
11 de junho de 2008
DESCONTO DE PROSA

10 de junho de 2008
ABDUÇÃO PINKFLOYDIANA

Chapo quente
9 de junho de 2008
FAGULHA

Olho Jimi Hendrix e vislumbro Jim Morrison
Quadrantes arfam um solo que sorvo com o pensamento
Livros não dizem sabedoria além da possibilidade de prática
Ação feita William James na pegada de Henri Bergson
Meu eu, fala e grita. Meu eu o momento é agora
Todas as coisas se movem e teoria da intuição
O canto é urro, explosão , leve e furacão
Uivo além do que Marte me mata além dos vermelhos anos
Acena um solo que mergulho em estrelas desconhecidas
Meu pé enche de luz e olho de soslaio
Onde está a doxa?
Rifes me hipnotizam .... Estrelas que caem milhares de um momento
Só e contemplativo
Fagulha o momento do êxtase num verso inconcluído
06/06/2008
7 de junho de 2008
NO FRIGIR DOS OVOS
A filha dava para namorado em cima da mesa da cozinha.
Seus pais tinha viajado.
De repente escutam a porta abrir.
A mãe grita seu nome.
Ela desesperada pede para o namorado vestir a roupa.
Os pais chegam perto da cozinha.
Correria e adrenalina a mil.
O namorado tenta vestir a calça para conseguir se safar, mas prende o pinto no zíper.
A menina não sabe o que fazer. O namorado olha assustado e pensa que vai
ser flagrado e perder o pinto.
Os pais chegam na cozinha e olham uma cena que poderia ser fotografada por Vilém Flusser.
O namorado de avental frita ovos e a filha espera o jantar ficar pronto.
05/06/2008
5 de junho de 2008
TRIBUNAL DAS NUVENS
4 de junho de 2008
Telas de Arthur Dicrayon com haikais meus aí embaixo
3 de junho de 2008
ACAMPAR

No canto canta conto canta
No canto tanto canta conto
No conto canta tanto
O imprevisível está no infalível
Mas a rima não é só rima registro do invisível
Discurso de um louco vira a cabeça pra baixo
Pinel cruza eu mato no peito e chuto no ângulo
Pessoa ri na madrugada de todos heterônimos
Despencados de seu ópio do ofício.
Cássio Amaral.
01/02/2008
1 de junho de 2008
30 de maio de 2008
29 de maio de 2008
SOBRE O INFINITO

Revolução Industrial que atinge quarta fase
American way of life
Tvs, Ipoids, Marte quase explorada
Doutrina Monroe
Cabaço arrancado à força da América
NOVA ORDEM MUNDIAL
Ricos 10 X Pobres 0
A Mesa Voadora grita lombrigas
Que adubaram a terra no próximo enterro
Discos, ó discos voadores!
Os astros estão para constelar
A madrugada fria silencia a Neoliberalismo
O Mal das Flores que adoecem
Há um sinal, estrela desconhecida ainda
Há um sinal nos buracos negros do sol
Lexmark pra imprimir a ruptura da essência humana
Sinestesia que o bom senso despreza
Tomie Ohtake nos cinéticos que estão no caminho da margem
Eusébio Sempere me explica a lei da boa forma social?
Global tudo aldeia, índios nas cabanas abandonadas pelo descaso
Corações verdes levitam um coração vermelho
*Sobre o Infinito Sapeca a página 49:
BÚRQUIO – Aqueles que são divinos, estes são de vil matéria.
FRACASTÓRIO: De que maneira me fará ver e acreditar que aqueles sejam
mais divinos?
BÚRQUIO- Porque aqueles são impassíveis, inalteráveis e eternos, e estes
aqui são o contrário; aqueles são móveis de movimento circular e perfeitíssimos,
estes, de movimento reto.
