
24 de março de 2008
22 de março de 2008
HAIKAIS DE SANDRA CAMURÇA
II
quisera eu saber o teu sabor
III
O que é o que é?
ao me ver nua
suas vogais pulsam
num ditongo crescente
O blog da Sandra Camurça está linkado aí ao lado ou no:
http://dimensaosalvadora.blogspot.com/2008_03_01_archive.html
21 de março de 2008
20 de março de 2008
HAIMADRUGAIS
lambe o sono
enquanto o sonho acorda
19 de março de 2008
SOMETHING'S MISSING
nada nada nada nada
cafungo o nada nada nada
canfungo além do nada nada nada
bateu vento lua gripe e febre
bateu John Mayer que instituiu sal
há espinhos sobre minha cabeça
um rítmo de jazz mesclado de blues
vazio agudo ando meio cheio de tudo
como Leminski um dia derramou
me eremitei sou zaratustra agora
que entra na caverna e sente dor além da dor
fio de vida explosão absurdo
18 de março de 2008
FILOSOFIA DA MISÉRIA TOMO I
Perdi o horário de verão nos olhos.
A chuva mofo do precipício na fauna humana.
Eu devo estar na esquina junto com a História
do Brasil 2 Império.
Abri o I CHING de novo mas Proudhon agulhou
minha coluna, aí mostrei minha caixa preta.
17 de março de 2008
BUM BATE BUM
Fala a anta que toda a unanimidade é burra.
Conto prosa na chuva que banha o acaso.
Faísca um brilho na lâmpada de Aladim,
16 de março de 2008
ROUND ONE
Ela andava na linha reta.
Ele andava na contra mão.
Um dia se encontraram, sentaram então a razão e o devaneio.
A razão olhou para o céu é disse:
_Está vendo não te disse, que a física pode explicar os corpos celestes.
O devaneio começou a rir. Não agüentou e disparou:
_ Claro que pode, mas a física é careta, não pode dançar e trazer música como a poesia.
A razão revoltada procurou o Discurso do Método.
Só que Descartes havia sido convidado para uma reunião na casa de Dionísio.
Quando razão e devaneio chegaram lá a porta estava aberta.
E um conviva bêbado proclama:
_ É Descartes está certo, no seu terceiro postulado diz que as mudanças tem que serem feitas na consciência de cada um para que o exercício da razão se torne maneira habitual sem preconceitos.
_Vamos tomar um pouco de vinho!
A razão pra lá de puta pergunta:
_Quem é esse bêbado?
_ É a verve responde o devaneio.
12 de março de 2008
http://pt.shvoong.com/books/1782695-ponto-pedal-flusser-sartre/
10 de março de 2008
http://pt.shvoong.com/books/1780828-um-protusuário-boteco/
6 de março de 2008
5 de março de 2008
4 de março de 2008
no Jornal do Brasil, vocês podem conferir no:
http://jbonline.terra.com.br/editorias/ideias/papel/2008/03/01/ideias20080301007.html
O site de Rodrigo de Souza Leão está linkado aí ao lado, ou no:
http://lowcura.blogspot.com/
3 de março de 2008
http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/blog/1775877-http-cassioamaral-blogspot-com/
Fred é compositor e poeta. Gosto das letras e poemas dele. E escreve contos legais também.
Um poema de Fred aí:
28 de fevereiro de 2008
27 de fevereiro de 2008
HAI VAGANTES CÃES
perdido no mar
veleiros navegam devaneios
cachorros vagam na rua
o improviso diz na esquina
que latidos traduzem sentimentos
vagabundos iluminados contemplam
a lua desfarelada no céu
mel misturado com o gozo scarlate de uma estrela
canto um canto no canto
fico pasmo Hilda Hilst me acena
na lua prostituta bela no céu.
24 de fevereiro de 2008
LÍGIA RIBEIRO
CHARLES TÔRRES PEREIRA , CHAOTIX - 3 D

