24 de março de 2008


Tela de Lígia Ribeiro
Maiores informações sobre a exposição no blog dela:

22 de março de 2008


Tela de Sandra Camurça

HAIKAIS DE SANDRA CAMURÇA

I
no seu olhar
o meu olhar (di)vaga-
lumes!
II
quisera eu saber o teu sabor
lambuzar-me de ti
e temperar meu carnaval de amor
III
O que é o que é?

ao me ver nua
suas vogais pulsam
num ditongo crescente


O blog da Sandra Camurça está linkado aí ao lado ou no:
http://dimensaosalvadora.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

20 de março de 2008

Tela de Quedo

HAIMADRUGAIS

gargalhou o saci
as corujas dormem
e as pombas comem pintos
a madrugada
lambe o sono
enquanto o sonho acorda


disparo imprevisão no tempo
aurora que finge estilo
as mãos vazias dizem passagem
dois e dois são cinco
três e três são sete
há um pleonasmo na interrogação

19 de março de 2008

SOMETHING'S MISSING

Nada nada nada nada
nada nada nada nada
cafungo o nada nada nada
canfungo além do nada nada nada
bateu vento lua gripe e febre
bateu John Mayer que instituiu sal
há espinhos sobre minha cabeça
um rítmo de jazz mesclado de blues
vazio agudo ando meio cheio de tudo
como Leminski um dia derramou
me eremitei sou zaratustra agora
que entra na caverna e sente dor além da dor
fio de vida explosão absurdo

18 de março de 2008

FILOSOFIA DA MISÉRIA TOMO I

Eu devo estar na esquina.
Perdi o horário de verão nos olhos.
A chuva mofo do precipício na fauna humana.
Eu devo estar na esquina junto com a História
do Brasil 2 Império.
Abri o I CHING de novo mas Proudhon agulhou
minha coluna, aí mostrei minha caixa preta.

17 de março de 2008

BUM BATE BUM

O rigor preconceito da dureza são regras.
Fala a anta que toda a unanimidade é burra.
Conto prosa na chuva que banha o acaso.
Faísca um brilho na lâmpada de Aladim,
pode ser Maiakovski que atira no peito o relâmpago
eletrocutando o sentimento.

16 de março de 2008

ROUND ONE


Ela andava na linha reta.
Ele andava na contra mão.
Um dia se encontraram, sentaram então a razão e o devaneio.
A razão olhou para o céu é disse:
_Está vendo não te disse, que a física pode explicar os corpos celestes.
O devaneio começou a rir. Não agüentou e disparou:
_ Claro que pode, mas a física é careta, não pode dançar e trazer música como a poesia.
A razão revoltada procurou o Discurso do Método.
Só que Descartes havia sido convidado para uma reunião na casa de Dionísio.
Quando razão e devaneio chegaram lá a porta estava aberta.
E um conviva bêbado proclama:
_ É Descartes está certo, no seu terceiro postulado diz que as mudanças tem que serem feitas na consciência de cada um para que o exercício da razão se torne maneira habitual sem preconceitos.
A razão vai soltar um palavrão. Mas o devaneio diz:
_Vamos tomar um pouco de vinho!
A razão pra lá de puta pergunta:
_Quem é esse bêbado?
_ É a verve responde o devaneio.

15 de março de 2008

Telas de Cintia Simões Santiago




clarão do léxico
que traduz a razão cartesiana
René Descartes brinca em estrelas distraídas



luz que amplia
pingo de traço
desfarelado nos olhos da noite


estrelas cadentes
pedidos perdidos
em meteoros de vida



12 de março de 2008

O resumo que fiz do blog do Robson Corrêa de Araújo podem conferir no:

http://pt.shvoong.com/books/1782695-ponto-pedal-flusser-sartre/

10 de março de 2008

Fiz um resumo do blog de Ricardo Wagner, vocês podem conferir no:

http://pt.shvoong.com/books/1780828-um-protusuário-boteco/

6 de março de 2008

Tela Paranóia de Arthur Dicrayon

O site do Dicrayon está linkado aí ao lado, ou no:

http://harthurdicrayon.tripod.com/

Tela Paranóia de Arthur Dicrayon
O blog do Dicrayon está linkado aí ao lado, ou no:
a
mar
vela
a mar
veleiros
cela de sal
naufrago
à deriva
o mar
amor
nau
fraga
flagrante
delito
B.O.

5 de março de 2008

I
ando
paro
des ando
II
dissonância na nuvem vermelha
michel foucault discursa
no som de joe satriani
III
andy mckee
diz sóis conspirados
na amplidão do universo
IV
rabisco um risco
pisco em segundos
alma fragmentada de explosões lunares
V
falar é ouro
calar é prata
o x da questão é infinito

4 de março de 2008

Rodrigo de Souza Leão escreveu sobre a poesia de Glauco Mattoso
no Jornal do Brasil, vocês podem conferir no:

http://jbonline.terra.com.br/editorias/ideias/papel/2008/03/01/ideias20080301007.html

O site de Rodrigo de Souza Leão está linkado aí ao lado, ou no:

http://lowcura.blogspot.com/

3 de março de 2008

Fred Neumann fez um resumo do meu blog no site:

http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/blog/1775877-http-cassioamaral-blogspot-com/

Fred é compositor e poeta. Gosto das letras e poemas dele. E escreve contos legais também.

Um poema de Fred aí:

Fidel ou créu
Quem mais chamou a atenção no Brasil
Terá sido Fidel ou créu?
Um ainda não foi para lá
Nem sei se vai
Existe céu e inferno?
Ou só verão e inverno?
O outro anima as torcidas de cá
Um dança com semana de antecedência
Pura inocência
Ganhou em troca inimiga truculência
Dançou o créu
Ficou sem a final
E qual será o futuro de Cuba
Afinal
A dança do créu ou o sonho de Fidel?
Carros velhinhos ou novas moedas?
Tudo pelo social, ou economia global
Fidel ou créu
Alguém vai dançar.
O blog do Fred Neumann está linkado do lado, ou no:
Tem um poema meu no Blog de 7 Cabeças também que está linkado aí do lado, ou no:

28 de fevereiro de 2008

Tela de Quedo
Amigos,
O blog de Quedo com suas telas e escritos no:
Ou nos links aí do lado.
(Foto Cássio Amaral)
um poeta sem bar
é um poeta
sem lar

27 de fevereiro de 2008

HAI VAGANTES CÃES

vago a nau verga
perdido no mar
veleiros navegam devaneios


cachorros vagam na rua
o improviso diz na esquina
que latidos traduzem sentimentos



vagabundos iluminados contemplam
a lua desfarelada no céu
mel misturado com o gozo scarlate de uma estrela



canto um canto no canto
fico pasmo Hilda Hilst me acena
na lua prostituta bela no céu.

