 de maio de 2008

Alea Jacta est


Segue, segue
O abandono são livros carmidos por traças
Indiferença é o prato do dia
Segue, segue
Não tente me compreender
Os Extras Terrestres são enigmáticos
Falam de coisas que a terra já perdeu
Valorizam essências que as palavras não dizem
Segue, segue seduzindo, matando , furtando, usa teu charme e
tua indiferença. Porque é ela que vai te trair sem nexo e léxico
quando a Legislação não te der livros.
Quando o Direito for apenas o suspeito da Justiça.

24 de maio de 2008


enrabo o destino
e esporro
na novidade do acaso,
como o cu
de com quem não caso
e esporro rumo ao azul
raso.

[poema-sturbado de Cássio Amaral e Ricardo Wagner]

20 de maio de 2008

UIVO ...


Tela de Arthur Dicrayon
(O site de Arthur Dicrayon está linkado aí ao lado)


stand by me baby


a lua está insana no céu


o olho da noite diz vulcões metafísicos


o incenso sobe e o vinho incita um riso no encontro


afago estrelas sitiadas em marte


vênus abre as pernas e seduz


stand by me baby


a madrugada grita uivos torquatálios


enquanto nos perdemos dentro e fora


Beatles mata nossos corações com Revolver

18 de maio de 2008

Cuspo ideogramas de Baudelaire,
Verlaine, Rimbaud, Valéry, Mallarmé,
Bashô, Kobayashi, Saigyo, Hilda, Leminski,
Torquato, Waly, Henriqueta, Cecília, Clarice,
Maiakovski, Murilo, Drummond...
Teteretê tenerê
Bah, chimarrão
ou acarajé também oxente
Azul do anil
Não fico de nhenhenhem
Nem de tititi
Frio chegou
O amor levanta a terceira perna e afaga quatro pés que esquenta a madrugada.

16 de maio de 2008

Foto de Robson Corrêa de Araújo


OSCAR NIEMEYER
Poema de Antonio Miranda



Oscar Niemeyer
poeta-escultor.

Arquiteto do Rei.

Linhas no espaço sideral,
curvas no infinito
das constelações virtuais.

Criando avarandados coloniais
rampas cósmicas.

Ateu e comunista.

Materialista das catedrais
humanas,
das capelas espirituais.
Como mãos votivas
numa prece eternizada
no concreto armado
da Catedral ecumênica.

Todas as mãos candangas
paranaenses mineiras
pemambucanas
todas as mãos nortistas
paulistas
de todos os quadrantes
e sextantes
sustentam o universo
nacional.

No alto passam as
nuvens cintilantes
e os aviões da Real e da Panair
uma conspiração de anjos
burocratas diplomatas
voam políticos, empreiteiros
e trovejam e relampagueiam
tempestades
e fogos de artifício.

Sensual ou curvilíneo
em formas simbolistas:
mãos redes seios.
Devaneios.

Talvez abstrações
com intenções figurativas.

Ou seriam estruturas-esculturas?
Barrocas, modernistas?

Nas simetrias liberadas
e nas geometrias depuradas:
teatralidade.

Volumes espaços alturas
verticalidade
ou extremidades em vértice
a eludir o estático
e o majestático
— contra as regras
e as limitações.

Niemeyer é tão ou mais monumental
ainda que sóbrio
mais leve quando concreto
e funcional
mais denso quanto poético.

Surpreendente.

Sem concessões à trivialidade
porque genial.

Todas a artes irmanadas
no mármore, nos arcos
ancestrais
abóbadas sonoras
colunas dançarinas,
vitrais.


O site de Antônio Miranda está linkado aí ao lado, ou no:

http://www.antoniomiranda.com.br/

15 de maio de 2008


"O real é a rocha que o poeta lapida doando a humanidade mal agradecida.
Poeta, talvez seja melhor afinar o coro dos descontentes".
ITAMAR ASSUMPÇÃO

12 de maio de 2008

Captou?


Adágio bambino canzone duce, ecco!
Fiasco galera:
Intermezzo
Libretto
Madrigalle
Niente
Odor
Petto
Recitativo
Si traduttori virtuoso...
Robson Corrêa de Araújo
Do livro Y Semiótico -Edição do autor, 2006.
Robson é escritor, poeta e fotógrafo.
Podem lê-lo aí ao lado ou no:

10 de maio de 2008

CARTA DO IMPREVISTO





Instigo um canto no outro canto
Rasgo o segundo e brinco de momento
Descartes me levita no Discurso do Método
Alice in chains na minha alma
Divina é a comédia que Dante acena do céu
Beatriz tropeça no inferno e a madrugada ri displicente
La vie en close risco e aplico rabiscos arabescos circos
Falantes falam o que o infalável fareja no inominável
Digo pleonasmos como um cão que uiva no Banquete dos Deuses
Alice está em chamas
Alice está em chamas
Suas entranhas são sóis lunáticos e luas insanas
Que penetro no tratado da tolerância de Voltaire
A verve do papel é um vulcão que queima pleonasmos satíricos
Enquanto Sun Tzu me ensina
a arte da Guerra
Os corpos buscam uma vitória
no domínio efetivo do oponente.