Trabalho de Charles Tôrres Pereira
Charles Tôrres Pereira, o homem da terceira dimensão está linkado aí do lado, ou no:
http://www.chaotix3d.blogspot.com/
18 de fevereiro de 2008
16 de fevereiro de 2008
Afaguei estrelas mergulhadas em nuvens displicentes
O I CHING me reza direito que tenho de orar sempre meia noite
Incenso cósmico sobe tudo vagando em espirais que diz o imprevisto
Medito “Cabeças depois de serem cortadas ainda mexem e mordem a terra” Descartes lentes que catam cheiros, sabores ditam Discurso do Método. Maiêutica que pratico
na sala de aula diga todos dizem a situação Verdade não existe. Os óculos de Lennon no CCBB inundaram de lágrimas meu olhos de linces palito os dentes em Nietzche161 Os poetas não têm pudor com suas aventuras – eles as exploram eu eremito, só sozinho tiro a roupa apago a luz fumaça de incenso desfacelando segundos mortais a lua insana me lava granito de ponta de umbral 163 “O amor revela qualidades secretas daquele que ama- o que ele possui de raro, de expecional. É por isso que o amante engana facilmente naquilo que nele é regra. Correntes ensangüentam Dali num quadro que suspiro. Mastiguei o tempo e vou ficando mais novo,multiplico formas entre saber de milagres e discos voadores que vejo. Só sozinho sigo Zaratustra canta pra mim, con-verso com ele ele me diz que a caverna é momento de time para o pulo do gato. Faço figa, vejo o inominável e Além do Bem e do Mal distraio a música que bebo na safra quebrada do meu ser.
Cássio Amaral.
16/02/2008
23:01
Desconcertos na Paulista
Lasanha Hoje - Atomic Radio Sábado
"O Desconcertos na Paulista deste sábado convida três jovens autores que agitam e desconcertam o cenário da moderna literatura brasileira. Escrevem, sua escrita ágil, direta, contundente, de altíssimo nível; agitam, mixam, experimentam vários níveis, ousam com música, webdesign, cinema, dramaturgia, artes plásticas; além de participarem ou serem diretamente responsáveis por duas das melhores revistas online de literatura da atualidade: MURO e LASANHA." Claudinei Vieira.NICK FAREWELL, MAICKNUCLEAR, PAULO F. no DESCONCERTOS NA PAULISTA - A VOZ DA PROSASábado, dia 16 de fevereiro, 18:00,CASA DAS ROSAS
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e LiteraturaAvenida Paulista, 37
(ao lado do metrô Brigadeiro)
www.revistalasanha.bravehost.com
http://onlineatomicradio.bravehost.com
_______________________________________________________________ MaicknucleaR www.valium5estrelas.blogspot.com www.ogivanews.wordpress.com maicknuclear@hotmail.com
15 de fevereiro de 2008
31/10/04.
14 de fevereiro de 2008
LAVRA PÁRIA
IN SULTANDO AS FA VELAS
CANTINELAS PRO
VINCIANAS
INCINERO AMOR FADO
CRENÇAS CERVANTEANAS
ABRO O GÁS OXIGÊNIO E MORRO
VI VENDOCAOTICAMENTE ABRO O VER
BO CANTO CEGO DE VIS
TASSALIVAS DE FRAG
MENTOS DE SABINO NO ENCONTRO
DES
MARCADO
SANGRA A CICATRIZ
DO RIO ÁGUA SALOBRA
QUANDO CELA
NÃO ABRIGA A IMPUNIDADE
DO AS
SASSINO DE APOENA MEIRELES
CRIME RIME IM
PUNE SODOMA GOMORRA SANTI
FIQUE.
13/10/2004.
13 de fevereiro de 2008
02/11/2004.
12 de fevereiro de 2008
10 de fevereiro de 2008
Conto ficção
Estou demoradamente sentada na mesa desse café esperando para que dê tempo da sua cabeça loira ver meu braço comprido se espreguiçando debaixo da minha blusa de bolinha que tem aquele tipo de manga fofinha que você tanto gosta.
Se nunca conversamos, como eu sei que você gosta? Ah, sei sabendo. Outro dia eu conversava com um amigo, também aqui, nesse mesmo café, só que em outra mesa, com o propósito único e claro de te fazer ciúmes, mas nada adiantava. Você e seu temível aparelhinho de ouvir música, com pequenas e ridículas bolinhas pretas de som grudadas aos ouvidos. Eu bem que tentei falar muito, muito alto, aproveitando a ruideza absoluta que costuma reinar naquele horário. Seis e meia da tarde. Você tinha um grosso bloco de anotações nas mãos, e eu dava dois dedos da minha para saber o que você escrevia. Sim, por duas vezes eu vi seus olhos feiosos pousarem na fenda da minha saia. Estou gordinha. Mas minhas coxas de algum modo misterioso ainda te seduzem.
Nossos encontros casuais estão ficando cada vez mais freqüentes. Não sei se naquele dia no qual eu tentei te fazer ciúmes com meu amigo você ouviu a gente falando da genealogia da moral de Nietzsche. Talvez não goste de Nietzsche. Mas é que eu me sentia tão importante falando naquilo, e à medida que a cerveja artesanal e cara vendida naquele café proporcionava um estranho efeito de náusea no meu estômago, minha fala parecia ficar ainda mais cheia de cultura e lascívia. Meu amigo já deveria estar se perguntando o que diabos acontecera comigo, e você lá, escrevendo a tese do momento e ouvindo suas nojentas bolinas pretas de som. Pareciam grandes abelhas ferroando calmas a pele macia e íntima dos ouvidos. Amei suas orelhas. Pequenas de mais para um homem do seu tamanho. É. Ontem eu ajeitei os cabelos de modo a pensar que você fosse me olhar diferente. Mas não olhou. Como lembrei da primeira vez que nos vimos, e que eu estava com a blusa de bolinhas, resolvi vesti-la de novo hoje.