* Os pensadores – Bruno (Giordano Bruno) , página 49
28 de maio de 2008
ALHEIO
o sol entra grafito imprevistos
aliterações desconstruindo dias
que engolem a vida
matrix momento é a luz que vem da janela
fico meio Dorival Caymmi
da janela lateral do quarto de dormir
vejo nuvens que brincam com meus sonhos
sou um cavaleiro marginal
meus moinhos de vento são pleonasmos que ofusco
infante diante da lua que me acolhe
o sol entra e grafico imprevistos de dom quixote
mares nunca navegados
metonímias que prendo na gaiola
cantam num hino que incita catacreses
banbolê do Banquete Arístocles que sonha com um mundo bom
representado na República
balança balança e balanaça quando a balança
é libra sitiada num prato que diz:
"... _*Mas não! Não te admires! _
retrucou ela ; _pois é porque destacamos do amor um certo
aspecto e, aplicando-lhe o nome todo , chamamomo-lo
de amor, enquanto para os outros aspectos servimos de outros
nomes..."
_________________________________________________
* Os pensadores- Platão- Página 37.
27 de maio de 2008
Alea Jacta est

24 de maio de 2008
20 de maio de 2008
UIVO ...

18 de maio de 2008
Verlaine, Rimbaud, Valéry, Mallarmé,
Bashô, Kobayashi, Saigyo, Hilda, Leminski,
Torquato, Waly, Henriqueta, Cecília, Clarice,
Maiakovski, Murilo, Drummond...
Teteretê tenerê
Bah, chimarrão
ou acarajé também oxente
Azul do anil
Não fico de nhenhenhem
Nem de tititi
Frio chegou
O amor levanta a terceira perna e afaga quatro pés que esquenta a madrugada.
16 de maio de 2008
OSCAR NIEMEYER
Poema de Antonio Miranda
Oscar Niemeyer
poeta-escultor.
Arquiteto do Rei.
Linhas no espaço sideral,
curvas no infinito
das constelações virtuais.
Criando avarandados coloniais
rampas cósmicas.
Ateu e comunista.
Materialista das catedrais
humanas,
das capelas espirituais.
Como mãos votivas
numa prece eternizada
no concreto armado
da Catedral ecumênica.
Todas as mãos candangas
paranaenses mineiras
pemambucanas
todas as mãos nortistas
paulistas
de todos os quadrantes
e sextantes
sustentam o universo
nacional.
No alto passam as
nuvens cintilantes
e os aviões da Real e da Panair
uma conspiração de anjos
burocratas diplomatas
voam políticos, empreiteiros
e trovejam e relampagueiam
tempestades
e fogos de artifício.
Sensual ou curvilíneo
em formas simbolistas:
mãos redes seios.
Devaneios.
Talvez abstrações
com intenções figurativas.
Ou seriam estruturas-esculturas?
Barrocas, modernistas?
Nas simetrias liberadas
e nas geometrias depuradas:
teatralidade.
Volumes espaços alturas
verticalidade
ou extremidades em vértice
a eludir o estático
e o majestático
— contra as regras
e as limitações.
Niemeyer é tão ou mais monumental
ainda que sóbrio
mais leve quando concreto
e funcional
mais denso quanto poético.
Surpreendente.
Sem concessões à trivialidade
porque genial.
Todas a artes irmanadas
no mármore, nos arcos
ancestrais
abóbadas sonoras
colunas dançarinas,
vitrais.
O site de Antônio Miranda está linkado aí ao lado, ou no:
http://www.antoniomiranda.com.br/
15 de maio de 2008
12 de maio de 2008
Captou?
10 de maio de 2008
CARTA DO IMPREVISTO

Instigo um canto no outro canto
Rasgo o segundo e brinco de momento
Descartes me levita no Discurso do Método
Alice in chains na minha alma
Divina é a comédia que Dante acena do céu
Beatriz tropeça no inferno e a madrugada ri displicente
La vie en close risco e aplico rabiscos arabescos circos
Falantes falam o que o infalável fareja no inominável
Digo pleonasmos como um cão que uiva no Banquete dos Deuses
Alice está em chamas
Alice está em chamas
Suas entranhas são sóis lunáticos e luas insanas
Que penetro no tratado da tolerância de Voltaire
A verve do papel é um vulcão que queima pleonasmos satíricos
Enquanto Sun Tzu me ensina
a arte da Guerra
Os corpos buscam uma vitória
no domínio efetivo do oponente.