7 de maio de 2008

NUCLEAR


O brother Maick NucleaR já começou a produzir seus curta- metragens.
Podem conferir no:
Os textos de NucleaR vocês podem ler no:
E algumas músicas dele no:

4 de maio de 2008

A BANALIZAÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA

Beleléu, creu, Wanessa Camargo, Colapso e colapsos.
Onde está a indústria fonográfica? Na zona? Agora parece
que tudo tem quer virar banal, ridículo e prostituído?
Meu ouvido não é pinico.
Nos últimos tempos vem surgindo um tipo de “arte”, a anti-arte.
É melhor exaltar o ridículo, como se música fosse
fazer coisa mal feita.
São “artistas” que chegam e caem rapidamente, que não ficam.
Na boa não vão ficar como Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.
Por que estou falando isso? Porque estou cansado de lixo
sonoro, de ruído sonoro. Coisa que não bate, que é pusilânime, coisa
que não é arte.
Sabe, na boa não se assustem,mas tem hora que penso que Wanessa
Camargo deveria fazer filme erótico e não cantar.
Aí vem os Latino da vida, latindo coisas que regam festas nos aps.
Meus sobrinhos têm cinco e seis anos. Carol tem seis e Mateus tem cinco.
Eles escutam de tudo, mas sempre vem escutar o que estou ouvindo.
Sabe, música, literatura, teatro, artes plásticas tem que impactar, tem que
mexer com o ser humano. Não essa balela de bater no peito e dizer:
_Sou artista, tenho tal cd, tal livro, sou atriz. As mulheres do Big Brother e aquela
galerinha todos querem ser atores, atrizes. Pelo amor de Zeus, como se
ser ator e atriz fosse a coisa mais fácil do mundo. Como se um talk show banal e ridículo como Big Banalidade Brasileira pudesse dar um up grade para um papel de ator
ou atriz.
Cara, tem hora que é caco de vidro, é pau é pedra e é o fim do caminho.
Nos anos 90 Chico Science revolucionou a música brasileira. Trouxe o maracatu,
trouxe luz no fim do túnel. Muitos ralaram na estrada e levaram anos para serem
devidamente reconhecidos como Lenine e Zeca Baleiro. Artistas pensantes.
Mas vão dizer que o meu texto aqui é fraco e que estou atacando e perdendo tempo
de falar de desvalorização e banalidade na arte atual. Claro que vão dizer.
É mais fácil aceitar o que não te faz pensar. Uma letra que o instiga, que o faz
pensar pra quê? Melhor é aceitar o ruído sonoro. O pior é quando você acorda
de ressaca e esse ruído sonoro é o seu vizinho achando que é música.
Como diria Marcelo Nova do camisa de Vênus: _ Ó crianças isso é só o fim!
Pensar é perigoso, pode mudar, mudanças tiram governos e fazem a diferença.
A amiga Bárbara Lia me mandou um email com o convite do Porão Loquax
em Curitiba que vai ter Neuza Pinheiro que gostei da música e da poesia.
Podem saca-la aí:


http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/neuzaverso.htm

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=152132013

30 de abril de 2008

Krâneo e seu neurônio


Bruno e Rodrigo de Souza Leão
Resumo
Pulei da janela deitada
Portas Fechadas Portas fechadas
Vulcão, sou um vulcão
Pânico no círculo
Somba e adrenalina
Função de morte fode
Na veia sossegada um caminho inválido
Curto circuito fechado
Degradê degradáveis
Enguias guiam os volts
Química cerebral
Química cerebral
Culpados....
Existe uma coisa dentro de outra coisa
Existem coisas coisando
Trombetas esporrando sangue
Vulcões...
O que não coisa causa.

O Cd de Rodrigo de Souza Leão são estilhaços das nuvens de Jimi Hendrix,Baudelaire, Rimbaud, Torquato Neto, Leminski, Verlaine, Valéry, Mallarmé e João Cabral de Melo Neto. É um urro de Jim Morrison no palco dançando como xamã. Círculo de uma verve que incendeia e alucina.
É eletrônico, dançante, punk e tem poemas ditos com alma,uma alma maior que chega no âmago das coisas, da metafísica, daquilo que poucos sabem ver, a suas letras
são poesia que bate, é o vulcão de som que um poeta com P maiúsculo
pode trazer e fazer. Krâneo e seu neurônio é um cd não comercial, uma edição
experimental que tem mix-design de Tavinho Paes. A parte musical de Gizza
Negri e uma parceria musical especial com o irmão Bruno de Souza Leão em
Esquizo.

Para saber mais e conhecer acessem o blog de Rodrigo de Souza Leão:

http://lowcura.blogspot.com/

PRA QUEM ESTIVER EM BRASÍLIA


FESTIVAL DE CINEMA DE MARINGÁ

O amigo Pery de Canti me mandou um email falando do Festival de Cinema de Maringá,
que divido com vocês.