E hoje eu conversava sobre a forma com a qual homens e mulheres escrevem suas poesias. Minha companhia, Samantha, leitora cheia de vícios com mulheres do tipo Anaïs Nin ou Sylvia Plath, dizia-me que o homem escreve sobre, já a mulher escreve sendo. Mal pude terminar de ouvir essa frase, senti você segurando meu braço, com a ponta de dois dos seus dedos pequenos e robustos. Você tem uma leve penugem nas mãos:
- Me empresta o fogo?
Eu não resisti a uma piadinha.
- Só se você não devolver.
Daí o instante se prolongou. Cada bolinha da minha blusa começou a se agitar em estupefata comemoração, minha amiga de boca aberta, assistindo, a cinza do cigarro dela se avolumando na ponta, quase caindo, quase caindo, não acreditando na ousadia. O menino que nos serve café passou do seu lado feito uma bala, telefone para ele tocando no caixa. Ai, isso não podia ter acontecido. Foi nesse instante que a tentativa de complementação que faiscou em seus olhos encontrou o refúgio inútil e asfixiante da timidez. Você desistiu da investida que pensou em fazer. Ficou tudo como se tivesse sido apenas uma idiota b-r-i-n-c-a-d-e-i-r-i-n-h-a. Frustrante. Brincadeira que você fingiu não entender. Dois meses e 19 dias te observando, trocando olhares e sonhos nos meus travesseiros em chamas, pra no final das contas, você apenas levar embora o isqueiro consigo. Fiquei sem fogo, mas com a fogueira em mim ainda acesa.
Amanhã vou fingir que dormi na rua, e vou pro café, de novo, com a mesma blusa de bolinha. Meus pontinhos brancos ainda não se conformam com a derrota. Ah, comprei um aparelhinho de ouvir música também. Agora vamos poder disputar indiferenças. Mas ainda continuo sonhando com o flanco macio e suave da sua cabeleira loira e escura.
Os blogs da Luciane estão linkados aí do lado, ou nos endereços:
http://fionamiller.blogspot.com/
http://aresexteriores.blogspot.com/
8 de fevereiro de 2008
Z DA QUESTÃO
voam em liberdade além do que alguém possa captar ou entender meu VÔO DE LIBERDADE
asas distraídas sempre sabem das rotas e saídas coroar o imprevisto com olhos de lince
saber as batalhas e as fraudes além do improviso dançar a vitória e derrota ri e ri de si como se ri fosse e é o que há de melhor cagando os pecados ver o re-
verso digo e finco meu pau no cume do absurdo além de tudo sem ser visto como sou sei sou o i ching pode me absolver tao te king lao tsé sensei diz o que diz miss foi-se a foice é o crime do abandolerear a além há abandas bandas tocam bandejas o abandono não existe é antes grade da insegurança de quem vai falanges canibal rimam no sol lá é meu lar e refaço o traço do risco que arrisco fakir cortou coração de vênus no mar além do m.
2 de fevereiro de 2008
Me convidou pra ir para casa dele.
Acabou a reunião. Pedi pra Ivete, que é minha amiga, colega de trabalho e mãe pra me levar lá,
já que não tenho carro. Ok, Ivete me levou lá na Riviera do Lago.
Tarcísio nos espera na porta da casa. Vem com aquela alma generosa, nos cumprimenta
e nos convida a entrar. Ivete não pode ficar tem a casa cheia de convidados, os filhos e o esposo esperando.
Tarcisio me leva pra dentro e me apresenta seu amigo Ubiratã.
Eles estudaram juntos Engenharia Química em São Carlos.
Resumo: Show! Ubiratã (Bira) é gente fina pra caralho! Meu parceiro Tarcisio é
Illuminati, iluminado e Bira Também. Depois de umas e outras, de Los Hermanos,
Frank Zappa e Lenine. Noite inesquecível.Bira tocou umas músicas bem legais dele. E Tarcisio também cantou suas canções. Brothers pra lá de gente boa.
Copiei a letra que fiz com Tarcisio Moura na minha agenda. Ele musicou, é meio CAZUZA,
olhem aí:
Levando embora o verão
Será que o amor é certo
Depois da contramão?
Eu tento mas não entendo
Porque tem que ser assim
Se eu cheguei de pressa
Você não viu em mim
A cor, textura e o tato
Calor, amor , abraço
Loucura, te tira o sal do mar
O sol, revive na areia
E a nuvem profetiza a vontade
Que corre queimando as veias
Quem vai dizer que nunca amou
Na vida tão rara, tão farta
Sorriso de boca ingrata
Quem sabe e quem nunca errou?
Quem abre com espaço
Pro calor, amor, abraço?
Tarcisio Moura e Cássio Amaral
1 de fevereiro de 2008
Minas está aqui,
dentro e fora de mim,
com seu vasto galope,
corpo se fosse um fardo.
Minas está em mim,
anterior ao verso,
paisagem sem cavalo,
halo que me desfaz.
Minas está, enfim,
ao rente do meu dorso,
abismo que resiste,
lâmina do meu susto.
João Carlos Taveira
Do Livro: “A flauta em Construção”
31 de janeiro de 2008
NA ESTRADA - RESUMO DAS VIAGENS.