24 de fevereiro de 2008

LÍGIA RIBEIRO

Tela de Lígia Ribeiro





As telas de Lígia Ribeiro estão no blog dela linkado aí do lado, ou no:


CHARLES TÔRRES PEREIRA , CHAOTIX - 3 D



Trabalho de Charles Tôrres Pereira



Charles Tôrres Pereira, o homem da terceira dimensão está linkado aí do lado, ou no:

http://www.chaotix3d.blogspot.com/

18 de fevereiro de 2008

Ontem fui à casa de Ricardo Lima que é meu amigo e meu irmão.
Ele me apresentou aos pais e a uma amiga.
Foi bem legal e roubou a cena.
Me fez uma homenagem, escreveu pra mim um lance
que na hora não chorei de vergonha. Engasguei mas
na hora não chorei. Foi muito melhor que qualquer homenagem em grana, ou acadêmica.
Foi um presente de muita essência, de amigo, de irmão e de brother.
Não tem preço esse poema que ele fez pra mim:
Solene Bardo
(Homenagem a Cássio Amaral)
A claridade na arte escrita por seus versos
apresenta que não é pecado voar.
A lira desmedida que causa brilho às flores
mostra grandes motivos para sonhar.
Atreveu entregar o choro na face das ruínas
inconscientes que um dia foram exatas.
Abriu os olhos mais distantes com o
compasso pulsante da inspiração que tanto arrasa.
Tão cheio de luz ainda sólido e natural
habita nos litorais da história que se cumpriu.
Nos impulsos da estética conservada, arquitetou
o improvável misturando canção e carne.
Após o tempo perigoso, Cássio coloriu em lágrimas
as fontes úberes da sabedoria aguda.
Cúmplice assiste de camarote o miserável corte
que se espatifou numa avenida de pura chuva.
Além de mago das palavras, segue sacerdócio de sua
poesia no projetado sossego da loucura.
RICARDO LIMA
Araxá- fevereiro de 2008.

16 de fevereiro de 2008

Tela de William Blake

Afaguei estrelas mergulhadas em nuvens displicentes
O I CHING me reza direito que tenho de orar sempre meia noite
Incenso cósmico sobe tudo vagando em espirais que diz o imprevisto
Medito “Cabeças depois de serem cortadas ainda mexem e mordem a terra” Descartes lentes que catam cheiros, sabores ditam Discurso do Método. Maiêutica que pratico
na sala de aula diga todos dizem a situação Verdade não existe. Os óculos de Lennon no CCBB inundaram de lágrimas meu olhos de linces palito os dentes em Nietzche161 Os poetas não têm pudor com suas aventuras – eles as exploram eu eremito, só sozinho tiro a roupa apago a luz fumaça de incenso desfacelando segundos mortais a lua insana me lava granito de ponta de umbral 163 “O amor revela qualidades secretas daquele que ama- o que ele possui de raro, de expecional. É por isso que o amante engana facilmente naquilo que nele é regra. Correntes ensangüentam Dali num quadro que suspiro. Mastiguei o tempo e vou ficando mais novo,multiplico formas entre saber de milagres e discos voadores que vejo. Só sozinho sigo Zaratustra canta pra mim, con-verso com ele ele me diz que a caverna é momento de time para o pulo do gato. Faço figa, vejo o inominável e Além do Bem e do Mal distraio a música que bebo na safra quebrada do meu ser.

Cássio Amaral.

16/02/2008

23:01


Desconcertos na Paulista

Quem estiver em São Paulo hoje é uma opção e tanto, saquem aí:

Lasanha Hoje - Atomic Radio Sábado
"O Desconcertos na Paulista deste sábado convida três jovens autores que agitam e desconcertam o cenário da moderna literatura brasileira. Escrevem, sua escrita ágil, direta, contundente, de altíssimo nível; agitam, mixam, experimentam vários níveis, ousam com música, webdesign, cinema, dramaturgia, artes plásticas; além de participarem ou serem diretamente responsáveis por duas das melhores revistas online de literatura da atualidade: MURO e LASANHA." Claudinei Vieira.NICK FAREWELL, MAICKNUCLEAR, PAULO F. no DESCONCERTOS NA PAULISTA - A VOZ DA PROSASábado, dia 16 de fevereiro, 18:00,CASA DAS ROSAS
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e LiteraturaAvenida Paulista, 37
(ao lado do metrô Brigadeiro)
www.revistalasanha.bravehost.com
http://onlineatomicradio.bravehost.com
_______________________________________________________________ MaicknucleaR www.valium5estrelas.blogspot.com www.ogivanews.wordpress.com maicknuclear@hotmail.com

15 de fevereiro de 2008


Tela de Don Van Vliet
o poeta enche a cara de sonhos disbaratinha a frígida morte displicente diante da vida mortal e procura o sobrenatural ele come luas diáfanas e propõe um som transcendental bebe e chapa a incapacidade de dar a cara a tapa dos comuns cai no inferno de saber que ser sincero é ser EXTRA TERRESTRE num mundo de tantos disfarces de tantos bailes de máscaras ser e sendo e transita na alma um canto um querer de vênus uma cintilante força de clio faz da história mola propulsora de civilidade e humanismo cai e cai e cai e ainda levanta e choca-se com o caos o diabo do caos que congela o espírito humano pala canto enxuga seu pranto uiva pra lua insana e busca a bruxa que com ele fará poções e os rituais que o tempo interrompeu suar poesia suar emoção suar amor e suar carinho suar emoção suar amor o poeta sem teta alfa ômega acende um incenso e vê o censo da elevação do pensamento subir e abrir a porta do cósmico

31/10/04.
Tela de Don Van Vliet

14 de fevereiro de 2008

PA
LAVRA PÁRIA
IN SULTANDO AS FA VELAS
CANTINELAS PRO
VINCIANAS
INCINERO AMOR FADO
CRENÇAS CERVANTEANAS
ABRO O GÁS OXIGÊNIO E MORRO
VI VENDOCAOTICAMENTE ABRO O VER
BO CANTO CEGO DE VIS
TASSALIVAS DE FRAG
MENTOS DE SABINO NO ENCONTRO
DES
MARCADO
SANGRA A CICATRIZ
DO RIO ÁGUA SALOBRA
QUANDO CELA
NÃO ABRIGA A IMPUNIDADE
DO AS
SASSINO DE APOENA MEIRELES
CRIME RIME IM
PUNE SODOMA GOMORRA SANTI
FIQUE.

13/10/2004.