29/04/2008 - 21h59
Festival de Cinema de Maringá já tem 175 inscrições de filmes



Em três semanas, o festival recebeu 175 inscrições de filmes, provenientes de 17 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, informou a organização do evento hoje (29).
Até o momento São Paulo é o estado com o maior número de inscritos, 54 obras. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 23 filmes. Empatados em terceiro lugar, com 14 filmes cada, estão os estados de Pernambuco e Paraná.Os interessados que ainda não se inscreveram podem acessar o site oficial do evento, ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição na própria página.
Além da participação de longas e curtas-metragens em 35mm, também serão aceitos curtas em plataforma digital e analógica na Mostra Competitiva deste ano.
Outra inovação ocorre nas premiações, já que os vencedores de melhor filme em longa e curta-metragem na opinião do público receberão a Menção Honrosa Viapar, o Troféu Cunha de Aço e uma premiação em dinheiro.
Os filmes também serão avaliados nas categorias técnicas --melhor montagem, melhor fotografia, melhor som direto, melhor ator, melhor atriz, melhor música, melhor figurino e melhor cenografia-- e os vencedores receberão o Troféu Cunha de Aço.
Os filmes que concorrerão à mostra serão pré-selecionados por uma comissão julgadora formada por jornalistas, artistas plásticos, produtores culturais e publicitários.
Leia mais
Inscrições para festival de cinema vão até 4 de maio

Mais informações no:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u397046.shtml

27 de abril de 2008

NA RUA


Um farelo brinca de verso inócuo diante da máxima de Nietzsche:
Os poetas não têm pudor com suas aventuras - eles as exploram.

EXIT


o idioma alemão é gutural
o japonês tem medo do número 4
a palavra é um pleonasmo que gozamos
em êxtase.

20 de abril de 2008

DANTESCO

( foto do meu celular)


Dispensa o fato
O fogo fagulha
Tudo incidental
Maracatu atômico nos meus ouvidos Mautner no paralelo de Science
Jazendo sapos que engolem cobras
Andar assim é ser fiel as regras morais
Aceita o feto, ele já fecundou
O neném vai nascer ainda e tirar o sono
Fraudários fraudulência e fraudas que custam
$$$$$$$ mês, choro dos descontentes...
Dispensa dispensa...
Há um frio na madrugada que grita abrigo
Abram os olhos e vejam no âmago da metafísica
"... O desamparo implica sermos nós a escolher nosso ser.* O desamparo é paralelo
da angústia. Quanto ao desespero, esta expressão tem um sentido extremamente
simples.
Quer ele dizer que nós somos limitados a contar com o que depende da nossa
vontade, ou com o conjunto das probabilidades que tornam a nossa ação possível..."
Via Sartre (Os Pensadores - Abril Cultural)
Beatriz sorri da diáspora de uma estrela que pinga sangue
E cai de uma nuvem que tem formato de dragão.
.
.
.
.
.
.
.
___________________________
* O que faz lembrar um aspecto importante da filosofia de Jaspers - a linguagem cifrada.

18 de abril de 2008

VIVO - Composição Lenine e Carlos Rennó





Precário, provisório, perecível;

Falível, transitório, transitivo;

Efêmero, fugaz e passageiro

Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!


Impuro, imperfeito, impermanente;

Incerto, incompleto, inconstante;

Instável, variável, defectivo

Eis aqui um vivo, eis aqui...


E apesar...Do tráfico, do tráfego equívoco;

Do tóxico, do trânsito nocivo;

Da droga, do indigesto digestivo;

Do câncer vil, do servo e do servil;

Da mente o mal doente coletivo;

Do sangue o mal do soro positivo;

E apesar dessas e outras...

O vivo afirma firme afirmativo

O que mais vale a pena é estar vivo!


É estar vivo

Vivo

É estar vivo

Não feito,não perfeito, não completo;

Não satisfeito nunca, não contente;

Não acabado, não definitivo

Eis aqui um vivo, eis-me aqui.

13 de abril de 2008



(foto do meu celular)


A lágrima pingou suada de nuvens gangrenadas em ritmo de blues .
O buraco negro num vazio zen que diz q tempo é ilusão.
24 horas são 16 horas, relações na disputa de uma bola que não faz
mais gol.
A vibração da terra passou de 7.5 para 11.5.
Me deram o cartão vermelho, caí na terra fosco e translúcido.
Peguei uma metranca de metáforas e sai atirando e atirando.
Cadê essa porra de verso?
Eu sou o reverso que canta aliterações marcianas, o próprio ET nas horas abissais.
Jimi Hendrix me abençoa na madrugada. Então, vocês já ouviram Itamar Assumpção?
Peguem o revolver e atirem em vossas televisões!
Já alucinou além da alucinação? Viram as estrelas cadentes caírem?
Sartre golpeia os que tem uma pele a menos. Foucault diz discurso do método mas o panótico continua nos dando algemas.
Não tenho medo do olho do lobo, dos dentes famintos. Não tenho medo da morte porque somos mortos nos nossos dias de escravidão.
Quebrei a lança e lancei no espaço. Quebro minha própria insipiência. Não estou vencido.
Pulso e repulso fluxo e fixo no ar pleonasmos que cato nos cactos da minha sombra.
O sol abre a boca e banha o suor da vida que traduz a senha em signos.