30 de janeiro de 2008

Renato, Edu e eu
Imagine. Lennon sonhador!
Eu gosto de Don't Let me down.
Fui à São Gotardo e encontrei mais dois sonhadores.
Tocam no Beatles Cover.
Renato Pimenta, meu amigo e companheiro de Faculdade que gravou
um Zappa que sempre ouço.
Conheci Eduardo Ribeiro, compositor e poeta. Cara gente fina e já
parceiro em letras e escritos.
São Gotardo foi rápido mais muito bom. Márcio irmão do Renato, um
doutor e gente fina. Suzane esposa do Renato é super bacana.
Amigos & amigos, valeu São Gotardo.

BRASÍLIA DOS BRASIS- A FILOSOFIA ESTÁ NA CANDANGOLÂNDIA
Brasília está nos brasis
Assim como os brasis está
No DF cerrado do plano
Piloto
Asa sul asa norte
E a travessia do Eixão.
O vôo é além dos olhos...
Sempre!!!
Revi meus tios e amigos
Robson, Bizé, suas filhas, genros e netinho respiram cultura, arte, música, filosofia e
Poesia o tempo todo.
Choramos lendo as palavras de Sarte. Robson me aplicou outros filósofos, me deu
Pistas.
Antônio Miranda, poeta, professor, dramaturgo, amigo, generoso com disponibilidade
Ensina e dá dicas.
Salomão Souza e sua família especiais pessoas. Gentes finas, illuminates.
João Carlos Taveira poeta dos bons, que vou publicar ainda aqui.
Tudo fino trato. Passeios bacanas, museus, Robson me aplicou muita coisa legal, suas
Fotos na Foto Arte.
Kelson me pegou na candangolândia e tomamos umas e outras na 113 Sul.
Kelson, meu amigo e irmão das antigas. Meu brother de cervejas em Taguatinha Norte
nos idos de 1996.
A nossa entrevista ao programa de meu tio, Antônio Cunha no Valparaíso de Goiás.
Tudo fino trato. Tudo rodante. Faltou gente pra ver, sempre falta . Era férias.
Bizé canta com alma música que são essências. De Moska à Sergio Sampaio, passando por Lupcinio.
Na Candangolândia existe um filósofo, um poeta, um escritor, um sensei, um xamã, um pajé chamado Robson Corrêa de Araújo. Existe pessoas iluminadas como estes aí.
Valeu demais DF do cerrado dos candangos nós.
29 de janeiro de 2008
teu olhar
bálsamo puro
para limpar
para purificar
cristaliza e chama
a pele na pele
boca que bebe ternura
vulcão no deserto
estrela de flor
cor no carinho
na química do sabor
de te amar.
(Cássio Amaral)
2003
P.s. Este e o de baixo são de 2003, são poemas canções na verdade que ninguém musicou.
O lance seria fazer música disso. Baladas, como não rolou está aí.
27 de janeiro de 2008
DUNAS DE AZEDUME