7 de maio de 2008
NUCLEAR
4 de maio de 2008
A BANALIZAÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA
Onde está a indústria fonográfica? Na zona? Agora parece
que tudo tem quer virar banal, ridículo e prostituído?
Meu ouvido não é pinico.
Nos últimos tempos vem surgindo um tipo de “arte”, a anti-arte.
É melhor exaltar o ridículo, como se música fosse
fazer coisa mal feita.
São “artistas” que chegam e caem rapidamente, que não ficam.
Na boa não vão ficar como Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.
Por que estou falando isso? Porque estou cansado de lixo
sonoro, de ruído sonoro. Coisa que não bate, que é pusilânime, coisa
que não é arte.
Sabe, na boa não se assustem,mas tem hora que penso que Wanessa
Camargo deveria fazer filme erótico e não cantar.
Aí vem os Latino da vida, latindo coisas que regam festas nos aps.
Meus sobrinhos têm cinco e seis anos. Carol tem seis e Mateus tem cinco.
Eles escutam de tudo, mas sempre vem escutar o que estou ouvindo.
Sabe, música, literatura, teatro, artes plásticas tem que impactar, tem que
mexer com o ser humano. Não essa balela de bater no peito e dizer:
_Sou artista, tenho tal cd, tal livro, sou atriz. As mulheres do Big Brother e aquela
galerinha todos querem ser atores, atrizes. Pelo amor de Zeus, como se
ser ator e atriz fosse a coisa mais fácil do mundo. Como se um talk show banal e ridículo como Big Banalidade Brasileira pudesse dar um up grade para um papel de ator
ou atriz.
Cara, tem hora que é caco de vidro, é pau é pedra e é o fim do caminho.
Nos anos 90 Chico Science revolucionou a música brasileira. Trouxe o maracatu,
trouxe luz no fim do túnel. Muitos ralaram na estrada e levaram anos para serem
devidamente reconhecidos como Lenine e Zeca Baleiro. Artistas pensantes.
Mas vão dizer que o meu texto aqui é fraco e que estou atacando e perdendo tempo
de falar de desvalorização e banalidade na arte atual. Claro que vão dizer.
É mais fácil aceitar o que não te faz pensar. Uma letra que o instiga, que o faz
pensar pra quê? Melhor é aceitar o ruído sonoro. O pior é quando você acorda
de ressaca e esse ruído sonoro é o seu vizinho achando que é música.
Como diria Marcelo Nova do camisa de Vênus: _ Ó crianças isso é só o fim!
Pensar é perigoso, pode mudar, mudanças tiram governos e fazem a diferença.
A amiga Bárbara Lia me mandou um email com o convite do Porão Loquax
em Curitiba que vai ter Neuza Pinheiro que gostei da música e da poesia.
Podem saca-la aí:
http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/neuzaverso.htm
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=152132013
30 de abril de 2008
Krâneo e seu neurônio

Pulei da janela deitada
Portas Fechadas Portas fechadas
Vulcão, sou um vulcão
Pânico no círculo
Somba e adrenalina
Função de morte fode
Na veia sossegada um caminho inválido
Curto circuito fechado
Degradê degradáveis
Enguias guiam os volts
Química cerebral
Química cerebral
Culpados....
Existe uma coisa dentro de outra coisa
Existem coisas coisando
Trombetas esporrando sangue
Vulcões...
O que não coisa causa.
O Cd de Rodrigo de Souza Leão são estilhaços das nuvens de Jimi Hendrix,Baudelaire, Rimbaud, Torquato Neto, Leminski, Verlaine, Valéry, Mallarmé e João Cabral de Melo Neto. É um urro de Jim Morrison no palco dançando como xamã. Círculo de uma verve que incendeia e alucina.