8 de abril de 2008

LOBA (Euza Noronha) fez os blogueiros uivarem de novo


Euza Noronha (Loba) organizou mais duas coletâneas de autores blogueiros.
Saiu Trilhas e Elos.
Em 2006 ela organizou a coletânea Corpo e Alma em Verso e Prosa.
E agora mais um uivo coletivo.
Na coletânea Trilhas sairam L. Rafael Nolli, Lisa Alves, Cris Destri,
Adélia Teresa Campos, Carol Montone, Diovanni Mendonça,
Elisabeth Vasques, Elise Maria Mars, Euza Noronha, Francisco Dantas,
Octávio Roggiero Neto, Sadra Regina,Caruco, Wilson Guanais eu eu.
Um rabisco meu que saiu na coletânea em forma de conto:
Desejo tragante
Sexta-feira à noite eu no bar do Chiquinho tomando umas cervejas.
De repente uma mulata muito gostosa entra e pede:
_ Me vê um maço de Derby.
Chiquinho responde:
_ Moça, eu não tenho derby, temos Hollywood, Carlton, Malboro...
Ela agradece, e diz obrigado.
Eu olhando a cena penso:
_Baby, você pode me fumar.
Mas cuidado pra não ficar doidona.
Cássio Amaral.
Depois publico mais poemas e contos aqui da coletânea.
Valeu Loba(Euza Noronha) e valeu Galera!
O link da Loba(Euza Noronha) está aí ao lado.

25 de março de 2008

olhos vermelhos nuvens amendrondadas cultuando pleonasmos rimbaudianos tudo explosão tiro de improviso e catapulta the lizard king aponta um tiro uísque e fogo dos deuses loucura simplificada... colo de nuvens incertezas profundas dignas a história conta tribo da antropologia
que tiazinha nem patgirl de acesso entende. IRQ! óia texto morre cama grita bundalelê
de Angus Yong faminta rasga o silêncio AC DC

24 de março de 2008

PRA QUEM ESTÁ EM BRASÍLIA


GRITO INTERROMPIDO, poemas de Antonio Miranda e fotos de Robson Corrêa de Araújo, é o primeiro título das Edições Fresta, dedicada a livros de arte em edições reduzidíssimas. Formato 12X12 cm, papel couchê 150 g, capa dura costurada, fotos em cores, exemplares numerados e assinados pelos autores. Apenas 50 exemplares, para colecionadores. Layout gráfico de Nelson Guimarães. Lançamento no restaurante CARPE DIEN, na quadra 104 sul, SEGUNDA=FEIRA, dia 24 de março.
Mais informações no site:
Ou no blog:

LÍGIA RIBEIRO EXPOE SUAS TELAS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS


EXPOSIÇÃO PRORROGADA: Devido ao grande sucesso da exposição, a direção do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares disponibilizou mais 15 dias de "Eu Mulheres - Sentimentos do Mundo". Então, corrigindo: a visitação está aberta até 04 de abril de 2008.

Tela de Lígia Ribeiro
Maiores informações sobre a exposição no blog dela:

22 de março de 2008


Tela de Sandra Camurça

HAIKAIS DE SANDRA CAMURÇA

I
no seu olhar
o meu olhar (di)vaga-
lumes!
II
quisera eu saber o teu sabor
lambuzar-me de ti
e temperar meu carnaval de amor
III
O que é o que é?

ao me ver nua
suas vogais pulsam
num ditongo crescente


O blog da Sandra Camurça está linkado aí ao lado ou no:
http://dimensaosalvadora.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

20 de março de 2008

Tela de Quedo

HAIMADRUGAIS

gargalhou o saci
as corujas dormem
e as pombas comem pintos
a madrugada
lambe o sono
enquanto o sonho acorda


disparo imprevisão no tempo
aurora que finge estilo
as mãos vazias dizem passagem
dois e dois são cinco
três e três são sete
há um pleonasmo na interrogação

19 de março de 2008

SOMETHING'S MISSING

Nada nada nada nada
nada nada nada nada
cafungo o nada nada nada
canfungo além do nada nada nada
bateu vento lua gripe e febre
bateu John Mayer que instituiu sal
há espinhos sobre minha cabeça
um rítmo de jazz mesclado de blues
vazio agudo ando meio cheio de tudo
como Leminski um dia derramou
me eremitei sou zaratustra agora
que entra na caverna e sente dor além da dor
fio de vida explosão absurdo

18 de março de 2008

FILOSOFIA DA MISÉRIA TOMO I

Eu devo estar na esquina.
Perdi o horário de verão nos olhos.
A chuva mofo do precipício na fauna humana.
Eu devo estar na esquina junto com a História
do Brasil 2 Império.
Abri o I CHING de novo mas Proudhon agulhou
minha coluna, aí mostrei minha caixa preta.

17 de março de 2008

BUM BATE BUM

O rigor preconceito da dureza são regras.
Fala a anta que toda a unanimidade é burra.
Conto prosa na chuva que banha o acaso.
Faísca um brilho na lâmpada de Aladim,
pode ser Maiakovski que atira no peito o relâmpago
eletrocutando o sentimento.