ciscos assentados ao fundo
taça nas mãos de quem
está sem lábios
de quem nunca
esteve com sede
nunca abriu um gesto
de alegria
nunca teceu um debrum
nunca sentiu os zumbidos
em rondas ao néctar
de quem nunca esteve
com a cortiça
de estancar a sangria
de quem nunca rolou
nas dunas de vaga-lumes
Salomão Souza
Do livro Safra Quebrada
O link do Salomão está aí do lado, ou no:
http://www.safraquebrada.blogspot.com/
24 de janeiro de 2008
INFORMAÇÕES SOBRE O FUNCIONAMENTO

_ não chamem de poesia o meu texto ou prosa se quer
23 de janeiro de 2008
2008 A TODO VAPOR

20 de janeiro de 2008

18 de janeiro de 2008

meus dedos ditam as lágrimas
daquele q beijei a careca muitas vezes
sabios sabem a hora q vão
cassinho ele me chamava assim como meus amigos sinceros
me chamam
meu filho, ele me chamou inúmeras vezes assim
illuminati, iluminado,(tancredo borges guimarães(quedo) e ricardo wagner
não gostam q eu utilizo essa palavra, acham q eu falo de buda, de cristo, ghandi ou de
meishu-sama.
sal
au
noites e noites nossa cerveja
nossa conversa de busca, de espiritualidade
ele sabia de raízes, sabia de plantas
ele é puro, era puro,
a essência o define como um homem
o bar do pedro era o reduto dele, o cigarro
ele me chamava de cassinho...
meus dedos choram nesse momento
minha alma se lembra do amigo
o enterro é hoje às 19:00 horas
onde li que nascemos para enterrar nossos mortos?
se saulo cunha pra mim nunca morrerá
e, gregorio de matos fuzilou o verso q está na porta do cemitério
LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ
sr saulo foi poema no meu segundo livro
a chuva é um haicai fúnebre que consola a fotografia q não fiz
minha mãe dizia quando eu era criança q quando os bons morrem a chuva cai
dia lúgubre e com folhas q caem das árvors para um conto com musica de fundo de john coltrane
cá eu fuzilo sem pontos e pontuação
a imagem do amigo me fica além de qualquer imagem
um filme passa e calado volto a chorar de frente da tela
saulo, amigo brilha lá no céu.
p.s. seu saulo faleceu, illuminati, iluminado, pai de um grande amigo meu giovani valério da cunha. esposo de dona mercedez. pai de alessandro, carla, paulo, daniel e janaína.
saulo era meu amigo. sobretudo meu pai também!
16 de janeiro de 2008