13 de fevereiro de 2008

falácia parlante porre verbal no gramophone ou na praça graça de achar que Poe poesia em todo lugar além de encabular no oásis da vida fazendo Histórias atrás da lenda de que um cão é poeta ou um poeta é um cão lobo uivante que graceja a emoção diante do devanecente e amanhecente devaneio que o domina caca pecados per verso insiste em naufragar no delirante jogo de metonímias com sujeitos predicados e achados que bebe e compões sua obra mística louco lócus logo zen zerado zebrado pólen poema falado é ganhado e perdendo amando e sendo amado abandonando e sendo abandonado a história explica, só a História explica pontes de fatos e recortes no tempo pra mover juntar catar poeta tudo esporrando na cara de quem é manobrado ou falo comido por bruxa cigana que não quer se envolver poesia prazia para o pré vestibular da vida corroída ou sofisticada que construímos ler reler treler escrever fogo gogo faiscado no papel que nos leva nos incinera ou que nos faz fênix nuvens todos somos nuvens o incrível é que deus está dentro de nós como nós não acreditamos e não queremos estarmos dentro de deus um dente quebrado poeta pobre e com dente quebrado a solidão estancando um tesão que não cura a loucura tara por mulheres de vestidos sapatos altos saias e tarado por êxtase de sentir andar nas nuvens mesmo por milionésimo de segundo levitar além de qualquer realidade careta que me pegue insolitum momento de barbear e cortar a face cabelos pentelhos mulheres algumas fadinhas outras loucas umas candinhas e todas papadas papantes bacanas e bacantes vinho fado música e mulheres ganho ou perco no jogo romance um enlance um jogo pra dar um jogo pra comer um jogo pra tudo tudo é jogado um dente quebrado meu poeta pobre poesia morta viva dentro de mim vomitada e mijada por mim esporrada quando quero quando alucino e meto verbo e transgrido papel meu papelão de achar que sou pó-eta, sou pó, os poetas no pó mortos lembremos que somos um pozinho soprado devagarinho num corpo mente espírito alma corpo não estacione é proibido fumar!falar até não mais calar e aprender escrever um poema que dure quinhentos anos, só assim poderei dizer que o que quero ser quando crescer: POETA!!!

02/11/2004.


12 de fevereiro de 2008


lua crescente
tua estrela diz direção
fagulha pinta mandala
sede que madruga
lençóis que brigam
refugiam-se na claridade
da flor que brinca
fazendo a vida pulsar

10 de fevereiro de 2008

Um conto de Luciane Oliveira

Conto ficção

Estou demoradamente sentada na mesa desse café esperando para que dê tempo da sua cabeça loira ver meu braço comprido se espreguiçando debaixo da minha blusa de bolinha que tem aquele tipo de manga fofinha que você tanto gosta.
Se nunca conversamos, como eu sei que você gosta? Ah, sei sabendo. Outro dia eu conversava com um amigo, também aqui, nesse mesmo café, só que em outra mesa, com o propósito único e claro de te fazer ciúmes, mas nada adiantava. Você e seu temível aparelhinho de ouvir música, com pequenas e ridículas bolinhas pretas de som grudadas aos ouvidos. Eu bem que tentei falar muito, muito alto, aproveitando a ruideza absoluta que costuma reinar naquele horário. Seis e meia da tarde. Você tinha um grosso bloco de anotações nas mãos, e eu dava dois dedos da minha para saber o que você escrevia. Sim, por duas vezes eu vi seus olhos feiosos pousarem na fenda da minha saia. Estou gordinha. Mas minhas coxas de algum modo misterioso ainda te seduzem.

Nossos encontros casuais estão ficando cada vez mais freqüentes. Não sei se naquele dia no qual eu tentei te fazer ciúmes com meu amigo você ouviu a gente falando da genealogia da moral de Nietzsche. Talvez não goste de Nietzsche. Mas é que eu me sentia tão importante falando naquilo, e à medida que a cerveja artesanal e cara vendida naquele café proporcionava um estranho efeito de náusea no meu estômago, minha fala parecia ficar ainda mais cheia de cultura e lascívia. Meu amigo já deveria estar se perguntando o que diabos acontecera comigo, e você lá, escrevendo a tese do momento e ouvindo suas nojentas bolinas pretas de som. Pareciam grandes abelhas ferroando calmas a pele macia e íntima dos ouvidos. Amei suas orelhas. Pequenas de mais para um homem do seu tamanho. É. Ontem eu ajeitei os cabelos de modo a pensar que você fosse me olhar diferente. Mas não olhou. Como lembrei da primeira vez que nos vimos, e que eu estava com a blusa de bolinhas, resolvi vesti-la de novo hoje.

E hoje eu conversava sobre a forma com a qual homens e mulheres escrevem suas poesias. Minha companhia, Samantha, leitora cheia de vícios com mulheres do tipo Anaïs Nin ou Sylvia Plath, dizia-me que o homem escreve sobre, já a mulher escreve sendo. Mal pude terminar de ouvir essa frase, senti você segurando meu braço, com a ponta de dois dos seus dedos pequenos e robustos. Você tem uma leve penugem nas mãos:
- Me empresta o fogo?

Eu não resisti a uma piadinha.

- Só se você não devolver.

Daí o instante se prolongou. Cada bolinha da minha blusa começou a se agitar em estupefata comemoração, minha amiga de boca aberta, assistindo, a cinza do cigarro dela se avolumando na ponta, quase caindo, quase caindo, não acreditando na ousadia. O menino que nos serve café passou do seu lado feito uma bala, telefone para ele tocando no caixa. Ai, isso não podia ter acontecido. Foi nesse instante que a tentativa de complementação que faiscou em seus olhos encontrou o refúgio inútil e asfixiante da timidez. Você desistiu da investida que pensou em fazer. Ficou tudo como se tivesse sido apenas uma idiota b-r-i-n-c-a-d-e-i-r-i-n-h-a. Frustrante. Brincadeira que você fingiu não entender. Dois meses e 19 dias te observando, trocando olhares e sonhos nos meus travesseiros em chamas, pra no final das contas, você apenas levar embora o isqueiro consigo. Fiquei sem fogo, mas com a fogueira em mim ainda acesa.

Amanhã vou fingir que dormi na rua, e vou pro café, de novo, com a mesma blusa de bolinha. Meus pontinhos brancos ainda não se conformam com a derrota. Ah, comprei um aparelhinho de ouvir música também. Agora vamos poder disputar indiferenças. Mas ainda continuo sonhando com o flanco macio e suave da sua cabeleira loira e escura.