É eletrônico, dançante, punk e tem poemas ditos com alma,uma alma maior que chega no âmago das coisas, da metafísica, daquilo que poucos sabem ver, a suas letras
são poesia que bate, é o vulcão de som que um poeta com P maiúsculo
pode trazer e fazer. Krâneo e seu neurônio é um cd não comercial, uma edição
experimental que tem mix-design de Tavinho Paes. A parte musical de Gizza
Negri e uma parceria musical especial com o irmão Bruno de Souza Leão em
Esquizo.
Para saber mais e conhecer acessem o blog de Rodrigo de Souza Leão:
http://lowcura.blogspot.com/
FESTIVAL DE CINEMA DE MARINGÁ
que divido com vocês.
29/04/2008 - 21h59
Festival de Cinema de Maringá já tem 175 inscrições de filmes
Em três semanas, o festival recebeu 175 inscrições de filmes, provenientes de 17 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, informou a organização do evento hoje (29).
Até o momento São Paulo é o estado com o maior número de inscritos, 54 obras. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 23 filmes. Empatados em terceiro lugar, com 14 filmes cada, estão os estados de Pernambuco e Paraná.Os interessados que ainda não se inscreveram podem acessar o site oficial do evento, ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição na própria página.
Além da participação de longas e curtas-metragens em 35mm, também serão aceitos curtas em plataforma digital e analógica na Mostra Competitiva deste ano.
Outra inovação ocorre nas premiações, já que os vencedores de melhor filme em longa e curta-metragem na opinião do público receberão a Menção Honrosa Viapar, o Troféu Cunha de Aço e uma premiação em dinheiro.
Os filmes também serão avaliados nas categorias técnicas --melhor montagem, melhor fotografia, melhor som direto, melhor ator, melhor atriz, melhor música, melhor figurino e melhor cenografia-- e os vencedores receberão o Troféu Cunha de Aço.
Os filmes que concorrerão à mostra serão pré-selecionados por uma comissão julgadora formada por jornalistas, artistas plásticos, produtores culturais e publicitários.
Leia mais
Inscrições para festival de cinema vão até 4 de maio
Mais informações no:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u397046.shtml
27 de abril de 2008
20 de abril de 2008
DANTESCO
( foto do meu celular)18 de abril de 2008
VIVO - Composição Lenine e Carlos Rennó

13 de abril de 2008

(foto do meu celular)
O buraco negro num vazio zen que diz q tempo é ilusão.
24 horas são 16 horas, relações na disputa de uma bola que não faz
mais gol.
A vibração da terra passou de 7.5 para 11.5.
Me deram o cartão vermelho, caí na terra fosco e translúcido.
Peguei uma metranca de metáforas e sai atirando e atirando.
Cadê essa porra de verso?
Eu sou o reverso que canta aliterações marcianas, o próprio ET nas horas abissais.
Jimi Hendrix me abençoa na madrugada. Então, vocês já ouviram Itamar Assumpção?
Peguem o revolver e atirem em vossas televisões!
Já alucinou além da alucinação? Viram as estrelas cadentes caírem?
Sartre golpeia os que tem uma pele a menos. Foucault diz discurso do método mas o panótico continua nos dando algemas.
Não tenho medo do olho do lobo, dos dentes famintos. Não tenho medo da morte porque somos mortos nos nossos dias de escravidão.
Quebrei a lança e lancei no espaço. Quebro minha própria insipiência. Não estou vencido.
Pulso e repulso fluxo e fixo no ar pleonasmos que cato nos cactos da minha sombra.
O sol abre a boca e banha o suor da vida que traduz a senha em signos.