16 de março de 2008

ROUND ONE


Ela andava na linha reta.
Ele andava na contra mão.
Um dia se encontraram, sentaram então a razão e o devaneio.
A razão olhou para o céu é disse:
_Está vendo não te disse, que a física pode explicar os corpos celestes.
O devaneio começou a rir. Não agüentou e disparou:
_ Claro que pode, mas a física é careta, não pode dançar e trazer música como a poesia.
A razão revoltada procurou o Discurso do Método.
Só que Descartes havia sido convidado para uma reunião na casa de Dionísio.
Quando razão e devaneio chegaram lá a porta estava aberta.
E um conviva bêbado proclama:
_ É Descartes está certo, no seu terceiro postulado diz que as mudanças tem que serem feitas na consciência de cada um para que o exercício da razão se torne maneira habitual sem preconceitos.
A razão vai soltar um palavrão. Mas o devaneio diz:
_Vamos tomar um pouco de vinho!
A razão pra lá de puta pergunta:
_Quem é esse bêbado?
_ É a verve responde o devaneio.

15 de março de 2008

Telas de Cintia Simões Santiago




clarão do léxico
que traduz a razão cartesiana
René Descartes brinca em estrelas distraídas



luz que amplia
pingo de traço
desfarelado nos olhos da noite


estrelas cadentes
pedidos perdidos
em meteoros de vida



12 de março de 2008

O resumo que fiz do blog do Robson Corrêa de Araújo podem conferir no:

http://pt.shvoong.com/books/1782695-ponto-pedal-flusser-sartre/

10 de março de 2008

Fiz um resumo do blog de Ricardo Wagner, vocês podem conferir no:

http://pt.shvoong.com/books/1780828-um-protusuário-boteco/

6 de março de 2008

Tela Paranóia de Arthur Dicrayon

O site do Dicrayon está linkado aí ao lado, ou no:

http://harthurdicrayon.tripod.com/

Tela Paranóia de Arthur Dicrayon
O blog do Dicrayon está linkado aí ao lado, ou no:
a
mar
vela
a mar
veleiros
cela de sal
naufrago
à deriva
o mar
amor
nau
fraga
flagrante
delito
B.O.

5 de março de 2008

I
ando
paro
des ando
II
dissonância na nuvem vermelha
michel foucault discursa
no som de joe satriani
III
andy mckee
diz sóis conspirados
na amplidão do universo
IV
rabisco um risco
pisco em segundos
alma fragmentada de explosões lunares
V
falar é ouro
calar é prata
o x da questão é infinito

4 de março de 2008

Rodrigo de Souza Leão escreveu sobre a poesia de Glauco Mattoso
no Jornal do Brasil, vocês podem conferir no:

http://jbonline.terra.com.br/editorias/ideias/papel/2008/03/01/ideias20080301007.html

O site de Rodrigo de Souza Leão está linkado aí ao lado, ou no:

http://lowcura.blogspot.com/

3 de março de 2008

Fred Neumann fez um resumo do meu blog no site:

http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/blog/1775877-http-cassioamaral-blogspot-com/

Fred é compositor e poeta. Gosto das letras e poemas dele. E escreve contos legais também.

Um poema de Fred aí:

Fidel ou créu
Quem mais chamou a atenção no Brasil
Terá sido Fidel ou créu?
Um ainda não foi para lá
Nem sei se vai
Existe céu e inferno?
Ou só verão e inverno?
O outro anima as torcidas de cá
Um dança com semana de antecedência
Pura inocência
Ganhou em troca inimiga truculência
Dançou o créu
Ficou sem a final
E qual será o futuro de Cuba
Afinal
A dança do créu ou o sonho de Fidel?
Carros velhinhos ou novas moedas?
Tudo pelo social, ou economia global
Fidel ou créu
Alguém vai dançar.
O blog do Fred Neumann está linkado do lado, ou no:
Tem um poema meu no Blog de 7 Cabeças também que está linkado aí do lado, ou no:

28 de fevereiro de 2008

Tela de Quedo
Amigos,
O blog de Quedo com suas telas e escritos no:
Ou nos links aí do lado.
(Foto Cássio Amaral)
um poeta sem bar
é um poeta
sem lar

27 de fevereiro de 2008

HAI VAGANTES CÃES

vago a nau verga
perdido no mar
veleiros navegam devaneios


cachorros vagam na rua
o improviso diz na esquina
que latidos traduzem sentimentos



vagabundos iluminados contemplam
a lua desfarelada no céu
mel misturado com o gozo scarlate de uma estrela



canto um canto no canto
fico pasmo Hilda Hilst me acena
na lua prostituta bela no céu.

24 de fevereiro de 2008

LÍGIA RIBEIRO

Tela de Lígia Ribeiro





As telas de Lígia Ribeiro estão no blog dela linkado aí do lado, ou no:


CHARLES TÔRRES PEREIRA , CHAOTIX - 3 D



Trabalho de Charles Tôrres Pereira



Charles Tôrres Pereira, o homem da terceira dimensão está linkado aí do lado, ou no:

http://www.chaotix3d.blogspot.com/

18 de fevereiro de 2008

Ontem fui à casa de Ricardo Lima que é meu amigo e meu irmão.
Ele me apresentou aos pais e a uma amiga.
Foi bem legal e roubou a cena.
Me fez uma homenagem, escreveu pra mim um lance
que na hora não chorei de vergonha. Engasguei mas
na hora não chorei. Foi muito melhor que qualquer homenagem em grana, ou acadêmica.
Foi um presente de muita essência, de amigo, de irmão e de brother.
Não tem preço esse poema que ele fez pra mim:
Solene Bardo
(Homenagem a Cássio Amaral)
A claridade na arte escrita por seus versos
apresenta que não é pecado voar.
A lira desmedida que causa brilho às flores
mostra grandes motivos para sonhar.
Atreveu entregar o choro na face das ruínas
inconscientes que um dia foram exatas.
Abriu os olhos mais distantes com o
compasso pulsante da inspiração que tanto arrasa.
Tão cheio de luz ainda sólido e natural
habita nos litorais da história que se cumpriu.
Nos impulsos da estética conservada, arquitetou
o improvável misturando canção e carne.
Após o tempo perigoso, Cássio coloriu em lágrimas
as fontes úberes da sabedoria aguda.
Cúmplice assiste de camarote o miserável corte
que se espatifou numa avenida de pura chuva.
Além de mago das palavras, segue sacerdócio de sua
poesia no projetado sossego da loucura.
RICARDO LIMA
Araxá- fevereiro de 2008.

16 de fevereiro de 2008

Tela de William Blake

Afaguei estrelas mergulhadas em nuvens displicentes
O I CHING me reza direito que tenho de orar sempre meia noite
Incenso cósmico sobe tudo vagando em espirais que diz o imprevisto
Medito “Cabeças depois de serem cortadas ainda mexem e mordem a terra” Descartes lentes que catam cheiros, sabores ditam Discurso do Método. Maiêutica que pratico
na sala de aula diga todos dizem a situação Verdade não existe. Os óculos de Lennon no CCBB inundaram de lágrimas meu olhos de linces palito os dentes em Nietzche161 Os poetas não têm pudor com suas aventuras – eles as exploram eu eremito, só sozinho tiro a roupa apago a luz fumaça de incenso desfacelando segundos mortais a lua insana me lava granito de ponta de umbral 163 “O amor revela qualidades secretas daquele que ama- o que ele possui de raro, de expecional. É por isso que o amante engana facilmente naquilo que nele é regra. Correntes ensangüentam Dali num quadro que suspiro. Mastiguei o tempo e vou ficando mais novo,multiplico formas entre saber de milagres e discos voadores que vejo. Só sozinho sigo Zaratustra canta pra mim, con-verso com ele ele me diz que a caverna é momento de time para o pulo do gato. Faço figa, vejo o inominável e Além do Bem e do Mal distraio a música que bebo na safra quebrada do meu ser.

Cássio Amaral.

16/02/2008

23:01


Desconcertos na Paulista

Quem estiver em São Paulo hoje é uma opção e tanto, saquem aí:

Lasanha Hoje - Atomic Radio Sábado
"O Desconcertos na Paulista deste sábado convida três jovens autores que agitam e desconcertam o cenário da moderna literatura brasileira. Escrevem, sua escrita ágil, direta, contundente, de altíssimo nível; agitam, mixam, experimentam vários níveis, ousam com música, webdesign, cinema, dramaturgia, artes plásticas; além de participarem ou serem diretamente responsáveis por duas das melhores revistas online de literatura da atualidade: MURO e LASANHA." Claudinei Vieira.NICK FAREWELL, MAICKNUCLEAR, PAULO F. no DESCONCERTOS NA PAULISTA - A VOZ DA PROSASábado, dia 16 de fevereiro, 18:00,CASA DAS ROSAS
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e LiteraturaAvenida Paulista, 37
(ao lado do metrô Brigadeiro)
www.revistalasanha.bravehost.com
http://onlineatomicradio.bravehost.com
_______________________________________________________________ MaicknucleaR www.valium5estrelas.blogspot.com www.ogivanews.wordpress.com maicknuclear@hotmail.com

15 de fevereiro de 2008


Tela de Don Van Vliet
o poeta enche a cara de sonhos disbaratinha a frígida morte displicente diante da vida mortal e procura o sobrenatural ele come luas diáfanas e propõe um som transcendental bebe e chapa a incapacidade de dar a cara a tapa dos comuns cai no inferno de saber que ser sincero é ser EXTRA TERRESTRE num mundo de tantos disfarces de tantos bailes de máscaras ser e sendo e transita na alma um canto um querer de vênus uma cintilante força de clio faz da história mola propulsora de civilidade e humanismo cai e cai e cai e ainda levanta e choca-se com o caos o diabo do caos que congela o espírito humano pala canto enxuga seu pranto uiva pra lua insana e busca a bruxa que com ele fará poções e os rituais que o tempo interrompeu suar poesia suar emoção suar amor e suar carinho suar emoção suar amor o poeta sem teta alfa ômega acende um incenso e vê o censo da elevação do pensamento subir e abrir a porta do cósmico

31/10/04.
Tela de Don Van Vliet

14 de fevereiro de 2008

PA
LAVRA PÁRIA
IN SULTANDO AS FA VELAS
CANTINELAS PRO
VINCIANAS
INCINERO AMOR FADO
CRENÇAS CERVANTEANAS
ABRO O GÁS OXIGÊNIO E MORRO
VI VENDOCAOTICAMENTE ABRO O VER
BO CANTO CEGO DE VIS
TASSALIVAS DE FRAG
MENTOS DE SABINO NO ENCONTRO
DES
MARCADO
SANGRA A CICATRIZ
DO RIO ÁGUA SALOBRA
QUANDO CELA
NÃO ABRIGA A IMPUNIDADE
DO AS
SASSINO DE APOENA MEIRELES
CRIME RIME IM
PUNE SODOMA GOMORRA SANTI
FIQUE.