Os blogs da Luciane estão linkados aí do lado, ou nos endereços:

http://fionamiller.blogspot.com/

http://aresexteriores.blogspot.com/

8 de fevereiro de 2008

Z DA QUESTÃO

transformação ação de transpor montanhas asas distraídas sabem das portas e saídas
voam em liberdade além do que alguém possa captar ou entender meu VÔO DE LIBERDADE
asas distraídas sempre sabem das rotas e saídas coroar o imprevisto com olhos de lince
saber as batalhas e as fraudes além do improviso dançar a vitória e derrota ri e ri de si como se ri fosse e é o que há de melhor cagando os pecados ver o re-
verso digo e finco meu pau no cume do absurdo além de tudo sem ser visto como sou sei sou o i ching pode me absolver tao te king lao tsé sensei diz o que diz miss foi-se a foice é o crime do abandolerear a além há abandas bandas tocam bandejas o abandono não existe é antes grade da insegurança de quem vai falanges canibal rimam no sol lá é meu lar e refaço o traço do risco que arrisco fakir cortou coração de vênus no mar além do m.

5 de fevereiro de 2008


a chuva cai distraída
mergulhada na noite
que brinca com a imensidão
Cássio Amaral

2 de fevereiro de 2008

SEXTA-FEIRA 01/02/2008 NOITE DE MÚSICA E AMIGOS RAROS.
Ontem Tarcisio me ligou. Estava na reunião à noite na escola.
Me convidou pra ir para casa dele.
Acabou a reunião. Pedi pra Ivete, que é minha amiga, colega de trabalho e mãe pra me levar lá,
já que não tenho carro. Ok, Ivete me levou lá na Riviera do Lago.
Tarcísio nos espera na porta da casa. Vem com aquela alma generosa, nos cumprimenta
e nos convida a entrar. Ivete não pode ficar tem a casa cheia de convidados, os filhos e o esposo esperando.
Tarcisio me leva pra dentro e me apresenta seu amigo Ubiratã.
Eles estudaram juntos Engenharia Química em São Carlos.
Resumo: Show! Ubiratã (Bira) é gente fina pra caralho! Meu parceiro Tarcisio é
Illuminati, iluminado e Bira Também. Depois de umas e outras, de Los Hermanos,
Frank Zappa e Lenine. Noite inesquecível.Bira tocou umas músicas bem legais dele. E Tarcisio também cantou suas canções. Brothers pra lá de gente boa.
Copiei a letra que fiz com Tarcisio Moura na minha agenda. Ele musicou, é meio CAZUZA,
olhem aí:

Será que vem a chuva
Levando embora o verão
Será que o amor é certo
Depois da contramão?

Eu tento mas não entendo
Porque tem que ser assim
Se eu cheguei de pressa
Você não viu em mim

A cor, textura e o tato
Calor, amor , abraço
Loucura, te tira o sal do mar

O sol, revive na areia
E a nuvem profetiza a vontade
Que corre queimando as veias
Quem vai dizer que nunca amou

Na vida tão rara, tão farta
Sorriso de boca ingrata
Quem sabe e quem nunca errou?
Quem abre com espaço
Pro calor, amor, abraço?

Tarcisio Moura e Cássio Amaral

1 de fevereiro de 2008

Grande Hotel de Araxá
SENTIMENTO MINEIRO

Minas está aqui,
dentro e fora de mim,
com seu vasto galope,
corpo se fosse um fardo.

Minas está em mim,
anterior ao verso,
paisagem sem cavalo,
halo que me desfaz.

Minas está, enfim,
ao rente do meu dorso,
abismo que resiste,
lâmina do meu susto.

João Carlos Taveira

Do Livro: “A flauta em Construção”


31 de janeiro de 2008

NA ESTRADA - RESUMO DAS VIAGENS.


Quedo, eu, Maicknuclear e Fejones
Sampa no mp3 concreto
poesia
augustus
décius
haroldus
concretude.
Desembarquei com Quedo no Solo Sagrado da Igreja Messiânica,
na represa de Guarapiranga. O santuário é só uma coisa:
Belíssimo e zen! (link aí do lado)
Elaine e Fejones amigos que fiz no Rio nos pegaram lá.
Casa das Rosas
Itaú Cultural
Centro Cultural Banco do Brasil (exposição da Yoko Ono) chorei lá(disfarçando pra ninguém ver) lembrei de Lennon.
Tinha um inglês do meu lado chorando explicitamente daria uma foto legal.
Instituto Tomie Ohtake - Cinéticos.
Museu da Língua. Segundo choro(Cássio chuvou o rosto) - Alice Ruiz num vídeo lendo
Fernando Pessoa.
Embu das Artes - Tios e primos.
Santo André - Cintia S. Santiago minha irmãamiga.
Vila Madalena -MAICKNUCLEAR, BEBETO, ELAINE,EU, RENATA, FEJONES E QUEDO.
Mercearia São Pedro, lá gritei pra mesa do lado - "Todos os cachorros são azuis".
O louco do lado gritou também - "Todos os cachorros são azuis".
criei até um haicai:
todos os cachorros são azuis
sampa rouco blue
no concreto das nuvens
O cara veio me perguntar de onde tirei que todos os cachorros são azuis.
Achou que eu tava pra lá de marrakech...
Respondi que era do blog do meu amigo, Rodrigo de Souza Leão. Lowcura
linkado aí do lado. Que era o romance dele. E fiz amizade com Fernando Panda,
um cara gente fina pra caramba.
sampa rouco blues
no concreto das nuvens
"todos os cachorros são azuis".

30 de janeiro de 2008


Elaine, Quedo e Fejones
Sol(cerveja)
"eis o sol
eis o sol
eis que achei o grande culpado
do meu viver destrambelhado"
são versos do waly salomão pro cazuza
No bar aí tomando umas perto da praça da República.


Renato, Edu e eu




Imagine. Lennon sonhador!
Eu gosto de Don't Let me down.
Fui à São Gotardo e encontrei mais dois sonhadores.
Tocam no Beatles Cover.
Renato Pimenta, meu amigo e companheiro de Faculdade que gravou
um Zappa que sempre ouço.
Conheci Eduardo Ribeiro, compositor e poeta. Cara gente fina e já
parceiro em letras e escritos.
São Gotardo foi rápido mais muito bom. Márcio irmão do Renato, um
doutor e gente fina. Suzane esposa do Renato é super bacana.
Amigos & amigos, valeu São Gotardo.

Salomão Souza, Robson Corrêa de Araújo e Bizé

BRASÍLIA DOS BRASIS- A FILOSOFIA ESTÁ NA CANDANGOLÂNDIA

Brasília está nos brasis
Assim como os brasis está
No DF cerrado do plano
Piloto
Asa sul asa norte
E a travessia do Eixão.
O vôo é além dos olhos...
Sempre!!!