10 de abril de 2008
8 de abril de 2008
LOBA (Euza Noronha) fez os blogueiros uivarem de novo

25 de março de 2008
que tiazinha nem patgirl de acesso entende. IRQ! óia texto morre cama grita bundalelê
de Angus Yong faminta rasga o silêncio AC DC
24 de março de 2008
PRA QUEM ESTÁ EM BRASÍLIA

GRITO INTERROMPIDO, poemas de Antonio Miranda e fotos de Robson Corrêa de Araújo, é o primeiro título das Edições Fresta, dedicada a livros de arte em edições reduzidíssimas. Formato 12X12 cm, papel couchê 150 g, capa dura costurada, fotos em cores, exemplares numerados e assinados pelos autores. Apenas 50 exemplares, para colecionadores. Layout gráfico de Nelson Guimarães. Lançamento no restaurante CARPE DIEN, na quadra 104 sul, SEGUNDA=FEIRA, dia 24 de março.
LÍGIA RIBEIRO EXPOE SUAS TELAS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
22 de março de 2008
HAIKAIS DE SANDRA CAMURÇA
II
quisera eu saber o teu sabor
III
O que é o que é?
ao me ver nua
suas vogais pulsam
num ditongo crescente
O blog da Sandra Camurça está linkado aí ao lado ou no:
http://dimensaosalvadora.blogspot.com/2008_03_01_archive.html
21 de março de 2008
20 de março de 2008
HAIMADRUGAIS
lambe o sono
enquanto o sonho acorda
19 de março de 2008
SOMETHING'S MISSING
nada nada nada nada
cafungo o nada nada nada
canfungo além do nada nada nada
bateu vento lua gripe e febre
bateu John Mayer que instituiu sal
há espinhos sobre minha cabeça
um rítmo de jazz mesclado de blues
vazio agudo ando meio cheio de tudo
como Leminski um dia derramou
me eremitei sou zaratustra agora
que entra na caverna e sente dor além da dor
fio de vida explosão absurdo
18 de março de 2008
FILOSOFIA DA MISÉRIA TOMO I
Perdi o horário de verão nos olhos.
A chuva mofo do precipício na fauna humana.
Eu devo estar na esquina junto com a História
do Brasil 2 Império.
Abri o I CHING de novo mas Proudhon agulhou
minha coluna, aí mostrei minha caixa preta.
17 de março de 2008
BUM BATE BUM
Fala a anta que toda a unanimidade é burra.
Conto prosa na chuva que banha o acaso.
Faísca um brilho na lâmpada de Aladim,
16 de março de 2008
ROUND ONE
Ela andava na linha reta.
Ele andava na contra mão.
Um dia se encontraram, sentaram então a razão e o devaneio.
A razão olhou para o céu é disse:
_Está vendo não te disse, que a física pode explicar os corpos celestes.
O devaneio começou a rir. Não agüentou e disparou:
_ Claro que pode, mas a física é careta, não pode dançar e trazer música como a poesia.
A razão revoltada procurou o Discurso do Método.
Só que Descartes havia sido convidado para uma reunião na casa de Dionísio.
Quando razão e devaneio chegaram lá a porta estava aberta.
E um conviva bêbado proclama:
_ É Descartes está certo, no seu terceiro postulado diz que as mudanças tem que serem feitas na consciência de cada um para que o exercício da razão se torne maneira habitual sem preconceitos.
_Vamos tomar um pouco de vinho!
A razão pra lá de puta pergunta:
_Quem é esse bêbado?
_ É a verve responde o devaneio.
12 de março de 2008
http://pt.shvoong.com/books/1782695-ponto-pedal-flusser-sartre/
10 de março de 2008
http://pt.shvoong.com/books/1780828-um-protusuário-boteco/
6 de março de 2008
5 de março de 2008
4 de março de 2008
no Jornal do Brasil, vocês podem conferir no:
http://jbonline.terra.com.br/editorias/ideias/papel/2008/03/01/ideias20080301007.html
O site de Rodrigo de Souza Leão está linkado aí ao lado, ou no:
http://lowcura.blogspot.com/
3 de março de 2008
http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/blog/1775877-http-cassioamaral-blogspot-com/
Fred é compositor e poeta. Gosto das letras e poemas dele. E escreve contos legais também.