Poema de Antonio Miranda
Finalmente,
eu entendi.
Acho que sim.
Tem o outro lado da mesma coisa.
Tem o arremedo, o simulacro,
eu preciso acreditar em alguma coisa.
Fé, eu não tenho. Não vou negar nada,
Deus existe para muitos, não para todos.
Não há espaço para todo mundo, alguém
vai ter que
As chances são mínimas, cada vez menores,
a não ser que
ou
Às vezes enxergo o outro lado, mas não
existe o outro lado. C´est la même chose.
Eu já vi este videoclip, é padrão, já
decorei . É melhor assim. Tanto faz.
A democracia é um privilégio de poucos.
A fruta é tua, mas não existe fruta, não mais.
Nem mesmo a colheita, pois ninguém plantou.
Acredito, sim, nos valores humanos, vale a pena.
Questão de opinião, de
Se é democracia, alguém nos representa. Eu, tu, nós.
Os ladrões têm seus representantes, existem
os desenganados, os bem-aventurados. Os canalhas, os dóceis, os.
Estamos bem representados, as instituições são sólidas, ão, as.
As leis são para serem respeitadas, respeito é bom e eu mereço,
minha mãe respeitava os mandamentos, eu sou mandado.
Acho que, finalmente, eu entendi.
Brasília, 5 de janeiro de 2008
12 de janeiro de 2008
SUPERVIVÊNCIA

Foto de Quedo
Um bom dia...
Uma noite bela...
Somos survival,
De passagem na terra.
Samaritanos ou não!
Aprecie hoje de novos lugares,
Para carregas tudo que é precioso,
As simples...
Bijouterias baratas,
De brilho extenso,
Que não vendo por dinheiro algum.
Um bom dia...
Uma noite bela...
Somos survival,
De passagem na terra.
Humberto C. da Fonseca.
Bebeto Cicas
O link do Bebeto está aí do lado.
11 de janeiro de 2008
10 de janeiro de 2008
SAMPA NOS UIVOS DE TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS
BRENNAND NO PISO DE CIMA MUSEU AFRO BRASILEIRO
IBIRAPUERA MARES NAUFRAGOS
LOA LAND GAROA LÍNGUAS MINHA PÁTRIA NA LUZ
MERCEARIA SÃO PEDRO BEBETO POETA ANDALUZ
MAICKNUCLEAR GUERREIRO MOR
QUEDO
ELAINE
FEJONES
RENATA
NATALI DERRAMAMOS DERRAPAMOS
----------------------------------------------------
MUSEUS MUSEUS MATRIX RAPIDEZ
PRA ONTEM O FUTURO É AGORA
SAMPA SAMPA PAM SAM UIVEI RASGAÇÃO
VILA MADALENA VIA RUA BARÃO DE CAMPINAS, 94
PARADA NO HOT DOG
A MADRUGADA DERRETIDA
THE LAST OF THE NIGHT MAICK, BEBETO, CASSIO E QUEDO
--------------------------------------------
NUVENS
NUVENS
NU
VENS
VÃO
VÃ
FILOS
PHILOSO
FOS
-----------------------------------
DISSE NA MESA ALTO "TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS".
A MESA DO LADO REPETIU , A OUTRA REPETIU.
FIZ UM HAICAI COM O TÍTULO DE DIGÃO:
todos os cachorros são azuis
as nuvens são inesperadas
minha voz rouca blues sampa
Rodrigo de Souza Leão e Cássio Amaral.
P.S. DISSE PRA FERNANDO E PRA OUTROS
QUE TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS É O TÍTULO DO
ROMANCE DE RODRIGO DE SOUZA LEÃO (Linkado aí do lado)
ARTE & CULTURA SAMPA ME RECEBEU BEM.
Resumo da ópera: Tudo muito bão!
4 de janeiro de 2008

31 de dezembro de 2007
CURVAS DE CABEÇA PRA BAIXO - BRASÍLIA UIVA E UIVEMOS POIS!