Revi meus tios e amigos
Robson, Bizé, suas filhas, genros e netinho respiram cultura, arte, música, filosofia e
Poesia o tempo todo.
Choramos lendo as palavras de Sarte. Robson me aplicou outros filósofos, me deu
Pistas.
Antônio Miranda, poeta, professor, dramaturgo, amigo, generoso com disponibilidade
Ensina e dá dicas.
Salomão Souza e sua família especiais pessoas. Gentes finas, illuminates.
João Carlos Taveira poeta dos bons, que vou publicar ainda aqui.
Tudo fino trato. Passeios bacanas, museus, Robson me aplicou muita coisa legal, suas
Fotos na Foto Arte.
Kelson me pegou na candangolândia e tomamos umas e outras na 113 Sul.
Kelson, meu amigo e irmão das antigas. Meu brother de cervejas em Taguatinha Norte
nos idos de 1996.
A nossa entrevista ao programa de meu tio, Antônio Cunha no Valparaíso de Goiás.
Tudo fino trato. Tudo rodante. Faltou gente pra ver, sempre falta . Era férias.
Bizé canta com alma música que são essências. De Moska à Sergio Sampaio, passando por Lupcinio.
Na Candangolândia existe um filósofo, um poeta, um escritor, um sensei, um xamã, um pajé chamado Robson Corrêa de Araújo. Existe pessoas iluminadas como estes aí.
Valeu demais DF do cerrado dos candangos nós.


29 de janeiro de 2008

Purificação

teu olhar
bálsamo puro
para limpar
para purificar
cristaliza e chama
a pele na pele
boca que bebe ternura
vulcão no deserto
estrela de flor
cor no carinho
na química do sabor
de te amar.

(Cássio Amaral)
2003

P.s. Este e o de baixo são de 2003, são poemas canções na verdade que ninguém musicou.
O lance seria fazer música disso. Baladas, como não rolou está aí.

La Magie Noire
(1935)
de René Magritte
Um desenho de amor

então baby
agora é manhã
e bebo teu carinho
brincando de levitar
na tua pele
quando da rede
vejo as folhas ao vento
partindo na imensidão
do sol entrando nas nuvens
comendo o crepúsculo e fazendo
um desenho de amor.

(Cássio Amaral)

Tela de Modigliani
tanto poema
põe na cama
gozo e dilema
Cássio Amaral.

27 de janeiro de 2008

DUNAS DE AZEDUME



ciscos assentados ao fundo
taça nas mãos de quem
está sem lábios
de quem nunca
esteve com sede
nunca abriu um gesto
de alegria
nunca teceu um debrum
nunca sentiu os zumbidos
em rondas ao néctar
de quem nunca esteve
com a cortiça
de estancar a sangria
de quem nunca rolou
nas dunas de vaga-lumes

Salomão Souza

Do livro Safra Quebrada

O link do Salomão está aí do lado, ou no:


http://www.safraquebrada.blogspot.com/

25 de janeiro de 2008




flores azuis cogumelos
vomitadas de deuses satíricos
hoje há festa no céu.

Cássio Amaral

24 de janeiro de 2008

INFORMAÇÕES SOBRE O FUNCIONAMENTO



_ não chamem de poesia o meu texto ou prosa se quer
ele escapa mesmo do meu controle tropeça explode
quer calça resistente para sair no asfalto a pé
pode ser quebrado ou ligado na tripa com papel de arroz
tecido na ponta da esfera em folheto oficial
segue a trilha dos meus garranchos tortos
que caem na página embaraçados nas sangrias
perpendiculares de informantes de plantão
digam que ele é corriqueiro fugaz oral
conversa de salão aproveitem um retalho
agora ele está passando por cima do
guia turístico de brasília difícil
de ler continua sem o mínimo
respeito por quem escreve ou lê
chega do branco ao cinza em menos de
dez minutos atrravessa números letras
placas misturando todos os códigose
sígnos ou gênero ou genérico da esquina.
Estou feliz com sua barriga
de bundas não entendes nada
a flor me espera aberta
e péle que adére não se discute
versus livre uma ova um susto preso ao verso
das costas montanhas ou vales régo a flor
apelo ao pigmento sustenta curtas frases
colagem feita apartir das tiras da roupa
rugoso meu véu
espanta sem encanto
molha por fricção
encolhe e aguarda
bumba o bulbo
quer contacto
espera resposta
sabe ser liso
NÃO É JAPONES.
ENTÃO,
SÃO TODOS IGUAIS.
Robson Corrêa de Araújo.
Link do brother Robson aí do lado ou no:

23 de janeiro de 2008

2008 A TODO VAPOR




As coletâneas que Euza Procópio Noronha (Loba), nossa amiga e querida Loba

já estão pra nascer. Participo numa delas com alguns poemas e contos.

São duas coletâneas que em breve sairão do forno e o uivo será irradiado

pra todo Brasil.

O blog da Loba tá linkado aí do lado, ou no:


Depois de Brasília, São Gotardo e São Paulo sento e começo

a pensar e delinear meu projeto de mestrado. Meu livro, o quarto de poemas

e haicais está revisado e pronto pra ser publicado. Penso que primeiro na net

em pdf, depois papel.

Muita coisa rolando.

Confiram aí embaixo o lance que rola em Sampa, onde Bebeto e MaicknucleaR

guerreiros e guerrilheiros fazem a festa.

Tela de Xul Solar


dia 26/01/2008 - Dando murro em ponta de facaApartir das 17 :00h I Feira-Ente com os convidados:Insanidade & Poesia Poesia MaloqueiristaVerbos Curtos_Viola na VelaSarau do Zé/Raizarte/Revista OCASTeatro do Caos Cia. Sem Efeito EspecialZINE CONTRA Sinfonia de CãesLançamento do Livro: "As Latrinas Da Vida... de: MaicknucleaRDia 26 de JaneiroEntrada franca, grátis, no vasco...____________________________________________________________________A partir: 23h00Festival:"Dando Murro em Ponta de Faca"A QUADRILHASIMBIOSECASCOS CAOSKANIMATHE WOODEN MANCHAMUSCOEntrada: 3 contos...Sociedade Amigos de Vila Sabrina
O link do Bebeto está aí do lado pra maiores informações ou aqui:

20 de janeiro de 2008


gimba
na ginga
do ar
lindo
sobe no palco
sua alma
talco de luz
caboclo cigano
ator visionário
zen, místico, carismático
lapidando
notícias
no teatro do dia-a-dia
da vida.
Cássio Amaral.
P.s. Gimba Júnior é meu tio, ator e radialista. É quem me levou aos dez anos
no show do Oswaldo Montenegro, me levou pro teatro. Ele deixou os livros que li na adolescência, e me mostrou o caminho da busca espiritual na Messiânica e na AMORC.
Muito obrigado tio!