Um poema de Fred aí:
28 de fevereiro de 2008
27 de fevereiro de 2008
HAI VAGANTES CÃES
perdido no mar
veleiros navegam devaneios
cachorros vagam na rua
o improviso diz na esquina
que latidos traduzem sentimentos
vagabundos iluminados contemplam
a lua desfarelada no céu
mel misturado com o gozo scarlate de uma estrela
canto um canto no canto
fico pasmo Hilda Hilst me acena
na lua prostituta bela no céu.
24 de fevereiro de 2008
LÍGIA RIBEIRO
CHARLES TÔRRES PEREIRA , CHAOTIX - 3 D

Trabalho de Charles Tôrres Pereira
Charles Tôrres Pereira, o homem da terceira dimensão está linkado aí do lado, ou no:
http://www.chaotix3d.blogspot.com/
18 de fevereiro de 2008
16 de fevereiro de 2008
Afaguei estrelas mergulhadas em nuvens displicentes
O I CHING me reza direito que tenho de orar sempre meia noite
Incenso cósmico sobe tudo vagando em espirais que diz o imprevisto
Medito “Cabeças depois de serem cortadas ainda mexem e mordem a terra” Descartes lentes que catam cheiros, sabores ditam Discurso do Método. Maiêutica que pratico
na sala de aula diga todos dizem a situação Verdade não existe. Os óculos de Lennon no CCBB inundaram de lágrimas meu olhos de linces palito os dentes em Nietzche161 Os poetas não têm pudor com suas aventuras – eles as exploram eu eremito, só sozinho tiro a roupa apago a luz fumaça de incenso desfacelando segundos mortais a lua insana me lava granito de ponta de umbral 163 “O amor revela qualidades secretas daquele que ama- o que ele possui de raro, de expecional. É por isso que o amante engana facilmente naquilo que nele é regra. Correntes ensangüentam Dali num quadro que suspiro. Mastiguei o tempo e vou ficando mais novo,multiplico formas entre saber de milagres e discos voadores que vejo. Só sozinho sigo Zaratustra canta pra mim, con-verso com ele ele me diz que a caverna é momento de time para o pulo do gato. Faço figa, vejo o inominável e Além do Bem e do Mal distraio a música que bebo na safra quebrada do meu ser.
Cássio Amaral.
16/02/2008
23:01
Desconcertos na Paulista
Lasanha Hoje - Atomic Radio Sábado
"O Desconcertos na Paulista deste sábado convida três jovens autores que agitam e desconcertam o cenário da moderna literatura brasileira. Escrevem, sua escrita ágil, direta, contundente, de altíssimo nível; agitam, mixam, experimentam vários níveis, ousam com música, webdesign, cinema, dramaturgia, artes plásticas; além de participarem ou serem diretamente responsáveis por duas das melhores revistas online de literatura da atualidade: MURO e LASANHA." Claudinei Vieira.NICK FAREWELL, MAICKNUCLEAR, PAULO F. no DESCONCERTOS NA PAULISTA - A VOZ DA PROSASábado, dia 16 de fevereiro, 18:00,CASA DAS ROSAS
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e LiteraturaAvenida Paulista, 37
(ao lado do metrô Brigadeiro)
www.revistalasanha.bravehost.com
http://onlineatomicradio.bravehost.com
_______________________________________________________________ MaicknucleaR www.valium5estrelas.blogspot.com www.ogivanews.wordpress.com maicknuclear@hotmail.com
15 de fevereiro de 2008
31/10/04.
14 de fevereiro de 2008
LAVRA PÁRIA
IN SULTANDO AS FA VELAS
CANTINELAS PRO
VINCIANAS
INCINERO AMOR FADO
CRENÇAS CERVANTEANAS
ABRO O GÁS OXIGÊNIO E MORRO
VI VENDOCAOTICAMENTE ABRO O VER
BO CANTO CEGO DE VIS
TASSALIVAS DE FRAG
MENTOS DE SABINO NO ENCONTRO
DES
MARCADO
SANGRA A CICATRIZ
DO RIO ÁGUA SALOBRA
QUANDO CELA
NÃO ABRIGA A IMPUNIDADE
DO AS
SASSINO DE APOENA MEIRELES
CRIME RIME IM
PUNE SODOMA GOMORRA SANTI
FIQUE.