13/10/2004.

13 de fevereiro de 2008

falácia parlante porre verbal no gramophone ou na praça graça de achar que Poe poesia em todo lugar além de encabular no oásis da vida fazendo Histórias atrás da lenda de que um cão é poeta ou um poeta é um cão lobo uivante que graceja a emoção diante do devanecente e amanhecente devaneio que o domina caca pecados per verso insiste em naufragar no delirante jogo de metonímias com sujeitos predicados e achados que bebe e compões sua obra mística louco lócus logo zen zerado zebrado pólen poema falado é ganhado e perdendo amando e sendo amado abandonando e sendo abandonado a história explica, só a História explica pontes de fatos e recortes no tempo pra mover juntar catar poeta tudo esporrando na cara de quem é manobrado ou falo comido por bruxa cigana que não quer se envolver poesia prazia para o pré vestibular da vida corroída ou sofisticada que construímos ler reler treler escrever fogo gogo faiscado no papel que nos leva nos incinera ou que nos faz fênix nuvens todos somos nuvens o incrível é que deus está dentro de nós como nós não acreditamos e não queremos estarmos dentro de deus um dente quebrado poeta pobre e com dente quebrado a solidão estancando um tesão que não cura a loucura tara por mulheres de vestidos sapatos altos saias e tarado por êxtase de sentir andar nas nuvens mesmo por milionésimo de segundo levitar além de qualquer realidade careta que me pegue insolitum momento de barbear e cortar a face cabelos pentelhos mulheres algumas fadinhas outras loucas umas candinhas e todas papadas papantes bacanas e bacantes vinho fado música e mulheres ganho ou perco no jogo romance um enlance um jogo pra dar um jogo pra comer um jogo pra tudo tudo é jogado um dente quebrado meu poeta pobre poesia morta viva dentro de mim vomitada e mijada por mim esporrada quando quero quando alucino e meto verbo e transgrido papel meu papelão de achar que sou pó-eta, sou pó, os poetas no pó mortos lembremos que somos um pozinho soprado devagarinho num corpo mente espírito alma corpo não estacione é proibido fumar!falar até não mais calar e aprender escrever um poema que dure quinhentos anos, só assim poderei dizer que o que quero ser quando crescer: POETA!!!

02/11/2004.


12 de fevereiro de 2008


lua crescente
tua estrela diz direção
fagulha pinta mandala
sede que madruga
lençóis que brigam
refugiam-se na claridade
da flor que brinca
fazendo a vida pulsar

10 de fevereiro de 2008

Um conto de Luciane Oliveira

Conto ficção

Estou demoradamente sentada na mesa desse café esperando para que dê tempo da sua cabeça loira ver meu braço comprido se espreguiçando debaixo da minha blusa de bolinha que tem aquele tipo de manga fofinha que você tanto gosta.
Se nunca conversamos, como eu sei que você gosta? Ah, sei sabendo. Outro dia eu conversava com um amigo, também aqui, nesse mesmo café, só que em outra mesa, com o propósito único e claro de te fazer ciúmes, mas nada adiantava. Você e seu temível aparelhinho de ouvir música, com pequenas e ridículas bolinhas pretas de som grudadas aos ouvidos. Eu bem que tentei falar muito, muito alto, aproveitando a ruideza absoluta que costuma reinar naquele horário. Seis e meia da tarde. Você tinha um grosso bloco de anotações nas mãos, e eu dava dois dedos da minha para saber o que você escrevia. Sim, por duas vezes eu vi seus olhos feiosos pousarem na fenda da minha saia. Estou gordinha. Mas minhas coxas de algum modo misterioso ainda te seduzem.

Nossos encontros casuais estão ficando cada vez mais freqüentes. Não sei se naquele dia no qual eu tentei te fazer ciúmes com meu amigo você ouviu a gente falando da genealogia da moral de Nietzsche. Talvez não goste de Nietzsche. Mas é que eu me sentia tão importante falando naquilo, e à medida que a cerveja artesanal e cara vendida naquele café proporcionava um estranho efeito de náusea no meu estômago, minha fala parecia ficar ainda mais cheia de cultura e lascívia. Meu amigo já deveria estar se perguntando o que diabos acontecera comigo, e você lá, escrevendo a tese do momento e ouvindo suas nojentas bolinas pretas de som. Pareciam grandes abelhas ferroando calmas a pele macia e íntima dos ouvidos. Amei suas orelhas. Pequenas de mais para um homem do seu tamanho. É. Ontem eu ajeitei os cabelos de modo a pensar que você fosse me olhar diferente. Mas não olhou. Como lembrei da primeira vez que nos vimos, e que eu estava com a blusa de bolinhas, resolvi vesti-la de novo hoje.

E hoje eu conversava sobre a forma com a qual homens e mulheres escrevem suas poesias. Minha companhia, Samantha, leitora cheia de vícios com mulheres do tipo Anaïs Nin ou Sylvia Plath, dizia-me que o homem escreve sobre, já a mulher escreve sendo. Mal pude terminar de ouvir essa frase, senti você segurando meu braço, com a ponta de dois dos seus dedos pequenos e robustos. Você tem uma leve penugem nas mãos:
- Me empresta o fogo?