18 de janeiro de 2008



meus dedos ditam as lágrimas

daquele q beijei a careca muitas vezes

sabios sabem a hora q vão

cassinho ele me chamava assim como meus amigos sinceros

me chamam

meu filho, ele me chamou inúmeras vezes assim

illuminati, iluminado,(tancredo borges guimarães(quedo) e ricardo wagner

não gostam q eu utilizo essa palavra, acham q eu falo de buda, de cristo, ghandi ou de

meishu-sama.

sal

au

noites e noites nossa cerveja

nossa conversa de busca, de espiritualidade

ele sabia de raízes, sabia de plantas

ele é puro, era puro,

a essência o define como um homem

o bar do pedro era o reduto dele, o cigarro

ele me chamava de cassinho...

meus dedos choram nesse momento

minha alma se lembra do amigo

o enterro é hoje às 19:00 horas

onde li que nascemos para enterrar nossos mortos?

se saulo cunha pra mim nunca morrerá

e, gregorio de matos fuzilou o verso q está na porta do cemitério

LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ

sr saulo foi poema no meu segundo livro

a chuva é um haicai fúnebre que consola a fotografia q não fiz

minha mãe dizia quando eu era criança q quando os bons morrem a chuva cai

dia lúgubre e com folhas q caem das árvors para um conto com musica de fundo de john coltrane

cá eu fuzilo sem pontos e pontuação

a imagem do amigo me fica além de qualquer imagem

um filme passa e calado volto a chorar de frente da tela

saulo, amigo brilha lá no céu.

p.s. seu saulo faleceu, illuminati, iluminado, pai de um grande amigo meu giovani valério da cunha. esposo de dona mercedez. pai de alessandro, carla, paulo, daniel e janaína.

saulo era meu amigo. sobretudo meu pai também!

16 de janeiro de 2008




VERITAS

Poema de Antonio Miranda



Finalmente,
eu entendi.
Acho que sim.

Tem o outro lado da mesma coisa.
Tem o arremedo, o simulacro,
eu preciso acreditar em alguma coisa.

Fé, eu não tenho. Não vou negar nada,
Deus existe para muitos, não para todos.
Não há espaço para todo mundo, alguém
vai ter que
As chances são mínimas, cada vez menores,
a não ser que
ou

Às vezes enxergo o outro lado, mas não
existe o outro lado. C´est la même chose.
Eu já vi este videoclip, é padrão, já
decorei . É melhor assim. Tanto faz.
A democracia é um privilégio de poucos.

A fruta é tua, mas não existe fruta, não mais.
Nem mesmo a colheita, pois ninguém plantou.
Acredito, sim, nos valores humanos, vale a pena.
Questão de opinião, de

Se é democracia, alguém nos representa. Eu, tu, nós.
Os ladrões têm seus representantes, existem
os desenganados, os bem-aventurados. Os canalhas, os dóceis, os.
Estamos bem representados, as instituições são sólidas, ão, as.
As leis são para serem respeitadas, respeito é bom e eu mereço,
minha mãe respeitava os mandamentos, eu sou mandado.

Acho que, finalmente, eu entendi.


Brasília, 5 de janeiro de 2008
Os sites de Antônio Miranda estão linkados aí do lado.

12 de janeiro de 2008

SUPERVIVÊNCIA


Foto de Quedo


Um bom dia...
Uma noite bela...
Somos survival,
De passagem na terra.

Samaritanos ou não!
Aprecie hoje de novos lugares,
Para carregas tudo que é precioso,
As simples...
Bijouterias baratas,
De brilho extenso,
Que não vendo por dinheiro algum.

Um bom dia...
Uma noite bela...
Somos survival,
De passagem na terra.

Humberto C. da Fonseca.

Bebeto Cicas

O link do Bebeto está aí do lado.

11 de janeiro de 2008

Obra de Quedo
METRÓPOLE DAS METRÓPOLES!
São Paulo que me faz viver,
Te vejo como uma mãe,
Apoia todos os filhos
Resplandece a cada estação...
Dando trabalho pros que vem do sertão...
Da Barra Funda a Pompéia,
Casa Verde ou Limão
Aricanduva ou Penha,
Prefiro a Sabrina caro irmão,
Vila Formosa e tatuapé,
Nem consigo imaginar de que tamanho você é...
Fico como um menino
A olhar um lugar com tanta diversidade e conteúdo.
Vila Maria, Sabrina Guançã,
Jardim do Brasil, em muitas Chaves...
Tô por ali.
Humberto C. da Fonseca.
(Bebeto Cicas )
O link do Bebeto está aí do lado.

10 de janeiro de 2008

SAMPA NOS UIVOS DE TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS

ITAMAR ASSUMPÇÃO AO LADO DE MILTON NASCIMENTO
BRENNAND NO PISO DE CIMA MUSEU AFRO BRASILEIRO
IBIRAPUERA MARES NAUFRAGOS
LOA LAND GAROA LÍNGUAS MINHA PÁTRIA NA LUZ
MERCEARIA SÃO PEDRO BEBETO POETA ANDALUZ
MAICKNUCLEAR GUERREIRO MOR
QUEDO
ELAINE
FEJONES
RENATA
NATALI DERRAMAMOS DERRAPAMOS
----------------------------------------------------
MUSEUS MUSEUS MATRIX RAPIDEZ
PRA ONTEM O FUTURO É AGORA
SAMPA SAMPA PAM SAM UIVEI RASGAÇÃO
VILA MADALENA VIA RUA BARÃO DE CAMPINAS, 94
PARADA NO HOT DOG
A MADRUGADA DERRETIDA
THE LAST OF THE NIGHT MAICK, BEBETO, CASSIO E QUEDO
--------------------------------------------
NUVENS
NUVENS
NU
VENS
VÃO
VÃ
FILOS
PHILOSO
FOS
-----------------------------------
DISSE NA MESA ALTO "TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS".
A MESA DO LADO REPETIU , A OUTRA REPETIU.
FIZ UM HAICAI COM O TÍTULO DE DIGÃO:

todos os cachorros são azuis
as nuvens são inesperadas
minha voz rouca blues sampa

Rodrigo de Souza Leão e Cássio Amaral.

P.S. DISSE PRA FERNANDO E PRA OUTROS
QUE TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS É O TÍTULO DO
ROMANCE DE RODRIGO DE SOUZA LEÃO (Linkado aí do lado)

ARTE & CULTURA SAMPA ME RECEBEU BEM.

Resumo da ópera: Tudo muito bão!

4 de janeiro de 2008


I
DF
TH POE
BSB HAIDESTRILHAS...
II
ITAMAR
SEM PRAIA
ASSUMPÇÃO NA CANDANGOLÂNDIA
III
DIGO BSB
CERVEJA
O REFÚGIO ARNALDO ANOITECE
IV
PARALELO DO PALMITO
CRIANÇA SIMPLIFICA
O SOL REFLETIDO NA BOLA
V
CÉU AZUL
ASA DA ASA
CANGANGO BRASIL CENTRAL.
VI
RAIZ QUADRADA
JOGO DE FLASHES
CORREIAM LUZ DO PLANALTO CENTRAL
VII
BIZÉ SENSEI
CRUZAM CRUZUÉ
ROBSON PAJÉ.