13/10/2004.
13 de fevereiro de 2008
02/11/2004.
12 de fevereiro de 2008
10 de fevereiro de 2008
Conto ficção
Estou demoradamente sentada na mesa desse café esperando para que dê tempo da sua cabeça loira ver meu braço comprido se espreguiçando debaixo da minha blusa de bolinha que tem aquele tipo de manga fofinha que você tanto gosta.
Se nunca conversamos, como eu sei que você gosta? Ah, sei sabendo. Outro dia eu conversava com um amigo, também aqui, nesse mesmo café, só que em outra mesa, com o propósito único e claro de te fazer ciúmes, mas nada adiantava. Você e seu temível aparelhinho de ouvir música, com pequenas e ridículas bolinhas pretas de som grudadas aos ouvidos. Eu bem que tentei falar muito, muito alto, aproveitando a ruideza absoluta que costuma reinar naquele horário. Seis e meia da tarde. Você tinha um grosso bloco de anotações nas mãos, e eu dava dois dedos da minha para saber o que você escrevia. Sim, por duas vezes eu vi seus olhos feiosos pousarem na fenda da minha saia. Estou gordinha. Mas minhas coxas de algum modo misterioso ainda te seduzem.
Nossos encontros casuais estão ficando cada vez mais freqüentes. Não sei se naquele dia no qual eu tentei te fazer ciúmes com meu amigo você ouviu a gente falando da genealogia da moral de Nietzsche. Talvez não goste de Nietzsche. Mas é que eu me sentia tão importante falando naquilo, e à medida que a cerveja artesanal e cara vendida naquele café proporcionava um estranho efeito de náusea no meu estômago, minha fala parecia ficar ainda mais cheia de cultura e lascívia. Meu amigo já deveria estar se perguntando o que diabos acontecera comigo, e você lá, escrevendo a tese do momento e ouvindo suas nojentas bolinas pretas de som. Pareciam grandes abelhas ferroando calmas a pele macia e íntima dos ouvidos. Amei suas orelhas. Pequenas de mais para um homem do seu tamanho. É. Ontem eu ajeitei os cabelos de modo a pensar que você fosse me olhar diferente. Mas não olhou. Como lembrei da primeira vez que nos vimos, e que eu estava com a blusa de bolinhas, resolvi vesti-la de novo hoje.
E hoje eu conversava sobre a forma com a qual homens e mulheres escrevem suas poesias. Minha companhia, Samantha, leitora cheia de vícios com mulheres do tipo Anaïs Nin ou Sylvia Plath, dizia-me que o homem escreve sobre, já a mulher escreve sendo. Mal pude terminar de ouvir essa frase, senti você segurando meu braço, com a ponta de dois dos seus dedos pequenos e robustos. Você tem uma leve penugem nas mãos:
- Me empresta o fogo?
Eu não resisti a uma piadinha.
- Só se você não devolver.
Daí o instante se prolongou. Cada bolinha da minha blusa começou a se agitar em estupefata comemoração, minha amiga de boca aberta, assistindo, a cinza do cigarro dela se avolumando na ponta, quase caindo, quase caindo, não acreditando na ousadia. O menino que nos serve café passou do seu lado feito uma bala, telefone para ele tocando no caixa. Ai, isso não podia ter acontecido. Foi nesse instante que a tentativa de complementação que faiscou em seus olhos encontrou o refúgio inútil e asfixiante da timidez. Você desistiu da investida que pensou em fazer. Ficou tudo como se tivesse sido apenas uma idiota b-r-i-n-c-a-d-e-i-r-i-n-h-a. Frustrante. Brincadeira que você fingiu não entender. Dois meses e 19 dias te observando, trocando olhares e sonhos nos meus travesseiros em chamas, pra no final das contas, você apenas levar embora o isqueiro consigo. Fiquei sem fogo, mas com a fogueira em mim ainda acesa.