Eu não resisti a uma piadinha.

- Só se você não devolver.

Daí o instante se prolongou. Cada bolinha da minha blusa começou a se agitar em estupefata comemoração, minha amiga de boca aberta, assistindo, a cinza do cigarro dela se avolumando na ponta, quase caindo, quase caindo, não acreditando na ousadia. O menino que nos serve café passou do seu lado feito uma bala, telefone para ele tocando no caixa. Ai, isso não podia ter acontecido. Foi nesse instante que a tentativa de complementação que faiscou em seus olhos encontrou o refúgio inútil e asfixiante da timidez. Você desistiu da investida que pensou em fazer. Ficou tudo como se tivesse sido apenas uma idiota b-r-i-n-c-a-d-e-i-r-i-n-h-a. Frustrante. Brincadeira que você fingiu não entender. Dois meses e 19 dias te observando, trocando olhares e sonhos nos meus travesseiros em chamas, pra no final das contas, você apenas levar embora o isqueiro consigo. Fiquei sem fogo, mas com a fogueira em mim ainda acesa.

Amanhã vou fingir que dormi na rua, e vou pro café, de novo, com a mesma blusa de bolinha. Meus pontinhos brancos ainda não se conformam com a derrota. Ah, comprei um aparelhinho de ouvir música também. Agora vamos poder disputar indiferenças. Mas ainda continuo sonhando com o flanco macio e suave da sua cabeleira loira e escura.

Os blogs da Luciane estão linkados aí do lado, ou nos endereços:

http://fionamiller.blogspot.com/

http://aresexteriores.blogspot.com/

8 de fevereiro de 2008

Z DA QUESTÃO

transformação ação de transpor montanhas asas distraídas sabem das portas e saídas
voam em liberdade além do que alguém possa captar ou entender meu VÔO DE LIBERDADE
asas distraídas sempre sabem das rotas e saídas coroar o imprevisto com olhos de lince
saber as batalhas e as fraudes além do improviso dançar a vitória e derrota ri e ri de si como se ri fosse e é o que há de melhor cagando os pecados ver o re-
verso digo e finco meu pau no cume do absurdo além de tudo sem ser visto como sou sei sou o i ching pode me absolver tao te king lao tsé sensei diz o que diz miss foi-se a foice é o crime do abandolerear a além há abandas bandas tocam bandejas o abandono não existe é antes grade da insegurança de quem vai falanges canibal rimam no sol lá é meu lar e refaço o traço do risco que arrisco fakir cortou coração de vênus no mar além do m.

5 de fevereiro de 2008


a chuva cai distraída
mergulhada na noite
que brinca com a imensidão
Cássio Amaral

2 de fevereiro de 2008

SEXTA-FEIRA 01/02/2008 NOITE DE MÚSICA E AMIGOS RAROS.
Ontem Tarcisio me ligou. Estava na reunião à noite na escola.
Me convidou pra ir para casa dele.
Acabou a reunião. Pedi pra Ivete, que é minha amiga, colega de trabalho e mãe pra me levar lá,
já que não tenho carro. Ok, Ivete me levou lá na Riviera do Lago.
Tarcísio nos espera na porta da casa. Vem com aquela alma generosa, nos cumprimenta
e nos convida a entrar. Ivete não pode ficar tem a casa cheia de convidados, os filhos e o esposo esperando.
Tarcisio me leva pra dentro e me apresenta seu amigo Ubiratã.
Eles estudaram juntos Engenharia Química em São Carlos.
Resumo: Show! Ubiratã (Bira) é gente fina pra caralho! Meu parceiro Tarcisio é
Illuminati, iluminado e Bira Também. Depois de umas e outras, de Los Hermanos,
Frank Zappa e Lenine. Noite inesquecível.Bira tocou umas músicas bem legais dele. E Tarcisio também cantou suas canções. Brothers pra lá de gente boa.
Copiei a letra que fiz com Tarcisio Moura na minha agenda. Ele musicou, é meio CAZUZA,
olhem aí:

Será que vem a chuva
Levando embora o verão
Será que o amor é certo
Depois da contramão?

Eu tento mas não entendo
Porque tem que ser assim
Se eu cheguei de pressa
Você não viu em mim

A cor, textura e o tato
Calor, amor , abraço
Loucura, te tira o sal do mar

O sol, revive na areia
E a nuvem profetiza a vontade
Que corre queimando as veias
Quem vai dizer que nunca amou

Na vida tão rara, tão farta
Sorriso de boca ingrata
Quem sabe e quem nunca errou?
Quem abre com espaço
Pro calor, amor, abraço?

Tarcisio Moura e Cássio Amaral

1 de fevereiro de 2008

Grande Hotel de Araxá
SENTIMENTO MINEIRO

Minas está aqui,
dentro e fora de mim,
com seu vasto galope,
corpo se fosse um fardo.

Minas está em mim,
anterior ao verso,
paisagem sem cavalo,
halo que me desfaz.

Minas está, enfim,
ao rente do meu dorso,
abismo que resiste,
lâmina do meu susto.

João Carlos Taveira

Do Livro: “A flauta em Construção”