Robson Correa de Araújo e eu.
Cafungo riscos arebescos nuvens dizem direção de um céu azul
Brasília brasil brasis robson & bizé sensei e senseis...
Cheiro rapé digo o q a esquina diz em milhares de curvas sinuosas
Fumo thdf, quadros & quadros de lygia e arte em todo respirar
Brasília brasis cervejas , brejas e cervejas, bares luminosidade
Iluminar sempre além dos olhos diderot, philos
Meu cor-
Ação platão rasgou num mote uma dictomia além vaparaíso gimba jr
Tio mestre amado jorge bem jor musica indiana, busca e encotros
Rápidos sem esperar ou combinar
Brasília diz a direção refugio é o haicai da noite que miranda antonios e antonios sabem q poesia se faz com sangue e salomão é rei de safra quebrada taveira caeiro de bucólicos instantes meu diário é estrada e oplanalto central dês
Carilha toda nave que voa.
Estou na casa de Robson Correa de Araújo e Bizé em Brasília, tudo zen, tudo bem, tudo louco locos logo, tudo pó-
ESIA, ARTE
Saímos, bebemos, rimos e conversamos, poesia muita e muita leituras e leituras de poemas já mortos, já ressuscitados e alugados.
ALGUNS HAI-KAIS DE ROBSON CORREA DE ARAÚJO:
1
PALAVRAS SEI
SUGIRO
JAPONES CORTE
2
VIRGULA ENCANCHO
GUARDO CHUVA
NA MÃO
3
REBENTO MÁSCARA
SOPRO A DEIXA
UM MANTO
4
COBRIR
CO-IR
BR
5
RASO FUNDA
ESPELHO
SEM TREMER
6
NÃO DEVE CINCO
SEM SETE CORES
ESTENDO A MÃO.
7
MARGEIO GELADA
RÉGUA AO LADO
ESQUERDO DA FOLHA
8
A LATERAL
LANTERNA
CHINESA
9
BALÃO
CHEIO
AR QUENTE
10
ESTRANHO
A ESTRELA
O LANHO
11
UMA LINHA
AINDA QUER PROSA:
DESCARRILHO.
29 de dezembro de 2007

Em 2001 estava na Rádio Scalla Fm.
Ia lá pra ler uns poemas nos programas Járdins Elétricos que Giovani Metal
apresentava e Free Rock que Marcão Maneira apresentava.
Já tinha acabado o Jardins Elétricos e tomávamos uma coca com run.
O telefone toca e alguém diz a Marcão Maneira que Cassia Eller tinha morrido.
Um grito se fez na rádio, um rombo, um lance louco bateu. Marcão não agreditou,
pois estávamos em Araxá uma cidade provinciana, onde o que rola é o breganejo
e talvez um gaiato estaria passando uma pilhéria, uma piada, um trote pra acabar
com nosso sábado de rock, de poesia e de coca com run.
E, outra vez o fone toca dizendo que Cassia Eller tinha morrido.
Marcão não agreditava, nem eu, nem ninguém na rádio.
Marcão ligou em sua casa e confirmou com seu irmão a informação.
Sim, tinha morrido. E aos nos dizer lágrimas correndo por todos os rostos.
Não aguentei, não aguentei chorei pra caramba, putz eu tinha perdido o último
show dela em Uberlândia, tinha grana e na hora não rolou de ir, falhei com Eller,
falhei comigo, com a música de Eller, não rolou , não fui ao show.
Hoje seis anos depois lembro dela e meus olhos estão úmidos, a saudade bate
e lágrimas ainda chovem de leve na minha face.
A voz de Cassia Eller, a atitude de Eller, a arte engolindo a vida.
Para Cassia Eller
voz talhada para o blues
no imprevisto da noite
alma vulcânica e stellar
vida que marcou favos
de cogumelos plutônicos
tudo que a lágrima dispersou
xará que rasgava as madrugadas
que brincava com o gato preto de Poe
chicote de Lou Reed
no samba da contramão
socorro
no passeio sentado só
a saudade frívola derramante
de sangue
me traz sua imagem
por enquanto.
Cássio Amaral.
27 de dezembro de 2007
23 de dezembro de 2007
O Natal de todo dia


21 de dezembro de 2007

Na casa de L. Rafael Nolli. Nolli lendo o Uivo, Caim, Flávio Offer, eu com o copo na mão e Ricardo Wagner
O lero lero com Tavinho Paes em seu ap, da esquerda pra direita: Ricardo Wagner, Tancredo Borges Guimarães (Quedo) em pé, Tavinho Paes, eu e L. Rafael Nolli (o Nolli).