31 de dezembro de 2007

CURVAS DE CABEÇA PRA BAIXO - BRASÍLIA UIVA E UIVEMOS POIS!




Robson Correa de Araújo e eu.


Cafungo riscos arebescos nuvens dizem direção de um céu azul

Brasília brasil brasis robson & bizé sensei e senseis...

Cheiro rapé digo o q a esquina diz em milhares de curvas sinuosas

Fumo thdf, quadros & quadros de lygia e arte em todo respirar

Brasília brasis cervejas , brejas e cervejas, bares luminosidade

Iluminar sempre além dos olhos diderot, philos

Meu cor-

Ação platão rasgou num mote uma dictomia além vaparaíso gimba jr

Tio mestre amado jorge bem jor musica indiana, busca e encotros

Rápidos sem esperar ou combinar

Brasília diz a direção refugio é o haicai da noite que miranda antonios e antonios sabem q poesia se faz com sangue e salomão é rei de safra quebrada taveira caeiro de bucólicos instantes meu diário é estrada e oplanalto central dês

Carilha toda nave que voa.

Estou na casa de Robson Correa de Araújo e Bizé em Brasília, tudo zen, tudo bem, tudo louco locos logo, tudo pó-

ESIA, ARTE EM TODA PARTE. Contatos, entrevista no primeiro dia no Valparaíso de Goiás onde meu tio faz um programa de Rádio. Tudo avesso e estradas inclinadas.

Saímos, bebemos, rimos e conversamos, poesia muita e muita leituras e leituras de poemas já mortos, já ressuscitados e alugados.


ALGUNS HAI-KAIS DE ROBSON CORREA DE ARAÚJO:

1

PALAVRAS SEI

SUGIRO

JAPONES CORTE

2

VIRGULA ENCANCHO

GUARDO CHUVA

NA MÃO

3

REBENTO MÁSCARA

SOPRO A DEIXA

UM MANTO

4

COBRIR

CO-IR

BR

5

RASO FUNDA

ESPELHO

SEM TREMER

6

NÃO DEVE CINCO

SEM SETE CORES

ESTENDO A MÃO.

7

MARGEIO GELADA

RÉGUA AO LADO

ESQUERDO DA FOLHA

8

A LATERAL

LANTERNA

CHINESA

9

BALÃO

CHEIO

AR QUENTE

10

ESTRANHO

A ESTRELA

O LANHO

11

UMA LINHA

AINDA QUER PROSA:

DESCARRILHO.


29 de dezembro de 2007




Em 2001 estava na Rádio Scalla Fm.
Ia lá pra ler uns poemas nos programas Járdins Elétricos que Giovani Metal
apresentava e Free Rock que Marcão Maneira apresentava.
Já tinha acabado o Jardins Elétricos e tomávamos uma coca com run.
O telefone toca e alguém diz a Marcão Maneira que Cassia Eller tinha morrido.
Um grito se fez na rádio, um rombo, um lance louco bateu. Marcão não agreditou,
pois estávamos em Araxá uma cidade provinciana, onde o que rola é o breganejo
e talvez um gaiato estaria passando uma pilhéria, uma piada, um trote pra acabar
com nosso sábado de rock, de poesia e de coca com run.
E, outra vez o fone toca dizendo que Cassia Eller tinha morrido.
Marcão não agreditava, nem eu, nem ninguém na rádio.
Marcão ligou em sua casa e confirmou com seu irmão a informação.
Sim, tinha morrido. E aos nos dizer lágrimas correndo por todos os rostos.
Não aguentei, não aguentei chorei pra caramba, putz eu tinha perdido o último
show dela em Uberlândia, tinha grana e na hora não rolou de ir, falhei com Eller,
falhei comigo, com a música de Eller, não rolou , não fui ao show.
Hoje seis anos depois lembro dela e meus olhos estão úmidos, a saudade bate
e lágrimas ainda chovem de leve na minha face.
A voz de Cassia Eller, a atitude de Eller, a arte engolindo a vida.


Para Cassia Eller

voz talhada para o blues
no imprevisto da noite
alma vulcânica e stellar
vida que marcou favos
de cogumelos plutônicos
tudo que a lágrima dispersou
xará que rasgava as madrugadas
que brincava com o gato preto de Poe
chicote de Lou Reed
no samba da contramão
socorro
no passeio sentado só
a saudade frívola derramante
de sangue
me traz sua imagem
por enquanto.

Cássio Amaral.

27 de dezembro de 2007

Desenho do amigo Quedo
"a humanidade caminha de ré
eu caminho em sol"
Cássio Amaral e Rogério Saraiva
Os blogs de Quedo e Rogério Saraiva estão linkados aí do lado

23 de dezembro de 2007

O Natal de todo dia


Meishu-Sama ministrando Johrei.



O significado de Sonen que deu origem ao meu blog anterior é PENSAMENTO -RAZÃO+SENTIMENTO + VONTADE

Eu só coloquei um n a mais e ficou Sonnen que está linkado aí do lado.

Nunca fui de Natal, sempre fiquei triste no natal, desde criança. Meus pais são simples e me ensinaram a simplicidade, a essência e a alma das coisas. É isso que busco na vida. Aos doze anos me deparei com uma filosofia(JOHREI da Igreja Messiânica Mundial que pratico até hoje) japonesa e cai nela de mergulho. Li depois o Budismo, zen budismo, li a magia(já namorei duas bruxas Wicca) , li muita coisa. A busca, sempre a busca na minha alma. Iniciei-me na AMORC(Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis) em 1997 quando morei em Brasília. Repito quero a essência das coisas. O mundo às vezes me agride muito, a violência me deixa mal. O comércio do natal é estranho pra mim. Mas tudo bem, um presente é bom. Ainda sou um menino, um menino homem.

Em 2001 escrevi este texto pensando o natal:


O NATAL DE TODO DIA

O Natal tem que ser no dia-a-dia

Nos sinais que estão no céu

Na coragem do auxílio ao próximo

Na mudança íntima de cada pessoa


O Natal é a consciência

De que nós somos todos irmãos

E que estamos ligados a Inteligência Cósmica

Filhos de um único Pai


O Natal é o Respeito, o Amor e o Direito

De tratar bem a todos, até mesmo a Natureza e todos os Seres

É o momento de sentir a brisa de vento

E tirar dos nossos corações os ressentimentos, lamentos, falsidades e explorações


Não é deixar para Dezembro e fingir que está sobre o espírito Natalino

É praticar o que um ser Divino nos legou com sua compaixão e seu Amor

Tirando da vida a dor

E mostrando uma nova Cor


O Branco da Paz.


Cássio Amaral.


Hoje é aniversário do meu mestre. Meishu-Sama muito obrigado por tudo!