Amanhã vou fingir que dormi na rua, e vou pro café, de novo, com a mesma blusa de bolinha. Meus pontinhos brancos ainda não se conformam com a derrota. Ah, comprei um aparelhinho de ouvir música também. Agora vamos poder disputar indiferenças. Mas ainda continuo sonhando com o flanco macio e suave da sua cabeleira loira e escura.
Os blogs da Luciane estão linkados aí do lado, ou nos endereços:
http://fionamiller.blogspot.com/
http://aresexteriores.blogspot.com/
8 de fevereiro de 2008
Z DA QUESTÃO
voam em liberdade além do que alguém possa captar ou entender meu VÔO DE LIBERDADE
asas distraídas sempre sabem das rotas e saídas coroar o imprevisto com olhos de lince
saber as batalhas e as fraudes além do improviso dançar a vitória e derrota ri e ri de si como se ri fosse e é o que há de melhor cagando os pecados ver o re-
verso digo e finco meu pau no cume do absurdo além de tudo sem ser visto como sou sei sou o i ching pode me absolver tao te king lao tsé sensei diz o que diz miss foi-se a foice é o crime do abandolerear a além há abandas bandas tocam bandejas o abandono não existe é antes grade da insegurança de quem vai falanges canibal rimam no sol lá é meu lar e refaço o traço do risco que arrisco fakir cortou coração de vênus no mar além do m.
2 de fevereiro de 2008
Me convidou pra ir para casa dele.
Acabou a reunião. Pedi pra Ivete, que é minha amiga, colega de trabalho e mãe pra me levar lá,
já que não tenho carro. Ok, Ivete me levou lá na Riviera do Lago.
Tarcísio nos espera na porta da casa. Vem com aquela alma generosa, nos cumprimenta
e nos convida a entrar. Ivete não pode ficar tem a casa cheia de convidados, os filhos e o esposo esperando.
Tarcisio me leva pra dentro e me apresenta seu amigo Ubiratã.
Eles estudaram juntos Engenharia Química em São Carlos.
Resumo: Show! Ubiratã (Bira) é gente fina pra caralho! Meu parceiro Tarcisio é
Illuminati, iluminado e Bira Também. Depois de umas e outras, de Los Hermanos,
Frank Zappa e Lenine. Noite inesquecível.Bira tocou umas músicas bem legais dele. E Tarcisio também cantou suas canções. Brothers pra lá de gente boa.
Copiei a letra que fiz com Tarcisio Moura na minha agenda. Ele musicou, é meio CAZUZA,
olhem aí:
Levando embora o verão
Será que o amor é certo
Depois da contramão?
Eu tento mas não entendo
Porque tem que ser assim
Se eu cheguei de pressa
Você não viu em mim
A cor, textura e o tato
Calor, amor , abraço
Loucura, te tira o sal do mar
O sol, revive na areia
E a nuvem profetiza a vontade
Que corre queimando as veias
Quem vai dizer que nunca amou
Na vida tão rara, tão farta
Sorriso de boca ingrata
Quem sabe e quem nunca errou?
Quem abre com espaço
Pro calor, amor, abraço?
Tarcisio Moura e Cássio Amaral
1 de fevereiro de 2008
Minas está aqui,
dentro e fora de mim,
com seu vasto galope,
corpo se fosse um fardo.
Minas está em mim,
anterior ao verso,
paisagem sem cavalo,
halo que me desfaz.
Minas está, enfim,
ao rente do meu dorso,
abismo que resiste,
lâmina do meu susto.
João Carlos Taveira
Do Livro: “A flauta em Construção”

