19 de dezembro de 2007
17 de dezembro de 2007
Foram renegados
Jogados no navio
Feito animais
Sempre injustiçados
Sempre marginalizados
Ah! Quão grande é nossa evolução!
Se ainda
Cometemos este Apartheid
No mar venenoso
Da mente
Que julga a pele
Essa pele
Que clama direito
De existir
De “ser humano”
De ser cidadão
Já chega! Chega de escravidão!
E imagino
Zumbi trazendo a consciência
De que o mundo tem sangue negro
Para clarear
E queimar
A ignorância do racismo
Brasil não seja vil
Seja apenas negro
Como todos nós somos
Cássio Amaral
29/10/03
(Meu avô Laudelino Dias da Cunha, pai da minha mãe era negro. Fiz este poema pra ele na faculdade, sem mexer. Na verdade pensei num Rap, mas ninguém musicou. Ele morreu quando eu tinha dois meses de idade em 1973. Uma menina da minha sala a Mariana o aproveito num trabalho na época da faculdade). Muito obrigado meu avô pela minha vida. Obrigado aos meus outros antepassados também. Sem eles eu não estaria aqui hoje. Vovô Lau era negro, como é negro todo o Brasil). Ele casou com a minha avó que é branquinha e descendente de italianos, deu uma mistura muito boa.
13 de dezembro de 2007
11 de dezembro de 2007
Amplidão

Nuvens cortam o tempo
O risco é vida
O disco é momento
A música é sentimento
O imprevisto do sol
Comunga em nuvens além
O visto é além daquilo que se vê
O imprevisto é amor que se tem
A vida é além de tudo um risco
Arrisco no imprevisto dos versos
Melodia de um momento
Dia do relampago que afaga sentimento
Cássio Amaral
Outro dia Joel Macedo me aplicou a comuna do Sergio Sampaio, o qual admiro muito. Grande compositor da música brasileira e grande poeta.
Mandei esses versos de bate pronto, sem pensar muito. Na verdade tinha escrito outros versos pra um letra em homenagem a ele. Na hora de publicar na comuna dele no orkut perdi. Aí fiz estes acima. Conversando com o Edu, meu brother de São Gotardo falamos em fazer desses versos uma canção. Foi assim que rolou estes versos. Quando Edu musicar dou um sinal a todos.
O blog do Sergio Sampaio está linkado aí do lado.
E a comuna do orkut é:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=158508
7 de dezembro de 2007
ASAS ÊXTASE DAS PORTAS ALADAS
Tela de Salvador Daliconhecem portas
e saídas
(Esse haicai foi para uma camiseta da coleção da artista Rosana Jotta. A camiseta ficou muito legal. Pena que estou sem como publicar a foto dela aqui).
Andy Mckke sola
o amplo do universo.
portas abertas
o branco simplifica um up grade
Keb’Mo’ em Love Train
VÔO DE LIBERDADE
asas distraídas
sempre sabem
das rotas e das saídas
filetes de amplidão
que dominam o céu escarlate de jazz
Cássio Amaral.
3 de dezembro de 2007
UM UIVO DE UBERLÂNDIA
Peguei meu celular em Uberlândia na casa do amigo
Wellington Telly e mandei o que penso sobre a poesia
de bate pronto, sem decorar nada.
O amigo Cassio Dias o publicou no Youtube, e compartilho
o lance aqui.
1 de dezembro de 2007
Paulistânia Capítulo 2 Versículo 1
Durante aquela madrugada, no canteiro central do chamado “minhocão”, a fumaça nos eleva e ia de encontro ao concreto dos prédios sem alma e depois se
perdia na densa atmosfera.
1:23 da matina de um sábado quente que encerrava o último dia do horário
brasileiro de verão. Mochilas no chão.
Suor na testa. Fogo na bomba e milhares de janelinhas que viam a cidade
ser nossa enquanto nos “elevávamos”. Ali, da baixa mureta, pode-se ver a luxúria equilibrando-se em saltos agulha e expondo sua carne apetitosa, nas vitrines prostituídas da calçada da infâmia. –Preços a negociar (Nas ruas da indústria informal do prazer, deus é sim, uma nota de cem).
Deus abençoe estas pobres almas pecaminosas, que sobrevivem num lugar
onde as preces não são ouvidas simplesmente porque elas nunca começam. Elas já nascem mortas.
privada de motel.
MaicknucleaR
Do seu livro Meu Doce Valium Starlight
O livro é artesanal e muito bom, além da capa ser de papelão e muito legal.
Pedidos do livro pelo email:
dulcineia.catadora@gmail.com
O blog do Maick tá linkado aí ao lado.
Maick é editor da Revista Lasanha, confiram lá:
http://www.revistalasanha.cjb.net/
Vale a pena adquirir o livro do amigo Maick, que é muito bom.
