MEU SONEN(PENSAMENTO) PRA TODOS QUE ENTRARAM AQUI ESTE ANO E TODOS AMIGOS E CONHECIDOS É MUITA LUZ, SAÚDE, PROSPERIDADE E PAZ.

BEIJABRAÇÃO PRA TODOS.

21 de dezembro de 2007



Na casa de Ricardo Wagner. Da esquerda pra direita: Ricardo, eu com coisas da escola nas mãos, Cassio Dias e L. Rafael Nolli.


Na casa de L. Rafael Nolli. Nolli lendo o Uivo, Caim, Flávio Offer, eu com o copo na mão e Ricardo Wagner




O lero lero com Tavinho Paes em seu ap, da esquerda pra direita: Ricardo Wagner, Tancredo Borges Guimarães (Quedo) em pé, Tavinho Paes, eu e L. Rafael Nolli (o Nolli).


A entrevista toda vocês podem conferir aqui no mês de fevereiro.



O amigo Rodrigo de Souza Leão, um dos melhores poetas da atualidade pra mim.


O lero Lero com Rodrigo vocês podem ler aqui no mês de fevereiro. Ana Peluso o republicou no site OFFICINA DO PENSAMENTO.




Eu e a estátua do Drummond em Copacaba, meu segundo livro Estrelas Cadentes na mão da estátua.





19 de dezembro de 2007

(Eu criança com três anos. Essa foto tem 31 anos)
todo dia me suicido
lembrando que nunca envelheço
meu preço é ser inocente.
Cássio Amaral.

17 de dezembro de 2007

Para o vovô Lau


Foram renegados
Jogados no navio
Feito animais
Sempre injustiçados
Sempre marginalizados
Ah! Quão grande é nossa evolução!
Se ainda
Cometemos este Apartheid
No mar venenoso
Da mente
Que julga a pele
Essa pele
Que clama direito
De existir
De “ser humano”
De ser cidadão
Já chega! Chega de escravidão!
E imagino
Zumbi trazendo a consciência
De que o mundo tem sangue negro
Para clarear
E queimar
A ignorância do racismo
Brasil não seja vil
Seja apenas negro
Como todos nós somos



Cássio Amaral
29/10/03



(Meu avô Laudelino Dias da Cunha, pai da minha mãe era negro. Fiz este poema pra ele na faculdade, sem mexer. Na verdade pensei num Rap, mas ninguém musicou. Ele morreu quando eu tinha dois meses de idade em 1973. Uma menina da minha sala a Mariana o aproveito num trabalho na época da faculdade). Muito obrigado meu avô pela minha vida. Obrigado aos meus outros antepassados também. Sem eles eu não estaria aqui hoje. Vovô Lau era negro, como é negro todo o Brasil). Ele casou com a minha avó que é branquinha e descendente de italianos, deu uma mistura muito boa.

13 de dezembro de 2007

Fagulha para Alice

Tela de Arthur Dicrayon


links dos sites de Arthur Dicrayon e Alice Ruiz aí do lado


Para Alice Ruiz

o futuro
é o claro
dentro do escuro

Cássio Amaral.

11 de dezembro de 2007

Amplidão




Para Sergio Sampaio







Nuvens cortam o tempo

O risco é vida

O disco é momento

A música é sentimento

O imprevisto do sol

Comunga em nuvens além

O visto é além daquilo que se vê

O imprevisto é amor que se tem

A vida é além de tudo um risco

Arrisco no imprevisto dos versos

Melodia de um momento

Dia do relampago que afaga sentimento

Cássio Amaral

Outro dia Joel Macedo me aplicou a comuna do Sergio Sampaio, o qual admiro muito. Grande compositor da música brasileira e grande poeta.
Mandei esses versos de bate pronto, sem pensar muito. Na verdade tinha escrito outros versos pra um letra em homenagem a ele. Na hora de publicar na comuna dele no orkut perdi. Aí fiz estes acima. Conversando com o Edu, meu brother de São Gotardo falamos em fazer desses versos uma canção. Foi assim que rolou estes versos. Quando Edu musicar dou um sinal a todos.
O blog do Sergio Sampaio está linkado aí do lado.
E a comuna do orkut é:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=158508

7 de dezembro de 2007

ASAS ÊXTASE DAS PORTAS ALADAS

Tela de Salvador Dali


asas distraídas
conhecem portas
e saídas

(Esse haicai foi para uma camiseta da coleção da artista Rosana Jotta. A camiseta ficou muito legal. Pena que estou sem como publicar a foto dela aqui).

portas abertas gritam sol
Andy Mckke sola
o amplo do universo.

portas abertas
o branco simplifica um up grade
Keb’Mo’ em Love Train

VÔO DE LIBERDADE

asas distraídas
sempre sabem
das rotas e das saídas


nuvens dispersadas de símbolos
filetes de amplidão
que dominam o céu escarlate de jazz

Cássio Amaral.

3 de dezembro de 2007

UM UIVO DE UBERLÂNDIA

Peguei meu celular em Uberlândia na casa do amigo

Wellington Telly e mandei o que penso sobre a poesia

de bate pronto, sem decorar nada.

O amigo Cassio Dias o publicou no Youtube, e compartilho

o lance aqui.

1 de dezembro de 2007

Paulistânia Capítulo 2 Versículo 1



Durante aquela madrugada, no canteiro central do chamado “minhocão”, a fumaça nos eleva e ia de encontro ao concreto dos prédios sem alma e depois se
perdia na densa atmosfera.
1:23 da matina de um sábado quente que encerrava o último dia do horário
brasileiro de verão. Mochilas no chão.
Suor na testa. Fogo na bomba e milhares de janelinhas que viam a cidade
ser nossa enquanto nos “elevávamos”. Ali, da baixa mureta, pode-se ver a luxúria equilibrando-se em saltos agulha e expondo sua carne apetitosa, nas vitrines prostituídas da calçada da infâmia. –Preços a negociar (Nas ruas da indústria informal do prazer, deus é sim, uma nota de cem).
Deus abençoe estas pobres almas pecaminosas, que sobrevivem num lugar
onde as preces não são ouvidas simplesmente porque elas nunca começam. Elas já nascem mortas.
As preces foram abortadas com pedaços de cabides intra-uterinos e o feto daquela noite que um dia seria uma criança transborda lentamente em alguma
privada de motel.

MaicknucleaR

Do seu livro Meu Doce Valium Starlight

O livro é artesanal e muito bom, além da capa ser de papelão e muito legal.

Pedidos do livro pelo email:

dulcineia.catadora@gmail.com

O blog do Maick tá linkado aí ao lado.

Maick é editor da Revista Lasanha, confiram lá:

http://www.revistalasanha.cjb.net/

Vale a pena adquirir o livro do amigo Maick, que é muito bom.